domingo, 2 de agosto de 2015

Sabiás e Pixinguinha

Um Brasil diferente

Com a chegada do mês de agosto, os sabiás começam a cantar a partir das 4:00 horas da manhã. Parece que estão acordando os moradores de São Paulo para ouvir o seu canto e se prepararem para trabalhar.

Neste domingo, por onde passamos encontramos sabiás voando, comendo e cantando. Na nossa casa eles gostam tanto do jardim da frente quanto do quintal onde é mais fácil de encontrar minhocas.

Hoje à tarde, quando fui levar o lixo ecológico lá no Pão de Açúcar da Praça Panamericana, enquanto colocava o lixo no carro, o sabiá cantava na nossa árvore, como que perguntasse o quê eu estava fazendo.

Quando comecei a dirigir o carro e liguei o rádio ouvi na Rádio Cultura FM o locutor contar histórias e tocar músicas de Pixinguinha. Coisas que eu não sabia, por exemplo:

Que Pixinguinha nasceu em 1897, que demorou mais de 30 anos para voltar à Porto Alegre, onde fazia muito sucesso, e outras curiosidades como o fato de Jacó do Bandolim ser muito amigo dele e que, após Jacó fazer-lhe uma visita no final da tarde, quando voltava para casa, Jacó veio a falecer antes de entrar em casa. Deixando Pixinguinho muito triste...

Já Pixinguinha, que viveu muito e de forma bem vivida, faleceu dentro de uma Igreja, quando participava de um batismo...

A vida é assim, dois gênios da música brasileira tiveram mortes curiosas...
E ainda ontem a gente conversava sobre o quê é estar preparado ou não para a morte. Chegamos a conclusão que ninguém nunca está preparado para este tipo de coisa. Sempre queremos viver um pouco mais. Ou muito mais. Mesmo quando a vida não estiver fácil. Aí podemos nos lembrar de Pixinguinha, Jacó do Bandolim e dos sabiás.

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