sábado, 8 de agosto de 2015

Muitos desejam a morte do PT

Eu não sei se o quê eu sinto no peito...

Hoje, em homenagem ao dia dos pais, ganhei o novo disco de Adriana Calcanhoto com músicas de Lupicínio Rodrigues. Belo disco, boas músicas e o velho Lupicínio de sempre... Eu sempre gostei dele e dela. Passei a tarde ouvindo no carro o novo disco.

Por falta de tempo, não li os jornais do dia, sábado. Mas vi que há várias matérias e artigos abordando o fim do governo Dilma e a morte do PT.

Quem quer a morte do PT?

Os conservadores e neoliberias, sem dúvida. Mas há também muitos decepcionados e também frustados com a vida e com o partido. O PT deu motivos? Claro que deu. Precisa flagelar-se por isso? Não sei. Mas precisa ser mais humilde e reconhecer quando acerta e quando erra. Isto é bom para todos.

Mesmo que Dilma não caia, o PT passará por longa purgação pelas promessas não cumpridas, pelo voto de pobreza não realizado e pela inveja dos que ficaram incomodados pelas realizações de Lula e de muitos governantes do PT.

O Rio Grande do Sul, por exemplo, não votaram no PT no segundo turno e agora o governador eleito, do PMDB, não está pagando os salários dos militares e dos civis servidores estaduais. A violência aumentou e a decepção também.

Este processo de purgação faz parte da aprendizagem democrática,
tanto para a esquerda, como para a direita.

Há necessidade de golpe ou de renúncia? Não necessariamente... Há necessidade de se criar condições de governabilidade. Dilma não precisa ser a última palavra. Mesmo sendo presidente da República. É preciso constituir um Conselho de Estado, como se fosse um Conselho de Administração, para garantir a governabilidade e a constitucionalidade. Havendo necessidade de um quorum mínimo.

Na verdade, continuo achando que o melhor mesmo é se convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, se fazer uma Constituição mais simples e operativa, regulamentar critérios mais decentes para que os partidos façam parte dos legislativos e tenham acessos aos rádios e TVs e, depois de tudo, que sejam convocadas eleições gerais, em 2018, regidas pela nova Constituição. Mesmo que esta seja mais conservadora do que a atual.

Sempre haverá direita, centro e esquerda.
Mesmo que matem o PT, novas esquerdas surgirão, como pululam partidos de direita. Dos 33 atuais, uns 28 são de direita. Logo, se a direita se juntar em 3 ou 4 partidos, terá maioria com tranquilidade. Não precisa ficar histérica pregando golpe nem manipulando a imprensa.

Como cantava Lupicínio:

Você sabe o quê é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
e depois encontrar este amor, meu senhor
nos braços de um outro qualquer?

Isto é democracia...

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