domingo, 9 de agosto de 2015

Jornais de antes e atuais

Já não fazem falta

Antigamente, ler os jornais aos domingos era tão importante quanto ir às escolas estudar... Grandes reportagens nacionais e internacionais, ciências, arte e literatura. Até mesmo com a Guerra Fria, tínhamos a ONU e o Correio da Unesco para complementar às informações.

Hoje em dia, você folheia os dois grandes jornais de São Paulo e fica com a sensação de vazio ou de mau gosto... Imaginem que ao olhar o jornal Folha de S.Paulo, a única reportagem que li estava na Revista da Folha. Bela reportagem sobre o velho e querido Adoniran Barbosa. Parabéns aos repórteres pela reportagem, pelas fotos e entrevistas. Até parece a Folha de antigamente.

Já o novo Estadão, além de perder a dignidade dos Mesquitas, até o caderno especial de domingo saiu fraquinho. Para não dizer que não li nada do Estadão, li a matéria de Vera Rosa, no primeiro caderno e, embora goste do que ela escreve, acho que ela errou ao supervalorizar o dia 16. O que vai derrubar Dilma ou não, não serão as ruas, e sim as Forças Ocultas... Que a cada dia que passa vão deixando de ser Ocultas.

Por falar de Domingo, bonito mesmo foi ouvir o sabiá cantando durante todo o dia; ver o ipê amarelo do nosso vizinho começar a florir e ver as maritacas pousar na árvore de outra vizinha para comer as verdes sementes...

E ao caminhar no Parque Villa Lobos, sentimos o quanto nossa cidade está seca... Já ao telefonar para nosso pai em Serrinha, Bahia, lá chovia... O mundo está mudado.

Nossos jornais já não fazem falta aos domingos. Uma pena!


Um comentário:

  1. Quando eu morava em Brasília, década de 80, aos domingos comprava três jornais: o Correio Braziliense, pra ver as coisas locais e as internas do poder; a Folha, que era o melhor jornal da época; o JB ou o Globo. Era programa pra manhã inteira.

    Da última vez que fui a Buenos Aires, comprei o La Nacion de domingo pra fazer hora num café. É um jornal conservador, como você sabe. Mas a edição de domingo lembrava essas que você fala, dos velhos tempos: muitas matérias assinadas, análises mais profundas e pluralistas, além da opinião editorial. Acabei ficando umas duas horas no café.

    Hoje em dia eu só passo os olhos na FSP, versão digital. Tem domingo em que só dá pra ler o Tostão. Uma pena, mesmo.

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