terça-feira, 4 de agosto de 2015

Itaú humilha a concorrência

Mais de 6 bi no trimestre. É mole?

Itaú esperou o Bradesco comunicar a compra do HSBC Brasil para mostrar que não precisava comprar mais nenhum banco no Brasil. Sua estratégia agora é comprar bancos na América Latina e transformar-se no maior e melhor banco das Américas, fora dos Estados Unidos e Canadá.

O que o Bradesco pagou sobre o HSBC é menos do que o lucro do Itaú em apenas um ano!

Além de humilhar a concorrência, o banco mostra ao Brasil como se ganha dinheiro. Mostra também ao governo federal de que, mesmo sendo oposição ao governo, ganha muito dinheiro e pode fazer concorrência aos bancos estatais...

Se as "forças ocultas" estão destruindo as megas construtoras brasileiras, as "forças ocultas" poderão mais tarde querer alterar o mercado financeiro nacional. É tudo questão de tempo e de lugar...

Vejam a boa matéria do jornal Valor deste dia 04 de agosto de 2014.

Lucro recorrente do Itaú avança 23% no trimestre, para R$ 6,13 bi

Valor - 04/08/2015 - Por Daniela Machado e Fabiana Lopes

SÃO PAULO - (Atualizada às 8h08) O Itaú Unibanco teve lucro líquido contábil de R$ 5,984 bilhões no segundo trimestre, com alta de 22,1% sobre o mesmo período do ano passado.

O lucro ajustado, que exclui itens não recorrentes, subiu 23,3% e alcançou R$ 6,134 bilhões, um pouco acima da projeção de analistas. A projeção média de analistas consultados pelo Valor era de lucro de R$ 5,818 bilhões.

A carteira de crédito — incluindo avais, fianças e títulos privados — terminou o segundo trimestre com saldo de R$ 566,6 bilhões, 2,1% menor que o reportado no primeiro trimestre e 9,3% maior que o visto no mesmo período do ano passado.

Assim como nos seus rivais, o câmbio foi um dos fatores que ajudaram na expansão anual da carteira. Segundo o Itaú, desconsiderando-se o efeito da variação cambial, a carteira de crédito teria encolhido 1,0% no trimestre e crescido apenas 2,6% em 12 meses.

No fim de junho, R$ 126,7 bilhões do total dos ativos de crédito do banco eram denominados ou indexados a moedas estrangeiras.

No segmento de pessoas físicas, a instituição manteve a estratégia de se concentrar em carteiras de menor risco. Nesse sentido, a carteira de consignado mostrou evolução de 52,3% em 12 meses, a R$ 45,517 bilhões, enquanto o estoque de crédito imobiliário teve expansão de 20,8%, para R$ 31,7 53 bilhões. Por outro lado, o estoque de financiamentos para aquisição de veículos teve redução de 30,2%, a R$ 23,7 86 bilhões.

Nas pessoas jurídicas, o saldo de empréstimos a grandes empresas aumentou 8,3% em 12 meses e recuou 3,2% no trimestre, para R$ 211,9 bilhões. O estoque para micro, pequenas e médias se expandiu apenas 0,7 % em 12 meses e recuou 2,3% na comparação trimestral. O índice de inadimplência do banco mostrou piora na comparação com o primeiro trimestre, passando de 3% para 3,3% no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, no entanto, o índice era de 3,4%. As despesas do banco com provisão para devedores duvidosos (PDD) somaram R$ 5,520 bilhões, com alta de 23,6% em 12 meses. O banco, que havia revisado suas estimativas de crédito no primeiro trimestre, manteve a perspectiva de crescimento da carteira total na faixa entre 3% a 7 % neste ano. No balanço, consta ainda que as despesas com provisão para perdas com crédito (PDD) aumentaram 23,6% sobre o mesmo período de 2014, para R$ 5,520 bilhões.

Na semana passada, o Bradesco reportou lucro contábil de R$ 4,47 3 bilhões de abril a junho, com alta de 18,4%. O lucro ajustado foi de R$ 4,504 bilhões. No caso do Santander Brasil, o lucro contábil foi de R$ 3,881 bilh ões e o ajustado, sem o efeito da reversão de provisões fiscais, foi de R$ 1,67 5 bilhão.

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