sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Fiesp e Firjan esqueceram o Lava Jato

Crise de governança

A crise política, a crise econômica ou o Lava Jato?
Se uma crise é ruim, imaginem as três crises juntas e acumuladas.

Eu venho insistindo que as entidades empresariais precisam se posicionar publicamente sobre as prisões dos maiores empresários brasileiros, a forma como eles estão sendo tratados e mantidos presos.

De repente, não mais que de repente, as duas mais importantes entidades industriais do Brasil, a Fiesp e a Firjan, gastam fortunas em matérias pagas de paginas inteiras nos principais jornais do Brasil, defendendo a proposta do Vice-Presidente  da República, Michel Temer. Que também é presidente nacional do PMDB.

Estas entidades patronais foram rápidas na defesa da proposta de "salvação nacional" do PMDB, mas continuaram esquecendo os empresários e suas grandes empresas. Por coincidência também hoje sai publicado o resultado e o lucro da Braskem, empresa que pertence a família de Mercelo Odebrecht, preso e exposto à imprensa, como boicotador do operação Lava Jato e como chefe de quadrilha...

Mesmo os deputados e governadores que receberam dinheiro destes empresários, também se calam e fingem que não os conhecem...

A nota assinada pelos presidentes da Fiesp e Firjan ainda cita, de passagem, que:

"É fundamental apoiar todas as iniciativas de combate à corrupção e punir exemplamente todos os desvios devidamente comprovados."

Mas não citam uma vez sequer a palavra Lava Jato, nem sobre a forma de tratamento às empresas e aos empresários.

Parafraseando o final da nota, o Brasil está precisando de bom-senso, de equilíbrio e de espírito público. Principalmente de respeito às instituições, à Constituição e à sociedade.

Vivemos uma profunda crise de governança, em todos os sentidos...


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