quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Estamos sendo roubados?

Some suas contas de água, luz, telefones, etc

Quando privatizaram os serviços públicos, a promessa foi que teríamos serviços de qualidade com baixo custo, porque não seriam funcionários públicos (que são vistos como mais caros) e que seriam trabalhadores privados ou terceirizados (que são vistos como mais baratos).

Nesta época, já existia o Plano Real e a inflação já estava baixa, mas os serviços públicos continuaram indexados, mantendo assim uma inflação inercial para beneficiar os compradores das empresas públicas que foram privatizadas. É o famoso capitalismo protegido em vez do capitalismo de mercado. Na área de TV e rádio isto é muito comum. São concessões públicas sob controle privado... é o capitalismo meia boca.

Ontem, recebemos as contas de água e de luz  para nossa residência. Somos três pessoas. Mas, de repente, não mais que de repente, as contas dos telefones subiram, as contas da água veio no valor R$170,44 e da luz veio no valor de R$239,06. Somente estas duas contas somadas, dão um total de R$409,50!!! Quando fui olhar os indicadores de consumo, nos dois casos as diferenças são pequenas. O problema é de aumento do custo do serviço prestado.

Depois reclamam que a inflação está subindo!
Quem está fazendo a inflação subir?
Os governos municipais, estaduais e federal!

A sensação é que estamos sendo literalmente roubados pelos governos e pelos políticos! E ainda ontem, ouvi na TV Bandeirantes que o juiz em São Paulo libertava os chefes do PCC da cadeia. Fiquei muito assustado. Lembrei-me da música de Chico Buarque: Chame o ladrão!

Falta chuva na represa, tem água caríssima, os celulares são os mais caros da América Latina e os carros são caros e o trânsito não anda.

Alguma coisa está fora da ordem, como canta Caetano.

Um comentário:

  1. O problema não está na privatização, mas na má administração. Por conta de políticos incompetentes ou compromissados apenas com seus próprios interesses, obras prioritárias deixam de ser realizadas e assim acabamos enfrentando crises hídricas e de energia elétrica, que inevitavelmente resultam em aumentos (expressivos, como você bem colocou) nas tarifas de água e luz (dentre outras mais).
    Aliás, basta lembrar quanto se gastava no supermercado há coisa de um ano e comparar quanto custa, hoje, uma compra equivalente, para ver que os índices de inflação oficiais são mais maquiados do que a fuça de Ney Matogrosso no tempo dos Secos e Molhados.

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