sexta-feira, 14 de agosto de 2015

CUT prega PAZ, Emprego e Qualidade de Vida

Nossas armas são as da Democracia

A voz da sabedoria...
Na guerra, quem mais sofre são os pobres, os trabalhadores e as trabalhadoras. A melhor arma para a Classe Trabalhadora é a Consciência de Classe. Que vem da educação escolar, formação familiar, valores religiosos e culturais.

Se a Classe Trabalhadora é maioria da população e se houver Democracia com voto universal de cada pessoa um voto, a Classe Trabalhadora será governo eleito democraticamente e caberá defender seu governo se for ameaçado. Defender na paz e na guerra. Mas, preferencialmente, sempre pela paz e pela sabedoria.

Os Estados Unidos sempre tiveram a democracia do "big stick", tanto internamente como externamente. As regras lá são explicitadas... Tem uma hegemonia que não deve ser ameaçada.

Aqui no Brasil, esta hegemonia branca, colonizada, serviçal da hegemonia inglesa ou americana, nunca foi de fato ameaçada. Tivemos alguns levantes regionais, mas nacionalmente nunca houve um grande desafio. O principal desafio foi agora com os governos Lula e Dilma, que não ameaçam a hegemonia capitalista nem a dependência aos Estados Unidos e Europa. Ser contra estes governos progressistas é mais ranço conservador do que preconceito de classe.

O Brasil demorou 500 anos para ter sua primeira central sindical. Da mesma forma, demorou 500 anos para eleger um trabalhador como presidente e uma mulher como presidenta. Tudo isto não pode ser interrompido com golpe jurídico, civil ou militar...

A CUT, em reunião em Brasília, refletiu a conjuntura e chegou a conclusão que:

Nossas armas são as da democracia,
reafirma Direção Nacional da CUT

Escrito por: Direção Nacional da CUT • Publicado em: 14/08/2015 - 14:07 • Última modificação: 14/08/2015 - 14:20 
A Direção Nacional da CUT, reunida em Brasília no dia 14 de agosto, manifesta seu mais veemente repúdio a qualquer tentativa de impeachment da presidenta Dilma, eleita democraticamente pela população brasileira, ao mesmo tempo em que expressa sua posição contrária à atual política econômica, que leva o país à recessão e penaliza a classe trabalhadora com o desemprego e a perda de direitos.
Resistiremos ao golpe junto com os movimentos sociais e com o povo na rua no dia 20 de agosto em defesa dos direitos, da liberdade e da democracia. Faremos das campanhas salariais em curso neste semestre uma trincheira na defesa dos reajustes dos salários dos trabalhadores, dos direitos trabalhistas e contra qualquer tipo de golpe e, se for necessário, paralisaremos o país com a greve geral em defesa da democracia.
Lutaremos contra a pauta conservadora imposta pelo Congresso, que promove o retrocesso político, o preconceito e a intolerância, retira direitos e  entrega o patrimônio público a empresas estrangeiras. Somos contrários à agenda proposta pelo presidente do senado Renan Calheiros-Levy que promove a agenda neoliberal no país.
Nossa agenda é outra, em torno dela mobilizaremos a classe trabalhadora. Queremos mudança da atual política econômica. Faremos a defesa intransigente da Petrobrás, contra o projeto do Senador José Serra que altera o regime de partilha na exploração do Pré-Sal. Estaremos nas ruas e no Congresso contra o PLC 30/15 que permite a terceirização da atividade-fim, contra a lei antiterrorismo e contra a redução da maioridade penal.
No lugar da atual política econômica recessiva, que cria condições para a restauração neoliberal e para um novo ciclo de reestruturação produtiva das empresas, que utilizará, entre outros instrumentos, a redução de postos de trabalho, a CUT defende a retomada do crescimento com base no investimento, no fortalecimento da indústria e da agricultura familiar, na ampliação do emprego, na redistribuição de renda, no combate à desigualdade e na inclusão social.
A saída da crise é com o povo nas ruas defendendo a democracia, as reformas populares e uma política econômica coerente com o projeto vitorioso nas urnas.
São Paulo, 14 de agosto de 2015.
DIREÇÃO NACIONAL DA CUT


2 comentários:

  1. Companheiro Gilmar tudo isto é uma grande verdade mas não foi o que disse o nosso presidente

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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