sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A Folha como incendiária e como moderadora

Todos os caminhos levam à Folha?

Antes de ontem foi Fernando Henrique Cardoso almoçar na Folha.
Ontem foi a vez do presidente da CNI - Confederação Nacional das Indústria, Robson Andrade.
Outro dia almoçou também por lá o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco.

Além das personalidades convidadas regularmente para almoçar e compartilhar suas ideias, muitas autoridades e personalidades também gostam de passar pela Folha, como se estivessem visitando o Papa. Ontem, conforme o próprio jornal, além do presidente da CNI, passaram por lá, sem almoçar, alguns generais e o presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade - ABAP.

A Folha, nos velhos tempos, apoiou o Golpe Militar de 1964, chegando inclusive a ser porta-voz da repressão. Depois, com a ameaça das "Reformas de Base" de Jango já distante no tempo e na política, teve participação brilhante na campanha das DIRETAS JÁ! Foi a melhor época do jornal.

Fez campanha velada para Collor, depois, acertadamente, fez campanha direta pelo Impeachment de Collor. Apoiou o governo Itamar e seu principal ministro, Fernando Henrique Cardoso. Fez e faz campanha para seu grande aliado, FHC.

A Folha fez todas as campanhas contra Lula e contra Dilma. Não sei se o problema é político, econômico ou freudiano... Mesmo respeitando o direito de a Folha apoiar quem quiser, sempre achamos estranho esta hostilidade. Afinal, Lula fez bem ao capitalismo brasileiro.

A Folha de hoje, pede moderação ao Judiciário. Principalmente por sua campanha salarial. Ultimamente os editoriais da Folha têm sido mais moderados do que incendiários. A função incendiária o jornal tem deixado para os articulistas e editores pontuais...

Sabemos que a Rede Globo desistiu da campanha do golpe contra Dilma. Mas a Folha ainda não se posicionou oficialmente. Seus agitadores continuam provocando, embora o jornal já esteja mais maneiro.

Se olharmos os jornais de hoje, veremos matérias pagas (mais dinheiro para os jornais que apoiavam o impeachment e as manifestações do próximo domingo) defendendo o diálogo e a retomada do crescimento econômico com inclusão social, tanto por parte dos Sindicatos dos Trabalhadores, como dos Empresários...

A Paz passa pela imprensa, pelos empresários, pelos trabalhadores, pelos políticos e governantes, pelo Judiciário e pelas Forças Armadas. A Paz depende de todos nós.

A Folha, como moderadora, poderia aproveitar este clima de trégua e incentivar a PAZ e a retomada do crescimento econômico. Da mesma forma que fiquei com vontade de reproduzir o Editorial da Folha de hoje, se sair um Editorial propondo a Paz e o crescimento econômico, juro que o reproduzirei na íntegra no meu blog.

Posso ser chamado de louco, conciliador, pequeno burguês, liberal, seja lá o quê for. Mas, da mesma forma que acredito em Deus, também acredito que a Folha possa desempenhar um papel moderado e conclamar a PAZ. Contribuindo para que o Brasil volte a ter crescimento econômico, instituições estáveis, políticas públicas de qualidade e muita liberdade para todos.

A Folha pode até convidar o Nizan Guanaes para fazer uma campanha tipo a que ele faz para o Itaú...

4 comentários:

  1. A Folha ainda é o jornal melhorzinho. Se bem que eu não leio o Estadão, que você gosta - não vende aqui perto de casa e não dá muito acesso grátis online. O problema é que a grande imprensa tá em crise no mundo todo, pelos motivos que conhecemos - e aqui no Brasil é pior, porque há também uma crise de identidade: eles não sabem mais se são jornais ou panfletos.
    Não acho que a Folha queira ou possa desempenhar o papel que você sugere. Não quer por motivos econômicos e freudianos (os econômicos são particulares, maior divisão das verbas publicitárias do governo federal). Não pode porque não tem mais a influência de outros tempos.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Gilmar, te admiro muito por teres estômago para ler a Fel lha. Confesso que não tenho.

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    1. Até para poder criticar ou rebater, torna-se necessário ler, por mais que nos repugne. E ele demonstra ser possuidor de uma visão bem clara, eclética do que é preciso para voltarmos à normalidade política, econômica e social. Por sorte ele tem estômago para ler a tal Fel lha.

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