segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Imprensa e o limite do ódio

Estimula o ódio e depois assusta-se com a violência

Como leitor assíduo de jornais e ouvinte de rádio, embora veja pouco noticiário de televisão, ando pensando sobre "o limite do ódio" para nossa imprensa. Junto com a pregação do ódio vem o cinismo, ao estimular a violência, mas, depois que a horda pratica a violência, a própria imprensa mostra a violência como se não tivesse nada a ver com ela. É como a direção de um grande time de futebol que distribui ingressos de graça para as Torcidas Organizadas e depois reclama da hostilidade destas mesmas torcidas quando o time dá vexame no campo.

Ando pensando em escrever uma Carta Aberta a Washington Olivetto.
Olivetto é o nosso símbolo de sucesso publicitário. Ele e Nizan são os dois melhores do Brasil. A ideia da carta aberta sempre volta toda vez que pego para ler o jornal Estadão. Na época dos Mesquitas era um bom jornal que fez parte da História de São Paulo e do Brasil. Com a crise econômica, o jornal passou a ser administrado por alguns malucos, neoliberais e "doutores da USP", como eles gostam de se identificar nas matérias.

O Estadão, que era conservador mas era um bom jornal, perdeu os escrúpulos e transformou-se num boletim tucano e da extrema direita. No entanto, os Cadernos de Economia, Internacional e Cultura continuam bons. Mas, gradativamente os neoliberais e cínicos estão invadindo a parte de Economia, restando apenas o setor Internacional e o Caderno2.

Fico pensando:

- Será que vale a pena manter a assinatura do Estadão apenas em função dos Cadernos Internacional e o de Cultura?
- Será que Olivetto vai continuar fazendo propaganda do Estadão, mesmo o jornal piorando a cada dia? Vale a pena sujar o nome de Olivetto com um produto decadente deste?
- A Folha também é odienta, mas não é um pastelão como o primeiro caderno do Estadão.
- Poderia ler apenas o jornal Valor, que é o melhor jornal atual. Mas o Valor não tem futebol, nem cultura. E a parte internacional é limitada.
- Será que, com tanto ódio na imprensa, não seria mais fácil cancelar todas as assinaturas?

Na época da ditadura militar eu assinava todos os jornais que eram contra a ditadura, como forma de estimular a liberdade de imprensa e a diversidade de comunicação. Hoje, com a democracia, nossa imprensa está oligopolizada, reacionária e cínica. Já as oposições a esta hegemonia cínica, não tem jornal escrito, tem apenas sites nas redes sociais. Doze anos de governos Lula e Dilma não foram capazes de criar um canal de televisão progressista, até a TV Cultura de SP transformou-se em aparelho do PSDB e reacionários. Os rádios e TVs proliferaram como aparelhos dos Evangélicos (conservadores, também).

Enquanto o ódio não tomar conta de tudo e o Brasil transformar-se num Chile de Pinochet, ou numa Argentina de Videla, talvez a imprensa não se dê por satisfeita. O que deveria ser divergência política está transformando-se em violento Ódio de Classe. Imaginem se estas barbaridades praticadas pela imprensa fossem a favor da Classe Trabalhadora? O Brasil já estaria em Guerra Civil. O fantasma que nos ronda mas que nunca pode se impor por estas terras.

O ódio está vencendo a esperança.

Talvez esta mensagem sirva como um ato desesperado de pedido de ajuda a Olivetto e Nizan. Sem poder contar com os políticos, juízes e com a imprensa, ainda conto com os artistas e com os grandes nomes da publicidade. Leio tudo que aparece sobre Olivetto e Nizan. Eles não têm o ódio como forma de ganhar a vida.

domingo, 30 de agosto de 2015

São Paulo sem água e sem juízo

Sem água se morre

A falta continuada de água afeta as plantas

Nossas nandinas têm mais de dez anos de vida. São tão bonitas quanto as flores. No entanto, com a falta de água e de chuvas, a faxineira, em vez de regar com água pura, pensando em economizar água, aproveitou a água da máquina de lavar, que tem produtos químicos de limpeza. A boa intenção porém estava matando nossas nandinas...


O jardineiro quase morre de tristeza. Sentado no chão ele perguntava-se: 
Que praga estaria matando as nandinas? 

Minha esposa começou a cuidar atenciosamente, para ver se salvava as plantinhas que definhavam. Vendo minha esposa usar água pura, a faxineira, toda atenciosa, recomendou: Use está água que é limpa... 
Mal sabia que era límpida, porém cheia de química.
Minha esposa então agradeceu o conselho, mas respondeu-lhe que aquela água da máquina de lavar poderia ser reusada para lavar o chão, mas não podia ser usada para regar plantas.

Depois de tanta água boa e comprada, as nandinas tiveram também o prazer de receber água de chuva. Vejam o resultado: 


As nandinas estão renascendo, brotando e logo logo estarão assim:



A estupidez dos governantes, que não garantem o abastecimento de água em São Paulo, leva pessoas bem intencionadas a errar. Ainda bem que nossas plantam foram salvas pelo Jardineiro e pelos cuidados de minha esposa. E a faxineira aprendeu mais uma novidade.

Agosto está acabando e o mundo não se acabou.
Vamos ver como vai ser Setembro.
Na Vila Madalena, as primaveras já estão florindo.

sábado, 29 de agosto de 2015

Brasil está em Recessão? Viva a Recessão!

E o Povo? Quem está preocupado com o povo?

Se o governo disser que está fazendo a recessão para ajudar o povo, está mentindo. A recessão programada por Levy e apoiada por Dilma, tem como principal objetivo gerar desemprego, conter o consumo, aumentar a taxa de juros e desvalorizar o real perante o dolar. Assim o Brasil conseguirá manter o grau de investimento nas agências de "rating", estas mesmas agências que vivem errando nas avaliações dos governos e das multinacionais.

O povo, no primeiro momento, está pagando a conta. Isto é, sendo demitido, pagando caro a comida, o remédio a escola dos filhos e o transporte.

Traduzindo:
O governo Dilma está subordinado ao sistema financeiro internacional e ao seu critério de avaliação.

E a oposição, capitaneada pela imprensa, está comemorando e morrendo de ri. O governo Dilma está sofrendo da Síndrome de Estocolmo, onde o agredido fica refém e servil ao agressor. Lamentável!

E o povo?
Dilma e seus aliados devem estar programando um ano de m... em 2015; um ano de sofrimento menor em 2016 e a retomada do crescimento em 2017 e 2018. Só falta combinar com os Russos... Isto é, combinar com a oposição raivosa brasileira...

Quem ainda mantém um compromisso prioritário com o povo são os sindicatos e as centrais sindicais. Daí a crise pública entre os sindicalistas da Força Sindical e a hostilidade de Paulinho (da força) do Partido Solidariedade (a Eduardo Cunha...).

E o governo ainda vem com a história de retomar a CPMF.
Mais uma estupidez política. Parece provocação...
Que a saúde precisa de mais dinheiro, ninguém duvida. Mas, daí querer criar mais um imposto, eu creio que nem Levy, o ministro da Fazenda, seja tão estúpido. Que a saúde seja abastecida com dinheiro do Orçamento da União e que se passe menos dinheiro nos subsídios da Dívida Pública, das tarifas privatizadas mas que continuam indexadas, etc.

Queremos nosso governo popular e democrático de volta.
Mesmo que para isto seja necessário trocar os Ministros da Fazenda, da Casa Civil, da Justiça e tantos que forem necessários...

Defender Dilma e manter esta política econômica suicida não adianta. Queremos defender o governo Dilma como sendo nosso governo democrático e popular. Foi para isto que fizemos campanha eleitoral e fomos às ruas lutar contra os golpistas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Três coisas horríveis no Brasil

Ficar doente, ficar velho e ficar doente-velho

1 - Ficar doente no Brasil não é fácil.

Dependendo dos Convênios Médicos e da Rede Privada de Hospitais e Laboratórios, é como jogar na loteria... Não tem vagas para consultas e exames, temos que esperar a disponibilidade, nos mandam para longe de casa ou do trabalho e todo ano é uma briga contra os aumentos abusivos dos convênios.

Todos reclamam:
As empresas médicas, os convênios, os empregadores e os empregados.

No nosso caso, chegamos aos 61 anos.  A demanda médica aumenta, os exames médicos também e as despesas com remédios são criminosas. E ainda temos que escutar dos caixas das farmácias “que economizamos dez ou vinte reais numa conta” quando na verdade gastamos centenas de reais em cada caixinha de remédio. Imaginem várias caixinhas???

O governo diz que não tem dinheiro que chegue e que precisa de novo CPMF. Nós, mortais e pagantes, vemos nosso salario ser minguado em despesas médicas e farmacêuticas.
Os hospitais privados estão diminuindo em São Paulo e os preços aumentando.

Será mais fácil deixar-se morrer?

2 – Estamos ficando velhos...

Nossa geração está chegando e passando dos 60 anos.
A geração de Caetano e Gil já passou dos 70.
Muitos da nossa geração já são avós...

Ficar velho significa começar a aparecer uma infinidade de doenças e exames que nunca imaginamos que teríamos. Eram coisa de velho...

E, com a velhice, vamos descobrindo que podemos ficar sozinhos, chatos e sem dinheiro para tantas demandas de saúde. E não tem convênio que garanta qualidade de vida para tantas coisas...

3 – O pior é quando ficamos velhos-doentes.

Antigamente se morria mais cedo e nem sequer sabíamos o que provocou a morte. Agora temos tanta tecnologia que, além de morrer bem mais tarde - em vez de ser aos 60 ou 70, agora se morre aos 80, 90 e até 100 anos! -  os idosos que não têm família grande para socorrê-los passam mais dificuldades.

Antigamente os pais tinham 5, 6 até 12 filhos numa mesma família. Deus provinha, juntamente com os recursos públicos escassos... E agora os filhos rateiam as despesas e os cuidados.

Agora, a média é de dois filhos por casal. O que faz com que o rateio das despesas fique mais caro por ser dividido apenas por dois, em vez de ser dividido por 6 ou 8 irmãos. Além de ficar caro, menos filhos têm menos tempo para cuidar de velhos...

Resultado:

Da mesma forma que o Brasil teve que prover a imensa quantidade de jovens e crianças, agora precisa preparar-se para prover os milhões de velhos que estão chegando ao mercado. Isto é, aos hospitais, laboratórios e casas de repouso...

Não é por acaso que nas pesquisas, sempre o item mais criticado pela população é a saúde. Seja ela municipal, estadual ou federal.

A China tem mais de 300 milhões de pessoas com mais 60 anos.
O Brasil deve ter uns 50 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

Ou o Brasil planeja e se antecipa a estes milhões de velhos,
Ou iremos parecer mais a Índia do que os Estados Unidos.

Ficar doente é ruim.
Ficar velho não é fácil.
Imaginem ficar doente e velho?

Ainda bem que o Sesc-SP tem um bom programa para a terceira idade. 


Prefeitos abandonam o PT?

Que saiam todos os medrosos e sem compromisso ideológico

Hoje a imprensa comemora que 20% dos prefeitos do PT no estado de São Paulo estão saindo da legenda e sendo festivamente recebidos pelos partidos da direita.

Fico pensando:

Os partidos de direita e a imprensa falam, todos os dias, que o PT não presta, que os petistas não são de confiança e outras coisas não publicáveis.

No entanto, quando os petistas dizem que querem sair da legenda, aparecem os pescadores de águas turvas para convidá-los a entrar nas suas legendas. Isto acontece não apenas com prefeitos, mas também com senadores e deputados.

Não é por acaso que existem 33 partidos políticos no Brasil.
Quase todos sem ideologia ou compromisso com a verdade.
Apenas como legendas de negócios públicos e privados.

Realmente vai ser muito difícil eleger-se ou reeleger-se como petista nas eleições do próximo ano. Porém, nas horas difíceis é que conhecemos que tem compromisso e coragem de defender a Classe Trabalhadora.

Se São Pedro negou Jesus Cristo três vezes, imaginem estes políticos que vieram para o PT por modismo ou para beneficiar-se do prestígio de Lula, como presidente e líder nacional.

Perder uma eleição não é o fim do mundo.

Na Europa, onde os partidos e as centrais sindicais têm mais de 100 anos de existência, ganhar e perder faz parte da história deles. Como também as guerras mundiais e as locais.

No Brasil, como tanto os partidos políticos, como as centrais sindicais, e até mesmo as religiões evangélicas, têm apenas 40 anos de vida, em média, perder uma eleição pode significar o fim da legenda partidária, o fim da central sindical ou até mesmo o fim da Igreja Evangélica - que depende dos dízimos e das graças públicas... O Brasil tem sido um país de pouca memória.

Voltando ao tempo como exemplo, gosto de rever sempre ao filme Os Dez Mandamentos, onde Moisés liberta o povo hebreu da escravidão. Neste filme, há Moisés e seus fieis seguidores, mas há também os medrosos e descomprometidos com o povo de Israel e com seu Deus. São os medrosos, os mercenários, os vendilhões dos templos. Deste tipo de gente, o Brasil atual está cheio. Mesmo os que dizem que falam em nome de Deus. Mesmo que seja o deus do dinheiro e da vida fácil...

Eu sou um dos fundadores do PT e da CUT.
E não deixarei de ser petista e cutista.

Ainda mais num dia tão importante como o dia 28 de Agosto.
Aniversário de fundação da CUT e Dia Nacional dos Bancários.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Deu a louca no STF?

Vejam que bom artigo de Maria Cristina Fernandes

Quando a gente pensa que a imprensa brasileira está contaminada com a baixaria política quotidiana, descobrimos que ainda temos algumas virtudes. Como no jornal Valor, por ser voltado para o empresariado, e temos também um dos melhores textos da imprensa nacional. 

Maria Cristina Fernandes escreve como uma estadista, uma pensadora que dialoga com o bom senso e a honestidade. Se ela estivesse na Folha, seria famosa, mas, provavelmente, ela esteja mais a procura de virtudes do que de fama.

Leiam seu belo artigo no Valor de hoje:

Pedido de vista

Valor - Por Maria Cristina Fernandes - 27/08/2015 ­ 05:00

A ação que contesta o financiamento empresarial de campanhas eleitorais está suspensa há 16 meses por iniciativa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Luciana Lóssio, não tem imperativos regimentais para encerrar seu pedido de vista na ação de impugnação da chapa presidencial. Se este alcançar a mesma duração daquele em curso no STF, a presidente Dilma Rousseff terá ultrapassado a primeira metade do seu mandato.

Na hipótese de o julgamento, ao ser retomado, concluir pela reabertura das contas de campanha já aprovadas pelo tribunal e a ação seguir os trâmites da Casa, com os prazos para defesa e recursos, a chapa a ser impugnada terá tido a oportunidade de cumprir seu mandato.

A celeridade que se tentou dar ao processo na Justiça Eleitoral aconteceu num momento de arrefecimento do impeachment no front parlamentar.

O avanço dos acordos para a repatriação de divisas e a elevação dos tributos do sistema financeiro, a liberação de emendas parlamentares e o amadurecimento de soluções para recolocar as empreiteiras da Lava-Jato de volta ao jogo mediante venda de ativos, demonstram um fôlego que o governo, a despeito dos esforços em sentido contrário, ainda tem. Luciana poderá protelar decisão tanto quanto Gilmar.

Ao suspender o julgamento no STF, que já tinha maioria contrária ao financiamento empresarial, Gilmar Mendes contava com o avanço da Lava-Jato a favor de sua tese. Agora Mendes parece se valer da pressão da Lava-Jato no sentido inverso, de pressionar Luciana a agir com a celeridade contra a qual se blindou.

Na acareação da semana, o doleiro Alberto Youssef mencionou a emergência de um novo delator a corroborar com o repasse de propina para doações eleitorais da chapa de Dilma. A Constituição prevê que o mandato pode ser impugnado por fraude, corrupção ou abuso de poder econômico.

A ação de impugnação de mandato promovida pelo PSDB é de fevereiro de 2015, mas carece de provas que ainda estão por ser colhidas no processo iniciado na Justiça Federal do Paraná. O TSE é um tribunal conservador, menos exposto à judicialização que o Supremo, talvez porque se confronte com a soberania diretamente conferida pelo voto.

A rejeição das contas de um candidato não o impede de ser diplomado nem mesmo de ser considerado quite com a Justiça Eleitoral. Se hoje o tribunal acumula um número crescente de candidatos e eleitos cassados, é pela observância das leis da Ficha Limpa e de compra de votos aprovadas pelo Congresso. Por isso, o movimento em curso no TSE surpreende, pelo ineditismo, até mesmo juízes com longa militância no combate à corrupção.

A disposição do ministro Gilmar Mendes de levar a cabo a cassação da chapa presidencial parece contar, entre os sete votos do plenário, apenas com a adesão inconteste do ministro João Noronha, que deixa o tribunal em outubro. Para liderar o conjunto do plenário, Mendes enfrentará o déficit de decoro na função, tanto por continuados pronunciamentos fora dos autos como pela falta de transparência nas relações com partes envolvidas em processos que julga.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Brasil continua em águas turvas

Empresários querem trabalhar mas políticos preferem o caos

Quem lê os cadernos econômicos dos jornais vê um país, quem lê os cadernos de política vê outro país.

Os empresários querem voltar a produzir, trabalhar mais, vender mais, exportar mais e ver o Brasil crescer...

Os políticos querem botar fogo no país, barganhar apoios e benefícios em troca da governabilidade. A CPI da Petrobrás se confunde com o Lava Jato e os depoimentos que valem para uns não valem para outros, mostrando que, no Brasil, a Justiça é uma questão de conveniência...

E por falar em conveniência, a verdade é o que menos importa para nossa imprensa. O doleiro dizer que Aécio recebeu dinheiro de Furnas, em  plena CPI, é menos importante do que Gilmar Mendes tentar mais uma vez melar a posse de Dilma e Temer. E se o mesmo doleiro dissesse que Dilma recebeu dinheiro de Furnas, a imprensa reagiria como reagiu?

Os empresários precisam conversar com os trabalhadores e pressionarem os políticos para deixarem de fazer o diz que disse e que também os políticos comecem a trabalhar pelo bem do Brasil.

Como diz Roberto Rodrigues, "O Brasil não pode parar!"

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Representantes de quem?

Sindicalistas, políticos, juízes, jornalistas, pastores...

O Brasil vive um período onde todos somos acusados de ser corruptos, bandidos ou trambiqueiros.

O jornal O Globo de hoje publica uma matéria que, tudo leva a crer a intenção seja denegrir a imagem dos sindicalistas.

Acontece que, quando lemos o título temos uma impressão, e quando lemos a matéria ficamos com outra impressão.

Qual é, então, a real intenção do jornal? 
Se for combater o imposto sindical, tem o nosso apoio. 
Se for, no entanto, denegrir a imagem dos sindicalistas – dos trabalhadores, o jornal fez uma grande bobagem. Já que a matéria apresenta nomes de sindicatos PATRONAIS e de sindicatos com pouca legitimidade, que não são filiados à CUT.

O único sindicato na lista que é filiado à CUT, é o 8o. da lista, o Sindicato dos Bancários de São Paulo. Só que a matéria não diz que o Sindicato dos Bancários de São Paulo, por ser contra o imposto sindical, o devolve aos bancários.

No Festival de Besteira que assola o Brasil atual, esta é mais uma matéria que contribui mais para desqualificar o país, do que para qualificar os leitores e melhorar a nossa precária democracia.

Querem fazer uma campanha contra o imposto sindical? Contem com a gente...

Vejam a matéria mal feita d’O Globo de hoje.


Governo revela que há 480 entidades sindicais milionárias

REPRESENTANTES DE QUEM?


25/08/15 12:24:45 O Globo

Dados inéditos mostram que setor do comércio lidera arrecadação

Henrique Gomes Batista e Ruben Berta

Dados inéditos divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho mostram que, no ano passado, uma elite de 480 de um total de 9.959 entidades sindicais recebeu, cada uma, ao menos R$ 1 milhão do imposto conhecido como Contribuição Sindical. Conforme o GLOBO mostrou no mês passado, os números vinham sendo mantidos em sigilo pelo governo federal, mas foram liberados por determinação da Controladoria Geral da União (CGU), com base na Lei de Acesso à Informação. O ranking de arrecadação mostra um predomínio do comércio. Excluindo as centrais, quatro das cinco entidades mais ricas estão ligadas ao setor. O primeiro lugar ficou com o Sindicato dos Comerciários de São Paulo: R$ 29,7 milhões.

- Esse ranking confirma a importância do setor de comércio e serviços na economia nacional, algo que ainda não foi assumido do ponto de vista político. Fiquei surpreso de sermos os primeiros em arrecadação, mas o fato é que realmente somos grandes em tudo. Temos a maior prestação de serviços do país. Somente no ano passado, oferecemos 203 mil atendimentos médicos e odontológicos - afirmou Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que também comanda a União Geral dos Trabalhadores (UGT), central que no ano passado recebeu outros R$ 39,9 milhões.

Pela primeira vez, a União disponibilizou os dados das 9.959 entidades que dividiram R$ 2,651 bilhões em 2014.

No segundo lugar entre os sindicatos milionários, aparece o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo), com R$ 29,4 milhões. Em seguida, vêm dois outros representantes patronais: a Confederação Nacional do Comércio (CNC), com R$ 26,9 milhões, e a Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), com R$ 25,2 milhões. O quinto lugar é da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio ' (CNTC), com R$ 22,7 milhões.


A Contribuição Sindical tem duas origens:

um dia de salário por ano de todos os trabalhadores para os respectivos sindicatos e um percentual sobre o capital o social das empresas, representação dos patrões. Os dados não mostram, porém, o faturamento total das entidades, pois elas ainda podem cobrar contribuições adicionais que não têm controle pelo poder público, como mensalidades de associados ; e outras taxas compulsórias.

Entre os que mais arrecadaram estão ainda categorias de peso, como o Sindicato dos Bancários de São Paulo(8º lugar, com R$ 15,3 milhões) e os metalúrgicos da capital paulista, com R$ 8,8 milhões, na 19ª posição.

A lista apresentada pelo governo tem:
1 – Sindicato dos Comerciários de SP = 29,770 milhões
2 – SECOVI- SP = 29,487 milhões
3 – Confederação Nacional do Comercio = 26,942 milhões
4 – Fecomércio-SP = 25,270 milhões
5 – Confederação Nac. dos Trab. Comércio = 22,760 milhões
6 – Sindicato das empresas de serviços contábeis = 22,760 mi
7 – Fed. Dos empregados no Comércio Est. SP = 17,483 milhões
8 – Sindicato dos Bancários de SP = 15,343 milhões
9 – Sind. Empreg. Agentes Autônomos SP = 15,191 milhões
10- Confederação Nacional da Indústria = 124,994 milhões
11 – FIESP = 14,972 milhões


e por aí vai...

Falta de confiança do consumidor?

Custo de vida e recessão derrubam a confiança

Não precisa ser economista nem sociólogo para entender o que está acontecendo com a economia e o Brasil.

1 - A presidente Dilma prometeu a seus eleitores de que não haveria recessão, mas nomeou um ministro da Fazenda neoliberal e que promoveu a recessão;

2 - As empresas, ao ver suas vendas caírem, aproveitaram para fazer um grande ajuste interno, demitindo milhares de trabalhadores e corrigindo preços para cima;

3 - Os políticos, aproveitaram-se da crise econômica, para tentar derrubar a presidente e destruir a imagem do PT, que ameaça a hegemonia conservadora e neoliberal;

4 - O Banco Central teve um surto recessivo e decidiu, apoiado pelos banqueiros, aumentar assustadoramente a taxa de juros, levando o setor produtivo a parar de investir e comprar;

5 - A única coisa que está salvando o Brasil é o CÂMBIO. Que além de estimular as exportações e reduzir as importações, está "desestimulando" os brasileiros a viajarem para o exterior, melhorando o deficit comercial;

6 - A imprensa, que ajudou a incendiar a crise e a desestabilizar a economia, também está perdendo dinheiro com a paralisação da economia e a redução da publicidade;

7 - No aumento geral dos preços,  contribuíram para os aumentos abusivos o governo federal com a luz, o governo estadual com a água e a prefeitura com o IPTU. Sem contar os preços de telefonia, TV a cabo, remédios, escolas, livros e tantas outras coisas. O custo de vida no Brasil está criminoso;

8 - O POVO, que não é bobo, ao ser demitido e não ter aumento de salário, PAROU DE COMPRAR. Se o povo não compra, o comercio não vende, as fábricas não produzem, aumentam as demissões e a ciranda continua. Quando vai parar?

Quando empresários, trabalhadores e governos tomarem juízo, sentarem-se para conversar e encontrar uma saída que passe pela contribuição de todos. Os trabalhadores e empresários já deram entrevistas e colocaram matérias pagas nos jornais conclamando pelo diálogo.

Vamos dialogar? Assim podemos reconquistar a confiança do consumidor.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vice é para governar junto

Vice não é figura decorativa ou para emergências

A cultura brasileira mostra que o papel do vice em qualquer instituição nacional é apenas decorativo ou para substituir mortos, destituídos ou renunciados...

Com a administração moderna e com a democracia, a gente vai aprendendo que Vice também é importante e que pode contribuir muito.

Por exemplo, um vice reitor de uma universidade pode ajudar na gestão e representação de tantas demandas que uma universidade apresenta; um vice presidente de uma grande empresa ou banco, geralmente ajuda o presidente a tomar conhecimento dos milhares de relatórios e pareceres que precisam ser aprovados.

Um vice prefeito, vice governador ou vice presidente da República, além de poderem contribuir com as milhares de atividades públicas, também servem para complementar as composições políticas. Isto também vale para os Sindicatos dos Empresários e dos Trabalhadores.

O caso mais famoso do Brasil é o do vice presidente da república.

Na época de Aureliano Chaves, que foi vice presidente de algum general da Ditadura Militar, Jô Soares criou um quadro humorístico onde contava que no Brasil, vice presidente não mandava nada. Era apenas decorativo. E naquela época era verdade.

Com Lula e seu vice presidente, a dobradinha foi brilhante. Tanto por ser um grande brasileiro, como porque Lula estimulava e valorizava o companheiro de chapa e de governança. Foi uma dupla que orgulhou o Brasil.

Com Dilma e Temer as coisas não são tão bonitas como foi com Lula e seu vice. No entanto, Dilma e Temer representam os dois partidos que têm as maiores bancadas na Câmara Federal e juntos têm grande bancada no Senado.

Por que os dois governantes e seus respectivos partidos não estão se entendendo? Os dois juntos formam ou deveriam formar um governo de centro-esquerda, ou um governo progressista. A imprensa andou estimulando a cizânia, dizendo que Temer poderia assumir o lugar de Dilma ou que Dilma poderia virar uma "rainha da Inglaterra" e deixar Temer governar, entre outras coisas...

Nós, mortais, achamos que o que é realmente necessário é que haja um bom acordo entre a presidente e seu vice, o mesmo acontecendo com seus respectivos partidos. Afinal, quando os pais se entendem, toda a família se beneficia.

Vamos trabalhar juntos?


Boas notícias do dia

Chove em São Paulo e Dilma vai diminuir os ministérios

Quando chove o mundo melhora, os pássaros cantam, as plantam ficam verde e até as minhocas comemoram.

Quando todo mundo sente o drama da crise política, econômica e social, todos esperam que cada pessoa ou autoridade faça um gesto para que as coisas melhorem.

O Brasil estava se radicalizando, todos acusando e ninguém se sentindo culpado, quando na verdade todos têm uma parte de culpa. Desde o cidadão mais simples até a presidente da República.

Finalmente os empresários começaram a pedir um basta ao clima ruim, os políticos começaram a ouvir o clamor do povo e dos empresários e até a presidente da República foi para a imprensa comunicar que também vai contribuir para diminuir a crise e retomar o crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social.

Hoje a presidente Dilma disse que vai reduzir até dez ministérios como forma de diminuir as despesas do governo e ajudar a equilibrar as contas.

Dilma poderia também pagar a metade do 13o. salários dos aposentados de uma única vez, não precisava dividir em duas vezes. É tão pouco! Os bancos já ganharam tanto dinheiro com os juros altos. Economizar com os pobres e beneficiar os bancos não combina com esforço social.

Chegando em casa à noite, ainda tive tempo de ver no site do Valor e ouvir de minha esposa que a dona do Magazine Luiza, deu uma entrevista interessantíssima, conclamando o povo a acreditar mais no Brasil, a reconhecer o direito de os pobres comprarem TV, máquina de lavar e roupa decente. Disse que Luiza Trajano deu números de estatísticas sobre o consumo de bens domésticos interessantíssimos..

Mesmo sendo tarde, ouço o barulho da chuva molhando nossas plantas que estavam morrendo com a seca paulista e depois do jantar ainda quero ver um pouco o noticiário para ver mais notícias boas.

É preciso acreditar no Brasil!
É preciso cada um fazer a sua parte.
Se cada um ceder um pouquinho,
podemos construir uma grande Nação.

domingo, 23 de agosto de 2015

O desafio é começar

O Brasil começa a sair da crise

Primeiro vai sair da crise política, depois da crise social e por ultimo, da crise econômica.

Sair da crise política significa superar está disputa se vai ter impeachment ou não. Não terá impeachment. Da mesma forma que não vai ter impeachment, a presidente Dilma VAI precisar mudar sua forma de governar. Incluindo mudar seu ministério. Tem que diminuir a quantidade de ministérios. O Congresso Nacional terá que curar suas feridas, antes de tentar imobilizar o governo e o Brasil. O Judiciário vai ter que voltar a ser Judiciário em vez de instrumento político da direita. Finalmente, e é muito importante destacar, a imprensa vai ter que ouvir mais os empresários do que os políticos reacionários ...

Sair da crise social significa que, na medida que o terrorismo político e jurídico recrudesça, a população também ficará mais segura e terá mais paz e esperança .

Sair da crise econômica significa compreender que "O Brasil não pode parar", como diz o grande empresário do agronegócio Roberto Rodrigues. Se o Brasil parar, todos perdemos... 

Agora, além da entidades patronais, até os banqueiros do Bradesco e do Itau, já declararam que é hora de parar a baixaria política e voltar a trabalhar. É preciso que todos contribuam para esta mudança. O difícil é começar a mudar de comportamento.

E para mudar, é preciso acreditar e voltar a trabalhar.

Vamos chamar Olivetto e Nizan para fazerem a campanha?