terça-feira, 14 de julho de 2015

#thisisacoup - Isto é um Golpe!

No Brasil e na Grécia

1 - Grécia - O mundo está discutindo o golpe que a Alemanha e a União Europeia estão dando na Grécia. O mundo também está vendo os neoliberais conservadores - como a imprensa brasileira - ridicularizar o primeiro ministro grego, Tsipras, dizendo que a Grécia está passando pela maior humilhação da sua história.

A direita internacional quer sangue, quer humilhar a esquerda e os progressistas. Querem aproveitar o fim do bloco soviético e a impotência dos muçulmanos, para tirar direitos dos trabalhadores em todo o mundo. Direitos que foram conquistados pelos trabalhadores no pós-guerra e em função da guerra fria. A direita acha que não tem adversário à altura...

2 - Brasil - Na capa do jornal Folha de S.Paulo de hoje, o golpe contra o governo Dilma volta a ser assunto principal. A aliança entre o PMDB de Cunha, o PSDB, os partidos de direita (incluindo os que tem nomes trabalhistas), o Judiciário e a Imprensa está tentando fazer os acertos finais para tentar dar o golpe de Agosto.

Desta vez o PSDB não aparece diretamente na matéria, aparece através de seus aliados explícitos. A matéria da Folha tem como título: "Cunha discute impeachment com ministro Gilmar Mendes". No corpo da matéria aparece que Paulinho da Força também participou da reunião. Cinicamente Cunha nega que tenha discutido o assunto, porém, Gilmar Mendes, conforme a matéria da Folha, CONFIRMA A DISCUSSÃO.

O curioso é que, o mesmo presidente da Câmara que quer dar o golpe na presidência da República, na edição do jornal Estadão de hoje, na página A6, em letras garrafais tem o titulo: "Cunha quer aliado à frente de Fundo de Investimentos". Quantos cargos tem no governo e em suas estatais Eduardo Cunha e sua tropa de choque? O PMDB como um todo está subordinado a Cunha? O governo está refém de Cunha? O Brasil está refém de um louco arrivista?

3 - Por falar em loucuras, ontem à noite passou na TV a cabo um filme chamado Sarajevo, onde conta a história do assassinato de Ferdinando, arque-duque da Áustria, em Sarajevo, na Bósnia, que na época fazia parte do império Austro-Húngaro e, com a morte, a Áustria aproveitou para invadir a Sérvia e daí veio a primeira Guerra Mundial quando morreram mais de 17 milhões de pessoas. No filme, o cinismo dos austríacos lembra muito o cinismo da imprensa mundial atual. Querem sangue, querem guerra, querem humilhar os governos progressistas e de esquerda.

É preciso aprender com a História. Começar as guerras é muito fácil. Difícil é terminá-las...

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