terça-feira, 28 de julho de 2015

Folha fala da venda do HSBC

Bradesco tem exclusividade por 15 dias...

Mas o Santander pode voltar e o Itaú corre por fora. Parece notícias velhas, mas é o jeito de a Folha trabalhar. Quanto é amigo, tudo; quando não se é amigo, a lei... Quem acompanhou a disputa entre Abilio Diniz e o empresário francês, dono do Casino, sabe o que estou dizendo.

A Folha vinha resistindo a noticiar algo sobre a venda do HSBC no Brasil. Como estamos chegando nos momentos finais, a Folha resolveu ontem fazer uma retrospectiva das noticias publicadas nos outros jornais.

Hoje é dia 28, terça-feira. Podem escrever que até sexta-feira, dia 31 de julho, o Bradesco publicará algo como Fato Relevante sobre a compra ou não do HSBC Brasil.

No próximo dia 03 de agosto, alguém da sede mundial do HSBC informará ao mundo se o banco já foi vendido ou não.

É como alguém em estado terminal num hospital. Os médicos só estão esperando autorização da família para desligar os aparelhos. No caso do HSBC Brasil, os mais de 20 mil funcionários e dezenas de milhares de clientes, estão só esperando a matriz comunicar quem será o novo proprietário.

Uma nova etapa de vida começará para os funcionários e clientes do banco vendido. Isto faz parte da vida e do capitalismo. Comprar, vender, contratar, demitir, lucrar e perder...

Se isto vale para bancos, hospitais, escolas, supermercados, etc. Também deveria valer para a Imprensa.

A imprensa brasileira bem que poderia ter novos concorrentes no mercado nacional, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Este negócio de proteção do mercado nacional não se justifica mais. Nem para jornais, nem para rádios, nem TVs.


Um comentário:

  1. Concordo completamente. Chega de defender o monopólio da mídia em nome do nacionalismo.

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