sexta-feira, 31 de julho de 2015

Bradesco e HSBC estão fechando o negócio em Londres

Comunicado oficial sai segunda-feira

O jornal Valor, mais uma vez, deixa os demais jornais para trás e noticia com qualidade as negociações sobre a venda do HSBC Brasil.

Vejam parte da matéria que está no site de hoje:

Valor on line - 31/07/2015 - 05:00 - Por Vinicius Pinheiro

HSBC quer anunciar venda até segunda 

Há um esforço em curso para concluir as negociações para a compra das operações brasileiras do HSBC pelo Bradesco ao longo do fim de semana. A expectativa do banco inglês é que o fechamento do negócio ocorra a tempo da divulgação do seu resultado, que no horário brasileiro ocorrerá por volta da 1h da madrugada de segunda-feira, dia 3 de agosto.

Procurados, Bradesco e HSBC não comentaram o assunto. Executivos do Bradesco estão em Londres para tratar do fechamento da aquisição dentro do prazo, mas a data do balanço seria apenas uma indicação, e não um prazo final para a conclusão da transação.

A venda da unidade do banco na Turquia, que deve ser fechada para o holandês ING, também está perto de ser concluída, segundo informações da imprensa internacional.

A intenção original do HSBC era se desfazer apenas do negócio de varejo, mas o Bradesco - assim como os outros bancos que demonstraram interesse na instituição - quer ficar com toda a unidade. Esse ponto chegou a atrasar as negociações, mas em um sinal de que deve mesmo se desfazer de toda a subsidiária local, o HSBC repatriou recentemente os funcionários brasileiros que atuavam no exterior.

Como o banco pretende manter o atendimento a grandes empresas nacionais, deverá criar uma nova estrutura do zero no país.

Flores de julho

Mesmo sem água, temos flores

Amanhã será agosto. O mês do cachorro louco, o mês dos golpes políticos e da guerra no Congresso Nacional e na Imprensa. Como acabará o mês de agosto ninguém sabe...

Já o mês de julho, que acaba hoje, deixou boas lembranças, como o início dos ipês amarelos florirem. Na nossa rua há vários pés de ipês amarelos. Os grandes ainda não floriram, mas os pequenos, já estão florindo em toda cidade.

Vejam este exemplo: 


Quando tem sol as flores brilham mais.
Na rua da Consolação há vários ipês amarelos.
Mas no nosso bairro tem bastante.

A grande beleza do mês de julho foram as cerejeiras. Imbatíveis...


E os jornais de hoje falam que podemos voltar para o Volume Morto 2.
Mais um ano sem água? Pode uma tragédia desta?

Além de interromper a linha 4 do Metro, que levará o metro para Vila Sonia,
onde esperei o Metrô por 22 anos, também piora a situação da água. 

E os jornais botam a culpa nos outros. Mundo estranho...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Reajuste dos Aposentados e Salário Mínimo

Demagogia e Enganação

Várias pessoas me pararam nas ruas perguntando por que a presidente Dilma vetou o projeto de lei que iguala o reajuste dos aposentados ao reajuste do Salário Mínimo.

Eu não tive dúvida em responder:

Por que a presidente não é demagoga, não engana e respeita tanto os aposentados quanto os trabalhadores que ganham um salário mínimo. Os parlamentares que aprovaram este projeto de reajuste, fizeram isto como forma de desgastar a presidente e o PT, fizeram por mera provocação, demagogia e enganação.

Uma coisa é ter uma lei de reajuste dos salários dos aposentados em geral que garanta o poder de compra dos aposentados.

Outra coisa é a lei específica de valorização do Salário Mínimo, criada por Lula e Marinho, governo e CUT, que possibilitou haver uma significativa melhoria do poder de compra dos trabalhadores de baixa renda.

Se Dilma aprovasse a lei que subordina o reajuste dos aposentados ao reajuste do salário mínimo, aconteceria o mesmo que aconteceu no governo FHC, quando o salário mínimo valia apenas R$80,00. Hoje o salário mínimo é muito maior, graças a política de valorização feita por Lula e mantida por Dilma.

Há perda do poder aquisitivo dos aposentados? Evidente que sim. Porém, não é acabando com o salário mínimo que vamos salvar os aposentados. Quem disser o contrário estará mentindo, enganando e fazendo demagogia.

Queremos que todos os aposentados preservem o poder de compra e a dignidade.

Queremos que o Salário Mínimo continue sendo valorizado como política de melhor distribuição de renda e de inclusão social.

Santander quer tomar o HSBC do Bradesco

O jogo ainda não acabou...

O jornal Valor bota pimenta na comida do Bradesco e noticia que o Santander Brasil apresentou nova proposta de compra do HSBC Brasil. O último dia de prazo para a venda é amanhã, dia 31 de julho.

Questionado pela exclusividade do Bradesco, o presidente do Santander respondeu que o jogo só acaba quando o juiz apita o final da partida. Parece até sofrimento corintiano. O Bradesco não pode dar uma de Corinthians que tomou gol aos 47 minutos do segundo tempo, por bobeira do time e do técnico. Mais do que nunca o Bradesco precisa Orar e Vigiar, além de trucar sobre a proposta do Santander. Esta proposta do Santander pode ser uma forma de valorizar a venda do HSBC. Mas, jogo é jogo.

Vejam a matéria do site do jornal Valor, de hoje.

Santander Brasil diz que fez "boa oferta" por HSBC no país 

Valor - Por Fabiana Lopes  - 30/07/2015

SÃO PAULO ­ O presidente do Santander Brasil, Jesús Zabalza, afirmou nesta quinta­feira que o banco fez “boa proposta” pelas operações do HSBC no país, tem interesse no negócio e está na disputa. Zabalza informou que podia falar “pouco” sobre o tema HSBC. Mas questionado sobre informações de que o Bradesco estaria em negociações exclusivas com o banco britânico, disse que, na visão do Santander, “o assunto só termina quando o negócio termina — e ainda não terminou”.

“Queremos crescer de forma orgânica, o que não significa que não estejamos atentos às oportunidade que possam surgir”, afirmou Zabalza a jornalistas durante teleconferência para apresentar o balanço do segundo trimestre.

"Agenda do crescimento"

O Santander reiterou o objetivo de manter o crescimento das despesas abaixo da inflação e disse que a expansão dos gastos no segundo trimestre foi influenciada pela sazonalidade e pelo processo de inclusão da Getnet e do Bonsucesso.

"Mas esses fatores que aumentaram os gastos refletem a agenda de crescimento do banco", afirmou o executivo. Como exemplo, Zabalza citou aumento do número de funcionários e investimentos em marketing, além do novo programa de crédito a pequenas e médias empresas, lançado pelo banco. As despesas gerais do banco somaram R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre, com alta 6,64% em 12 meses.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

90 anos de O Globo

Confunde-se com a História do Brasil

Hoje o jornal O Globo completa 90 anos de existência e publica um caderno especial de aniversário. Noventa anos é muito tempo, principalmente se observarmos que estamos falando de um jornal que noticia sobre os fatos do dia a dia.

Nestes 90 anos o mundo mudou muito e o Brasil mudou muito mais.

Tivemos a segunda guerra mundial, a guerra fria, a criação do Estado de Israel, a força dos países comunistas, as olimpíadas e as copas do mundo, tivemos as Revoluções Chinesa e Cubana, a guerra do Vietnã, o  fim da União Soviética. E o novo mundo sem o comunismo.

Ao mesmo tempo, o Brasil deixou de ser rural para ser urbano, tivemos o Brasil de Getúlio Vargas, o presidente Bossa Nova, Juscelino Kubstcheck, o Golpe de 1964, o milagre brasileiro, o AI-5, com a ditadura sangrenta, o cansaço da ditadura, a Tropicália e a guerrilha urbana, e a redemocratização com Henfil, Lula e Dom Paulo.

O jornal O Globo sempre esteve do lado dos empresários e dos Estados Unidos. O Brasil também, nestes 90 anos, sempre esteve ao lado dos Estados Unidos. Assim ficou mais fácil de o jornal crescer e consolidar-se como maior e principal empreendimento de comunicação do Brasil. Mesmo crescendo durante a ditadura, isto não desmerece seu crescimento. Muitos surgiram e faliram. Faz parte da nossa história.

Nas Diretas Já, o jornal demorou para entender que o Brasil não queria mais a ditadura. A Folha, como principal jornal concorrente ganhou o mercado e a disputa ideológica. O Globo insistiu com Collor para presidente, que mais tarde foi cassado por corrupção. A Folha não se expôs com Collor...

Com FHC, tanto o Globo como a Folha estiveram juntos. Tão juntos que se associaram e criaram o jornal VALOR. Hoje, o melhor jornal do Brasil. Melhor até do que a Folha e o Globo juntos.

Atualmente, tanto o Globo quanto a Folha apoiam o golpe contra o governo Dilma e são inimigos mortais do PT. Sinais dos tempos. Sinais de esgotamento tanto de uma forma de se governar como de se fazer oposição. Mesmo não concordando com nenhum dos dois jornais, leio-os diariamente, com tristeza e com alegria. Triste quando leio a parte política e alegre quando leio a parte cultural.

Tive a oportunidade de, como Secretário Geral da CUT, fazer uma boa reunião com o proprietário da Rede Globo, Dr. Roberto Marinho, durante a crise da TV Manchete. Foi uma boa reunião... Tive também participação nas renegociações das dívidas da Rede Globo com o BNDES quando houve a maxidesvalorização do Real no governo FHC. Como Conselheiro, concordei que se deveria salvar a Rede Globo...

O Globo e a Rede Globo fazem parte da nossa história. O Brasil precisa de mais democracia e mais participação social nos meios de comunicação. Mesmo sendo tão importantes, o Brasil precisa de mais jornais, mais rádios e mais canais de TVs. O Brasil precisa de mais diversidades, mais regionalidades e mais cidadania.

Com todos os acertos e com todos os erros, não podemos deixar de dizer:
Parabéns ao jornal O Globo pelos seus 90 anos!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Alemanha passa USA, Japão e China

Em vendas de veículos

Pela primeira vez na história, a Volkswagen passou a ser a líder em vendas globais de veículos. Ultrapassando a Toyota e a GM, no primeiro semestre de 2015.

Da mesma forma que os japoneses tiveram o maior orgulho quando chegaram ao primeiro lugar no mundo; agora chegou a vez dos alemães comemorarem. 

Parabéns!  Vejam a matéria divulgada no jornal Valor.

Volkswagen ultrapassa Toyota e lidera venda global de veículos

Valor - 28/07/2015 ­ 14:53

A Volkswagen ultrapassou a Toyota em vendas globais de veículos no primeiro semestre. Foi a primeira vez que a montadora alemã ficou no topo desse ranking altamente competitivo.

A japonesa Toyota informou hoje que vendeu 5,02 milhões de veículos nos primeiros seis meses deste ano, uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme as vendas esfriaram especialmente no mercado japonês.

No início deste mês, a Volkswagen comunicou que suas vendas somaram 5,04 milhões de veículos nesse intervalo. As vendas foram robustas na Europa e América do Norte, mas caíram na China - geralmente um mercado forte para a empresa.

As vendas do primeiro semestre recuaram 0,5% em relação a igual período de 2014. Com sede em Detroit, a General Motors, montadora líder de vendas por mais de sete décadas até ser superada pela Toyota em 2008, terminou em terceiro. Foram 4,86 milhões de veículos vendidos, uma queda de 1,2% perante um ano atrás.

A GM recuperou o topo das vendas em 2011, quando a produção da Toyota foi prejudicada pelo terremoto e pelo tsunami no nordeste do Japão. A japonesa, que fabrica o híbrido Prius, o sedã Camry e os modelos de luxo Lexus, fez um grande retorno em 2012 e tem liderado o ranking global nos últimos três anos.

No ano passado, a Toyota vendeu 10,23 milhões de veículos, batendo a Volkswagen e a GM. Mas a empresa prevê vender menos caminhões e carros neste ano, projetando uma queda de 1%, para 10,15 milhões de veículos.

A indústria automobilística mundial tem se expandido a cada ano desde 2009, mas agora enfrenta uma estagnação do mercado na China, queda da demanda na Rússia e fraqueza em alguns países do Sudeste Asiático e da América do Sul. Nos EUA, as entregas do setor aumentaram apenas 4,4% durante o primeiro semestre do ano, sinalizando que esse mercado terá o menor ganho anual desde que a recuperação começou. (Associated Press e Bloomberg)


Igrejas de Direita, Igrejas de Esquerda. E Deus?

Religiões substituem partidos políticos

Hoje vimos em todos jornais fotos e matérias do promotor público e um dos coordenadores da Operação Lava Jato pregando numa Igreja Evangélica no Rio de Janeiro. Os assuntos se misturavam. Isto é, ora o pastor-promotor falava da Bíblia, ora falava da Operação Lava Jato.

Curiosamente, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara Federal, também é evangélico, e muitos deputados são pastores evangélicos. Lembram do ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho? Ele e sua esposa, que também foi governadora do Rio, também são evangélicos.

Todos os evangélicos que estão se destacando na política atual são conservadores, de direita, ou mesmo reacionários e preconceituosos...

De repente, o Brasil está se vendo governado pelos Evangélicos.
De repente o Brasil está submetido a uma pauta reacionária de direita.
Será que nossa imprensa, como a Folha, também virou Evangélica?

Tudo indica que é um momento histórico em que a população se deixou levar pelo discurso conservador dos Evangélicos, em contraposição ao discurso progressista da Igreja Católica, que lutou contra a ditadura militar.

Lembram que, antigamente, a Igreja Católica defendia a Teologia da Libertação?
Os últimos papas acabaram com esta teologia de esquerda, impuseram uma pauta igual a dos evangélicos e só agora, com este papa franciscano e argentino, as coisas caminham para uma igreja mais humanista e solidária.

Este crescimento do papel das igrejas, sendo mais fortes do que os partidos políticos, não é apenas um fenômeno brasileiro, está presente no mundo todo. Na Índia, na Russia, nos Estados Unidos, na Europa, no Oriente Médio, em Israel e mesmo na Ásia.

Como para governar ainda se precisa de Partidos Políticos e estes perderam legitimidade, agora os partidos foram transformados em aparelhos religiosos e as igrejas substituíram as reuniões partidárias.

A Reforma Protestante, contra a Igreja Católica, a partir do século XVI na Europa, serviu como retaguarda para a introdução do Capitalismo no mundo. Os protestantes simbolizam o moderno e o novo. Atualmente, quinhentos anos depois, os protestantes já estão simbolizando o Velho e o mundo está construindo o novo, que ainda não tomou forma. Um Novo laico, plural, sem fronteiras e sem violências.

Enquanto o Novo não surge de forma organizada, o Velho protestantismo debate-se como o Catolicismo de antigamente, tentando resistir e manter-se como teoria da ordem e de um Deus que é demonstrado como força financeira e capacidade de mobilização, como eram as Cruzadas de antigamente.

Como fazer uma Sociedade com Estado laico, com religiões livres e múltiplas, e, de preferência, sem partidos políticos parasitas?

Este é o desafio do novo século. O Século XXI.

Folha fala da venda do HSBC

Bradesco tem exclusividade por 15 dias...

Mas o Santander pode voltar e o Itaú corre por fora. Parece notícias velhas, mas é o jeito de a Folha trabalhar. Quanto é amigo, tudo; quando não se é amigo, a lei... Quem acompanhou a disputa entre Abilio Diniz e o empresário francês, dono do Casino, sabe o que estou dizendo.

A Folha vinha resistindo a noticiar algo sobre a venda do HSBC no Brasil. Como estamos chegando nos momentos finais, a Folha resolveu ontem fazer uma retrospectiva das noticias publicadas nos outros jornais.

Hoje é dia 28, terça-feira. Podem escrever que até sexta-feira, dia 31 de julho, o Bradesco publicará algo como Fato Relevante sobre a compra ou não do HSBC Brasil.

No próximo dia 03 de agosto, alguém da sede mundial do HSBC informará ao mundo se o banco já foi vendido ou não.

É como alguém em estado terminal num hospital. Os médicos só estão esperando autorização da família para desligar os aparelhos. No caso do HSBC Brasil, os mais de 20 mil funcionários e dezenas de milhares de clientes, estão só esperando a matriz comunicar quem será o novo proprietário.

Uma nova etapa de vida começará para os funcionários e clientes do banco vendido. Isto faz parte da vida e do capitalismo. Comprar, vender, contratar, demitir, lucrar e perder...

Se isto vale para bancos, hospitais, escolas, supermercados, etc. Também deveria valer para a Imprensa.

A imprensa brasileira bem que poderia ter novos concorrentes no mercado nacional, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. Este negócio de proteção do mercado nacional não se justifica mais. Nem para jornais, nem para rádios, nem TVs.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Uma das ruas mais bonitas de São Paulo

Rua Tomé de Souza

Por circunstâncias, tive que ir nesta segunda-feira cedo até a rua Tomé de Souza, na Lapa, em São Paulo. Depois de ser atendido num centro médico logo no número 24, para pegar o caminho do Centro, precisei percorrer toda a Rua Tomé de Souza. Quanto mais andava mais impressionado com tantas casas antigas e bonitas, grandes e belos jardins floridos. Nem o Morumbi, nem o Altos de Pinheiros, nem mesmo a Cantareira são tão bonitos como as ruas do Lapa antiga...

Lembrei-me dos velhos tempos na Avenida Paulista, quando os casarões dos barões do café e dos novos ricos industriais embelezavam nossa cidade. Lembrei-me também do Centro, tanto o Centro Velho dos bancos exportadores de café e do Centro Novo, com suas casas de chá, lojas granfinas e cafés... Tudo abandonado, destruído, ocupados por moradores de rua, sem segurança e sem motivação para passear nos locais...

Por que será que os paulistanos não preservam sua cidade?
Nem os ricos, nem os pobres. Que saudade de Adoniram...

Agora, até a imprensa reclama que a avenida Paulista está perdendo o glamour e os escritórios e bancos estão migrando para a Berrini e a Nova Faria Lima.

E pensar que na Europa encontramos prédios e casas com mais de quinhentos anos de construção. Encontramos também bairros novos e casas novas, mas sem destruir os prédios antigos e sem perder a identidade. Sem precisar assumir-se como novo rico de Miami...

Já em casa à noite, quando fui levar as roupas do dia para a lavanderia, deparei-me com um luar no quintal que forçou-me a levantar os olhos para o céu e ver uma lua quase cheia que distribuía luz para esta cidade com um passado de glória que os filhos atuais não conhecem nem querem preservar...

Estão destruindo a Lapa, como também a Vila Madalena e os Jardins... Como já destruíram o Itaim, a Paulista e o bairro de Pinheiros. Sem contar os rios...

Será crime querer andar de bicicleta?

domingo, 26 de julho de 2015

O tempo e a História

As flores e os homens

Depois de folhear os dois grandes jornais de São Paulo, e do Brasil, o Estadão e a Folha, somente duas matérias me chamaram a atenção: uma sobre "Alice no pais das maravilhas", ambas no Estadão. A segunda é sobre o tempo e a História, está última com o título "ontem é hoje" de autoria de Gilles Lapouge. Gostar dos artigos de Lapouge já é regra...

Para Lapouge, há dois tempos. O tempo circular que não morre jamais e retorna a cada ano ou a cada século, e o tempo linear, o tempo da História, que se consome, morre e jamais recomeça. O tempo da História não retorna jamais... É um belo e significativo artigo.

Depois de terminar a leitura, fiquei pensando nas batalhas contadas no artigo e nos pensadores citados. Aí lembrei-me que, em vez de citar as batalhas, eu poderia aproveitar o domingo e mostrar as flores da Vila Madalena que nascem todos os anos e, mesmo sendo diferentes, são sempre belas e motivadoras...



Vejam este Ipê florido com o céu azul ao fundo...

E ainda vejam as flores da cerejeira.


Um mundo verde e cor de rosa, como poderia ser a vida.

sábado, 25 de julho de 2015

Pelo Domínio dos Fatos o Brasil é uma zona...

É uma decorrência lógica...

Simples, não é?
Como o Brasil vive uma profunda crise de valores e conceitos, tudo passa a ser relativo. Tão relativo que os executivos não governam, os legislativos negociam barganhas, o judiciário se arvoram de um poder Constitucional que os colocam acima dos Executivos e dos Legislativos, tendo inclusive poder de polícia.

Ainda não são censores da imprensa porque a imprensa está à direita do judiciário. Não sentados à direita, mas conservadoramente orientando o que o judiciário deve fazer para acabar com o poder eleitoral do PT e de seus representantes, sejam eles presidente, governadores, prefeitos, senadores ou deputados e vereadores.

Aqui, tudo pode, desde que seja contra o PT.

O mais curioso é a covardia das entidades empresariais...
Estão vendo os empresários e as empresas serem desmoralizadas, humilhadas e expostas ao ridículo familiar, e todas as entidades continuam caladas bovinamente. Onde está a valentia do Sr. Paulo Skaf, presidente d gloriosa FIESP?

Assim, já que os empresários se calam, assistimos o pais ser ridicularizado e, como as leis muitas vezes dificultam a execução desta peça destrutiva, voltamos todos ao domínio dos fatos.

É tudo uma decorrência lógica...

Que saudade de Faoro, Marcio Thomaz Bastos, Sobral Pinto e tantos juristas que honraram nossa História. Pelo domínio dos fatos, eram também colaboradores da corrupção.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Cerejeiras em flor

Enquanto a crise incomoda 

Quando lemos os jornais parece que o mundo está se acabando. Que o povo está passando fome e comendo lixo. Que as escolas estão fechadas porque os pais não tem dinheiro para comprar material escolar e os velhos estão morrendo porque o SUS não funciona...

Quando saímos as ruas para vir trabalhar ou ir para a escola, podemos encontrar árvores pelas ruas de São Paulo. Árvores cobertas de flores, como está Cerejeira da pracinha Vicentina, bem perto de casa.

Vejam está primeira foto...


E agora as flores mais de perto...


Como eu sou do "Nada em Excesso", acho que devemos tomar cuidado com as crises mas também devemos ter tempo para olhar as flores, mesmo que as flores estejam nos cemitérios da Dr. Arnaldo ou da Consolação.

E ainda tem gente que reclama das ciclovias...

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Brasil sem leis e sem ordem

Violência em nome da lei

Sem direito a privacidade, as pessoas estão acompanhando pela imprensa, como a vida pessoal pode ser e está sendo devassada pelo "Big Brother" do aparelho do Estado, chamado Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário.

O juiz Moro e seus companheiros na operação Lava Jato estão expondo a vida familiar das pessoas ao ridículo, intencionalmente, como forma de constranger os investigados e forçá-los a dizer o que eles querem ouvir. Isto é um tipo de tortura, agora legalizada pelas circunstâncias... É igual ao linchamento público de suspeitos. O público aplaude, apesar da violência negada pelo Estado de Direito.

O caso amplamente divulgado ontem sobre o jantar na casa de Marcelo Odebrecht, dono da Odebrecht e desafeto do juiz Moro, onde a Folha conta que, ao convidar o grupo para jantar na sua casa, sua esposa teria advertido-o que não aceitaria que uma sindicalista sujasse sua toalha de mesa de linho, mostra bem a intenção de ridicularizar, tanto a esposa do empresário, como reforçar preconceitos contra os sindicalistas, particularmente uma sindicalista.

A Folha, ao fazer isto, se mostra tão medíocre quanto às forças de segurança que, extrapolando seu papel, faz chantagem moral. A Folha da Tarde já foi porta-voz do terror durante a ditadura militar. Pelo jeito, a Folha ainda não aprendeu com o tempo. Uma pena...

Estamos vivendo um período de barbárie, onde os aparelhos do Estado estão sendo usados por uma direita fascista e desonesta, onde a lei é usada conforme a conveniência. Tudo isto sob aplausos dos incautos. Mal sabem eles que a história começa sempre assim. Os civis chamam os militares e os advogados para fazer o serviço sujo. Depois estes mesmos militares e advogados se juntam contra os civis....

Tudo isto está acontecendo em função de termos um governo fraco, um legislativo promíscuo e um judiciário disperso nos casuísmos corporativos e revanchistas. Não há necessidade de golpe militar, os civis estão, desta vez, eles mesmos fazendo o serviço sujo.

O Brasil durante toda sua história vem resistindo a estes predadores. Poderia ser um país muito mais rico, desenvolvido e civilizado. Mas, como superamos a escravidão, a miséria rural, os milhões de favelados e a ignorância escolar, também superaremos esta mediocridade política e social nos dias atuais.


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Bradesco vai comprar o HSBC Brasil

CVM questiona e Bradesco responde

Depois da grande repercussão da matéria do Estadão sobre a compra do HSBC Brasil pelo Bradesco, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários questionou o Bradesco se já tinha fechado o negócio ou não. O Bradesco disse que continua interessado em estudar oportunidades...

No entanto, o Valor on line publicou hoje às 9:17 a seguinte informação:

"O Valor apurou que o Bradesco evoluiu bastante nas conversas para uma possível aquisição do HSBC Brasil.  Uma pessoa próxima à instituição considera que o banco brasileiro pode assinar em breve um acordo de exclusividade para prosseguir nas negociações."

Traduzindo para português mais direto:

O jornal Valor reconhece que o Bradesco já fechou verbalmente o negócio, porém, como ainda não foi assinado, nem o jornal pode afirmar, nem o banco pode dar entrevista sobre o assunto, em função da confidencialidade. O Valor informa ainda que o contrato será assinado em breve, isto é, até o final desta semana, já que no dia 03 de agosto o HSBC mundial deverá prestar contas e informações aos seus acionistas.

Mais uma vez, parabéns ao Estadão pelo furo jornalístico que deixou os demais jornais sem saber como repercutir o assunto.

A dúvida maior continua sendo como será a reação do Banco Itaú.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Bradesco negocia HSBC com exclusividade

Santander desiste da compra

Agora só um acidente pode impedir o Bradesco de ser declarado comprador do HSBC Brasil. Tudo indica que o anúncio será antes do final deste mês.

Parabéns para o Estadão, jornal que publicou hoje ampla matéria no caderno de Economia e Negócios, deixando a Folha comer barriga. Agora a Folha vai reesquentar matéria velha. Uma pena.

Parabéns também para a jornalista que escreveu a matéria do Estadão, Aline Bronzati. Apesar de, politicamente, o Estadão ter virado um jornal fascista e mentiroso, nos demais cadernos a qualidade tem continuado. Nem tudo está perdido na imprensa brasileira.

Querem outro bom exemplo de jornalismo do Estadão?
Comparem as matérias sobre a reabertura das embaixadas em Havana e Washington. O Estadão está bem melhor que a Folha. Mas na parte política, a Folha ganha do Estadão.

Voltemos ao Bradesco e ao HSBC.

O Comando Nacional dos Bancários está reunido em São Paulo e, por precaução, deve solicitar imediatamente uma reunião com o Bradesco e com o HSBC para definir como ficam os empregos de mais de 20 mil funcionários do banco a ser comprado - o HSBC. Outro assunto importante para os bancários é a situação da sede em Curitiba, onde há grande número de bancários do HSBC...

"O Santader teria ficado fora da disputa por ter feito uma oferta apenas pelo segmento de varejo, uma vez que já possui a estrutura de corporate sales."  Diz o Estadão.

Como ficará o Itaú? Vai deixar o Bradesco encostar como competidor? 

Se o Bradesco fechar negócio, considerando dados do primeiro trimestre deste ano, ultrapassaria a cifra de R$1,2 trilhão, perto do R$1,295 trilhão do Itaú ao fim de março.

Quem conhece o Itaú sabe que o banco está escondendo algum coelho na cartola. Não é Roberto?


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Boas notícias do front

Cuba, Estados Unidos, Grécia e Brasil

Cuba e Estados Unidos reabrem suas embaixadas depois de 50 anos de guerra direta e indireta. Um grande passo para a humanidade. Nem o comunismo tomou conta do mundo, nem os Estados Unidos conseguiram invadir Cuba, como faziam antigamente. Empate técnico!

Para nossa geração, que viu muita gente morrer ou ser presa ao defender um dos lados, passamos a viver uma nova era. A Folha está dizendo que Cuba será uma ditadura política com economia de mercado, como a China. Mas, quantas ditaduras de direita a Folha apoiou e continua apoiando. O importante é que, aos poucos, Cuba vai voltando ao cenário mundial, respeitando sua história e suas contradições.

Grécia reabre os bancos nesta segunda-feira.

O mundo não se acabou, a Alemanha precisou ceder um pouco, os gregos cederam mais e a Europa também vai voltando a normalidade. Com diálogo e respeito as partes podem se entender melhor e o mundo ficar mais tranquilo.

Enquanto o mundo vai melhorando, o Brasil continua fervendo.

A Folha propõe a substituição de Eduardo Cunha na presidência da Câmara e que o governo Dilma troque o ministro da Casa Civil, tirando Mercando e botando Jacques Wagner no lugar. Seria bom para todo mundo...

Outras boas notícias do Brasil:

Corinthians continua ganhando jogo e será lançada a Biografia de Abílio Diniz, o brasileiro vivo mais polêmico entre todos os empresários. Não deixem de ler.

domingo, 19 de julho de 2015

Flores em São Paulo

Marçal e as flores

Na ultima sexta-feira, quando abrimos a janela do nosso quarto, vimos que o jasmim estava com várias flores. Quando fui sair de casa para o trabalho, subi no canteiro para tirar uma foto de perto. Não ficou boa, mas da para ter uma idéia.



Peguei as ruas da Vila Madalena e fui olhando a quantidade de pés de ipês floridos...
Será que as outras pessoas não percebem tantas flores? Outro dia vi até um desenho na Folha onde um personagem perguntava ao colega se ele estavam olhando as flores do ipê. Só que a Folha não gosta de publicar fotos de flores...

Por todo canto que passei fui vendo flores de ipês... 
Quando cheguei ao trabalho, sobre minha mesa tinha um envelope enviado por Tirso Marçal, amigo militante de muitos anos. Ao abri o envelope, tive a grata satisfação de ver um folheto cheio de fotografias de São Paulo, com prédios, ruas, parques e muitas flores. Incluindo flores de ipês...


Estas fotos, do caderno de Marçal, estão na página 15, e são no Ibirapuera. Eu sabia que Marçal gostava de fotografias, mas não sabia que ele publicava um livreto com nome de Imagens & Poesia, nem que ele fazia curso de fotografia no Senac/SP. 

Quem já conhece Marçal sabe que ele sempre gostou de arte e beleza, como também aprendeu a respeitar sua história de vida dedicada a organização da sociedade e dos trabalhadores. Além de gostar de futebol...

Quem sabe pessoas como Marçal ajude a nossa cidade a gostar de mais flores e a ser mais solidária.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Grécia: O medo do desconhecido

Para a Grécia e para União Europeia

O jornal Valor desta sexta-feira publica artigo de Stephen Fidler,do The Wall Street Journal, com o titulo  "Acordo da Grécia desagrada a todos e ainda corre risco", onde aparecem ponderações interessantíssimas.

"Está cada vez mais claro que há um motivo principal para a permanência da Grecia na zona do euro: o medo do desconhecido. Meo do que aconteceria, de um lado, com a economia grega e, do outro, com o futuro do bloco.

Uma mudança para o dracma iria levar todos os bancos gregos à falência e reduzir ainda mais o poder de compra dos trabalhadores e aposentados gregos.

Mudar de moeda tem um impacto potencial mais catastrófico do que a desvalorização, disse Lawrence Summers, ex-secretario do Tesouro americano. Mas nem todo mundo acha que seria um desastre. Mark Weisbrot, do Centro para Pesquisa Economica e de Politicas, de Washington, diz que não há muita evidência de que mudança de moeda cause mais problemas que as desvalorizações, quando essas, como ocorre frequentemente, causam uma crise bancária.

Mark Weisbrot acredita que a Grécia seria mais como a Argentina, que redenominou seus empréstimos em 2002, para depois de um revés inicial experimentar anos de crescimento acima da média.

Ele argumenta que sair do Euro reduziria a austeridade que está reforçando a espiral descentdente da economia, ajudaria a reduzir a divida grega e permitiria uma politica monetaria muito mais livre.

Do ponto de vista da Zona do Euro, os riscos imediatos associados à saída da Grecia são amplamnte avaliados como menores do que a crise começou, em 2010, sobretudo porque o BCE agora tem as ferramentas para intervir e acalmar os mercados financeiros. Na verdade, ficar no euro também é uma opção cheia de incertezas. Em algum ponto da jornada, o acordo pode sair dos trilhos."

Como voces podem ver, O DESCONHECIDO está ameaçando a Grécia, o Brasil e o Mundo...
    

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Grécia e desvalorização cambial

Como fazer estando no Euro?

A situação da Grécia virou "abraço de afogado".

Se ficar no Euro e renovar o acordo como fez, perde a soberania, tem que fazer mais reformas como privatizações e arrochos salariais de aposentados e da ativa e continuar devendo as turras...

Se sair do Euro, a primeira vítima são os bancos gregos que ficarão insolventes e falidos.

Ora, nos Estados Unidos, quando a GM - General Motors e o Citybank perderam liquidez, o governo Obama foi lá e salvou as duas empresas, momentaneamente estatizando-as e depois voltando a devolve-las a iniciativa privada.

Porque não se pode estatizar momentaneamente o sistema financeiro grego, manter a moeda circulando gerida pelo Banco Central greco, fazer a desvalorização cambial necessária e estruturar o Estado e a Sociedade grega às condições econômicas que for possível neste momento.

O dilema é:

Isto é possível de ser feito permanecendo no Euro? Eu creio que sim. É só ter vontade política  e um Comitê de Gestão conjunto entre os representantes da Comunidade Europeia e o Governo Grego.

Se não for possível fazer a reestruturação da sociedade e ficar no Euro, que se saia do Euro, desde que se garanta a liquidez do sistema financeiro e da economia. Mesmo que seja em patamares menores do que era antes.

Nem tanto ao mar, nem tanto a terra.
Nem ficar refém da ortodoxia neoliberal, nem ficar refém de um bem estar social que a sociedade não tem pernas para manter.

Puxar tudo ao patamar atual do Euro é que não é possível.

As flores e as crises

São Paulo está cheia de Ipês floridos

Quem anda pela Avenida Dr. Arnaldo e desce à Rua da Consolação imagina que está em outro país e em outra cidade. São Paulo está florida e algumas ruas e avenidas parecem jardins. Nem parece nossa maltratada Sampa. Até o Cemitério da Consolação está cheio de ipês floridos.

Aqui na Vila Madalena, os ipês estão florindo em grande quantidade. Seja na Rua Harmonia, seja na Fradique Coutinho e tantas outras ruas.

Temos até cerejeiras em flor... Na praça Vicentina, na Vila Beatriz, são duas cerejeiras todas floridas. Na nossa rua também tem cerejeira em flores.

Até nosso pé de Jasmim começou a florir. Algumas flores, tímidas, mas alegres e que se juntam as flores do pé de primavera. Na Grécia também há muitos pés de primavera. Pena que, lá, como cá, o clima econômico e político estão mais para inverno chuvoso do que para primavera.

Mesmo os jornais continuarem cheios de crises, hoje só vou falar de flores. Afinal, não é qualquer dia que nosso pé de Jasmim floresce. Que surjam muitas flores e que as pessoas comecem a gostar mais das flores do que das crises.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Brasil, Irã e Grécia: BIGs?

Três problemas ou três soluções

O Brasil, que já foi "o queridinho do mundo na época de Lula", transformou-se num grande cucaracho, republiqueta de bananas, onde ninguém respeita ninguém e as instituições parecem que voltaram ao velho oeste.

Senadores têm suas casas invadidas pela Polícia Federal, com autorização do STF - Superior Tribunal Federal, sem autorização do Senado da República; que por sua vez, questiona a autoridade da Presidência da República; que por sua vez, questiona o presidente da Câmara Federal; que por sua vez pressiona a Presidência para nomear seus cupinchas nos cargos federais e alterar a Constituição, levando-a ao atraso político e social. Vivemos um país sem governo e sem autoridades. Os golpistas querem derrubar o governo e estão negociando o espólio. Todos querem levar vantagem...

O Irã, que durante vinte anos, levou o mundo ocidental à loucura, particularmente os americanos. Os xiitas viraram sinônimo de radicalidade e agressão, mas agora estão sendo vistos como fundamentais para enfrentar a Irmandade Islâmica, o IS, que está se apoderando do Iraque e da Síria, redesenhando o Oriente Médio.

Este acordo de não uso da energia nuclear para fins bélicos com os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, além de conter as bombas atômicas, pode baixar os preços do petróleo e aumentar o consumo de importados para o Irã. Mais negócios e mais mercados... é disto que a economia vive. Como dizem os analistas, negócios sem guerra são fundamentais para superar a crise mundial.

Já a Grécia, coitada, parece que o mundo está se dando conta de que Angela Merkel e os alemãs estão querendo "enquadrar" a Grécia como demonstração de força. Isto é muito perigoso. A Folha de S.Paulo de hoje apresenta nova matéria falando que a Grécia talvez tenha que vender parte do seu território: as ilhas históricas. Vender território é como vender a soberania. É meio caminho para revoluções e guerras, como Hitler fez na Alemanha e na Europa.

B de Brasil, I de Irã e G de Grécia podem formar a palavra BIG, grande em inglês. 
Que pode ser BIG solução como também pode ser BIG problema. São três países em três regiões estratégicas do mundo. Europa, Oriente Médio e América.

Podemos estar caminhando para a paz ou para a guerra. O tempo nos mostrará. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

#thisisacoup - Isto é um Golpe!

No Brasil e na Grécia

1 - Grécia - O mundo está discutindo o golpe que a Alemanha e a União Europeia estão dando na Grécia. O mundo também está vendo os neoliberais conservadores - como a imprensa brasileira - ridicularizar o primeiro ministro grego, Tsipras, dizendo que a Grécia está passando pela maior humilhação da sua história.

A direita internacional quer sangue, quer humilhar a esquerda e os progressistas. Querem aproveitar o fim do bloco soviético e a impotência dos muçulmanos, para tirar direitos dos trabalhadores em todo o mundo. Direitos que foram conquistados pelos trabalhadores no pós-guerra e em função da guerra fria. A direita acha que não tem adversário à altura...

2 - Brasil - Na capa do jornal Folha de S.Paulo de hoje, o golpe contra o governo Dilma volta a ser assunto principal. A aliança entre o PMDB de Cunha, o PSDB, os partidos de direita (incluindo os que tem nomes trabalhistas), o Judiciário e a Imprensa está tentando fazer os acertos finais para tentar dar o golpe de Agosto.

Desta vez o PSDB não aparece diretamente na matéria, aparece através de seus aliados explícitos. A matéria da Folha tem como título: "Cunha discute impeachment com ministro Gilmar Mendes". No corpo da matéria aparece que Paulinho da Força também participou da reunião. Cinicamente Cunha nega que tenha discutido o assunto, porém, Gilmar Mendes, conforme a matéria da Folha, CONFIRMA A DISCUSSÃO.

O curioso é que, o mesmo presidente da Câmara que quer dar o golpe na presidência da República, na edição do jornal Estadão de hoje, na página A6, em letras garrafais tem o titulo: "Cunha quer aliado à frente de Fundo de Investimentos". Quantos cargos tem no governo e em suas estatais Eduardo Cunha e sua tropa de choque? O PMDB como um todo está subordinado a Cunha? O governo está refém de Cunha? O Brasil está refém de um louco arrivista?

3 - Por falar em loucuras, ontem à noite passou na TV a cabo um filme chamado Sarajevo, onde conta a história do assassinato de Ferdinando, arque-duque da Áustria, em Sarajevo, na Bósnia, que na época fazia parte do império Austro-Húngaro e, com a morte, a Áustria aproveitou para invadir a Sérvia e daí veio a primeira Guerra Mundial quando morreram mais de 17 milhões de pessoas. No filme, o cinismo dos austríacos lembra muito o cinismo da imprensa mundial atual. Querem sangue, querem guerra, querem humilhar os governos progressistas e de esquerda.

É preciso aprender com a História. Começar as guerras é muito fácil. Difícil é terminá-las...

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Grécia, Brasil e o Mundo

Grécia tem menos gente que cidade de São Paulo

O mundo todo está acompanhando a crise da Grécia. Muitos brasileiros só sabem que a Europa pode virar de ponta cabeça e implodir o Euro se a Grécia sair.

Porém, poucos brasileiros têm ideia da dimensão populacional, econômica e política da Grécia. Por exemplo, a população da Grécia é de menos de onze milhões de habitantes, menor do que a população da cidade de São Paulo. Economicamente São Paulo também deve ser maior...

Se a Grécia é tão pequena, por que tanta confusão?

Com a Guerra Fria do pós-guerra, o mundo foi dividido em blocos. A Europa vinculada aos Estados Unidos criou a União Europeia e mais tarde criou o Euro - moeda única. A Inglaterra, raposa velha, entrou na União Europeia mas não entrou no Euro.

Os países pequenos da Europa que quiseram juntar-se ao bloco pró-Estados Unidos, entraram na União e também no Euro. Só que, esta unificação econômica tornou a Alemanha mais competitiva do que a maioria dos participantes, tanto em função do grau de industrialização, como pela dimensão econômica. A Alemanha ganhou muito dinheiro e poder, sem precisar apelar para nova guerra, como fez em 1870, 1914 e 1940.

Ao mesmo tempo, nos anos 90 os governos foram estimulados a optar pela adesão e para isto receberam muitos empréstimos subsidiados na época, mas que, com o tempo viraram grandes passivos. Levando os países à crises de liquidez financeira e política.

Com a crise de 2008, a Europa importou a crise americana e transferiu sua crise financeira para a população, causando desemprego, arrocho salarial e recessão. Os países em volta do Mediterrâneo, com menos indústria, ficaram fragilizados. Salvaram os bancos e quebraram os governos.

A Grécia, depois da Espanha, Itália e Portugal, está no olho do furacão. Quase foi para o fascismo, voltou para o centro-conservador e agora está com governo de esquerda que legitimou-se com um plebiscito contra qualquer acordo humilhante com os credores.

Hoje a imprensa está dizendo que a Grécia fez novo acordo com os credores. Parte da imprensa diz que a Grécia foi humilhada; outra parte está cautelosa achando que foi importante as partes terem se entendido.

Aos poucos vamos ficar sabendo com quem está a verdade: 
- com os gaviões que querem humilhar a Grécia, liderados pelos alemães;
- ou com as pombas que querem um novo contrato social para a Grécia e a Europa.

É bom lembrar que a primeira guerra mundial começou com um pequeno incidente na Sérvia e a segunda guerra mundial começou com a invasão da antiga Thescolovaquia.

Pequenos países podem levar o mundo a terceira guerra mundial.
Não vale a pena pagar para ver...

domingo, 12 de julho de 2015

Hollande tentou ajudar a Grécia?

Alemanha quer Grécia fora do Euro?

No sábado o site do jornal Valor tinha uma bela matéria do correspondente do Wall Street Journal em Paris, relatando que Hollande, presidente da França vem tentando de todas as formas ajudar a Grécia a ficar no Euro e acertar suas contas.

Ao mesmo tempo a imprensa diz que a Alemanha quer que a Grécia se afaste do Euro por cinco anos, ou aceite as regras neoliberais ...

Porque a imprensa está tão envolvida com os neoliberais?
Por que não pensam nas pessoas em primeiro lugar?

Todo mundo percebe que a economia global precisa ser reorganizada, mas não precisa ser nem o neoliberalismo, nem o paternalismo estatal. Basta ser uma economia de mercado social e democrática. Por que isto é tão difícil?

A Alemanha tem um passado que evidencia todo cuidado com os vizinhos...
Já a Franca, tem uma grande responsabilidade libertária, mas precisa ajudar os países a encontrar o capitalismo social e democrático, como diz o professor Bresser Pereira.

Navegar é preciso!

sábado, 11 de julho de 2015

Bancos são para ser servidos?

Ou é um serviço público de direito privado?

Um país com mais de 100 milhões de correntistas e mais gente querendo abrir contas bancárias é servido por apenas cinco bancos que controlam mais de 80% de tudo que o sistema financeiro brasileiro faz. O curioso é que, destes cinco bancos, dois dão do governo federal.

Quem acabou com os bancos de varejo no Brasil?
Se vocês pensaram FHC com suas privatizações e o PROER, acertaram. Mas os governos Lula e Dilma, apesar de pararem as privatizações, não pararam as fusões e incorporações, contribuindo para a concentração dos bancos em São Paulo e também para aumentar a lucratividade dos bancos com os juros altos.

Privatizar serviços públicos, garantindo correção monetárias e privilégios especiais às empresas compradoras das privatizações e concessões sempre fortalece mais as empresas do que os usuários, ou seja, o povo fica fragilizado. É o carneiro brigando com o lobo.

Os neoliberais contra argumentam dizendo que FHC criou as Agências Reguladoras. Bobagem! Nenhuma funciona ou funcionou. Novamente, nem com FHC, nem com Lula e nem com Dilma. Viraram cabides de emprego controlados pelas empresas que deveriam ser fiscalizadas... É a raposa tomando conta do galinheiro.

Com todas as contradições, de vez em quando lemos algumas notícias boas sobre os bancos em relação aos usuários, ou clientes, ou Povo como deveria ser chamado.

Hoje saiu no Estadão que o Banco do Brasil no Japão criou uma agência móvel, chamada de "Bank Truck", para atender os brasileiros que estão trabalhando no Japão, os Dekasekis, que são centenas de milhares. Este veículo bancário percorre até 3,5 mil quilômetros por mês, prestando atendimento aos clientes. Um grande serviço de utilidade pública.

No final da matéria lemos outra informação interessante:
"Com o fechamento das operações de varejo do ITAÚ no Japão, o BB passou a ser o único banco brasileiro naquele país."

O Banco do Brasil, mais uma vez, está de parabéns! 
É um banco público que serve e é servido. Mesmo estando precisando aprender com os japoneses e implantar "Qualidade Total" para que os clientes tenham mais orgulho ainda de serem correntistas e brasileiros.

É sempre a mesma história: 
- Quando não é lucrativo, o serviço deve ser prestado pelo Estado.
- Quando passa a ser lucrativo, aparecem os capitalistas nacionais e internacionais para tomarem o mercado lucrativo...

O Banco Central brasileiro deveria pensar nestes temas. Já que o Congresso Nacional virou um pardieiro...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Itaú desiste de comprar o HSBC Brasil

Bradesco só não compra se desistir

A imprensa deu pouca relevância ao fato de o banco Itaú, o maior e mais competitivo banco brasileiro, não ter entregue proposta de compra do HSBC Brasil nesta segunda fase, que terminou o prazo no último dia 06.

Vejam boa matéria publicada no último dia 7, no Estadão, caderno de Economia página B12.

Por mais que o Santander enquanto banco global seja maior do que o Bradesco e o Itaú, tudo indica que o Bradesco tem mais disposição em jogar todas as fichas para comprar o HSBC do que o Santander tenha disponibilidade de tantos recursos para ampliar a participação num mercado onde ainda não se encontrou.

Este é o dilema do Santander:

Consolidar-se primeiro, melhorando a rede e a qualidade dos serviços, isto organicamente, com o apoio técnico e financeiro da sede na Espanha;

ou investir um bom dinheiro na compra do HSBC Brasil e ter que investir ainda mais dinheiro para poder deixar o "novo" banco com qualidade e eficiência em toda a rede ampliada. Não é simples...

Não sei por que o Itaú desistiu.
Mas esta desistência facilitou muito a vida do Bradesco.
O quê não é regra o Itaú facilitar a vida do Bradesco.

Mas o Santander é um banco ousado que gosta de novos lances quando ninguém espera, principalmente porque o Santander pode oferecer ao HSBC contrapartidas em outros países...


Santander USA é alertado pelo FED

Como comprar o HSBC Brasil com problemas?

Mesmo a presidente do Santander mundial dando simpáticas entrevistas e dizendo que está na disputa para comprar o HSBC Brasil, o jornal Valor da última quarta-feira, dia 08 de julho de 2015, publica interessante notinha do Dow Jones:

Santander precisa melhorar de forma significativa nos Estados Unidos

O Santander precisa melhorar de forma significativa a gestão de riscos em sua filial nos EUA, segundo uma Resolução do Federal Reserv, o Banco Central americano.

O documento detalha uma série de deficiências, incluindo as estratégias do banco espanhol para administrar suas reservas, as necessidades diárias de financiamento, o programa de auditoria interna e sua divisão de crédito ao consumidor.

O Santander não comentou, mas na semana passada trocou o comando da divisão Santander Consumer nos Estados Unidos.

Nota do Blog:

Num mundo globalizado, precisamos estar atentos aos concorrentes, aos mercados e aos governantes. Sem contar o carinho especial com os clientes, acionistas e funcionários.

O Santander também precisa melhorar muita coisa no Brasil.

Afinal, os clientes brasileiros têm apenas cinco bancos como opção de negócios. Muito pouco banco para um mercado de mais de cem milhões de clientes em todo território nacional.

Grécia e China aliviam economia mundial

Derrota do neoliberalismo

Mais uma vez, mostrando ao mundo que um governo bem planejado e monitorado é melhor do um “mercado financeiro” ganancioso, perdulário e inconsequente, os governos da Grécia e da China “acalmam” o capitalismo mundial.

Mais uma derrota dos neoliberais que defendem que alguns bancos e investidores estejam acima dos países, dos governos e das pessoas...

Vejam esta matéria no jornal Valor de hoje:

Alívio com Grécia e China estimula alta na Bovespa e queda do dólar

Valor - Por Aline Cury Zampieri, Silvia Rosa e Roberta Costa SÃO PAULO -­ 10/07/2015 ­ 13:22

Os mercados encerram uma semana volátil e turbulenta de maneira bem mais calma. Notícias vindas da Grécia e da China deixam a bolsa em alta, juros e dólar em queda.

O governo grego apresentou a nova proposta de reforma econômica e orçamentária, que foi avaliada como mais próxima daquilo que os credores pretendem, aumentando as esperanças dos investidores de que o país possa obter um novo programa de ajuda financeira e permanecer, assim, na zona do euro.

Na China, após a forte desvalorização das ações nesta semana, as bolsas subiram. Autoridades chinesas anunciaram medidas para controlar as vendas a descoberto de ações, limitar a venda de papéis e permitir que seguradoras invistam em ações blue chips.

O governo da China reforçou hoje que vai continuar a afinar suas políticas econômicas para estimular o crescimento e estabilizar os mercados financeiros.

Questão de Ordem!

É preciso restabelecer a Ordem no Brasil

Todos querem mandar e ninguém quer obedecer.
Todos acusam e ninguém quer ser acusado.
Ninguém acredita em ninguém, mas ninguém quer ser desacreditado.

O Congresso Nacional deveria representar o povo. Mas representa apenas interesses mesquinhos.
O Executivo deveria ter papel fundamental para acalmar o país. Mas vive semeando confusão.
O Judiciário deveria ser "a voz da lei que vale para todos". Mas transformou-se num grande partido de oposição ao governo, perdendo o caráter isonômico, de julgar de forma igual para todos.
A Imprensa deveria informar e educar a sociedade. Mas transformou-se em órgão de agitação e propaganda, no velho estilo do vale tudo para derrotar e humilhar seus adversários.
As Igrejas deveriam estimular a paz e a solidariedade. Mas transformaram-se em centros de captação de dinheiro, de preconceitos tenebrosos e de estímulo ao ódio.
A OAB deveria ser "os olhos e os ouvidos dos advogados sérios, honestos e libertários". Mas anda calada ante tantos abusos do Judiciário...

As entidades empresariais deveriam ajudar os empresários a ter mais segurança para seus investimentos e ajudá-los a dialogar bem com a sociedade. Mas estas entidades patronais estão acovardadas e caladas, vendo seus associados ser ridicularizados na imprensa e no judiciário.

Os movimentos sociais deveriam estar na vanguarda da luta por liberdade, igualdade e fraternidade. Mas multiplicaram-se às dezenas e estão conseguindo denunciar o golpismo, mas ainda não conseguiram ganhar o apoio da população, que continua desconfiando de todo mundo.

Nas assembleias, quando os debates estão confusos, alguém experiente levanta "questão de ordem" e propõe que a pauta passe a ser respeitada para que se volte a pauta aprovada inicialmente.

O Brasil atual está parecendo uma grande assembleia zoneada, confusa, onde não existe alguém ou um grupo com capacidade de estabelecer ou restabelecer a ordem e a qualidade dos trabalhos, além de dar segurança e calma aos participantes. O curioso é que, quanto mais lemos jornais e revistas, ouvimos rádio e vemos TV, menos entendemos o que está acontecendo e pior fica a situação.

Não acredito em solução individual, mas algumas pessoas têm mais responsabilidade do que outras. Que os presidentes das instituições citadas acima se posicionem publicamente ou, quando a violência tomar conta da sociedade, não venham dizer que não sabiam desta possibilidade.

Eduardo Cunha quer ver o Brasil pegar fogo. O Brasil vai assistir o incêndio espalhar-se por todo o país? O Brasil vai virar um Egito, uma Líbia ou uma Síria? É isto que queremos?



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Grécia: Plebiscito e sindicalismo europeu

Aprendendo com a Democracia

Companheiros/as,

Socializo a posição da Confederação Europeia de Sindicatos – CES (ETUC). Eles apoiaram a decisão da central grega GSEE no pedido de cancelamento do referendum: 

Por conta disso, há uma “movimentação” (não sei dimensionar se é forte ou fraca) na Europa e um abaixo assinado sendo circulado que pede que a CES peça desculpas ao povo grego pelo apoio ao cancelamento do referendum, peça desculpas ao movimento sindical europeu por “negar” a oportunidade de revisar as políticas econômicas e sociais da UE e por último pedem para que esse assunto seja pautado no Congresso deles que será realizado em setembro.


Apologise to the Greek people and to the European labour movement for calling for the withdrawal of the 5th July referendum.

The results are in. The Greek people have overwhelmingly voted “oxi” to the Troika’s severe austerity proposals. The result gives the Syriza government a strong mandate to go back to the Eurozone financiers and demand a better deal which puts people before IMF profit.

With the IMF having to admit that the Greek debt is currently unpayable and that there should be debt relief of 20 years, the referendum on 5th July was a massive success for the Greek government and for the Greek people.

It was also a huge success for the European Left who came out en-masse over the preceding week to show support for the “oxi” vote. In most countries across Europe, in hundreds of cities and towns, hundreds of thousands of anti-austerity activists took to the streets to show their solidarity with the Greek people in the face of Troika blackmail.

It seems unimaginable, therefore, that the European Trade Union Confederation put out a statement on Wednesday 1st July calling on the Greek government to withdraw the referendum, thereby denying the Greek people the opportunity to democratically participate in the running of their country and lives.

It is unclear how the ETUC reached the decision to support the Greek General Confederation of Labour’s call to cancel the referendum. The Confederation is well known to be dominated by PASOK, who received less than 5% of the popular vote in the January elections after capitulating to the Troika by imposing harsh austerity on the country for five years, and effectively led the “nai” campaign.

The ETUC has consistently stated opposition against austerity. The labour movement across Europe has worked together to stand against austerity and expose the impacts of this political ideology. But the ETUC’s decision to back the PASOK controlled Confederation in Greece is a blow to that movement.
80% of young people in Greece voted No in the referendum. The majority of Greek solidarity campaigns and demonstrations across Europe are organised and attended by young people. Therefore, whilst the labour movement is struggling to recruit and retain young people we, the undersigned, find the decision taken by the ETUC prior to the referendum to be extremely disappointing and alienating for many.

We call on the ETUC to:-

Apologise for making the opaque decision to call for a withdrawal of the referendum, thereby denying the Greek people their democratic rights; and Apologise to the labour movement across Europe for attempting to deny us all the "opportunity... for a fundamental re-assessment and revision of EU economic and social policies".

And we urge those attending Congress in September to hold the Secretariat to account for this decision.

Initial signatories of young European trade unionists:

Sanja Leban Trojar, Zala Turšič, Želimir Stanić, Neža Sovinc, Tea Jarc (Slovenia)
Aurea Bastos, Nuno Fonseca (Portugal)
Sabine van Veelen (Netherlands)
Suki Sangha, Cat Boyd, Kezia Kinder (Unite the Union activists), Sarah Rodgers, Sarah Collins, Greig McGlinchey Kelbie, David Fernie, Matt Ellis (Unison activists), Katrina Rankin (Chair of Unison Scotland youth committee, pc) Katie Bonnar (EIS activist), Bryan Simpson (TUC youth executive, pc),(Scotland)
Ronan Burtenshaw (Vice-Chair of ICTU youth committee, pc) (Northern Ireland)