sexta-feira, 5 de junho de 2015

O mundo em mutação acelerada

Como isto nos afeta?

Estamos vivendo uma época em que ficamos com a sensação de que as instituições e as pessoas estão passando por uma instabilidade muito grande.

- Num dia a FIFA parece que é fortíssima, no outro dia o FBI, por vários motivos, vai lá e implode a direção da instituição;

- Num dia a imprensa diz que a Europa está se recuperando economicamente, no mesmo dia diz que a guerra no Oriente Médio está aumentando e que está afetando o mundo. Mas, quem causou a guerra no Oriente Médio?

- Num dia o Corinthians parece que vai ganhar todas as partidas e todos os campeonatos, no outro dia o time desintegra-se em dívidas e dúvidas, desmoralizando-se e desmotivando sua torcida;

- Num dia a imprensa diz que "aprovando o ajuste fiscal neoliberal tudo vai dar certo", no noutro dia o desemprego aumenta, o arrocho salarial se faz presente e a insegurança toma conta de todos;

- Num dia a Câmara Federal decide para um lado, no outro dia, além de mudar tudo, suas lideranças vão passear por Israel e Moscou;

- Num dia o governo diz que vai fazer novas medidas para proteger os trabalhadores, no outro dia fica em dúvida se vai vetar o Fator Previdenciário ou não;

- Sem perceber, as famílias dos trabalhadores vão ficando tensas, as doenças voltam a aparecer, o mau humor volta e o ambiente no local de trabalho também piora.

- Uns dizem que as empresas estão aproveitando para fazer enxugamento na folha de pagamento, diga-se demitindo. Outros dizem que são apenas ajustes em função da recessão provocada pelo ajuste fiscal. Outros dizem que só voltarem ao normal em 2017. E ainda querem que a população volte a consumir e fazer dívidas?

Como tudo isto nos afeta?

- Vivemos sob a égide das passeatas e das procissões. Quando cada vez mais as religiões se fazem mais presentes do que o Estado, os governos, as empresas e as instituições, significa que as pessoas estão se sentindo incapazes de resolver a crise sozinhas. Precisam de Deus e das ações coletivas dos homens e mulheres. Só rezar não adianta, só aumentar as manifestações não adianta, é preciso se unir num programa mínimo e garantir a governabilidade e a seguranças das pessoas. Fora disto é o caos...


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