domingo, 21 de junho de 2015

Ilustríssima ganhou do Aliás

O que aconteceu?

Pela primeira vez consegui ler o caderno Ilustríssima da Folha e não ler o caderno Aliás do Estadão. Normalmente o Aliás é bonito, com várias fotos bonitas e bons textos. Hoje lo Alias tem poucas fotos e temas que não me atraíram. E não foi por abordar o racismo! No tordo, está chapinho. Os novos donos do jornal contaminaram o melhor caderno?

Já o Ilustríssima da Folha, que nunca consegui ler, por acha-lo pedante e chato, hoje tem longos artigos sobre Paulo Emilio Sales de Oliveira , que sempre leio e tenho seu livro com os artigos publicados no Estadão; um longo depoimento sobre o cineasta francês, Truffaut, que sempre vejo aos filmes, tenho livros e leio as matérias; e um outro bom artigo de Bruno Lara Resende, falando do seu aniversário inesquecível, com a festa que não aconteceu... O Brasil tinha coisas lindas em 1966, mesmo sendo dois anos depois do golpe militar e dois anos antes do AÍ-5, quando a ditadura fechou o Brasil e baixou a repressão sem limites.

Como nada é perfeito e a Folha não consegue ser moderna plenamente, nas páginas centrais do Ilustríssima, traz uma longa análise dizendo que " O Lulismo morreu"... É claro que não li. Todas as chamadas são afirmações direcionadas contra o PT. Só estimula a leitura aos que predefinidamente não gostam do PT. Podia pelo menos ser equilibrado. Nem isto...

Voltemos ao cinema e à música... O Brasil está precisando de uma nova fase no cinema e na música. Como dizia Otto Lara Resendo ao seu filho Bruno: " O melhor da festa é esperar por ela..." 

Eu estou esperando por uma bossa nova e um cinema novo. 
Lembra alguma coisa?

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