quarta-feira, 10 de junho de 2015

HSBC: Imprensa continua apostando no Bradesco

Não subestimem o Itaú

Os jornais voltaram a informar sobre a venda do HSBC no Brasil. O assunto pegou fogo depois do comunicado da matriz em Londres falando da venda das filiais no Brasil e na Turquia, além das dezenas de milhares de demissões.

No Brasil, os sindicatos dos bancários fizeram manifestações e greves na defesa do emprego. A direção do HSBC no Brasil soltou comunicado afirmando que não haverá demissões no Brasil e aceitou reunir-se com a direção nacional dos bancários para falar sobre o assunto.

Ao mesmo tempo a imprensa fala sobre os possíveis compradores: 
Bradesco, Itaú e Santander. 

Se, por um lado, o Bradesco tem tudo a ganhar com a compra do HSBC, o Itaú não deve estar gostando da ideia de o Bradesco ficar quase do mesmo tamanho do Itaú. Já o Santander, precisa agregar mais um banco para poder continuar competitivo no varejo. Talvez tenha até mais dinheiro do que os bancos brasileiros para comprar o HSBC, mas não sei se teria tanta motivação para trazer dinheiro de fora para o mercado brasileiro em época de crise e de recessão.

Podemos ter vários desdobramentos:

1 – O Itaú, por ter mais dinheiro disponível, comprar o banco, só para não deixar o Bradesco comprar; ou

2 – O Itaú, durante o leilão, forçar a competição levando o Bradesco a pagar mais caro do que vale efetivamente o HSBC, só como forma de desestimular o Bradesco a comprar. Deixando o banco para o Santander.

3 – Se o Itaú facilitar as coisas para o Santander, o mercado pode ganhar mais competitividadade e a distância entre o Bradesco e o Itaú continuar a mesma.

4 – Na verdade, quem vai decidir o leilão vai ser a intenção efetiva do Bradesco. Pagar caro para comprar um banco ou continuar crescendo organicamente? O problema não está em Basileia...

5 – Já o Banco Central e o governo, também precisam definir se vai fortalecer os bancos brasileiros ou abrir o mercado financeiro de varejo para os estrangeiros.

Até agosto, cada dia será um dia... 
Igual ao ajuste fiscal.

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