segunda-feira, 8 de junho de 2015

Folha comprova racismo no Brasil

Fiat Lux na Folha

De vez em quando acontece um surto de luz na Folha e o jornal faz uma boa reportagem. Desta vez fizeram uma boa pesquisa sobre o racismo no Brasil, particularmente sobre a exclusão dos negros entre a elite nacional.

Sempre defendi que a quota para negros nas escolas, trabalho e instituições é mais relevante que a quota para mulheres. Embora ambas sejam importantes. Defender quota para mulheres, independente de classe, é bem mais fácil. Mas, defender quota para negros e negras, principalmente os de baixa renda, aí a conversa é outra. 

O Brasil é racista e preconceituoso.

Por que nem as esquerdas nem os acadêmicos defendem quotas para negros no Brasil? 

Nunca entendi isto. Como sou baiano, a importância dos negros na sociedade sempre esteve mais presente na Bahia do que em São Paulo e no Sul do Brasil. Mas a questão do negro no Brasil não pode ficar restrita à Bahia e ao Rio de Janeiro. Ela é nacional e imediata.

Mesmo na CUT e no PT, onde já aprovaram paridade entre homens e mulheres, a questão racial continua em segundo plano.

A Folha está de parabéns com sua pesquisa. Quem quiser mais detalhes pode entrar no site do jornal ou no UOL. Vejam parte da matéria de hoje.


Desigualdade no Brasil

Folha S.Paulo – 08/06/2015

Negros são 50,7% da população, mas ainda são pouco presentes na elite brasileira. O que se constata nos passeios pelos redutos da elite paulistana bate com o levantamento feito pela Folha com 1.138 profissionais em postos de destaque na política, saúde, artes, Judiciário, universidade e política.

O Brasil está entre os 15 países com maior desigualdade no mundo. Embora a vida dos mais pobres tenha melhorado na última década, não há consenso se diminuiu o abismo entre os que estão no alto e na base da pirâmide social. 

A 59ª turma de trainees da Folha foi atrás de origens, efeitos e possíveis soluções de nossa disparidade social. O resultado é este especial multimídia, com dez reportagens e sete vídeos.

Com metade da população,
negros são só 18% em cargos de destaque no Brasil

Folha S.Paulo – 08/06/2015 - ADRIANO MANEO e THIAGO AMÂNCIO
DA EDITORIA DE TREINAMENTO

Sexta-feira, 19h, entrada da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Por ali passam, nos 30 minutos que antecedem as aulas da noite, 356 brancos, 75 pardos, 16 amarelos e seis pessoas de pele negra.
Sábado, 14h45, entrada do bloco C do hospital Sírio-Libanês. Passam pela catraca 195 pessoas: 169 brancos, 14 pardos, seis amarelos e seis pretos. Desses últimos, um é segurança.

Domingo, 13h20, praça de alimentação do shopping Iguatemi de São Paulo, um dos mais luxuosos da cidade. 147 pessoas almoçam no local: 137 brancas, sete pardas e três amarelas. Nenhum negro.


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