domingo, 14 de junho de 2015

Estadão: o velho e o novo jornal

O novo não pode viver do velho

Sempre tive um grande respeito pelos Mesquitas, proprietários do jornal O Estado de São Paulo. Respeito por representarem bem o conceito de elite paulista e brasileira. Não confundiam ser conservador e nacionalista por ser favorável a golpes militares e a ditaduras.

Já os grandes jornais de hoje - Estado, Folha e Globo - desistiram da boa característica do velho Estadão e viraram - ou revelaram-se - jornais golpistas, neoliberais e manipuladores. 

O Brasil atual não tem nenhum jornal de qualidade, mesmo que conservador. Estamos vivendo um limbo jornalístico.

O Estadão de hoje trás uma edição especial sobre o fundador da dinastia Mesquita, Julio Mesquita. A editoria do novo Estadão já começa errando... Concordo com um caderno especial, mas não concordo com a não publicação normal do caderno Aliás. O melhor caderno do jornal. Mesmo que fosse por economia de papel, a troca não se justificaria. Ambos são importantes: tanto o jornalista Julio Mesquita quanto o Caderno Aliás.

Por falar no novo jornal (reacionário, manipulador e medíocre), este novo vive da imagem do velho e bom jornal Estadão. 

Por falar no novo jornal,  estou devendo uma edição especial sobre o quê nossa maior figura da propaganda brasileira, Washington Olivetto, está fazendo no Estadão. 

Outro dia lendo uma propagando do Estadão fiquei pensando: tem o jeito de Washington Olivetto. Mas Olivetto não pode escrever isto por que não é verdade. Ele está confundindo o leitor, o cliente. Está fazendo propaganda enganosa e Olivetto não é disto. Depois vi que realmente Olivetto está dando uma mãozinha para o Estadão. 

Ou o novo Estadão respeita o velho Estadão, ou tem que mudar de nome. 
O mesmo vale para Olivetto:
 ou reconhece que este novo jornal não tem nada a ver com o velho, ou deixa de fazer propaganda enganosa, para não cair em descrédito. O que nos deixaria muito triste.

Pretendo comprar os quatro volumes do livro sobre Julio Mesquita e sua história. Sei que continuarei gostando do passado dos Mesquitas. 

Continuo assinando o Estadão, mas a cada dia fico mais envergonhado em ver tanta mediocridade no jornal. Ainda bem que os novos donos (FHC & Cia), ainda não destruíram o Caderno 2, o Aliás, o de Economia (em parte) e o de Esportes. 

Mas estão destruindo... Para minha tristeza.

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