terça-feira, 30 de junho de 2015

Ipês vida e morte

O brilho do sol

Ao voltar de taxi hoje à tarde tive a grata satisfação de ter mais tempo de olhar as árvores e as flores, por não estar dirigindo.

A primeira grande beleza foi ver a grande quantidade de ipês floridos no Cemiterio da Consolação. O sol da vida especial para cada flor e cada árvore.

Ao chegar na avenida Dr. Arnaldo foi outra beleza... Os cemitérios todos floridos.

Depois lembrei que ontem quando fui para o centro pela rua Fradique Coutinho descobri que desde a rua Natingui - onde termina - até a rua Pinheiros - onde começa - a rua tem vários pés de ipês rosa. Apesar dos prédios e do trânsito. Ainda não destruíram as árvores e as flores...

Falando para as pessoas sobre o brilho do sol do inverno, ouvi também que na Grécia o mar é azul, como nosso céu, e as flores também brilham muito. Lá tem muitos pés de primavera. De todas as cores.

A Grécia está em situação econômica pior do que o Brasil. Mas o sofrimento político é parecido. Só que, enquanto na Grécia são onze milhões de habitantes, aqui no Brasil somos mais de duzentos milhões. 

Haja coração!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Grécia prefere errar com o povo...

A Democracia nasceu na Grécia

E mais de dois mil anos depois, a Grécia vem mostrar ao mundo que a palavra final numa democracia deve ser sempre do povo.

Dilma deve aprender mais esta com os gregos, além das suas esculturas e lendas maravilhosas...

Em vez de contratar um neoliberal para a Fazenda, Dilma deveria ter escolhido alguém comprometido com seu programa de reeleição e caso houvesse boicote dos conservadores e do PMDB de Cunha, convocar o povo para decidir através do Plebiscito.

A voz do Povo é a voz de Deus!

A Grécia deve continuar na União Européia, mas não precisa se humilhar como condição para permanecer no Euro e na ortodoxia financeira.

Todo apoio aos gregos!

Todo apoio ao Plebiscito e à Constituinte!

domingo, 28 de junho de 2015

Flores no inverno paulista

Ipês, cerejeira e pés de vaca...

Com o inverno e o sol brilhante, as flores ficam mais bonitas...

Vejam que beleza de ipê rosa florido na Praça Vicentina, perto de casa.



Ao lado do ipê temos a cerejeira que começa a florir...



Prestem atenção nas pequenas flores e no céu bem azul...

Agora vejam o ipê do Colégio Sant Clara e o pé de Manacá da Serra, também florido.


Do céu com azul mais claro até o azul intenso. 
Depende da hora e do ângulo da foto...
Apesar do ódio político, nossa cidade tem belas flores.

sábado, 27 de junho de 2015

Itaú cresce e a aparece

Enquanto Chile e Colômbia jogam bola...

O Banco Itaú Unibanco realiza fusão nestes países e passa a ser o quarto maior banco privado no Chile e o quinto maior da Colômbia.

E ainda vai querer comprar o HSBC Brasil?

Só se o HSBC  México viesse junto. O HSBC da Turquia fica muito longe e ainda não faz parte das metas do Itaú.

Por enquanto, o Itaú quer ser o maior banco privado da América Latina e quer estar presente nos principais países latinoamericanos. Sem abrir mão de ter agências ou escritórios em Londres e em Nova York. Só espero que depois de conseguir todos os seus objetivos o Itaú não seja vendido aos estrangeiros, como é hábito entre os empresários brasileiros. Criar negócios, crescer e depois vende-los aos estrangeiros...

Mesmo com toda crise política e econômica no Brasil, é possível fazer grandes negócios.

Lucrando na crise...

Grandes negócios

Enquanto a Imprensa e a Oposição jogam tudo na crise, alguns empresários conseguem fazer grandes negócios.

Vejam o caso do dono da AZUL.
David Neeleman, americano com cidadania brasileira e proprietário da empresa aérea Azul, fez duas cartadas de mestre. Primeiro comprou a TAP, abrindo o mundo aéreo da Europa. Em seguida fez uma parceria com a United, vendendo 5% da participação e com isto abrindo o mercado aéreo dos Estados Unidos. Assim, em pouco tempo, quem era um empresário médio nos Estados Unidos, ao começar uma nova empresa regional no Brasil, abriu espaço para, com a dobradinha Brasil-Estados Unidos, também crescer na Europa e nos Estados Unidos. Passando a ser um Grande Empresário. Ganhou muito com a crise nos três mercados: Estados Unidos, Brasil e Portugal.

A Abril Educação vai mudar de nome...
Depois de ser vendida pelo grupo Abril dos Civita, a Abril Cultura passou a ser do Grupo Tarpon e vai se chamar Somos Educação. A criação do nome foi de Nizan Guanaes, da Agência África, que também ficará responsável pela área de comunicação institucional do novo grupo.

Comprar Faculdades está na moda...
O grupo Carlyle e a Vinci Partners Investimentos estão negociando a compra de alguns ativos da Kroton Educacional S.a. Isto inclui a Uniasselvi. Mas a Cruzeiro do Sul também avalia fazer ofertas por ativos na área de educação. Com tanta ajuda do governo federal, dar bolsas de estudos para jovens de baixa renda, virou um grande negócio financeiro...

Já na Indústria Automobilística, enquanto as montadoras dão férias coletivas e demitem, a Honda e a Toyota continuam em forte produção e venda. Nossos japoneses são melhores que os outros?

E quando o Congresso Nacional e o Governo Federal vão aprovar a abertura do setor de comunicação para o mercado internacional? Se a Saúde, a Educação, o Transporte, a Habitação e a Alimentação podem ser privatizadas e internacionalizadas, porque a imprensa não pode? Que capitalismo é este?

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O caos que cresce no Brasil

Aprendendo com os acertos e com os erros

A redemocratização do Brasil criou grande expectativa de que entraríamos num período de fartura, de grande criatividade e de realização dos nossos sonhos. O país do futuro estava se transformando no país do presente.

A morte de Tancredo serviu de mau agouro. Apesar de ter sido escolhido pelo Colégio Eleitoral, Tancredo sinalizava a transição conservadora, sem grandes riscos... Com a morte de Tancredo assumiu Sarney. Fazendo uma transição sem entusiasmo e sem grandes expectativas. O mais marcante de seu governo foi a Inflação galopante que enlouqueceu o Brasil.

Depois da Constituinte de 1988, quando mais uma vez as esperanças foram renovadas, ao realizar a primeira eleição direta para presidente depois de 1964, foi eleito o anticandidato Fernando Collor. O mandato de Collor prenunciava a falta de organicidade nacional, a fragilidade das instituições, o estímulo à corrupção e ao ganha-fácil... Acabou em impecheament e assumiu Itamar Franco.

Itamar, como Sarney, representava o improviso na política e na governabilidade. Com todas suas contradições, Itamar teve dois méritos: nunca apareceu um caso de corrupção no seu governo e também teve a coragem de dar carta branca para seu ministro da Fazenda fazer o Plano Real, que acabou com a inflação galopante.

Se Collor começou a implantar o neoliberalismo no Brasil, com a eleição de FHC - Fernando Henrique Cardoso, o neoliberalismo foi consolidado tanto na economia como na imprensa e nas universidades. Ser neoliberal passou a ser chic! Ser americano, ser de Miami e novo rico. Também com o neoliberalismo veio o desemprego e o arrocho salarial, abrindo portas para a eleição de Lula.

Com a eleição de Lula em 2002, o que ninguém imaginava aconteceu: O Brasil deu certo!
Nunca na história deste país se ganhou tanto dinheiro, se gerou tantos empregos, tantas escolas e universidade, hospitais e vida cultural. Nem Lula entendia como tantos milagres aconteceram...

A direita assustou-se, tentou derrubá-lo e não conseguiu, tentou ganhar no voto e não conseguiu. Tiveram que ver o brasileiro comprar casa própria, fazer faculdade, ter emprego formal, viajar para o exterior e até voltar a trabalhar no campo ou na roça. Até os nordestinos comemoram a fartura. O Sertão virou Mar, e o Mar virou Sertão...

Mesmo com a crise mundial de 2008, Lula pregou a marolinha e o tisunami não aconteceu. O homem virou o Padrinho Cícero de todos os brasileiros. Apesar de ganhar muito dinheiro, os conservadores cresceram em inveja e ciúme. E inveja de homem é pior do que inveja de mulher... Lula indicou e ajudar a eleger a primeira mulher presidente da história do Brasil. Dilma Rousseff, ex-presa política, mineira e gaúcha tomou posse tentando manter a fartura da época de Lula.

No primeiro mandato, 2010-2014,  Dilma conseguiu manter o nível de emprego e a qualidade dos salários, manter os investimentos e os programas sociais. Mas a inveja crescia e a economia reverberava, não conseguindo crescer nem manter as exportações.

Até a China já não comprava tanto como antes...

Com menos dinheiro, ficou mais fácil de os conservadores e invejosos fazerem campanha contra a presidente Dilma e intensificarem a campanha contra o PT.

Pequenos erros políticos facilitaram novos confrontos políticos e econômicos. 
Aos poucos foi-se abrindo uma porta perigosa que tomou conta da política e da economia. A Petrobras, o maior patrimônio nacional, que era administrada com forte ingerência dos políticos tanto da situação como da oposição, serviu de cabeça de ponte para aterrorizar todos que se uniram direta e indiretamente ao PT. Mesmo os empresários conservadores...

Destruir o PT, mesmo que, para isto, destuísse junto a Petrobrás e as maiores empresas brasileiras, passou a ser a grande meta da direita brasileira. A briga deixou de ser eleitoral para ser jurídica, sendo que a verdade deixou de ser relevante, o importante passou a ser usar a versão da lei para prejudicar o PT. O resto será reconstruído depois. É a política da terra arrasada.

Se o caos da Petrobrás já afetava a economia e a política nacional, a presidente Dilma reeleita em 2014, cometeu seu segundo grande erro.
Da mesma forma que subestimou o erro em manter Graça Foster na presidência da Petrobrás; a presidente Dilma achou que fazer acordo com os banqueiros e nomear um neoliberal que votou em Aécio como Ministro da Fazenda acalmaria o mercado e o PSDB. Não conseguiu nem uma coisa, nem outra.

Perdeu o apoio da sua base social, a economia travou de vez e o PSDB aliou-se ao que tem de pior no Congresso Nacional para implantar um Parlamentarismo Suicida, que botou o governo Dilma nas cordas... É o quanto pior melhor.

Enquanto os empresários vão preso por fazer negócios com a Petrobrás e com o governo Dilma; enquanto o Congresso Nacional brinca de fazer política; enquanto o Judiciário perde o rumo e fica refém do ódio; a imprensa comemora o caos e o povo sofre as consequências da imaturidade da nossa democracia.

Como o povo vai reagir?

No primeiro momento pode votar na direita como mágoa e ressentimento. Com o tempo, poderá ter saudade de Lula, mas só o tempo vai mostrar se o PT terá capacidade de recuperação ou não. Embora muitos conservadores já estejam comemorando o fim do PT e do desenvolvimentismo, o tempo tem provado que o povo sabe recuperar seus aliados históricos. O mundo está cheio de bons exemplos, como na Espanha recentemente.

Enquanto o futuro não chega, precisamos ser cautelosos e Orar e Vigiar...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Fim de ciclo no Brasil?

Vacas Gordas e Vacas Magras

Os neoliberais estão comemorando a paralisia da economia.
Levy está conseguindo parar o Brasil sem decretar lock out - greve patronal. Ao mesmo tempo os empresários estão aproveitando a paralisia da economia para ajustar seus custos, demitindo gente e parando de investir. O desemprego está crescendo aceleradamente! E os trabalhadores estão órfãos.

É o Enigma: 

A economia parou em função da política ter desandado;
ou a política desandou porque a economia parou?

Ambas as respostas passa pela presidência da República e pelo Congresso Nacional. Logo, a questão mais importante é política. Já que a decisão de fazer um ajuste radical foi da presidente Dilma.

Como Dilma perdeu a governabilidade para o Congresso Nacional, que virou um grande balcão de negócios. A impressão que fica é que o Brasil perdeu o rumo. Para complicar, o Judiciário também virou de cabeça para baixo. Agora todo mundo manda e a hierarquia constitucional desapareceu.

Cabe aos formadores de opinião da oposição repetirem milhões de vezes que a economia parou de crescer, a política desgovernou-se e que tudo isto é parte do fim das Vacas Gordas na Economia e o começo das Vacas Magras.

Sendo que as Vacas Magras representam o fracasso do projeto desenvolvimentista, de crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda. Que o melhor é o projeto neoliberal, com arrocho salarial, desemprego alto como na Espanha que chega a 25% e concentração de renda.

E cabe a nós, desenvolvimentistas e democratas, defender o projeto de participação de todos os setores da sociedade na construção de um grande país, sem entreguismo nem centralismo.

Como vivemos num país democrático, o povo pode escolher pelo voto tanto um projeto como o outro. Para isto temos eleições regularmente. O problema é que os políticos ficam mudando as regras eleitorais conforme suas conveniências, tentando enganar o povo.

Outro problema é que, enquanto na Bíblia e no Egito, o período de Vacas Magras durou sete anos, no Brasil a crise dura muito mais... e o povo sofre muito mais até votar para mudar os governos.

Realmente estamos encerrando um ciclo, mas o novo, o que vem no lugar ainda não apareceu no horizonte. Tudo indica que vem mais conservadorismo.

Mas a vida continua...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Alemanha conhece o Brasil?

Mais de 200 acessos num dia

São mais de 100 países que visitam regularmente este blog. De vez em quando há um grande crescimento em determinados países, mesmo quando o nome deste país é citado em matérias. Por que será?

Hoje tivemos mais de 200 acessos na Alemanha e na semana somou mais de 400 acessos. Será que eles estão interessados no HSBC Brasil? Ou no Lava Jato? Ou apenas gostam de flores como Ipê Rosa e margaridas...

É sempre interessante quando somos visitados por alguém na Índia, ou na Coreia do Sul, ou ainda no Quênia. Ser visitados por pessoas da Ucrânia, Alemanha e Estados Unidos é diário. Mas sempre temos gente da África, da Rússia e das Américas. Estônia, Letônia, Grécia, França e Espanha também sempre aparecem.

É bom saber que fazemos parte desta Aldeia Global chamada Terra. O mundo ficou pequeno e tudo que acontece aqui tem a ver com tudo que acontece no mundo.

A Terra é nossa Pátria!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Sol, flores e céu

O inverno e suas cores

Domingo à tarde o sol dava um brilho especial às flores da Vila Madalena. As ruas estavam com seus ipês e patas de vacas floridos, mas achei interessante mostrar o brilho do sol na parede amarela e nas flores já envelhecidas do lágrimas de Cristo. 



Vejam que, além do brilho do sol na parede amarela, a foto também revela o azul brilhante no céu.

Já em frente ao Colégio Santa Clara, no jardim de uma casa, brilha a flor branca da acácia...



O inverno em São Paulo tem estas coisas... Flores, luzes e muita beleza nas ruas da cidade.



segunda-feira, 22 de junho de 2015

Imprensa joga duplo com Lava Jato

Ganha nas duas pontas...

O lado mais sujo da nossa imprensa aparece com destaque agora com as prisões dos donos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez.

Além de não ser solidários com os maiores empresários brasileiros, os donos dos jornais, que todo mundo conhece suas histórias, vende mais jornais divulgando as prisões sadicamente e depois recebem dinheiro das empresas acusadas, através de matérias pagas que custam uma fortuna.

Assim, a imprensa ganha dos dois lados.

Até quando a imprensa vai ficar por cima da carne seca? E o Código de Ética no jornalismo? Existe? Se existe, é para valer? Ou é só para inglês ver?

Os empresários brasileiros estão reféns de um clima que parece o nazismo de Hitler na Alemanha de 1932... Ou as instituições se posicionam coletivamente, definindo as regras do jogo, ou este vale tudo vai acabar em desordem generalizada e guerra nas ruas do Brasil.

Uma coisa temos certeza:
A lei não está sendo igual para todos!
Todos estão passíveis de ser presos para averiguação de qualquer coisa.
Quem garante a ordem pessoal e das instituições?
Parece que, finalmente, a OAB resolveu defender a legalidade.

Enquanto predomina a desordem, a imprensa ganha dinheiro com o caos... É ético?

domingo, 21 de junho de 2015

Ilustríssima ganhou do Aliás

O que aconteceu?

Pela primeira vez consegui ler o caderno Ilustríssima da Folha e não ler o caderno Aliás do Estadão. Normalmente o Aliás é bonito, com várias fotos bonitas e bons textos. Hoje lo Alias tem poucas fotos e temas que não me atraíram. E não foi por abordar o racismo! No tordo, está chapinho. Os novos donos do jornal contaminaram o melhor caderno?

Já o Ilustríssima da Folha, que nunca consegui ler, por acha-lo pedante e chato, hoje tem longos artigos sobre Paulo Emilio Sales de Oliveira , que sempre leio e tenho seu livro com os artigos publicados no Estadão; um longo depoimento sobre o cineasta francês, Truffaut, que sempre vejo aos filmes, tenho livros e leio as matérias; e um outro bom artigo de Bruno Lara Resende, falando do seu aniversário inesquecível, com a festa que não aconteceu... O Brasil tinha coisas lindas em 1966, mesmo sendo dois anos depois do golpe militar e dois anos antes do AÍ-5, quando a ditadura fechou o Brasil e baixou a repressão sem limites.

Como nada é perfeito e a Folha não consegue ser moderna plenamente, nas páginas centrais do Ilustríssima, traz uma longa análise dizendo que " O Lulismo morreu"... É claro que não li. Todas as chamadas são afirmações direcionadas contra o PT. Só estimula a leitura aos que predefinidamente não gostam do PT. Podia pelo menos ser equilibrado. Nem isto...

Voltemos ao cinema e à música... O Brasil está precisando de uma nova fase no cinema e na música. Como dizia Otto Lara Resendo ao seu filho Bruno: " O melhor da festa é esperar por ela..." 

Eu estou esperando por uma bossa nova e um cinema novo. 
Lembra alguma coisa?

sábado, 20 de junho de 2015

Lava Jato é briga de tubarões?

Por que os empresários e suas entidades estão calados?

E a solidariedade empresarial? Não existe?

CNI, Fiesp, Fiemg e demais federações estaduais que representam os empresários, não dizem nada sobre as prisões de grandes empresários brasileiros por que? Estão com medo de que? Estão a favor ou contra?

A Associação de Empresas donas de Jornais. Rádio e TVs, que são grandes beneficiárias de anúncios destas empresas que estão sendo expostas  como bandidas, não têm nada a declarar?

Não vi declarações de FHC na Folha. No Estadão há uma pequena matéria dizendo que FHC estava na Federação das Industrias do Rio de Janeiro e que destacou a importância de responsabilizar a presidente Dilma e o PT. E sobre as prisões dos amigos e colaboradores financeiros que foram presos ontem, FHC não tem nada a declarar?

E o STF, vai ficar refém de um juiz regional? Como explicar isto juridicamente?

A Folha diz que agora querem obrigar o BNDES a abrir todas as operações com empresas ligadas às construtoras. Depois deve abrir do Bradesco, do Itaú, e demais bancos onde estas empresas tiverem contas correntes e empréstimos.

Se Vale Tudo para implodir a governabilidade, as operações bancárias e comerciais, isto vai levar ao Vale Tudo também no Legislativo e nas demais instituições do Brasil. Ainda bem que estão preservando as Forças Armadas...

Podemos acabar em mais um Golpe.
A dúvida é se ele vem com mortes ou sem mortes. O golpe de 1964 começou sem mortes e meia boca. Depois acabou a liberdade e começaram as mortes. Nenhum golpe aconteceu até hoje liderado apenas pela burocracia, sempre há outros interesses por trás. Em 1964 os militares cumpriram orientações de civis...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Prestem atenção nos Ipês floridos

São Paulo está florida

Apesar de o sol em São Paulo andar sumido, os pés de Ipê estão floridos em todos os bairros. Imaginem sair de casa e já na esquina encontrar as flores do Ipê? Chega na Rua Natingui e mais ipês floridos. Vira na Fradique Coutinho e vários pés de ipê alegrando a rua com suas flores...

Ao chegar na Heitor Penteado, encontramos sempre um trânsito carregado. Mas agora também tem flores do ipê. Avançando para a Avenida Dr. Arnaldo, já no viaduto temos um ipê florido. Andando mais um pouco, lentamente é claro, encontramos o cemitério com fileiras de pés de Ipê floridos. No final da Dr. Arnaldo, já com a Rua da Consolação, mais ipês floridos...

Descendo a Rua da Consolação, então, vários ipês floridos. Ao passar em frente ao Cemitério da Consolação, os vivos e os mortos se alegram com tantas flores de ipê...

Muitos amigos têm enviados fotos de ruas de São Paulo com flores de ipê. Até mulheres grávidas nos jardins de suas casas onde o chão está cor de rosa com tantas flores de ipê.

Bem que a gente podia juntar milhares de flores de ipê para cobrir o chão pichado em frente ao prédio onde mora Jô Soares. Em vez de pregar a morte, devemos comemorar a vida, com flores de ipês e de tantas outras árvores como os manacás da serra... Será que depois de tanta vida fazendo sucesso, as pessoas não podem deixar Jô Soares em paz?

Um beijo no gordo!

Prenderam os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez

E aí FHC, nada a declarar?

Outro dia houve um jantar especial no Palácio dos Bandeirantes onde, entre os convidados ilustres estavam o ex-presidente e autoridade máxima do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, e o presidente da Odebrecht.  A imprensa passou a imagem de que este jantar era para mostrar que o grande empresariado brasileiro estava apoiando os tucanos paulistas e concordando com a hostilidade generalizada contra o governo Dilma e o PT. Não me lembro dos outros nomes ilustres presentes ao jantar, além do próprio governador Alckmin.

Hoje, ao vir para o Centro, ouvi no rádio do carro, a notícia das prisões dos dirigentes das organizações Odebrecht e Andrade Gutierrez. A imprensa, como sempre, comemorava.

Eu, como já passei dos 60 anos de idade e já vivi a ditadura militar e a redemocratização do Brasil, não sei se fico contente em ver gente graúda presa, num país onde historicamente só pobre vai para a cadeia; ou se fico triste em ver que estamos vivendo um período de ausência de legalidade e legitimidade. Estamos vivendo o vale tudo...

Todos estamos passíveis de ser presos. Basta alguém, mesmo que inventado como no nazismo, nos acusar de corrupto, ladrão ou algo que sirva de pretexto para prender e verificar se acusação tem consistência ou não. Ou mesmo podemos ser acusados tomando-se por base o "dominio dos fatos". Todos estamos virando Genis... 

O silêncio dos empresários brasileiros é algo que me incomoda muito. E a solidariedade de Classe? Cadê as notas das entidades como Fiesp, CNI, etc? É covardia ou medo de também serem presos? Este Congresso Nacional tem mais autoridade do que os empresários brasileiros? E porque este silêncio dos parlamentares, que tanto dinheiro receberam destes empresários?

E se os empresários destas grandes empresas que cresceram muito durante a ditadura militar, depois continuaram crescendo no governo Sarney, financiaram a campanha de Collor, depois a de Fernando Henrique, depois a de Lula, depois a de Dilma, de Aécio, de Marina e de Dilma, novamente. Se eles resolverem contar tudo? Será que estes juízes, estes delegados da PF, estes jornais e TVs querem ouvir o que eles sabem? Ou a acusação só vale se for contra o PT?

Eu, como militante cristão e político reformista, sempre defendi um grande Pacto Social onde todos os segmentos da sociedade estejam presentes nas negociações. Depois, que se faça uma nova Constituição aprovada pelo Povo em Plebiscito Nacional. E que as novas leis passem a valer e que todos devam obedecê-las, sejam ricos ou pobres, evangélicos ou não religiosos, negros ou brancos...

Que o passado seja superado pelo compromisso do presente:
Construir uma grande Nação!
Assim construiremos um grande futuro.
Será que eu continuo um sonhador?

Será que vou morrer vendo o medo e o golpismo sobrepondo-se à coragem de ser honesto e transparente? Por mais que pareça que estamos vivendo na Alemanha de 1929, eu também me lembro que, apesar de 1929, tivemos 1945 e a reconstrução do mundo, depois do holocausto não apenas dos judeus, mas de todos que sofreram as consequências do nazismo, do fascismo e de todas as ditaduras que eles nos proporcionaram.  Incluindo aí a ditadura do Estado Novo e a de 1964...

FHC, quero ouvir ou ler sua opinião sobre a prisão de seus amigos...
Ou você vai dar uma de Pedro, negando Jesus?

quinta-feira, 18 de junho de 2015

HSBC complica a venda

Bradesco retoma iniciativa

Ontem o jornal Valor publicou matéria alertando que a venda do HSBC Brasil estava correndo risco em função de o banco ter comunicado que venderia APENAS o setor de varejo, ficando como banco de atacado. Como saber quais contas de pessoas jurídicas são de varejo ou de atacado? Quando passaria efetivamente a valer o varejo do HSBC? Porque o HSBC começou a confundir os interessados?

Ainda ontem o presidente do Bradesco comunicou à imprensa que mantém o interesse na compra do HSBC e que fará nova proposta de compra no mês de julho. Assim o Bradesco retoma a iniciativa.

Há gente no mercado que está considerando que o HSBC está criando confusão para poder negociar com o Santander e outros bancos estrangeiros, tendo como contrapartidas barganhas no mercado internacional, como foi feito com o ABN-ANRO e o Real no Brasil. Se isto for verdade, o Banco Central brasileiro precisa tomar posição pública, garantindo a regra do jogo.

Falar em regra do jogo, hoje em dia é muito difícil porque: 

- a FIFA está sem autoridade para falar em ética;
- o Congresso Nacional só pensa em barganhas espúrias;
- o Judiciário só pensa no Lava Jato e na politização da Justiça;
- o Governo Federal está perdido no ajuste fiscal e nas negociações gerais;
- a imprensa estimula o ódio e a desobediência civil;
- as empresas aproveitam a crise para enxugar custos trabalhistas;
- e o povo sofre o custo de vida e a desorganização social...

Como garantir investimentos e segurança econômica, para retomar o crescimento com distribuição de renda e inclusão social? Como acalmar o Brasil?

O HSBC precisa garantir as regras, os possíveis compradores precisam ter garantias das regras e os funcionários e clientes do HSBC precisam saber para onde vão...

Assim deveria caminhar a humanidade.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Governo se contradiz sobre Fator Previdenciário e 85/95

Entrevista. Carlos Gabas

Ministro da Previdência Social defende que ‘fator previdenciário é ruim, mas trabalhador deve se aposentar com regra que leve em conta contribuição e idade’

‘Fórmula 85/95 é a melhor para aposentados’, diz ministro da Previdência
           

João Villaverde - Estadão 

22 Fevereiro 2015 | 23h 00

Brasil, Grécia, Egito, Carrefour, HSBC e a Roda Viva

Como melhorar a qualidade de vida?

Tem gente que não gosta de ler jornais, para não ficar preocupado.
Mas a vida continua, mesmo para os que preferem ficar na ignorância e na omissão. Há também os que, mesmo sabendo das coisas, se sentem impotentes para alterar a história. Estes, juntos com os mais ousados, conseguem alterar os fatos e a própria história.

Vejam cinco fatos que estão afetando a vida de milhares ou milhões de pessoas:

1 - Fator Previdenciário e 85/95 - Governo Dilma ameaça vetar a proposta de aposentadoria aprovada pelo Congresso Nacional que estipula 85/95 e assim manter o Fator Previdenciário, que confisca até 40% do salário de quem vai se aposentar. Além de ameaçar vetar, em vez de sancionar a lei, o governo ainda expões ao constrangimento seus ministros mais ligados à esquerda partidária. Lamentável!

2 - Grécia negocia com União Europeia e FMI - O impasse nas negociações entre o governo grego e a Alemanha continua. A economia grega está travada, o país tem que pagar dívidas enormes para conseguir mais financiamentos e a Alemanha ameaça excluir a Grécia do EURO e até da União Europeia. O futuro da Grécia e da própria Europa está em jogo. Vai continuar sendo uma economia conservadora ou vai priorizar as necessidades do povo grego e europeu? É preciso bom senso das partes. Mas o povo deve estar em primeiro lugar...

3 - Abilio Diniz aumenta fatia no Carrefour - Enquanto os países afundam em crises econômicas e políticas, alguns empresários conseguem crescer ou retomar iniciativas de investimentos. O maior símbolo brasileiro e residente no país de investidor arrojado, depois de Roberto Setúbal, é Abílio Diniz. Deu um nó em muita gente, transformou uma rede decadente de supermercados na maior e melhor rede nacional de supermercados e lojas de eletrodomésticos. Tropeçou na negociação com o Casino, francês e perdeu o controle do Pão de Açucar. Quando muita gente achava que ele iria aposentar-se, renasceu como controlador da BRF e acionista significativo do Carrefour no Brasil e no mundo.  Agora cresceu de 10% para 12% um grande avanço, apesar de o aumento ser de apenas 2%.

4 - E o HSBC Brasil, quem vai comprar? O jornal Valor entrou na campanha favorável ao Santander. Mas o Bradesco continua no páreo e com o Itaú não se brinca. Os números já estão disponibilizados para os pretendentes e até o mês que vem saberemos o vencedor. Quem será???

5 - Egito condena ex-presidente a prisão perpétua - Enquanto o mundo ocidental e asiático fazem negócios, o mundo árabe desmancha-se em guerras e ditaduras... O judiciário egipcio está ganhando do judiciário brasileiro. Está condenando os opositores à morte e a longos períodos de cadeia. Quantas pessoas comemoraram a Primavera Árabe e agora estão vendo a guerra tomar conta da região. Grande parte em nome de Alá, ou de Deus. O Deus da morte está vencendo o Deus da vida e da liberdade.

Realmente o mundo nos assusta e nos deprime...

Como melhorar a qualidade de vida no mundo?


segunda-feira, 15 de junho de 2015

O mundo acabou e ninguém percebeu?

Fim do Keynesianismo, do Socialismo e do Catolicismo?

Outro dia ouvi um conceituado analista político falar numa rádio que só toca notícias de que o desenvolvimentismo tinha acabado. Fiquei assustado. Como uma pessoa politicamente tão conceituada fala uma bobagem desta? Passei dias preocupado com a teoria do fim do mundo...

Hoje, peguei o jornal Valor para ler o artigo do engenheiro-economista e grande pensador Luiz Carlos Mendonça de Barros, e fiquei animado com o título: Hayek x Keynes: o debate revisitado.

Para minha surpresa, Luiz Carlos começa o artigo afirmando categoricamente:

"Com o fim do keynesianismo da Unicamp e do PT"

Pronto, contaminou o artigo inteiro. Um bom artigo ficou contaminado com uma afirmação inconsequente, quase estudantil. E sabemos que Luiz Carlos não é assim...

A Folha e Clovis Rossi afirmarem que o socialismo acabou é compreensível. Eduardo Cunha afirmar o fim do catolicismo no Brasil, também é compreensível, mas uma pessoa altamente qualificada como Luiz Carlos Mendonça de Barros afirmar que o keynesianismo acabou na Unicamp e no PT, é muita provocação.

O próprio professor Belliuzzo está escrevendo um livro sobre Keynes, sua vida e seus ensinamentos.

Enquanto houver capitalismo, Keynes estará presente...
Enquanto houver pobreza, o Socialismo estará presente...
Enquanto houver religião, o Catolicismo estará presente...

Por mais que surjam pregadores e jornalistas para afirmarem O FIM DO MUNDO.

domingo, 14 de junho de 2015

A Folha sentiu a ameaça conservadora?

Enquanto o Estadão endeusa Eduardo Cunha

A Folha, que é mais neoliberal que o Estadão, sentiu nas ultimas votações e manifestações no Congresso Nacional, que a Democracia está correndo risco. 

A leviandade, a mediocridade religiosa, o revanchismo dos parlamentares, combinada com a incapacidade de a presidente Dilma e seu ministério negociar e governar com este Congresso fisiológico e revanchista, além do estímulo ao ódio da própria imprensa e o abandono das leis pelo Judiciário, estão levando o Brasil a ficar parecendo o Egito.

O EDITORIAL da Folha neste domingo não deixa dúvida: 
a Folha finalmente se deu conta de que estamos passando dos limites... 

A partir daí é o vale tudo e a barbárie...

Como diz o final do Editorial da Folha deste domingo:

" Os inquisidores da irmandade evangélica, os demagogos da bala e da tortura avançam sobre a Ordem Democrática e sobre a Cultura Liberal do Estado; que, diante deles, não prevaleça a submissão." 

Nunca achei que a Folha, em nome de acabar com o PT e nosso governo, fosse capaz de apoiar esta aventura retrógada que tomou conta do Congresso Nacional. 

Também nunca achei que o PMDB fosse hegemonizado por pessoas como Eduardo Cunha. Ele pode ser herói dos novos donos do Estadão, mas, jamais será herói na Folha de São Paulo. O tempo vai comprovar o que estou escrevendo aqui. 

A maioria silenciosa ainda não resolveu ir para as ruas contras estas provocações ...

Estadão: o velho e o novo jornal

O novo não pode viver do velho

Sempre tive um grande respeito pelos Mesquitas, proprietários do jornal O Estado de São Paulo. Respeito por representarem bem o conceito de elite paulista e brasileira. Não confundiam ser conservador e nacionalista por ser favorável a golpes militares e a ditaduras.

Já os grandes jornais de hoje - Estado, Folha e Globo - desistiram da boa característica do velho Estadão e viraram - ou revelaram-se - jornais golpistas, neoliberais e manipuladores. 

O Brasil atual não tem nenhum jornal de qualidade, mesmo que conservador. Estamos vivendo um limbo jornalístico.

O Estadão de hoje trás uma edição especial sobre o fundador da dinastia Mesquita, Julio Mesquita. A editoria do novo Estadão já começa errando... Concordo com um caderno especial, mas não concordo com a não publicação normal do caderno Aliás. O melhor caderno do jornal. Mesmo que fosse por economia de papel, a troca não se justificaria. Ambos são importantes: tanto o jornalista Julio Mesquita quanto o Caderno Aliás.

Por falar no novo jornal (reacionário, manipulador e medíocre), este novo vive da imagem do velho e bom jornal Estadão. 

Por falar no novo jornal,  estou devendo uma edição especial sobre o quê nossa maior figura da propaganda brasileira, Washington Olivetto, está fazendo no Estadão. 

Outro dia lendo uma propagando do Estadão fiquei pensando: tem o jeito de Washington Olivetto. Mas Olivetto não pode escrever isto por que não é verdade. Ele está confundindo o leitor, o cliente. Está fazendo propaganda enganosa e Olivetto não é disto. Depois vi que realmente Olivetto está dando uma mãozinha para o Estadão. 

Ou o novo Estadão respeita o velho Estadão, ou tem que mudar de nome. 
O mesmo vale para Olivetto:
 ou reconhece que este novo jornal não tem nada a ver com o velho, ou deixa de fazer propaganda enganosa, para não cair em descrédito. O que nos deixaria muito triste.

Pretendo comprar os quatro volumes do livro sobre Julio Mesquita e sua história. Sei que continuarei gostando do passado dos Mesquitas. 

Continuo assinando o Estadão, mas a cada dia fico mais envergonhado em ver tanta mediocridade no jornal. Ainda bem que os novos donos (FHC & Cia), ainda não destruíram o Caderno 2, o Aliás, o de Economia (em parte) e o de Esportes. 

Mas estão destruindo... Para minha tristeza.

sábado, 13 de junho de 2015

Fernando Brant vive!

Nossa geração é eternamente grata

Todos sonhamos e cantamos as músicas e letras de Milton Nascimento e Fernando Brant. Nesta semana, lendo sobre as comemorações dos 50 anos de carreira de Maria Bethânia comentei sobre a falta que Milton e Brant fazem.

Tem gente que consegue permanecer criativo e ativo, mas está dupla não sobreviveu fisicamente...

Para nossa tristeza, Fernando foi neste sábado para o céu.

Quando estava na faculdade ouvia suas músicas,
Quando estava na política cantava suas músicas,
Quando comecei a namorar minha esposa, ganhei o seu disco Travessia,
Quando fundamos o Projeto Travessia,
Estivemos com Milton e Brant fazendo show no Anhembi,
Dando entrevista no Espaço Lelia Abramo dos bancarios,

Quando sentimos saudade, ouvimos suas músicas e suas letras..

O Brasil de hoje nos dá mais tristezas que alegrias,
Principalmente quando perdemos Fernando Brant.

Ainda bem que as boas lembranças nunca são esquecidas...

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Liberdade para desorganizar

O tempo e a história

Lendo os jornais do dia a gente fica com a impressão de que tudo está sendo revirado ou desorganizado. E ficamos com a sensação de mau-estar...

A própria imprensa anda sem pauta organizada, os jornalistas parecem baratas-tontas, hora sendo aceitos como gênios, ora como medíocres. O mesmo acontece com os juristas, os políticos e até os intelectuais. Conforme o quê é dito, a hora e o local, pode ser uma genialidade; porém, vindo da mesma pessoa, mas que contrarie a pauta do momento, o comentário pode ser visto como uma bobagem, ou mesmo uma covardia política.

Tem nada mais ridículo, por exemplo, do que o papel do Ministro da Justiça atual? Qual efetividade ele tem sobre o judiciário e suas instituições? A sensação é que ele é apenas decorativo. Qualquer delegado da Polícia Federal manda mais do que o ministro. O mesmo vale para qualquer juiz de qualquer instância. A Lei? Ora, a Lei...

O Congresso Nacional transformou-se num grande Mercado Persa, onde, a preço de ocasião, pode-se mudar a Constituição ao bel prazer, mesmo que depois mude tudo de novo. É uma anarquia, no mau sentido...

Já a Economia está mais interessante ainda. O ministro da Fazenda é do PSDB, do PMDB, do PT ou de Dilma? A resposta certa é: Nenhuma das anteriores... Ele é do Sistema Financeiro. Hoje temos na Folha mais um bom artigo de Luiz Carlos Mendonça de Barros. Como sempre, vale a pena ler.

E o Supremo? Continua fazendo Leis...
Agora temos uma nova lei sobre Biografias. Ainda bem.
Mas, quem faz as leis não é o Legislativo?
Deveria ser, mas os parlamentares estão priorizando outras barganhas...

Enquanto o Brasil vai se desorganizando...

O PMDB governa, faz mudanças constitucionais e algazarras.
O PSDB sofre de esquizofrenia estudantil.
A Imprensa comemora.

E o PT está reunido em Congresso na cidade de Salvador.
De lá, sairá um Novo Partido?
Um Novo Caminho?
Só o tempo dirá...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Santander entra na briga pelo HSBC

Santander é maior que Itaú e Bradesco juntos

Como acaso não existe...
Depois de a imprensa brasileira dar ampla cobertura sobre a venda do HSBC no Brasil e na Turquia; sobre os potenciais compradores no HSBC Brasil; e a possibilidade de o Santander ficar fora da disputa nacional, hoje saiu grande reportagem sobre o Santander no jornal Valor, que publica caderno especial do The Wall Street Journal Americas.

A ampla reportagem, feita diretamente em Santander, na Espanha, é só elogios ao Santander e à sua presidente, Ana Botín. O mais curioso da reportagem é o destaque dado ao fato de o Santander ser maior do que o Itaú e Bradesco juntos.

Os ativos do Santander chegam a US$1,5 TRILHÃO de dólares!

Vai dar para encarar?

Leiam abaixo parte da matéria sobre o Santander e sua presidenta!

Ana Botín rompe com legado do pai 
e tenta criar o Santander do século XXI

The Wall Street Journal Americas – Valor
Por  JEANNETTE NEUMANN, de Santander, Espanha 
quinta-feira, 11 de junho de 2015 00:05 EDT


Desde que assumiu o comando do Banco Santander SA, SAN +0.20% Ana Botín vem reformulando a estratégia da instituição e a equipe executiva montada pelo seu falecido pai, a quem ela costuma se referir como “o ex-presidente”.

Dando poucos sinais de nostalgia, a executiva de 54 anos está modernizando um banco que tem US$ 1,5 trilhão em ativos — mais que Itaú Unibanco SA  ITUB4.BR -1.40%  e Bradesco SA  BBDC4.BR + 0.96%  juntos —,  mas que investidores, analistas e executivos de bancos dizem que ficou para trás em termos de padrões financeiros e de governança durante os quase 30 anos em que foi liderado por Emilio Botín.

No cargo de presidente executiva do conselho de administração desde que seu pai morreu, em setembro do ano passado, ela trocou o diretor-presidente, homem de confiança do pai, e mudou os cargos de quase metade da cúpula executiva. Ela começou 2015 vendendo 7,5 bilhões de euros (US$ 8,48 bilhões) em ações do banco, numa resposta às críticas de investidores de que seu pai havia negligenciado o balanço. Ela colocou novas equipes no comando de algumas unidades, inclusive nos Estados Unidos, onde o Santander foi reprovado em dois testes do Federal Reserve, o banco central americano, que analisaram a saúde de suas finanças.
Ela também rompeu com o legado de grandes aquisições deixado pelo pai, cuja estratégia fez do banco uma potência. O Santander é hoje o segundo maior banco da Europa em valor de mercado, atrás do HSBC Holdings HSBA.LN -0.34% PLC, e seus ativos se comparam aos dos americanos Citigroup Inc. C +0.56% (US$ 1,8 trilhão) eWells Fargo WFC +0.49% & Co. (US$ 1,7 trilhão). O Santander tem uma base de clientes que cobre dez países na Europa e nas Américas, inclusive EUA e Brasil.

Mas Botín diz que está na hora de priorizar a melhora dos serviços e atrair novos clientes. “Precisamos mudar nosso modo de administrar bancos” e a “cultura”, disse ela numa entrevista ao The Wall Street Journal em Londres. “Se fizermos isso direito, podemos ter um impacto enorme.”

A capacidade de liderança de Botín, que assumiu o papel incomum de líder executiva num setor dominado por homens, é raramente posta em dúvida por analistas, mesmo aqueles que viram a promoção dela ao cargo como um ato de nepotismo. Botín, dizem eles, teve uma preparação sem paralelo como a mais velha de seis filhos — é membro do conselho do Santander desde 1989 e liderou a unidade do banco no Reino Unido.
“Ela conhece a máquina de trás pra frente e foi treinada para ser a líder”, diz Joseph Oughourlian, da firma londrina de fundos de hedge Amber Capital, que detém ações do Santander. Respondendo às acusações de nepotismo, Botín disse que é qualificada e dá como exemplo os executivos talentosos que contratou e sua bem-sucedida gestão no Reino Unido.
Entre os desafios que ela enfrenta estão os problemas regulatórios nos EUA, a desaceleração da economia brasileira e a baixa demanda por empréstimos na Espanha.
O Santander foi fundado em 1857 por um negociante na cidade portuária de Santander. Rafael Botín Aguirre tornou-se diretor administrativo em 1985. Seu sobrinho Emilio Botín López, bisavô de Ana Botín, revezou na presidência do conselho a partir de 1909. Em 1923, o avô de Ana assumiu o posto em caráter permanente, seguido pelo pai dela.
Botín, que também nasceu em Santander e estudou na Universidade de Harvard, nos EUA, trabalhou durante oito anos no banco americano J.P. MorganJPM +0.56%
Ela entrou no Santander em 1988, dando início a uma carreira que alternou sucessos e reveses.
Ela liderou aquisições para expandir a presença do Santander no setor de banco de varejo da América Latina, mas não conseguiu torná-lo um grande participante na região. 

No Brasil, por exemplo, apesar de ser o maior banco estrangeiro, o Santander está bem atrás dos rivais. O banco encerrou 2014 com um patrimônio líquido de R$ 58,2 bilhões, contra R$ 81,6 bilhões do Bradesco e R$ 103 bilhões do Itaú Unibanco, segundo dados do Banco Central.
Em 1998, na tentativa de fincar um pé na Ásia, Ana Botín aproveitou turbulências econômicas lá para contratar 150 analistas de ações de uma firma de Hong Kong. O negócio não teve um bom desempenho e ela acabou demitindo os profissionais. 

Por outro lado, sua passagem pelo Santander do Reino Unido, de 2010 a 2014, é amplamente vista como bem-sucedida. O lucro líquido da divisão nos primeiros nove meses de 2014, o último período em que ela estava na liderança, subiu 50% ante igual período do ano anterior, para 1,12 bilhão de euros.
 (Colaborou Anupreeta Das.) 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

HSBC: Imprensa continua apostando no Bradesco

Não subestimem o Itaú

Os jornais voltaram a informar sobre a venda do HSBC no Brasil. O assunto pegou fogo depois do comunicado da matriz em Londres falando da venda das filiais no Brasil e na Turquia, além das dezenas de milhares de demissões.

No Brasil, os sindicatos dos bancários fizeram manifestações e greves na defesa do emprego. A direção do HSBC no Brasil soltou comunicado afirmando que não haverá demissões no Brasil e aceitou reunir-se com a direção nacional dos bancários para falar sobre o assunto.

Ao mesmo tempo a imprensa fala sobre os possíveis compradores: 
Bradesco, Itaú e Santander. 

Se, por um lado, o Bradesco tem tudo a ganhar com a compra do HSBC, o Itaú não deve estar gostando da ideia de o Bradesco ficar quase do mesmo tamanho do Itaú. Já o Santander, precisa agregar mais um banco para poder continuar competitivo no varejo. Talvez tenha até mais dinheiro do que os bancos brasileiros para comprar o HSBC, mas não sei se teria tanta motivação para trazer dinheiro de fora para o mercado brasileiro em época de crise e de recessão.

Podemos ter vários desdobramentos:

1 – O Itaú, por ter mais dinheiro disponível, comprar o banco, só para não deixar o Bradesco comprar; ou

2 – O Itaú, durante o leilão, forçar a competição levando o Bradesco a pagar mais caro do que vale efetivamente o HSBC, só como forma de desestimular o Bradesco a comprar. Deixando o banco para o Santander.

3 – Se o Itaú facilitar as coisas para o Santander, o mercado pode ganhar mais competitividadade e a distância entre o Bradesco e o Itaú continuar a mesma.

4 – Na verdade, quem vai decidir o leilão vai ser a intenção efetiva do Bradesco. Pagar caro para comprar um banco ou continuar crescendo organicamente? O problema não está em Basileia...

5 – Já o Banco Central e o governo, também precisam definir se vai fortalecer os bancos brasileiros ou abrir o mercado financeiro de varejo para os estrangeiros.

Até agosto, cada dia será um dia... 
Igual ao ajuste fiscal.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O Egito, a primavera e a ditadura

A intolerância cresce e ameaça as democracias

Teoria do Dominó era usada para justificar os golpes contra a ameaça comunista na Guerra Fria. Acabado o comunismo, inclusive na China e em Cuba, a Teoria do Dominó está sendo usada agora para derrubar os governos progressistas e impor o neoliberalismo, que vinha perdendo espaço. 

A Primavera Árabe criou uma grande expectativa de liberdade e diversidade no Oriente Médio, as vitórias progressistas na América Latina fez com que melhorasse a qualidade de vida do povo e a Europa caminhava para o fortalecimento da União Europeia.

Com a crise de 2008, a direita voltou a se fortalecer e a impor retrocessos nos países de todos os continentes. O Egito e o Iraque servem de maus exemplos de implosões de expectativas positivas. A América Latina patina com recessão econômica, ataques da imprensa contra os governos progressistas e o crescimento da direita organizada. A Europa continua tentando recuperar  o rumo perdido com a crise de 2008.

Vejam este bom artigo de Gilles Lapouge, correspondente do Estadão na França, publicado no dia 23 de maio, mas ainda muito presente.

Sissi, o tirano substituto

Gilles Lapouge – Estadão
23 Maio 2015 | 03h 00

Mais uma façanha daquelas “primaveras árabes” que, a partir de 2011, derrubaram os tiranos da Tunísia, Egito e Líbia para colocar democracias no seu lugar. Um pouco como, alguns anos antes, o presidente americano George W. Bush havia tido a ideia de cortar o pescoço do tirano Saddam Hussein para que os iraquianos pudessem, enfim, desfrutar das doçuras da democracia e o Iraque se tornasse o país da alegria de viver. 

No Egito, foi o Hosni Mubarak, homem enérgico, que mordeu o pó sob aplausos nas ruas. A democracia havia derrubado o horror totalitário. Depois vieram muitos episódios: a ascensão da Irmandade Muçulmana e a eleição para presidente de seu líder, Mohammed Morsi. Em seguida, um segundo golpe de Estado. O irmão muçulmano Morsi foi destronado pelo marechal Abdel Fattah al-Sisi. 

Depois disso o Egito marchou para a direita.
Aliás, se não fosse para a direita, Sisi o recolocaria no caminho certo. Matando. No sábado passado, por exemplo, os tribunais egípcios condenaram o ex-presidente Morsi à morte, além de dezenas de seus seguidores. Assim, o “tirano” Mubarak foi substituído, graças à revolta dos democratas, por um “mais tirano do que ele”. Jamais o sangue havia corrido tão profusamente no Egito. Em poucos meses, sob o comando de Sisi, 1.400 manifestantes foram mortos e 15 mil partidários da Irmandade Muçulmana, presos. 

É bem verdade que Sisi também golpeou o antigo tirano, Mubarak , que os democratas haviam derrubado. Ele foi condenado a 3 anos de prisão por corrupção na semana passada. Enquanto aguarda para cumprir suas várias condenações, mora num luxuoso hospital militar perto do Cairo. 

Essas folias indignaram muitas “pessoas virtuosas”.
Elas calcularam que os EUA seriam contra essas condenações em massa, mas Washington acaba de restabelecer sua ajuda ao Egito (US$ 1,5 bilhão por ano). Na Turquia, o presidente Recep Tayyip Erdogan, islamista moderado que aboliu recentemente a pena de morte no seu país, disse que o Egito de Sisi começa a parecer o “Egito antigo”. 

E a França, a especialista universal em direitos humanos?
Até agora, não se ouviu nada de sua parte. Várias hipóteses: a França procura ganhar tempo. Não é porque alguém envia 120 pessoas à morte que se deve falar sem pensar. Segunda possibilidade: sendo a França ela mesma um dos primeiros alvos dos terroristas islâmicos, ela compartilha as análises de Sisi. Terceira hipótese: a França está negociando com o Egito a venda de aviões Rafale. Ora, não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, vender aviões e dar lições de moral públicas. Cada coisa a seu tempo. 
Mas talvez um comunicado do Palácio do Eliseu seja publicado a qualquer momento. Nunca se sabe. 

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris/ tradução de Celso Paciornik  

Simonal: A verdade é esta?

Você conhece esta história?

Para nossa geração que sofreu diretamente os impactos da ditadura militar, a história do cantor Wilson Simonal sempre ficou obscura. Qual é a verdade? As acusações eram verdadeiras ou falsas? Sempre fiquei em dúvida. Até porque as ditaduras são como as guerras, quem está envolvido sabe que a vida vale muito pouco e as versões muitas vezes valem mais do que os fatos.

Para minha surpresa, o bom jornalista, Julio Maria, publica hoje no caderno 2 do Estadão uma nova versão sobre Wilson Simonal e suas relações com a ditadura militar brasileira. Chocante! Será que é verdade? Quem conhece Julio Maria jura que sim. O Brasil precisa saber a verdade.

Vejam que bom depoimento:

Tempo camuflou o maior delito de Wilson Simonal
e criou um gênio injustiçado

JULIO MARIA - O ESTADO DE S. PAULO
09 Junho 2015 | 03h 00

Cantor foi vítima da loucura que deixou tomar a cabeça 
ao se deparar com o poder inquestionável que exercia diante das massas

A história foi muito generosa com Wilson Simonal.
Sua imagem hoje é a de um homem injustiçado, banido da terra dos gigantes por um ato que não cometeu, deixado no ostracismo da vida pública por uma invenção da imprensa, vítima do preconceito que não admitia um negro com talento e autoconfiança, desprezado por uma classe artística que nunca fez nada para defendê-lo. E, então, quando se descobriu que Simonal nunca foi delator, que nunca entregou amigos ao Dops como se acreditou por anos, ele foi automaticamente beatificado. E esse é o maior equívoco da história.

Pior do que seria caguetar parceiros, Wilson Simonal mandou dois colegas do Dops “pegar” um homem chamado Raphael Viviani, um ex-contador que despertou a ira do chefe ao processá-lo por questões trabalhistas. E quando se pedia para que dois brutamontes do Departamento de Ordem Política e Social “pegassem” alguém em 1971, era de se supor que não seria para passar uma noite de carícias.

Depois de tentarem arrancar sua confissão a socos, eles trouxeram um telefone com fios desencapados. Enrolaram as pontas em seus dedos, colocaram outra em sua língua e giraram a manivela até seu corpo se contorcer com a descarga elétrica. Como ainda assim ele não confessava o roubo, conforme conta o próprio Viviani no raro depoimento colhido pelo documentário Ninguém Sabe o Duro Que Dei, de 2009, passaram a ameaçar sua família. Sua resistência então baixou e ele decidiu criar uma história coerente e assinar a confissão. Simonal, conforme diz, esteve no Dops e viu seu estado. “Mas como ele não teve pena de mim, eu jamais tive pena dele.”

O ato da encomenda do serviço sujo feito por Simonal, pelo qual ele nunca foi socialmente cobrado, apesar de sua condenação pela Justiça à época, já seria o suficiente para enterrar qualquer carreira. É só fazer um rápido exercício. Esqueça o Dops e a própria ditadura.

Imagine agora Roberto Carlos mandando dois capangas encherem um ex-funcionário de tabefes até ele dizer onde foi parar o dinheiro que parece ter sido roubado de seu escritório. E que, além dos tabefes, os capangas resolvessem colocar o homem no pau de arara ou algo parecido. As músicas de Roberto estariam tocando, mas onde estaria Roberto Carlos?

A história também instrumentalizou Wilson Simonal.
O fez primeiro, e injustamente, um alcagueta a serviço do regime para justificar seu linchamento, um Judas necessário para abastecer a sanha da esquerda. E mais tarde, rendendo-se à força de seu repertório, o reavaliou, também injustamente, santificando-o como um gênio injustiçado.

Simonal foi vítima de si próprio, da loucura que deixou tomar a cabeça ao se deparar com o poder inquestionável que exercia diante das massas. O que seria só um ego robusto e tolerável cresceu contaminado pelo dinheiro e pela fama e o conduziu ao processo autodestrutivo quando chegaram os anos de solidão.

Simonal reclamou por três décadas quando também deveria agradecer aos céus: 
Raphael Viviani não morreu.