sábado, 16 de maio de 2015

São Paulo, os novos ricos e o fascismo

Agressões em lugares públicos. E se houver reação?

Estimulados pela imprensa reacionária, os ricos conservadores e grosseiros, tanto em São Paulo, como em outros Estados, começam a agredir petistas em lugares públicos. Por enquanto, não tem havido reação hostil.

Já pensaram se estes petistas passarem a reagir?
Vão dizer que os petistas são violentos? Lembram dos fascistas italianos e alemães? As guerras começam com pequenos incidentes...

Outro dia soube que um militante petista foi agredido no Metrô quando o trem estava quase vazio. Depois soubemos de Mantega no Hospital dos ricos e dos judeus de São Paulo. Agora foi Padilha em um restaurante nos jardins.

Ou a imprensa para de estimular as agressões, ou começaremos a ver a Lei do Talião - olho por olho e dente por dente - funcionando nas ruas de São Paulo. A gente sempre sabe como começa, mas nunca sabe como acaba este tipo de comportamento.

A vida em São Paulo nunca foi fácil para os pobres, os negros, os negros pobres e os alternativos. É claro que, na medida que a economia melhorou com Lula, estes segmentos sociais passaram a ter mais presença nos espaços públicos e passaram a incomodar os reacionários e preconceituosos. Estes andavam calados até 2014. Agora estão saindo do armário e assumindo posturas violentas publicamente.

O Estado mais beneficiário com o Golpe de 1964 foi São Paulo. 
O Estado mais beneficiário com o Neoliberalismo, as privatizações,
o desemprego, o arrocho salarial e o entreguismo de FHC foi o Estado de São Paulo.
O Estado que mais ganhou dinheiro durante o governo Lula foi São Paulo.
Agora a elite paulista invocou com a presidente Dilma e resolveu inviabilizar o seu segundo mandato. Ao mesmo tempo ela tem cometido alguns erros táticos que facilitam as agressões da direita.

Em São Paulo, não estão os ovos da serpente, como diz o jornalista e escritor Fernando Morais. Em São Paulo vive e mora a própria serpente. Os golpes e contra golpes brasileiros, desde o século passado, são articulados em São Paulo e para o bem de São Paulo.

A imprensa prega o ódio e quer mortos para agilizar o golpe. No Chile já morreram duas pessoas nesta semana, durante manifestações estudantis. No Rio de Janeiro morreram 12 pessoas no meio da briga do tráfico nos morros perto do centro da cidade.

Quando não podemos contar com as instituições formais e legais...
Talvez esteja na hora de se começar a organizar comitês de autodefesa.

Ou, como diz o governador Pezão, do Rio de Janeiro, "a discussão primordial que a gente tem que fazer são duas: 1 - Reforma Tributária, e 2 - Pacto Federativo - muito mais importante do que reforma política" - neste congresso que está aí. Leiam no jornal Valor de quinta-feira, dia 14 de maio de 2015.




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