segunda-feira, 25 de maio de 2015

Ipês floridos e Reitor da Unesp

Alegrias e Tristezas

Nesta segunda-feira, vindo para o Centro de São Paulo, ao passar pela famosa Rua da Consolação, não vi nenhum pé de ipê florido. Tinham outras flores...

Para minha surpresa, quando cheguei no início do Parque Dom Pedro, mesmo estando dirigindo em curva, deu para vê o ipê florido. Todos os anos este ipê rosa começa a florir no mês de abril e a florada dura vários meses. Este ano começou no mês de maio, mas está muito bonito. Aos poucos a cidade vai sendo tomada pelos ipês floridos.

Este é um bom motivo de alegria.

No entanto, quando comecei a folhear os jornais com mais calma, para ter uma ideia geral do que anda acontecendo no Brasil e no mundo, vi uma matéria que me chamou muito a atenção. Esta notícia é uma mistura de tristeza com esperança. 

No caderno Cotidiano da Folha de hoje, na página B7, estava em destaque:

"Alerta para desacelerar"

"À frente de uma das maiores universidades de SP, reitor se afasta por quase um ano para tratar câncer.

O reitor da Unesp, Julio Durigan, 60, ficou fastado quase o ano passado inteiro para combater um câncer na medula óssea, que pode danificar os órgãos e reduzir a produção de anticorpos. Em uma fase de tratamento, a imunidade ficou tão baixa que uma simples gripe poderia matá-lo. Ele está em atividade neste ano, mas tem de  passar por constantes avaliações, pois há o risco de a doença voltar."

O jornalista Fabio Takahashi pegou um belo depoimento do reitor, que eu recomendo que as pessoas leiam na Folha de hoje.

Fiquei triste ao ler o depoimento tão bonito, dado pelo reitor Julio Durigan, relatando como ele e a família enfrentaram o câncer.

A Unesp tem uma boa faculdade de medicina, que forma médicos e médicas especializados em várias áreas, fornecendo profissionais para os melhores hospitais do Brasil e do mundo.  Vamos torcer para que estes médicos especialistas possam contribuir no tratamento do Sr. Julio Durigan.

Vejam estas palavras do reitor:

"Reuni minha familia e meus três filhos...  quis passar segurança a eles. Como engenheiro agrônomo, sou muito ligado ao ritmo da natureza. Plantas nascem, crescem e morrem. Assegurei a eles que tudo ia dar certo, porque só havia duas opções. Ou eu sarava - o que era dar certo - ou morria - o que também era dar certo, algo natural. Eles sentiram o baque. Foi minha primeira lição: você precisa vencer a doença, por você e pela família."

Gosto quando os jornais relatam casos como este para os leitores. Afinal, imprensa não é apenas para fazer guerra política, é, principalmente, um meio de comunicação, educação e formação.

Os jornais precisam mostrar que no dia a dia enfrentamos alegrias e tristezas, mas estas situações servem para nos ajudar a aprender a superar desafios e construir um mundo melhor. Ainda temos esperanças...


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