quarta-feira, 6 de maio de 2015

A histeria está vencendo o bom senso

O Brasil não pode parar!

As montadoras estão dando férias coletivas e demitindo, logo, a cadeia produtiva automotiva também começa a dar férias coletivas e demitir.

Os bancos aumentaram as taxas de juros, logo, os clientes, sejam eles pessoas físicas ou pessoas jurídicas, param de pegar dinheiro emprestado ou param de pagar suas dívidas.

O comércio começa a vender menos porque as pessoas começam a comprar menos, por medo do desemprego e com medo do custo de vida.

Esta angústia, por menor que seja, ao ser amplamente divulgada pela imprensa, ganha grandes proporções, reforçando mais ainda a crise e a paralisia na economia.

Junto com tudo isto, temos dois atores sociais que podem contribuir para melhorar ou piorar a situação:

Um deles são os políticos e governantes.
Os prefeitos e governadores estão na defensiva, com orçamentos apertados e muitas demandas sem solução aparente e os parlamentares parecem mais camelôs vendendo nas feiras, buscando ver quem capitaliza mais o caos reinante e torcendo para o "quanto pior, melhor".

O outro ator social relevante é o judiciário.
Partindo do pressuposto de que estão acima dos poderes constituídos em nome da moralidade individual e coletiva, estão transformando o Brasil em um país onde tudo e todos estão sob suspeita, passivos de terem suas vidas pessoais e institucionais vasculhadas sem conhecimento dos investigados, repassando previamente informações selecionadas para intimidar e denegrir a imagem das pessoas e das instituições.

Neste quadro de insegurança econômica e institucional, a histeria vai se generalizando e contaminando todos os segmentos da sociedade. Historicamente, só se contém as histerias coletivas com rupturas traumáticas. Seja nas manifestações de grandes multidões, seja em incertezas institucionais, é preciso que surja alguém ou algo que ponha limite no descontrole.

Se o Brasil já estivesse num regime parlamentarista, seria fácil de resolver: 
Dissolveria o parlamento e se convocaria novas eleições para se recompor os poderes e as maiorias. Vejam o exemplo da Inglaterra. Nesta quinta-feira, dia 07, teremos novas eleições para eleger o novo primeiro ministro. Quem tiver maioria no parlamento governará, mesmo que tenha que fazer alianças e composições.

Por que o Brasil, em vez de aprovar o Parlamentarismo, fica nesta forma de governo ingovernável, com 32 ou 33 partidos políticos que mais parecem hienas famintas em busca do aparelho do Estado e suas estatais?

Precisamos contribuir para que a maioria silenciosa se transforme na maioria do bom senso, que deve conter os histéricos e os que querem ver o Brasil pegar fogo e ir para a baderna.

Na democracia ativa e participativa, o povo não precisa esperar quatro anos para recompor os governos, sejam eles municipais, estaduais e nacional.  Ou os governantes têm maioria para governar e cumprir seus programas eleitorais, ou devem ser chamadas novas eleições até se constituir maioria que comporá o governo com condições de governabilidade.

Democracia se aprende praticando.
Mas, sem parar a economia, sem parar as instituições e sem parar o próprio país.
A economia precisa voltar a crescer, as instituições precisam voltar a servir a todos os brasileiros e...

O Brasil não pode parar!

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