quarta-feira, 8 de abril de 2015

O maior crime trabalhista desde Getúlio Vargas

Nem a ditadura militar ousou tanto

Ao forçar a aprovação do PL 4330 que libera as empresas a terceirizarem qualquer área de trabalho, o PMDB, como principal articulador, está cometendo o maior crime contra os trabalhadores e trabalhadoras desde a criação da CLT por Getúlio Vargas.

Como os capitães do mato na época da escravidão, onde muitos eram negros, o PMDB ficará registrado na história do Brasil como o partido que viabilizou o fim do emprego qualificado. Caso esta lei seja homologada pela presidente Dilma, legalizará a terceirização de tudo.

Da mesma forma que Fernando Henrique Cardoso privatizou quase tudo, empobrecendo parcela significativa do Brasil, principalmente do Nordeste, com a extinção das empresas estatais de telefonia, eletricidade e principalmente os bancos estaduais. Empresas que para entrar tinham concursos públicos, pagavam aposentadoria integral e melhores salários que o setor privado. Com as privatizações, os lucros das empresas aumentaram e os salários e benefícios diminuíram.

O ridículo disto tudo é ver jornalistas, que já são ou serão terceirizados ou transformados em pessoas jurídicas sem direitos trabalhistas, fazerem de conta que a lei não é criminosa e priorizarem somente as orientações patronais. Estes são pagos para enganar a população. Estes são os novos capitães do mato.

E os deputados evangélicos que estão votando neste lei como forma de agradar a Cunha e aos empresários? Deus deve estar com vergonha destes pastores...

Não falo aqui das centrais que fizeram acordo com o relator e com Cunha. Estas fizeram a opção pelo caminho mais fácil. O caminho de ficar com as migalhas da representação sindical, mesmo que os trabalhadores sejam os grandes prejudicados.

Marx estava certo quando alertava quanto ao risco do "modo de produção asiático". O modelo chinês de produção está se espalhando pelo mundo.

Daqui a pouco o ocidente vai copiar também o modelo político de partido único e imprensa enquadrada, sem religiões. É claro. Aí quero ver os chatos de hoje chorarem o leite derramado. Será tarde demais, como foi em 1964...

A História, mais uma vez, vai mostrar quem está com a razão.

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