terça-feira, 28 de abril de 2015

O golpe jurídico da direita

Juiz de direito de direita

Ministerio público está na direita. 
Imprensa  nacional que é um serviço de utilidade pública está na direita.
Congresso Nacional a serviço da direita.

O povo virou à direita?

Como a esquerda deixou isto acontecer?
A resposta não pode vir somente da economia. O  crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda ajuda mas não determina a qualidade da democracia praticada pela sociedade.

O presidente da república governar com uma ampla coligação partidária, majoritariamente conservadora, com um judiciário estruturado de forma conservadora, com um sistema de concessão de rádio e TV herdado da ditadura e não democratizado, com os governadores dos estados e também os perfeitos não comprometidos com os projetos do governo federal, só pode gerar monstrinhos ou degenerações políticas, econômicas e sociais. 

Estava escrito nas estrelas... Era e é preciso mudar a estrutura dos poderes no Brasil.
É preciso avançar na democracia participativa.

Lula conseguia governar com as características acima. Já Dilma, não tem se mostrado com a habilidade necessária. Ainda mais com a economia estagnada, um congresso carente de cargos e dinheiro, um judiciário que se descobriu com poderes que subordina as forças produtivas à gana jurídica da burocracia bonapartista.

O PSDB, como porta voz da direita ampla geral e irrestrita, na medida que não consegue ganhar nas urnas, resolveu apelar para uma aliança entre os conservadores no parlamento, na imprensa e no judiciário. O judiciário forja uma condenação, a imprensa divulga como fato consumado,destruindo a imagem pública do acusado, e os parlamentares entram com recursos jurídico-parlamentar para manter a destruição do governo Dilma e do PT.

E como reage o Governo Federal, o PT e os movimentos sociais?
Reagem acusando os agressores de golpistas e de direita. Mas isto não é suficiente. Soa moral e inconsistente. O povo não tem ideologia, tem necessidades... Ou o PT reaglutina seus aliados juntamente com o governo Dilma, ou tende a ser destruído publicamente como as fogueiras da Inquisição na Espanha queimavam opositores à direita. 

É preciso tirar o governo Dilma da letargia... Mesmo que seja preciso confronta-lo publicamente. O tempo urge. As eleições municipais do ano que vem (1916) poderão ser mais um instrumento de propaganda destrutiva da direita contra os projetos populares. 

Tudo indica que o PSDB está fazendo uma recomposição com o PMDB visando 2016 e 2018. O PMDB exige ser a cabeça na aliança e o PSDB pode aceitar. Lembrem que Itamar Franco era do PMDB e serviu de apoio para FHC, o ingrato, virar presidente. Serra está na fila de espera. Alckmin finge de morto, mas terá que superar Serra. E FHC, como sempre, está à disposição da direita ampla, geral e irrestrita.

O jogo será jogado entre PSDB, PMDB e PT. 
Mesmo o Brasil tendo 33 partidos, 
os demais 30 partidos serão coadjuvantes deste jogo de vida e de morte...

O judiciário está com a direita. 
O direito perdeu o sentido do termo, virou direita.
E o povo? 
Aprenderá sentindo os reflexos das brigas da direita contra a esquerda.

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