quarta-feira, 22 de abril de 2015

Lava Jato fere a Dignidade Nacional

Como uma boa causa se transforma em guerra política sem escrúpulos

Combater a corrupção é uma boa causa.
Transformar o combate à corrupção em guerra política,
jogo sugo e vale tudo é desmoralizar uma boa causa.

É como se fosse uma guerra religiosa.
Em nome de Deus se mata, se calunia, se viola o sigilo bancário,
se violenta a regra processual e se desmoraliza o Poder Judiciário.

Jamais em qualquer democracia, 
uma única pessoa pode juntar tanto poder. 
Isto só acontece quando as demais pessoas ou se mancomunam ou quando se acovardam. Ou ainda, quando acontece as duas coisas. O que faz tantos empresários aceitarem calados a violência processual que está acontecendo?

O que faz com que tantos juízes federais aceitem calados tanta violência jurídica? 
E a cumplicidade dos mais de trinta partidos políticos? Será que eles não serão os próximos? Tudo isto para que? Acabar com a corrupção? Aceitando-se a partidarização processual? A antecipação de informações aos órgãos preferenciais de imprensa?

Alguns denunciam que teremos centenas de milhares de demissões. Será que os empresários estão sensibilizados com isto? O principal problema é que, independente das demissões, estamos vivendo sem "regras do jogo", sem "fair play". Estamos vivendo o vale tudo. Vale tudo para que? Para destruir o PT e o governo Dilma? E quem ganha com isto?

Isto lembra 1929 para 1932 na Europa.
Isto também lembra 1963 para 1964 no Brasil.

Os fins justificam os meios.
E os fins são proteger os interesses dos conservadores e inescrupulosos.
Os meios são passar por cima da Constituição e das regras jurídicas.
Não falo das regras de comunicação, porque no Brasil estas regras democráticas nunca existiram. Aqui liberdade de imprensa sempre valeu apenas para os conservadores.

Enquanto o Brasil é destruído, como Roma de Nero,
o PMDB aceita o papel de cúmplice desta destruição
e o PSDB faz o papel da velha UDN... Que vergonha!

Onde iremos parar? 
Estamos mais para 1932 de Hitler na Alemanha Nazista, e 1964 da ditadura militar, civil e jurídica, do que para o Brasil da Constituição Cidadã. Se estivesse vivo, Ulisses Guimarães estaria com o povo nas praças públicas defendendo a Liberdade e o Estado de Direito. Mas, os mortos não falam... E os bárbaros destroem as heranças e as conquistas dos Estadistas. Triste Brasil...

Quem era capaz de prever tanta vacilação coletiva?

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