quinta-feira, 30 de abril de 2015

Educação no Brasil é caso de polícia?

Privatizada, terceirizada e sob violência policial

A Educação pública no Brasil está chegando a bancarrota e a barbárie.

Ainda na época da ditadura militar, os governos passaram a priorizar mais o surgimentos das escolas privadas em detrimento das escolas públicas, como forma de manter o orçamento baixo e não gastar dinheiro com professores e infra-estrutura escolar.

Com a redemocratização do Brasil, além de se manter a privatização do ensino, os governos estaduais, alegando falta de dinheiro, passaram a congelar salários dos professores e contratar professores de forma terceirizada, sem concurso público e sem efetivação, precarizando ainda mais a qualidade do ensino e a vida dos profissionais da educação.

Com as greves dos professores, passamos a conviver também com a violência policial contra os grevistas. Mostrando os descasos dos governadores com o ensino público. A ironia é que a maioria dos policiais têm seus filhos estudando em escolas públicas. Não foi por acaso que ontem em Curitiba dezenas de policiais se recusaram a agredir os professores e, por isto, estão sendo punidos.

O governo federal vem divulgando que a prioridade neste mandato é a "Pátria Educadora", e os governadores, principalmente se for de oposição ao governo federal, mandam a polícia bater nos professores enquanto enviam projetos para rebaixar direitos previdenciários e arrochar salários.

A verdade é que a Educação Universal para todos os brasileiros virou apenas pró-forma, temos estatísticas quantitativas mas não temos qualidade. Ou o povo pressiona os governos para se garantir educação para todos ou continuaremos um país de semianalfabetos. Com diplomas mas sem capacidade de interpretar um texto ou fazer cálculos matemáticos básicos.

Bater em professoras e professores é como se estivesse batendo em nossos parentes.
Quem não tem um parente professor ou professora?

Triste o país que não valoriza nem prestigia seus professores e professoras!

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