quinta-feira, 9 de abril de 2015

Congresso Nacional: A Direita Escancarada

A Imprensa envergonhada de ser direita

A direita que vai às ruas contra Dilma e o PT, já não precisa ir mais.
A instância mais importante do país, o Congresso Nacional, liderado por Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, resolveu se assumir como porta-voz da direita radical brasileira.

Ao ler os jornais, o leitor fica tão assustado com a ousadia e desenvoltura da direita radical brasileira que percebe que a própria imprensa, grande estimuladora desta direita raivosa e fascista, de repente ficou inibida, ou está fingindo-se de morta para comer o urubu.

Há anos que a Imprensa brasileira vem implantando a terceirização, obrigando seus jornalistas a serem PJ - Pessoa Jurídica, para reduzir os custos com FGTS, férias, 13o. e outras coisas mais como vale alimentação e vale refeição, além de Convênio Médico. Estas questões são básicas e fundamentais para os trabalhadores formais, registrados em carteira e passíveis de fiscalização pelo Ministério do Trabalho e Justiça do Trabalho.

Ao verem aprovado na Câmara Federal o PL 4330, projeto de lei que autoriza, libera para as empresas terceirizarem TODOS os empregados, passando a ser Empresas Virtuais, sem empregados e com menos custos trabalhistas, os jornais Folha de São Paulo e Estadão, principais porta-vozes da direita paulista e brasileira, juntamente com a Rede Globo, ambos têm como manchete:

Folha: "Câmara aprova "ampliação" da terceirização no país". 

Estadão: "Câmara aprova projeto de lei que amplia terceirização"

Vejam que os títulos são combinados. É porque os dois jornais fazem parte do mesmo grupo ideológico e empresarial, que se junta num tal Instituto Milenium, sustentado por empresários nacionais e internacionais.

No meio do texto, os jornais porém reconhecem que o projeto aprovado permite que as empresas contratem nas atividades fins. Portanto, podem substituir todo mundo. Podem demitir os empregados atuais e substituí-los por terceirizados, mesmo que sejam os próprios demitidos. Porém com salários e benefícios menores. É mole?

A imprensa, por ser grande beneficiada, não informa quem votou a favor e quem votou contra. As entidades sindicais estão informando que divulgarão a lista de todos os deputados com seus respectivos votos.

Se o Congresso Nacional aceitou fazer o papel de "capitão do mato" moderno, acabando com a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho criada por Getúlio Vargas, para que a imprensa vai continuar estimulando os fascistas e golpistas irem para as ruas pedir o impeachment de Dilma?

Para o PMDB, como novo aliado dos empresários e da direita, é mais barato deixar como está. Isto é, Dilma fraca e o PMDB cobrando caro para governar para os empresários e para a direita. Seja ela evangélica ou neoliberal.

P.S.: 
Quero fazer um registro especial para o jornalista da Folha de S.Paulo, Bernardo Mello Franco, que escreve na página 2. Não o conheço e li pela primeira vez seu artigo que se pudesse assinaria junto. A Folha anda assim. Radicaliza para a direita e contrata alguns jornalistas mais progressistas para não ficar com a imagem de "direita monopolista". Parabéns para Bernardo!

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