sábado, 14 de março de 2015

Reforma Ministerial, Já!

É preciso distencionar o Brasil 

Ontem, sexta-feira, 13 de março de 2015, fizemos a maior manifestação nacional da Esquerda brasileira, em todos os 27 Estados, incluindo o Distrito Federal. Representantes dos trabalhadores, dos jovens, dos aposentados pegaram suas bandeiras e faixas e foram para as ruas defender o projeto de desenvolvimento econômico com inclusão social.

Amanhã, dia 15, os golpistas e a nova direita brasileira vão para as ruas defender o impeachment da presidente Dilma. Além da defesa do golpe, estes novos militantes midiáticos praticam também a violência, quebrando agências bancárias e lojas de automóveis. É o pessoal do quanto pior melhor. Apesar deles, há muita gente bem intencionada que não viveu sob a perseguição da ditadura militar e o desemprego da época de FHC que estarão presentes, como há também pessoas desiludidas em função da presença da corrupção.

Estejam nas ruas pela direita ou pela esquerda, a verdade é que o Brasil está passando por um período de saturação da paciência da população. Este clima de guerra interessa somente às minorias incendiárias. Se houver guerra, todos perderemos. Não haverá vencedores... Como não houve na Espanha de Franco, no Chile de Pinochet ou mesmo no Brasil dos militares. O país sempre perde, quando lhe tiram a Liberdade.

Conscientes de que há uma crise de governabilidade, onde ninguém está liderando a maioria. A presidente Dilma está acuada, o Congresso Nacional está dilacerado e ferido com o Lava-Jato, o Judiciário comprometido entre a honestidade de uns e a desonestidade de outros juízes, como foi o caso Eike Batista e seu algoz inescrupuloso que, além usar os carros do réu, pegou muito dinheiro em reais, dólares e euro. A imprensa quer sangue e as religiões pensam mais em dinheiro do que na Palavra do Senhor.

Com tudo isto, o povo está vivendo à deriva...

É preciso ter um gesto de boa vontade. 

E o primeiro gesto deve partir da presidente Dilma, reconhecendo que seu ministério carece de autoridade e que alguns ministros precisam ser trocados. Que tal convidar Lula, os dirigentes do PT, do PMDB, do PC-B, do PSD, do PDT, do PP, do PSB e dos demais partidos da base aliada para que indiquem um ministério de coalizão, comprometido em aprovar aquilo que for trazido pelo Executivo? Convidar inclusive o PSDB e seus aliados à direita como o PPS.

Como ministro coordenador deste Ministério de Transição, a melhor pessoa para exercer este desafio chama-se Luis Inácio Lula da Silva. Lula tem autoridade para acalmar o Brasil, escolher autoridades para as respectivas áreas e garantir que só o trabalho produz riquezas.

Chega de intermediários, Lula na Casa Civil!

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