terça-feira, 31 de março de 2015

O Brasil na encruzilhada

Todo mundo manda e ninguém obedece

Quando isto acontece é sinal de que a crise chegou num ponto que requer muito cuidado.

Será que as condições para dar o golpe estão maduras? Se estão, porque a direita ainda não deu? Por isto eu acho que as condições estão amadurecendo, mas ainda não se consolidou. Afinal, o governo Dilma está refém de um conjunto de forças que mais parecem "Carcarás" esperando os burregos (filhotes de ovelhas) ficarem mais fracos para serem comidos... Maria Bethânia não deixa a gente esquecer de Carcará, e nossa direita não deixa a gente esquecer de 1964. O ano que ainda não acabou...

Um governo fraco, um Congresso Nacional que parece mercado persa, com um PMDB que aceita negociar tudo, desde que permaneça como principal gestor nesta conjuntura caótica. Um Judiciário onde uma minoria está colocando o país como refém de sua imaginação circunstancial onde vale tudo para conseguir pegar seu principal objetivo - o PT. A estratégia já não consegue ficar submersa. Está explicitada. E as instâncias superiores do poder judiciário se calam e se omitem, ou por vingança contra a presidente ou por medo de tomar partido, ou, o que pode ser pior, por inibição perante a imprensa.

Os empresários estão à deriva. Os trabalhadores assistem a tudo de forma preocupada e sabendo que na hora "H", o pau vai quebrar do lado dos trabalhadores, com desemprego e arrocho salarial. Além da piora na qualidade de vida.

Os movimentos sociais resistem. Ora se juntando, ora se degladiando. Mas resistem.

Enquanto isto, a imprensa estimula o ódio, a violência, a desordem e a implosão dos valores democráticos. O importante é acabar com esta política nacionalista de acabar com a pobreza, encher os aeroportos de pobres, todo mundo ter direito de fazer faculdade. Para que? Direitos para empregada doméstica? Para que?

E quando os estímulos da imprensa se transformarem em ações fascistas e violentas, a culpa será da horda e surgirá o momento da "ordem". Mesmo que seja a "ordem militar". Para os donos da imprensa, esta ordem autoritária faz parte da sua história e do seu crescimento. Nossa imprensa não tem o hábito de sobreviver na liberdade e na democracia. Alguns religiosos também preferem a "ordem autoritária". Mesmo que seja em nome de Deus. O Deus do ouro e da cobiça.

Qual é o limite do Brasil e o nosso próprio limite?

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