terça-feira, 3 de março de 2015

Imprensa quer sangue nas ruas

Atos Públicos, Democracia e Provocadores

Depois de perder quatro eleições presidenciais, a direita brasileira, liderada pela imprensa e pelo PSDB, resolveu transformar o pais num grande confronto aberto. A imprensa quer sangue nas ruas...

Cobriram o ato em defesa da Petrobras, realizado no Rio de Janeiro, no último dia 24, destacando a briga na porta da ABI, quando provações de direita foram pará-la, convocados pelas redes sociais conservadoras, com o intuito de vaiarem Lula e impedir que ele falasse. Apesar da ampla convocação dos provocadores, compareceram apenas umas dez pessoas.

Neste clima de briga, como a direita provocadora está chamando novas manifestações pelo impeachment para o próximo dia 15, e os movimentos sindical e social estão chamando novos atos para o dia 13, sexta-feira, em defesa da pauta da classe trabalhadora, a imprensa está divulgando que haverá medição de forças entre golpistas e governistas.

São duas atividades distintas que, se respeitadas, não haverá problema nenhum, a não ser no trânsito. Tanto no dia 15 como no dia 13. Precisamos fazer todos os esforços para garantir que não haja violência. Afinal, quem já viveu sob ditaduras militares sabe que violência faz parte da guerra suja.

Para os provocadores, atrair violência é uma forma de acabar com a democracia. E, para quem não consegue ganhar as eleições presidenciais, a melhor forma de voltar ao poder é provocando violência para justificar novo golpe. 

Lutamos para reconquistar a liberdade no Brasil e passamos a viver numa democracia constitucional, mesmo com seus defeitos e imperfeições. Afinal, democracia é um processo permanente de eleições e aprendizagem.

Para a maioria silenciosa e para os indecisos é preciso que fique claro que podemos sempre saber como se começa uma guerra, mas nunca sabemos como as guerras acham. A única certeza que temos é que todas as guerras maram mais civis e inocentes, do que combatentes e culpados.

Cada dia é uma nova batalha. Por enquanto, sem sangue.

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