sexta-feira, 6 de março de 2015

Bresser-Pereira e um Novo Pacto para o Brasil

Lição de humildade

Olhar e ler trechos do novo livro do Professor Bresser-Pereira tem um sabor muito especial.  "A construção política do Brasil", da editora 34.

Bresser e Delfim, embora tenham histórias distintas, representam dois autores, um com 80 anos e o outro com 87, que, para mim, são leituras obrigatórias. Confesso que leio mais os economistas antigos do que os novos. Gosto de mais dois autores, o Luiz Carlos Mendonça de Barros e Belluzz.o, mas aí são outras histórias. Os novos autores, ou autores novos, ou são muito neoliberais chatos, ou são críticos demais ao capitalismo, o que os torna também chatos.

Voltando ao livro de Bresser-Pereira...

Convivi com o professor Bresser desde o tempo de FGV, nos anos 70, depois nos anos 80 com Montoro e depois foi rareando a convivência quando ele se aproximou do governo FHC. Agora que Bresser, como nós o chamamos, voltou às suas origens e afastou-se do neoliberalismo de FHC, nós voltamos a gostar do professor de sempre. O livro até parece que o professor, com o tempo e depois de matar a saudade de Dom Quixote, voltou a sonhar com um Brasil para todos.

Vejam que doces palavras do nosso economista e discipulo de Cervantes...

"Neste livro procurei desenvolver uma interpretação do meu país usando minha longa e sempre emocionada convivência com ele. É um livro de um acadêmico, mas é também o livro de um brasileiro identificado com seu país e com a ideia de uma sociedade que já é democrática e poderá ser socialista ainda que em um futuro longínquo. O número de pessoas a quem devo agradecer é imenso." - Aí o professor apresenta uma grande lista de pessoas do mundo acadêmico e político. Muitas bem conhecidas.

Confesso que também acho que o Brasil está precisando de um Novo Pacto Social e que pessoas como o professor Bresser, Delfim, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Belluzzo, bem  poderiam convocar uma reunião com sindicalistas, empresários e alguns juristas para começar a conversar sobre o assunto. Afinal, é na crise que surgem novas ideias exequíveis, como gostavam de falar os professores da GV nos anos 70. Ideias inexequíveis ficarão para o futuro, como o socialismo de mercado, com liberdade política e religiosa.



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