quinta-feira, 12 de março de 2015

As ruas podem virar barricadas?

Se depender da direita, sim

Como a direita brasileira está imitando a esquerda tradicional, não duvidem de a imprensa convocar os jovens para fazerem barricadas na Avenida Paulista para protestarem contra o governo Dilma. E, enquanto os jovens estiverem "comemorando a rebeldia", a imprensa estará entrevistando-os e enaltecendo a coragem destes jovens.

Vá os militantes do MST ou dos movimentos de moradias populares fazerem a mesma coisa e, a mesma imprensa que enalteceria a coragem dos jovens de direita, esta mesma imprensa irá exigir que os militares retirem estes "baderneiros" da Av. Paulista. E ainda vão exigir que o Ministério Público determine a desobstrução da avenida. Afinal, a Justiça brasileira existe para servir aos ricos e  conservadores, não é para os pobres e cidadãos comuns.

Está sendo assim na Venezuela e foi assim na Ucrânia e em Madrid, na Espanha. O Brasil faz parte de uma mesma estratégia conservadora de aproveitar que acabou a Guerra Fria e o medo do comunismo, para consolidar o imperialismo financeiro no mundo. O quê está sendo diferente disto? O modelo chinês e os modelos islâmicos. Ambos ditatoriais e monopolistas.

Da mesma forma que na História houve a onda feudalista, estamos começando por uma nova onda conservadora. Cada vez mais conviveremos com governos tipo Estados Unidos, onde a democracia só vale enquanto estiver servindo à classe dominante. Caso contrário, funciona o "big stick", o grande porrete.

Aqui no Brasil, a imprensa tem tido papel determinante na fascistização da política, o PSDB prontificou-se a ser o porta-voz desta direita neoliberal e agora o Judiciário passou a fazer parte ostensiva desta direita golpista. A OAB que poderia contrapor-se a fascistização do judiciário está refém desta nova maioria jurídica, que estava calada e resolveu impor-se.

Todos estamos apreensivos com o que pode acontecer no Brasil até segunda-feira que vem. Os fascistas já estimulam aumentar a radicalidade, na esquerda já tem gente pensando em criar plano de emergência caso a violência se generalize.

O clima de baderna estimulado pelos fascistas pode levar a confrontação nas ruas e o país viver uma onda de confrontação nacional com ataques as sedes dos partidos políticos de esquerda e ataques aos sindicatos e movimentos populares.Este filme nós já vimos na Alemanha nazista e pode ser revista em filmes. No Brasil esta prática fascista nunca teve peso, mas agora está sendo estimulada e organizada.

Na Ucrânia, os mercenários que atiravam nas pessoas, também se diziam reivindicadores da democracia e dos valores do mundo capitalista ocidental. O resultado da Ucrânia a gente está vendo. Os resultados do Brasil ainda estamos para ver, mas já podemos prevê-los.

O governo Dilma precisa fazer sua parte para evitar um levante nacional de resultados imprevisíveis.

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