terça-feira, 31 de março de 2015

Estamos chegando a 400 mil acessos

Já chegamos a 120 países e comunidades

O mais novo leitor vem do Líbano. Quase todos os dias alguém do Líbano tem acessado nosso blog. Afinal, nosso blog é lido em todos os continentes.

Vejam os países que nos acessaram nesta semana:

Tunísia, Malta, Geórgia, Índia, China, França, USA, Alemanha, Ucrânia, Rússia, Portugal, Líbano, Albânia, Colômbia e Brasil, é claro.

Ao mesmo tempo que fico muito orgulhoso em ter leitores em todos os continentes, também fico preocupado com o risco de ser acusado pelos Estados Unidos de ser membro de alguma REDE subversiva. Já pensaram?

Por mais que a direita esteja crescendo no mundo, ainda acho que os democratas e humanistas tendem a continuar crescendo e semeando a solidariedade entre os povos e entre os países.

O Brasil está sofrendo da mesma doença que a Argentina, a França, a Espanha, a Itália e tantos outros países. A doença da crise de hegemonia.

Esta sensação de insegurança, de falta de perspectiva, de não poder confiar nas instituições ou até mesmo em pessoas.

É preciso surgir um novo Renascimento, uma nova Esperança.

Enquanto isto não acontece, vou escrevendo meus pequenos textos diariamente e colocando no Blog. Quem sabe a gente vá se encontrando pelas estradas da vida. Mesmo que quando este sonho acontecer a gente já não esteja mais nesta vida. Ficarão as sementes...

O Brasil na encruzilhada

Todo mundo manda e ninguém obedece

Quando isto acontece é sinal de que a crise chegou num ponto que requer muito cuidado.

Será que as condições para dar o golpe estão maduras? Se estão, porque a direita ainda não deu? Por isto eu acho que as condições estão amadurecendo, mas ainda não se consolidou. Afinal, o governo Dilma está refém de um conjunto de forças que mais parecem "Carcarás" esperando os burregos (filhotes de ovelhas) ficarem mais fracos para serem comidos... Maria Bethânia não deixa a gente esquecer de Carcará, e nossa direita não deixa a gente esquecer de 1964. O ano que ainda não acabou...

Um governo fraco, um Congresso Nacional que parece mercado persa, com um PMDB que aceita negociar tudo, desde que permaneça como principal gestor nesta conjuntura caótica. Um Judiciário onde uma minoria está colocando o país como refém de sua imaginação circunstancial onde vale tudo para conseguir pegar seu principal objetivo - o PT. A estratégia já não consegue ficar submersa. Está explicitada. E as instâncias superiores do poder judiciário se calam e se omitem, ou por vingança contra a presidente ou por medo de tomar partido, ou, o que pode ser pior, por inibição perante a imprensa.

Os empresários estão à deriva. Os trabalhadores assistem a tudo de forma preocupada e sabendo que na hora "H", o pau vai quebrar do lado dos trabalhadores, com desemprego e arrocho salarial. Além da piora na qualidade de vida.

Os movimentos sociais resistem. Ora se juntando, ora se degladiando. Mas resistem.

Enquanto isto, a imprensa estimula o ódio, a violência, a desordem e a implosão dos valores democráticos. O importante é acabar com esta política nacionalista de acabar com a pobreza, encher os aeroportos de pobres, todo mundo ter direito de fazer faculdade. Para que? Direitos para empregada doméstica? Para que?

E quando os estímulos da imprensa se transformarem em ações fascistas e violentas, a culpa será da horda e surgirá o momento da "ordem". Mesmo que seja a "ordem militar". Para os donos da imprensa, esta ordem autoritária faz parte da sua história e do seu crescimento. Nossa imprensa não tem o hábito de sobreviver na liberdade e na democracia. Alguns religiosos também preferem a "ordem autoritária". Mesmo que seja em nome de Deus. O Deus do ouro e da cobiça.

Qual é o limite do Brasil e o nosso próprio limite?

segunda-feira, 30 de março de 2015

Lula na Quadra dos Bancários SP nesta terça-feira

CUT e Movimentos Sociais na defesa dos trabalhadores

Mais uma vez Lula retorna à Quadra dos Bancários de São Paulo. Serão milhares de militantes sindicais, sociais e partidários.

Mais uma vez Lula estará defendendo os direitos e as conquistas dos trabalhadores. A direita pode falar o que quiser da situação econômica e política atual, mas jamais poderá negar os benefícios do governo Lula.

Mais uma vez os sindicalistas e movimentos sociais estarão cobrando que a presidente Dilma mantenha o compromisso com os trabalhadores e com a inclusão social. Dilma fez muita coisa boa no primeiro mandato, mas agora está acuada pela direita legislativa, jurídica e da imprensa.

Sabemos que manter os investimentos nacionais e internacionais é imprescindível. Mas não precisamos ficar reféns de ministros conservadores e neoliberais. Há outros caminhas e outras formas de equacionar a economia.

Mais uma vez estaremos defendendo a Petrobras. Cada vez fica mais claro que o PSDB defende a privatização da Petrobras e que farão tudo para acabar com este patrimônio nacional. Roubaram muito na Petrobras. Como continuam roubando e sonegando em todo Brasil. A fraude e o roubo fazem parte da nossa história e da nossa tradição. Agora querem botar a culpa somente no PT. Um erro não justifica o outro, mas não podemos aceitar a implosão da Petrobras. Que prendam os culpados, mas tirem as mãos da Petrobras.

Na próxima semana as manifestações estarão voltadas para Brasilia quando a Câmara Federal pretende votar o PL 4330 liberando a terceirização. Os conservadores querem liberar para terceirizar tudo. Isto significará mais rotatividade, mais desemprego, rebaixamento salarial e menos qualidade de vida.

E ainda faltam votar as Medidas Provisórias 664 e 665 que reduzem direitos dos trabalhadores em nome do ajuste fiscal. Tributar as grandes riquezas e os grandes lucros, nada...

Que a presença de Lula na Quadra dos Bancários de São Paulo sirva como estímulo aos militantes de todo Brasil. A luta continua, mesmo tendo um Congresso Nacional conservador e administrado por pessoas que priorizam os empresários em detrimento dos trabalhadores e dos mais pobres.

domingo, 29 de março de 2015

Folha quer que Levy saia da Fazenda

Folha não quer que Dilma dê certo

Vejam a principal manchete do jornal Folha de São Paulo neste domingo:

" Dilma é genuína, mas nem sempre efetiva, diz Levy"

Que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é boca mole, ninguém tem dúvida, mas um jornal importante como a Folha, colocar como manchete suas indiscrições é pura provocação . Jamais, jamais, se fosse no governo Fernando Henrique ou de Serra, a Folha faria isto. 

Curioso é que Levy é neoliberal e votou em Aécio. Logo, a Folha deveria estar defendendo a aplicação de sua linha econômica e política. Mas não, para a Folha, neoliberalismo é uso exclusivo dos neoliberais. Dilma querer aplicar a política dos tucanos é estelionato eleitoral. 

Bingo, Dilma conseguiu com Levy, desagradar a gregos e troianos. Desagradou aos petistas e seus eleitores, e não agradou aos tucanos. Agradou apenas aos banqueiros. Será que é suficiente?

E quando Levy vai sair da Fazenda?
Depois de aprovado o ajuste? 
Antes do ajuste ser aprovado com pequenas alterações? 
Depois de nova entrevista destemperada?
Não sei. Só o tempo dirá...

Mas a Folha... Anda tão esquisita que até o Estadão, que tanta lhe imita, anda diferenciando-se da Folha. Vejam a manchete do Estadão de hoje:

" Alvos da Lava Jato respondem por 40% das doações a partidos" 
PT, PMDB e PSDB se beneficiaram de recursos de 21 empresas privadas envolvidas em escândalo.

Viram que grande diferença? 
De vez em quando, o Estadão volta a ser o velho Estadão. É só ignorar as páginas dois e três. Cheias de bobagens reacionárias...

Mas o herdeiro da Folha consegue ser pior do que o pai. Por que será ? Freud explica...

sábado, 28 de março de 2015

A greve dos professores no Estado de São Paulo

Por que professor ganha tão mal?

Estudar toda uma vida, fazer uma universidade, fazer mestrado e doutorado, com o intuito de ensinar as crianças e os jovens deveria ser uma missão nobre e muito prestigiada tanto pela sociedade como pelo Estado.

No Estado mais rico do Brasil isto não acontece. Por que?

Depois de formado, ter que disputar vaga para ser professor por 40 horas semanais e ganhar apenas R$2.450,00 dignifica o professor ou a professora? Com certeza, não.

Os professores do Estado de São Paulo mais uma vez estão em greve. Uma boa greve, que o governador diz que NÃO EXISTE! A rede Globo, aliada do governador, também faz de conta que a greve não existe. Os jornais apresentam pequenas matérias.

Tudo isto com uma greve que vem crescendo e que reunião mais de 40 mil pessoas na Avenida Paulista nesta última sexta-feira.

Será que a imprensa esconde a greve porque ela tem sido pacífica e ordeira?

E se os professores começarem a bloquear avenidas, a porta do Palácio dos Bandeirantes e da Secretaria da Educação? Aí virarão notícias e serão chamados para negociar? Ou serão chamados de desordeiros?
Por enquanto, há um grupo de professores em Vigília em frente à Secretaria da Educação. Por enquanto...

Um dos argumentos para se pagar mal aos professores é porque há mais professores aposentados do que na ativa e, quando se reajustam os salários, tanto vale para os da ativa como para os aposentados. Este não pode ser o maior obstáculo à valorização dos professores.

Se o Estado de São Paulo não qualificar suas crianças e seus jovens, a concorrência dos outros Estados brasileiros fará com que os empregos gerados no próprio Estado de São Paulo geram ocupados por pessoas de outros estados, como já vem acontecendo em várias áreas.

É importante lembrar que pessoas ressentidas e frustadas podem se transformar em pessoas violentas. Enquanto que, pessoas realizadas e felizes se transformam em estadistas e bons profissionais.

Vamos valorizar as professoras e professores do Estado de São Paulo?
Governador Alckmin, convide a professora Bebel para uma reunião e verá que um bom acordo não é difícil. Todos ficaremos contentes e as crianças e jovens voltarão às aulas torcendo por seus professores...

sexta-feira, 27 de março de 2015

Conteúdo Local é corrupção?

Má fé, entreguismo ou inocência na Petrobras

Uma jornalista de um importante jornal como o Valor não é qualquer pessoa inexperiente. É um profissional com vivência e formação universitária.

No último dia 19 de março, o Valor publicou um longo artigo assinado por Claudia Schuffner, do Rio de Janeiro, com o título "Desconfiança do mercado sobre Renato Duque começou em 2003".

Um artigo cheio de informações interessantes, onde ficava evidente que, além da autora ter estudado o assunto, foi abastecida por alguém muito bem articulado com a Operação Lava Jato, mesmo em off.

No meio do artigo aparece uma frase que tanto poderia passar despercebida como também indicar um juízo de valor de alta importância para o Brasil e seus concorrentes internacionais.

Vejam a frase:

"A política de conteúdo local foi um grande impulso para o esquema de cartel que está sendo desvendado nas investigações da Operação Lava Jato que trouxe perdas literalmente incalculáveis para a Petrobras."

Algumas considerações:

1 - a frase reforça a ideia de que a criação do conteúdo local foi premeditada para corromper...

2 - a autora ou quem a induziu a afirmar isto ignora as centenas de milhares de empregos gerados, impostos recolhidos e benefícios em infraestrutura em todo território nacional;

3 - em nome do combate à corrupção, a autora prefere que as compras aconteçam na China, na Coreia ou no Japão, mesmo aumentando o desemprego no Brasil e caindo a arrecadação, além dos investimentos em infraestrurura;

4 - considerando-se ainda que a Petrobras é uma S/A, onde ficou a auditoria externa internacional? Onde estava a CVM? A Governança? A Receita Federal e tantos fiscais e promotores públicos? Por que se demorou tanto para descobrir que sempre houve corrupção na Petrobras?

5 - um jornal como o Valor não pode permitir ou publicar artigos com subterfúgios ou posições comprometedoras. Talvez a editoria não tenha percebido a delicadeza da afirmação no meio do artigo, mas, algum advogado ou político esperto pode usar o mesmo artigo para justificar o fim da indústria nacional e a dependência total aos países industrializados, como já acontece com nossa indústria automobilística. Dos grandes países, o Brasil é um dos poucos que não tem montadoras próprias. Coreia, China, Índia, Itália e França têm dezenas de marcas próprias. O Brasil tem umas vinte montadoras no país, todas elas estrangeiras.

É a síndrome do vira-lata.

Entre a má-fé, entreguismo e a inocência, eu prefiro pensar que a Cláudia escreveu apenas reproduzindo argumento do entrevistado (em off) sem perceber a relevância do tema, não acredito em má-fé.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Lava Jato lava informações ?

Só pergunta o que quer ouvir?

O que diferencia o dinheiro limpo do dinheiro sujo quando a doação é legal e registrada no TSE?

Por exemplo, a empresa Andrade Gutierrez S.A. doou em 2914 ao PSDB, 25.900.000,00 e ao PT doou apenas 14.680.000,00. 

Por que o dinheiro do PT é visto como do Lava Jato e o do PSDB não é?

Já a Odebrecht S.A. doou em 2014, ao PMDB 11,3 milhões, ao PSDB 9,6 milhões e ao PT 4,3 milhoes. 

Será que também com a Odebrecht, só o dinheiro legalizado do PT está vinculado ao Lava Jato?

Será que nossa Justiça está sendo justa e imparcial?

A Justiça era uma das poucas coisas que se podia acreditar no Brasil. Será que podemos continuar acreditando? Ou tudo virou instrumento da luta de classe e de manipulações conforme a conveniência? Tudo virou revista Veja?

Como restabelecer a credibilidade nas instituições brasileiras?

quarta-feira, 25 de março de 2015

Picasso em São Paulo

A melhor notícia

Desde domingo sem ler jornais e cuidando da saúde da família, quando fui ver os jornais acumulados, inclusive desta quarta-feira, a melhor notícia de todas é a boa reportagem do Caderno 2 do Estadao de domingo, sobre a exposição de Picasso no CCBB. Bem no Centro Histórico de São Paulo. A fila vai ser imensa, mas vale a pena...

Por coincidência, a exposição foi aberta ao público a partir de hoje.

Ao ler a reportagem sobre Picasso, fiquei pensando sobre o que será que Picasso mexe tanto com as pessoas. Quantas telas de Picasso eu é minha esposa já vimos? Com certeza, centenas... E não cansamos de ver Picasso. Inclusive porque em nossa sala em casa há uma cópia do quadro " mulher arrumando os cabelos" do início da carreira de Picasso, mas que já evidencia o grande artista. Vejam que eu disse copia. Nada de original, senão o pessoal do Lava Jato vai achar que eu sou do esquema das construtoras e Petrobras. Nossa bela copia foi comprada em Nova York, com belas histórias de um janeiro frio, muito vento e muitas visitas aos museus.

No início deste ano, tivemos oportunidade de ir ao Museu Reina Sofia, em Madrid. QO que tinha lá, além de muitas obras de Picasso? Guernica e seus estudos preparatórios. Quem não chora ao ver tanta arte e tanta história?

Quantos rostos de mulher? Quantas mulheres? Quanto simbolismo?

Será que Picasso mexe tanto com a gente porque a violência do século XX continua presente? Será que vamos ter novas Guernicas? O fascismo espanhol, contaminou a Europa, como a peste negra, e contaminou o mundo no século passado.

 A Espanha continua sendo o laboratório do mundo. Tanto por ser Europa católica, como por estar vizinha da África e ser palco de grandes contradições. Mas, não é fácil entender a Espanha...

terça-feira, 24 de março de 2015

Notícias de um hospital

Aproveitando a convivência 

Quando chegamos ao pronto socorro do hospital no domingo a tarde, a primeira coisa que nos chamou atenção foi a quantidade de crianças e jovens. Quando perguntamos porque, a resposta foi a dengue. A média era de trinta pessoas por dia. E não era na periferia, era ao lado da Paulista!

Enquanto aguardava exames e respostas, além de ler, conversava com as pessoas. Medo de enfarte, luxações, quedas e dores esquisitas. Cada um tem sua história...

Chegamos as duas da tarde e lá para as nove da noite, depois de várias reuniões da filha com os médicos e a doente, veio a resposta: é melhor operar. Um baque! Operar? Sim, operar. O ritual começou as dez e acabou duas e meia da madrugada. Tudo bem, agora vem a recuperação no hospital. 

Domingo, segunda e terça, vários dias de mais conversas e mais histórias. Pessoas prestativas, médicos atenciosos e rápida recuperação. Como é bom ter acesso a um bom convênio medico! Além de ter a filha médica, é claro! Profissionais que não dormem, acorda as quatro e voltam para casa tarde. Saúde em primeiro lugar e educação com qualidade. Hospital de qualidade é bom para todos.

Agradecidos por tudo e pelo apoio dos amigos, colegas e parentes, voltamos para casa. Com a esposa curada das dores recentes, vamos retornando nossa vida doméstica. 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ajudando e aprendendo

Saber parar quando necessário 

Tendo que interromper a participação no congresso nacional dos bancarios - Contraf-CUT, para acompanhar a esposa ao hospital para tratar de uma apendicite de emergência, aproveitei e trouxe o ótimo livro sobre a História da Espanha, de autoria do professor Antonio Dominguez Ortiz. 

Ter que ficar enclausurado num quarto de hospital possibilita ler durante horas seguidas. Coisa que nos dias normais fica impossível. O problema é que o livro é tão bom que você começa a ter dificuldade de parar para ajudar a esposa em recuperação. 

Se foi possível parar de trabalhar para ficar no hospital, precisa ser necessário parar de ler para cuidar do principal: a saúde da esposa.

Já sobre o livro, os comentários ficam para depois.

domingo, 22 de março de 2015

Aprendendo com o tempo

Democracia se aprende praticando

O primeiro passo para exercitar a democracia é definir as regras para que os participantes possam prática-la sabendo o que pode e o que não pode fazer. Por exemplo, você escolhe ser socio de um clube, uma religião ou um partido. Ao escolher, você precisa conhecer as regras destas instituições e respeita-las. Caso contrário vira baderna, vira zona...

Há casos em que alguns participantes não querem respeitar as regras e tentam burla-las direta ou indiretamente. Mas tem muita gente seria. Os evangélicos costumam ter muito respeito por suas regras. Por exemplo, pagar dízimo é uma demonstração de que a pessoa confia na sua Igreja, no seu pastor e na suampregacao. Já os políticos, costumam ter um discurso e, ao mesmo tempo, a prática ser bem diferente do discurso. Mesmo quando o religioso vira político. Aí prepondera o político sobre o religioso.

Tem político que faz alianças espúrias e depois quer esconder suas alianças e seus compromissos espúrios. Uma das formas de fazer isto é utilizando-se do Voto Secreto. O povo votar secreto é sagrado, mas, no parlamento, porque o político precisa esconder o seu voto?

No movimento sindical, também este vício político está aparecendo. É uma pena! A gente investe tanto na criação e estruturação de novas entidades sindicais, sempre procurando reforçar a prática democrática, mas sempre aparecem os espertos. É como o joio e o trigo. Chega uma hora que é preciso separar o joio do trigo, mesmo que isto signifique perder amizades e excluir pessoas. Principalmente quem não respeita as regras do jogo...

sexta-feira, 20 de março de 2015

Quem entende o noticiário?

A notícia de ontem já não vale hoje

Realmente vivemos uma fase de grande confusão . A notícia de ontem não vale hoje, a da manhã não vale a tarde e a da tarde não vale a noite. Precisamos restabelecer a credibilidade.

E este clima contamina as pessoas... Aumentando a incerteza.

Não consegui fazer uma síntese dos jornais de hoje, mas ontem o jornal Valor publicou um artigo sobre a Petrobras que evidência o quanto a crise pode ser articulada por interesses escusos. No artigo a jornalista escreve sem aspas, portanto sem identificar a fonte, que o conteúdo nacional na compra dos equipamentos da Petrobras era mera armação do governo para facilitar a corrupção. Fiquei impressionado como o jornal aceita uma tarefa desta. 

Ainda vou voltar ao assunto, é que estou escrevendo fora de casa e do trabalho.

No Brasil, a verdade tem cada vez mais menos valor. Já estamos com saudade de Rui Barbosa.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Brasil, Israel. USA e a OSESP

Um mundo globalizado e confuso

A vida anda realmente difícil. Tem muita gente que parou de ler jornal para não vê notícias ruins. Eu, masoquisticamente, leio vários jornais por dia, tentando entender o mundo atual. Confesso que ando meio zambeta...

A parte de notícias do Brasil, todos os dias parecem que o Brasil está se desmanchando, que ninguém entende ninguém, que todo mundo está pagando para ver o país pegar fogo. E se pegar fogo de verdade?

1 - A cena de ontem, onde um ministro da Educação vai ao Congresso Nacional dizer desaforos aos parlamentares é simplesmente patética, se não fosse trágica. O empresário dar entrevista dizendo que "pagou propina de 10 milhões na Petrobras", mas só conta meia história, ou meia verdade, é tudo que os manipuladores precisam para fazer mais notícias e mais tragédias.

Porque os empresários não contam tudo de verdade? Sua tradição secular de caixa dois, de apropriação da União, dos Estados e Municípios? Suas contas na Suíça e nos paraísos fiscais?

Eu sou defensor de "uma trégua pelo bem do Brasil". Sou defensor de um Novo Ministério de Coalização com todos os partidos da base aliada, sendo composto por indicação formal dos partidos. Sou parlamentarista!

2 - Ainda lendo os jornais, vi na Folha um bom artigo de Clovis Rossi sobre as eleições em Israel.  "Israel visita Massada". Um ótimo artigo que recomendo a leitura, principalmente para os patrícios...

Mas, ao ler o Estadão também sobre as eleições em Israel, chamou-me atenção o bom artigo "Campanha de Bibi foi financiada nos EUA".  Vejam que curioso: "Mais de 90% dos fundos da campanha para a reeleição do premiê israelense vieram dos EUA. Segundo o jornal The Jerusalem Post, do total de US$259, US$237 mil vieram de doadores americanos, de acordo com a Controladoria do Estado de Israel."

3 - Sabemos que os USA se metem em tudo o que é tipo de eleição mundial, ajuda a derrubar governos democraticamente eleitos e envia tropas para implodir países milenares, além de ajudar a derrotar alemães quando estes humilham a Europa e dar uma demonstração de força ao Japão por ter ousado matar americanos no Pacífico.

Mas, a participação dos judeus americanos nas eleições de Israel para eleger um opositor de Obama é de forma aberta para todo mundo ver. Obama que abra os olhos... 

4 - Até a nossa querida OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que eu achava que estava em paz, vi hoje no Estadão de ontem, porque mudaram o horário de entrega dos jornais para mais tarde, li hoje cedo de que a "Batuta está indefinida", um longo artigo sobre os dilemas da renovação do contrato com a regente americana Marina Alsop.

Não tenho nada contra o fato de ela ser americana, mas eu adorava quando Frank Shipway regia a orquestra. Infelizmente Shipway morreu no ano passado. Mas o que me chamou atenção foi a informação de que 70% dos músicos eram CONTRA a renovação do contrato da maestrina. Não é estranho? Eu me sentia um assinante tradicional, quase que conservador. Mas, acho os músicos precisam ser mais ouvidos. Até fiquei sabendo que Fábio Barbosa, presidente da Fundação OSESP, está cuidando do caso. Bom sinal.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Ninguém governa sem o Legislativo

Seja Presidencialismo ou Parlamentarismo

Toda vez que o Executivo entra em conflito com o Legislativo, o povo paga a conta. No sistema político atual, as pessoas são eleitas para cargos executivos exclusivamente através de legendas partidárias. Não existe candidatura avulsa em nenhuma instância. Logo, o executivo precisa governar juntamente com a sua legenda e sua coligação.

No Brasil, depois da ditadura militar, somente o PMDB no governo Sarney teve maioria congressual. Tanto FHC como Lula, governaram com suas legendas sendo minoritárias no Congresso e passaram a ter maioria através de negociações permanentes. Lembram de Sérgio Mota? Ele como coordenador político financeiro de FHC sempre se lamentava das negociações com os parlamentares. Eram "caríssimas"! Lula teve a sabedoria de atrair o PMDB e outros partidos. Cedeu, mas cedeu com cuidado, sem desrespeitar seus princípios nem dos outros partidos. Assim, tanto FHC como Lula governaram com respaldo do Congresso e ficaram bem avaliados.

O quê está acontecendo atualmente é que o Executivo não está conseguindo governar com o Congresso Nacional, seja com o PMDB ou com os partidos religiosos ou fisiológicos. Com um Congresso Nacional que tem 28 partidos, quem não tiver capacidade de negociar não governa. Mesmo que seja bonapartista.

No Brasil, todos os caminhos passam pelo Congresso Nacional. Todas as reformas necessárias também passam pelo Congresso Nacional. Seja reforma política, reorganização do judiciário, regulação econômica da mídia (imprensa), regulação da relação entre Igrejas-mídia-partidos políticos e isenção tributária. Nada, absolutamente nada passa neste país que não seja passível de regulamentação pelo Congresso Nacional.

Dilma foi eleita por um partido e uma coligação. Portanto, ou ela governa com a maioria do seu partido e dos partidos da sua coligação, ou ela não governará. Penará como Sarney penou, depois do fracasso do seu plano econômico, que nem me lembro mais o nome. Parece que era Plano Cruzado. O PMDB pode parecer um balaio de gatos, o Congresso Nacional pode parecer um prostíbulo de beira de estrada, mas este é o Parlamento que nós temos. E, ou se governa com ele, ou não se governa. E é preferível que se governe. Afinal, eles foram eleitos pelo povo.

Querem mudar o Brasil? 
Tem que mudar o Congresso Nacional.

Como mudar o Congresso Nacional? 
Aí sim, com muito povo nas ruas e muita pressão institucional. A ingovernabilidade pode chegar a um ponto em que os empresários, as centrais sindicais, as Igrejas, o Judiciário e a própria imprensa podem chegar a um acordo para reorganizar a Estrutura do Estado brasileiro. A ditadura militar acabou, mas sua herança continua obstruindo a legitimação da democracia brasileira.

A responsabilidade é de todos, não é apenas de Dilma.


terça-feira, 17 de março de 2015

Democratização das provocações

A Internet e a Imprensa

Quando Gutemberg descobriu a impressora possibilitou uma das maiores revoluções da história da humanidade: A democratização da Informação. Não foi por acaso que o primeiro livro impresso foi a Bíblia em alemão, tirando o monopólio da Igreja Católica com suas Bíblias em latim. A partir da impressora, o mundo deixou de ser o mesmo.

Com a invenção da Internet, o mundo vive uma nova onda revolucionária de grandes proporções. Agora, qualquer cidadão, mesmo sendo criança, pode escrever o que quiser, editar fotografias e publicar nas redes sociais. O mundo perdeu a privacidade com a Internet. Para o bem e para o mal.

Da mesma forma que a impressora possibilitou que qualquer cidadão que tivesse recursos imprimisse seu livro, a internet tem possibilitado a qualquer indivíduo sentir-se tão importante quanto qualquer governante ou astro famoso. Isto é bom.

No entanto, no caso do Brasil atual, tem aparecido tanta baixaria nas redes sociais que ficamos pensando aonde vamos parar. Além do povo do Estado Islâmico com suas degolas publicas e universais, temos também as montagens e as chamadas mais estapafúrdias do mundo. Tudo isto tem sido possível em nome da liberdade individual e coletiva.

Qual é o limite disto turno? Como achar o ponto de equilíbrio? Onde vamos parar?

Não sei. Gosto de falar de flores, da vida e também de política. Mas ando ficando com medo do que vem acontecendo no Brasil. Já não temos um Ovo da Serpente, temos milhares de ninhos de serpentes sem compromisso com a verdade e com o respeito. E este filme a gente já sabe como acaba. Deixaremos chegar à violência geral e irrestrita? Ou vamos botar limite na barbárie?

segunda-feira, 16 de março de 2015

13 e 15 de março: É preciso ouvir o clamor do povo

Democracia incompleta facilita a barbárie

Estamos numa encruzilhada, ou num "turning point", como gostam de falar os americanófilos. Como está o Brasil não continua.

Ou os partidos da base aliada assumem a iniciativa e fazem uma boa reforma ministerial, assumindo-se como Governo de Coalizão, ou o povo irá às ruas exigir mudanças estruturais, sejam elas pela direita ou pela esquerda. Como está não fica...

Como nenhuma liderança está com autoridade para atirar a primeira pedra, em função de todos os setores sociais terem problemas de honestidade e credibilidade, é hora de humildade e de recomposição. Mesmo a imprensa, que vem posando de honesta, agora está envolvida nas denúncias do banco HSBC na Suíça. Logo, não sobrou ninguém, a não ser o próprio povo, ansioso por melhorar de vida e contar com uma estrutura de Estado que seja honesta e respeite o cidadão comum. Esta é a crise de legitimidade que passamos. As instituições não nos representam. Todas!

Como sair do impasse?

Pela direita ou pela esquerda?
Ambas estão presentes nas ruas, mas o ideal é que haja bom senso e os setores mais respeitosos e tolerantes da sociedade se unam num pacto de governabilidade e de transição. Temos muita gente boa e com autoridade para isto.

Na Economia temos Bresser-Pereira, Belluzzo, Luis Carlos Mendonça de Barros, Chico de Oliveira, Clemente do Dieese, e tantos outros. Na Política ainda temos lideranças partidárias que, apesar das contradições de seus partidos, podem sentar e fazer uma boa composição. No Judiciário temos um mundo de juízes e juristas que, juntamente com a OAB, podem ajudar nesta difícil tarefa. Nos movimentos sociais, temos as Centrais Sindicais, a UNE, o MST e outras organizações menores, porém, relevantes. E a Imprensa? Se todos se juntarem, a imprensa vem junto... E as Igrejas, elas acompanharão o bom senso.

E Dilma ouviria este clamor da sociedade?
Com certeza ouviria. Ela pode ser difícil, mas não é suicida.

É tempo de humildade e de conciliação com seriedade e respeito às demandas do povo. É tempo de "Orai e Vigiai", porque "quem não aprende no amor, aprende na dor".

E que o pessoal das "Redes Sociais" que façam sua parte e diminuam a baixaria. Dos dois lados.

O Brasil em primeiro lugar!
O povo unido, jamais será vencido!
Vamos manter o Brasil unido?


domingo, 15 de março de 2015

Um pouco de flor e de paz

Jasmim com chuva no Pq Villa Lobos

Nesta manhã, ao chegar no Parque Villa Lobos, nos deparamos com as plantas ainda molhadas da chuva que começou na sexta-feira e só parou hoje cedo.

Vejam as gotas d'água nas folhas do Jasmim.



Agora vejam a flor mais de perto.



Com flores tão bonitas e caminho tão agradáveis, dá para pensar em política e em baixarias?
Vocês viram as fotos das lojas e bancos botando tapumes para evitar quebra-quebra?
Eu prefiro falar de flores e de chuva...

Um feliz domingo para todos. Mais solidariedade e alegria. 

sábado, 14 de março de 2015

Reforma Ministerial, Já!

É preciso distencionar o Brasil 

Ontem, sexta-feira, 13 de março de 2015, fizemos a maior manifestação nacional da Esquerda brasileira, em todos os 27 Estados, incluindo o Distrito Federal. Representantes dos trabalhadores, dos jovens, dos aposentados pegaram suas bandeiras e faixas e foram para as ruas defender o projeto de desenvolvimento econômico com inclusão social.

Amanhã, dia 15, os golpistas e a nova direita brasileira vão para as ruas defender o impeachment da presidente Dilma. Além da defesa do golpe, estes novos militantes midiáticos praticam também a violência, quebrando agências bancárias e lojas de automóveis. É o pessoal do quanto pior melhor. Apesar deles, há muita gente bem intencionada que não viveu sob a perseguição da ditadura militar e o desemprego da época de FHC que estarão presentes, como há também pessoas desiludidas em função da presença da corrupção.

Estejam nas ruas pela direita ou pela esquerda, a verdade é que o Brasil está passando por um período de saturação da paciência da população. Este clima de guerra interessa somente às minorias incendiárias. Se houver guerra, todos perderemos. Não haverá vencedores... Como não houve na Espanha de Franco, no Chile de Pinochet ou mesmo no Brasil dos militares. O país sempre perde, quando lhe tiram a Liberdade.

Conscientes de que há uma crise de governabilidade, onde ninguém está liderando a maioria. A presidente Dilma está acuada, o Congresso Nacional está dilacerado e ferido com o Lava-Jato, o Judiciário comprometido entre a honestidade de uns e a desonestidade de outros juízes, como foi o caso Eike Batista e seu algoz inescrupuloso que, além usar os carros do réu, pegou muito dinheiro em reais, dólares e euro. A imprensa quer sangue e as religiões pensam mais em dinheiro do que na Palavra do Senhor.

Com tudo isto, o povo está vivendo à deriva...

É preciso ter um gesto de boa vontade. 

E o primeiro gesto deve partir da presidente Dilma, reconhecendo que seu ministério carece de autoridade e que alguns ministros precisam ser trocados. Que tal convidar Lula, os dirigentes do PT, do PMDB, do PC-B, do PSD, do PDT, do PP, do PSB e dos demais partidos da base aliada para que indiquem um ministério de coalizão, comprometido em aprovar aquilo que for trazido pelo Executivo? Convidar inclusive o PSDB e seus aliados à direita como o PPS.

Como ministro coordenador deste Ministério de Transição, a melhor pessoa para exercer este desafio chama-se Luis Inácio Lula da Silva. Lula tem autoridade para acalmar o Brasil, escolher autoridades para as respectivas áreas e garantir que só o trabalho produz riquezas.

Chega de intermediários, Lula na Casa Civil!

sexta-feira, 13 de março de 2015

A maior manifestação de Esquerda da História do Brasil

Uma grande resposta aos golpista

Quem duvidou da capacidade de reação da Classe Trabalhadora teve hoje em todo o Brasil uma grande demonstração de unidade e mobilização em defesa da Democracia, dos Direitos dos Trabalhadores e em Defesa da Petrobras.

Os golpistas estão convocando manifestações para o próximo domingo, dia 15. Manifestações pelo impeachment da presidente Dilma e contra o PT.

Hoje, mesmo com muita chuva em São Paulo, dezenas de milhares de trabalhadores de todo o Estado, estiveram na avenida Paulista defendendo o projeto de crescimento econômico com inclusão social. Fiquei uma hora e meia em frente ao Shopping Center Três vendo o povo passar.

Lula está certo: 
O governo Dilma e o PT precisam respeitar os compromissos com a Classe Trabalhadora e governar priorizando estes compromissos.

Na dúvida: 
Convoquem os trabalhadores, homens, mulheres, jovens , estudantes e aposentados.
A Classe Trabalhadora não foge à luta.

Democracia ameaçada

Quando o Legislativo falha

Sempre que o Sistema Partidário perde legitimidade, as ruas substituem os parlamentos, e as pessoas perdem a referência na legalidade, a democracia fica ameaçada. Como restabelecer a nova ordem? É sempre através de um novo pacto social, seja ele conseguido por acordo pacífico ou por golpes ou por guerras. O Brasil está vivendo este momento de escolha. A imprensa, particularmente a Folha, está querendo o golpe - mais uma vez.

Hoje é um dos dias que pode ajudar a achar uma das opções. A Folha está dando voz aos provocadores que querem "sangrar a presidente Dilma", cabe aos militantes sindicais e populares não aceitarem as provocações dos fascistas. Todo cuidado é pouco. Mesmo que participem dezenas de milhares de pessoas, a manifestação precisa ser pacífica. A defesa da Paz e da Democracia, do respeito às urnas e às regras do jogo devem ser nossa força e nossa mensagem.

O Brasil tem mais de 30 partidos políticos e mais de 800 mil advogados e juízes, apesar de ter tanta gente que lida com as leis, o país vive sem leis e sem ordem. A desobediência e o uso das leis conforme as conveniência prejudica a estabilidade social.

Até domingo, o Brasil pode caminhar para a Paz ou para a violência social. A imprensa pode ajudar a conquistar a Paz, como pode ajudar a construir a guerra. O mesmo vale para a PM e para os dirigentes das organizações sociais, sejam elas da esquerda ou da direita.

A sorte está lançada!

quinta-feira, 12 de março de 2015

As ruas podem virar barricadas?

Se depender da direita, sim

Como a direita brasileira está imitando a esquerda tradicional, não duvidem de a imprensa convocar os jovens para fazerem barricadas na Avenida Paulista para protestarem contra o governo Dilma. E, enquanto os jovens estiverem "comemorando a rebeldia", a imprensa estará entrevistando-os e enaltecendo a coragem destes jovens.

Vá os militantes do MST ou dos movimentos de moradias populares fazerem a mesma coisa e, a mesma imprensa que enalteceria a coragem dos jovens de direita, esta mesma imprensa irá exigir que os militares retirem estes "baderneiros" da Av. Paulista. E ainda vão exigir que o Ministério Público determine a desobstrução da avenida. Afinal, a Justiça brasileira existe para servir aos ricos e  conservadores, não é para os pobres e cidadãos comuns.

Está sendo assim na Venezuela e foi assim na Ucrânia e em Madrid, na Espanha. O Brasil faz parte de uma mesma estratégia conservadora de aproveitar que acabou a Guerra Fria e o medo do comunismo, para consolidar o imperialismo financeiro no mundo. O quê está sendo diferente disto? O modelo chinês e os modelos islâmicos. Ambos ditatoriais e monopolistas.

Da mesma forma que na História houve a onda feudalista, estamos começando por uma nova onda conservadora. Cada vez mais conviveremos com governos tipo Estados Unidos, onde a democracia só vale enquanto estiver servindo à classe dominante. Caso contrário, funciona o "big stick", o grande porrete.

Aqui no Brasil, a imprensa tem tido papel determinante na fascistização da política, o PSDB prontificou-se a ser o porta-voz desta direita neoliberal e agora o Judiciário passou a fazer parte ostensiva desta direita golpista. A OAB que poderia contrapor-se a fascistização do judiciário está refém desta nova maioria jurídica, que estava calada e resolveu impor-se.

Todos estamos apreensivos com o que pode acontecer no Brasil até segunda-feira que vem. Os fascistas já estimulam aumentar a radicalidade, na esquerda já tem gente pensando em criar plano de emergência caso a violência se generalize.

O clima de baderna estimulado pelos fascistas pode levar a confrontação nas ruas e o país viver uma onda de confrontação nacional com ataques as sedes dos partidos políticos de esquerda e ataques aos sindicatos e movimentos populares.Este filme nós já vimos na Alemanha nazista e pode ser revista em filmes. No Brasil esta prática fascista nunca teve peso, mas agora está sendo estimulada e organizada.

Na Ucrânia, os mercenários que atiravam nas pessoas, também se diziam reivindicadores da democracia e dos valores do mundo capitalista ocidental. O resultado da Ucrânia a gente está vendo. Os resultados do Brasil ainda estamos para ver, mas já podemos prevê-los.

O governo Dilma precisa fazer sua parte para evitar um levante nacional de resultados imprevisíveis.

terça-feira, 10 de março de 2015

Direita imita a Esquerda em manifestações

Panelaço é tradição da Esquerda

Passeatas, também. O problema é que no Brasil a Direita sempre se escondeu, camuflou-se de democrata e tolerante. Isto porquê a Esquerda sempre foi pequena no Brasil. Aqui o conflito de classe foi substituído pelo "brasileiro cordial e cristão". 

No Brasil, brasileiro rebelde é brasileiro morto. Lembram do filme " Cabra marcado para morrer"? Aqui sempre se matou negros, sindicalistas, padres e políticos. Nunca deu em nada. Mas os tempos passaram e o Brasil teve que adequar-se ao mundo moderno onde as mulheres são respeitadas e já não se pode matar tão facilmente, como mataram Chico Mendes e Margarida Maria Alves, entre outros.

Ser de direita não necessariamente é ser burguês ou rico. Os pobres de direita São piores do que os ricos conservadores. O mesmo vale para ser de Esquerda. Um rico progressista pode ser melhor que um pobre sem consciência política.

Agora a direita brasileira está sendo convocada para ir para as ruas no domingo, dia 15 para pedir o impeachment de Dilma. 

Já a esquerda, está sendo convocada para ir para as ruas no dia 13. Sexta-feira em defesa da Democracia, dos Direitos e da Petrobras, além do combate ao retrocesso.

Para nós que moramos perto da Av. Paulista, com as manifestações o trânsito vai parar tudo e nossa vida vai virar um inferno, provocado tanto pela direita como pela esquerda. Se ambos respeitassem as urnas e os votos, a vida seria menos complicada e a cada eleição escolheremos novos representantes. Infelizmente, algumas pessoas precisam da guerra enquanto outras precisam da paz. A paz deveria ser mais importante que a guerra. 

Senador do PSDB é psicopata?

Aloísio Nunes perde a razão

Está na capa da Folha de hoje:

"Não quero que Dilma saia, QUERO SANGRAR A DILMA.
 Não quero que o Brasil seja presidido pelo (vice) Michel Temer. "
Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Se fosse qualquer militante petista falando isto de algum político do PSDB, toda a imprensa estaria HISTÉRICA e exigindo internação ou cadeia do declarante. É evidente que uma pessoa normal jamais daria uma declaração desta, nem de brincadeira. Agora imaginem um senador da república, ex-militante de esquerda, anistiado, ex-vice-governador do Estado de São Paulo e tantas outras coisas. Ah, é também unha e carne com José Serra. Nem Serra, que é muito mais durão, nunca disse uma bobagem desta.

Eu já tinha escrito neste blog de que a imprensa brasileira quer ver sangue nas ruas. 
Agora vem um senador por São Paulo e diz que "quer ver a presidência sangrando..." Nem os torturadores militares, que torturam Dilma durante a ditadura militar tiveram coragem de declarar publicamente tamanha bestialidade.

O povo de São Paulo e o povo brasileiro exigem retratação pública deste senador.
Ou tem saúde mental para ser senador ou renuncia. Isto sim!

Pelo passado de militância de Aloysio Nunes, pela vida familiar, sei que ele não é assim grosseiro. Convivi com ele nos velhos tempos e mesmo em tempos mais recentes, já estive em festas com ele e ele não é um psicopata. Talvez a idade esteja pesando um pouco, mas Aloysio não é psicopata.

Mas, que ele, em nome do "fair play" político e social, deveria retratar-se publicamente, deveria.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Fabio Barbosa saiu da Abril/Veja

Valeu a pena ter ido?

Como admirador de Fábio Barbosa, quando ele foi nomeado presidente do Grupo Abril, eu escrevi analisando sobre o quê ele iria fazer lá. Se seria dar um banho de civilidade, já que a revista pauta-se como a porta-voz do fascismo brasileiro; se Fábio estaria submetendo-se a um novo emprego, mesmo sendo numa empresa inidônia; ou ainda se ele estaria indo para enxugar o grupo financeiramente. Parece que a terceira hipótese foi a mais provável.

Mesmo a revista fascistas continuando a existir, foram fechadas várias publicações e vendidos valiosos patrimônios, como a área educacional. Só esta parte foi vendida por mais de um bilhão de reais. Muito dinheiro que possibilita os donos a irem morar nos Estados Unidos e serem felizes por muitos anos...

Talvez no contrato original, Fábio tenha colocado uma cláusula confidencial de participação nos resultados das vendas. Isto justifica a sua saída do Grupo Abril logo após a realização da venda da área educacional.

Confesso que fico contente com a saída de Fábio da Abril. Fábio Barbosa, para quem não conhece, além de grande administrador, é uma pessoa moderna, civilizada e não é neoliberal. Administrou bancos como o Real, o ABN-Amro e o Santander. é também membro do corpo diretivo da Fundação OSESP, onde, se não me engano, é o atual presidente. Tirando o Santander, as demais experiências de Fábio foram bem sucedidas.

Para onde está indo Fábio Barbosa? Vai tirar um ano sabático? Vai para o Itaú?
Depois de vários anos como assinante da OSESP, deixei de renovar nossas assinaturas. Faltou estímulo. Talvez se Fábio der uma investida na OSESP para que ela volte a prestigiar mais o clássico tradicional, eu volte a assinar e a frequentar a Sala São Paulo.

Não tenho o telefone de Fábio, mas, agora que ele está mais livre, bem que toparia bater um bom papo com ele.

O Brasil precisa muito de pessoas como Fábio Barbosa, Henrique Meirelles, Belluzzo e Bresser-Pereira. Temos um bom clube da terceira idade, porém aptos para continuar ajudando a construir um Brasil para todos.


domingo, 8 de março de 2015

Pitangas da Vila Sonia

Melhor do que política 

Neste sábado, quando fui guardar as compras do Sacolão da Vila Sonia, levei um susto ao ver tanta pitangas maduras no chão, ao lado do carro. Morei 22 anos na Vila Sonia e nunca tinha visto pés de pitangas perto de casa. Mas os arbustos eram antigos, evidenciando que sempre estiveram lá. Eu que não os percebia...



Quano ergui a cabeça, fiquei olhando por longo tempo as pitanguinhas vermelhas...
Não é apenas na Vila Madalena que tem pitangas e jabuticabas. A cidade de São Paula já foi um grande quintal, um grande sítio, uma grande fazenda e mesmo uma grande floresta.

Chegaram os homens predadores e foram cortando suas árvores, enterrando seus rios, jogando lixo nas ruas e enchendo a cidade de asfalto e cimento. Agora, nós surpreendemos quando vemos flores, frutos e pássaros.

Ainda bem que todo sábado eu ainda faço feira na Vila Sonia, onde guardo boas lembranças do passado e do presente. Pena que o metrô ainda não chegou na Vila Sonia.

Vejam as pitangas no pé de pitangas.


sábado, 7 de março de 2015

Direita na Ditadura e na Democracia

Direita atual chama-se PSDB

50 cores de cinza é um nome de livro e de filme sobre sexo sadomasoquista, mas também pode ser usado para avaliar os 50 anos da história recente do Brasil.

A geração que lutou conta a Ditadura Militar, uma forma de governo onde os mandantes se escondiam atrás dos militares, agora sofre a perseguição da mesma direita, só que, agora esta direita aparece transvestida de Poder Judiciário, Liberdade de Imprensa e PSDB. No fundo, tudo igual, isto é, a elite paulista não aceita perder a hegemonia sobre o Brasil.

O golpe militar de 1964 foi um golpe de São Paulo contra o Brasil, que vivia sob a ameaça das Reformas de Base do governo João Goulart e também tinha o clima da guerra fria e da vitória de Fidel em Cuba. Foi fácil fazer o golpe de 64. Não teve sequer resistência. O Estado de São Paulo ficou muito mais rico do que já era antes de 64 e a oposição deixou de dar trabalho.

Com a redemocratização, o Brasil tentou ser o Brasil com o PMDB e mesmo com Collor, mas o empresariado paulista mais uma vez soube impor suas posições e, além de enquadrar Sarney, desmoralizou Collor e impôs FHC, como a fina flor da intelectualidade orgânica do neoliberalismo e do entreguismo. Burguesia nacional para quê? Basta ser elite nacional a serviço dos Estados Unidos. Mais fácil e mais chique. Mesmo falando francês.

Como nem tudo são flores, com a crise do Plano Real, veio Lula e seu governo de inclusão social sustentado pelo crescimento econômico e pelas exportações para a China. Lula efetivamente mudou o Brasil. Mas, insistiu em não ser subserviente aos paulistas do PSDB e companhia. Começou o governo fazendo de conta que era "um brasileiro cordial", como apareceu no filme de João Moreira Sales, mas, com o tempo foi mostrando as manguinhas de fora e precisou ser defenestrado.

Por teimosia, Lula indicou e elegeu Dilma Rousseff para presidentA do Brasil. A primeira mulher na nossa história a ser eleita presidente. Mas aí veio a crise internacional e Dilma não soube combinar a música, isto é, combinar crescimento baixo com diálogo com todos os setores da sociedade.

Ante a fragilidade de Dilma, a direita cresceu, tomou coragem e a expõe diariamente ao ridículo. Quando a direita tentou fazer isto com Lula em 2005, Lula percorreu o Brasil, dialogou diretamente com o povo e se reelegeu. Já Dilma, em vez de buscar sua base social, recolhe-se, facilitando os ataques da direita encabeçada pelo PSDB, a imprensa e o Judiciário.

Vejam que preciosidade de palavras estão na página 2 do primeiro caderno do Estadão de hoje (sábado), palavras do ex-ministro da Justiça de FHC, professor titular de direito na USP e assessor permanente do PSDB, Miguel Reale Junior:

"No próximo dia 15, a passeata dos indignados deve clamar por patriótica e ampla renúncia. Dilma não tem condições éticas e políticas para governar, carente de qualquer, carente de qualquer credibilidade pelo passado nefasto e por ausência de autoridade moral; é apenas a triste condutora de sua herança maldita com um séquito de ex-ministros investigados."

Nem os militares, no auge da ditadura, ousaram ser tão levianos...

sexta-feira, 6 de março de 2015

Bresser-Pereira e um Novo Pacto para o Brasil

Lição de humildade

Olhar e ler trechos do novo livro do Professor Bresser-Pereira tem um sabor muito especial.  "A construção política do Brasil", da editora 34.

Bresser e Delfim, embora tenham histórias distintas, representam dois autores, um com 80 anos e o outro com 87, que, para mim, são leituras obrigatórias. Confesso que leio mais os economistas antigos do que os novos. Gosto de mais dois autores, o Luiz Carlos Mendonça de Barros e Belluzz.o, mas aí são outras histórias. Os novos autores, ou autores novos, ou são muito neoliberais chatos, ou são críticos demais ao capitalismo, o que os torna também chatos.

Voltando ao livro de Bresser-Pereira...

Convivi com o professor Bresser desde o tempo de FGV, nos anos 70, depois nos anos 80 com Montoro e depois foi rareando a convivência quando ele se aproximou do governo FHC. Agora que Bresser, como nós o chamamos, voltou às suas origens e afastou-se do neoliberalismo de FHC, nós voltamos a gostar do professor de sempre. O livro até parece que o professor, com o tempo e depois de matar a saudade de Dom Quixote, voltou a sonhar com um Brasil para todos.

Vejam que doces palavras do nosso economista e discipulo de Cervantes...

"Neste livro procurei desenvolver uma interpretação do meu país usando minha longa e sempre emocionada convivência com ele. É um livro de um acadêmico, mas é também o livro de um brasileiro identificado com seu país e com a ideia de uma sociedade que já é democrática e poderá ser socialista ainda que em um futuro longínquo. O número de pessoas a quem devo agradecer é imenso." - Aí o professor apresenta uma grande lista de pessoas do mundo acadêmico e político. Muitas bem conhecidas.

Confesso que também acho que o Brasil está precisando de um Novo Pacto Social e que pessoas como o professor Bresser, Delfim, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Belluzzo, bem  poderiam convocar uma reunião com sindicalistas, empresários e alguns juristas para começar a conversar sobre o assunto. Afinal, é na crise que surgem novas ideias exequíveis, como gostavam de falar os professores da GV nos anos 70. Ideias inexequíveis ficarão para o futuro, como o socialismo de mercado, com liberdade política e religiosa.



quinta-feira, 5 de março de 2015

Inflação, delação e confusão

O Brasil vai pegando fogo...

Analistas financeiros, inclusive do Banco Central, já falam em inflação de 7% ou mais para este ano de 2015. Dólar já passa de três reais. Classe média e ricos vão viajar menos para o exterior. 

A crise dos delatores tomou conta do Congresso Nacional. Vamos ver se o juiz do STF vai abrir a lista ou vai deixar a imprensa divulgar só o que lhe interessa. Quem abre os nomes para a imprensa? Onde está a coerência da Justiça? Vamos ver nesta sexta-feira.

Enquanto o Congresso Nacional bate boca, o governo não se entende, o judiciário tenta mandar mais do que todo mundo e a imprensa estimula a confusão, o Brasil vai parando, enquanto o mundo avança e vamos perdendo posições competitivas.

Hoje tive o prazer de comprar o novo livro do professor Bresser-Pereira. Estou gostando. Vamos aproveitar e tentar achar uma solução para esta imensa confusão que os políticos transformaram o Brasil. Será que precisamos ficar refém dos políticos? Vamos juntar os trabalhadores, os empresários, os intelectuais e quem quiser construir um Brasil para todos e vamos começar uma nova história?

Vamos fazer uma nova Constituição ?

quarta-feira, 4 de março de 2015

Lista de Janot aumenta confusão nacional

Por que não abrem a lista completa?

Por que uns nomes aparecem e outros não?
Qual é o critério de vazamento das informações?
Quem vaza? 

Esta mania de " meias verdades" na imprensa e no judiciário precisa acabar. O povo já não acredita em quase nada e vivemos com este noticiário onde só se mostra o que convém. O que não convêm não se mostra. 

Que se dê transparência a todo o processo Lava Jato. Que o STF se pronuncie sobre todo o processo e não apenas sobre os parlamentares. Caso contrário, ficaremos com a impressão que se está mentindo mais uma vez e querendo botar fogo na fogueira da instabilidade nacional.

Ninguém tem dúvida que existe uma crise geral de legalidade e de legitimidade. As pessoas que exercem cargos legais, carecem de credibilidade e de autoridade, aumentando a sensação de vazio de poder e a insegurança nacional.

Os cinco poderes mais conhecidos estão em crise: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, a Imprensa e as Igrejas. Todo mundo manda e ninguém obedece. Todo mundo fala mas ninguém leva a sério o que é falado. Todo mundo quer ter seu canal de TV e sua rádio. 

Enquanto o pais vive sua crise de valores, a economia patina e o povo padece.

Se é para julgar e condenar os culpados, vamos fazer o serviço completo? 
Que se abram todos os nomes e vamos moralizar o nosso Brasil.

terça-feira, 3 de março de 2015

Imprensa quer sangue nas ruas

Atos Públicos, Democracia e Provocadores

Depois de perder quatro eleições presidenciais, a direita brasileira, liderada pela imprensa e pelo PSDB, resolveu transformar o pais num grande confronto aberto. A imprensa quer sangue nas ruas...

Cobriram o ato em defesa da Petrobras, realizado no Rio de Janeiro, no último dia 24, destacando a briga na porta da ABI, quando provações de direita foram pará-la, convocados pelas redes sociais conservadoras, com o intuito de vaiarem Lula e impedir que ele falasse. Apesar da ampla convocação dos provocadores, compareceram apenas umas dez pessoas.

Neste clima de briga, como a direita provocadora está chamando novas manifestações pelo impeachment para o próximo dia 15, e os movimentos sindical e social estão chamando novos atos para o dia 13, sexta-feira, em defesa da pauta da classe trabalhadora, a imprensa está divulgando que haverá medição de forças entre golpistas e governistas.

São duas atividades distintas que, se respeitadas, não haverá problema nenhum, a não ser no trânsito. Tanto no dia 15 como no dia 13. Precisamos fazer todos os esforços para garantir que não haja violência. Afinal, quem já viveu sob ditaduras militares sabe que violência faz parte da guerra suja.

Para os provocadores, atrair violência é uma forma de acabar com a democracia. E, para quem não consegue ganhar as eleições presidenciais, a melhor forma de voltar ao poder é provocando violência para justificar novo golpe. 

Lutamos para reconquistar a liberdade no Brasil e passamos a viver numa democracia constitucional, mesmo com seus defeitos e imperfeições. Afinal, democracia é um processo permanente de eleições e aprendizagem.

Para a maioria silenciosa e para os indecisos é preciso que fique claro que podemos sempre saber como se começa uma guerra, mas nunca sabemos como as guerras acham. A única certeza que temos é que todas as guerras maram mais civis e inocentes, do que combatentes e culpados.

Cada dia é uma nova batalha. Por enquanto, sem sangue.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Até Luis Carlos Mendonça de Barros vendeu?

Empresa de LCMB vende 60% do capital a grupo europeu

Cada vez que vejo uma empresa brasileira ser vendida aos estrangeiros eu morro de tristeza. Nossos capitalistas em vez de se transformarem em multinacionais eles vendem suas empresas e passam a viver de renda...

Assim, nunca seremos um grande pais capitalista.

Aqui se vende as escolas, as faculdades, as farmácias, os hospitais, as fazendas, as usinas, as minas, os supermercados, os bancos, as financeiras, as agências de publicidades... Enfim, aqui se vende tudo aos estrangeiros. Até a nossa alma e a nossa dignidade. A Veja que diga...

Convivi com Luis Carlos Mendonça de Barros no BNDES e tivemos um bom relacionamento, quando passei a admira-lo como empresario, engenheiro da área financeira e político. Depois passei a ouvi-lo como comentarista econômico nas quinta-feiras na radio Bandeirantes.

Estou triste, mas espero que tenha sido a melhor escolha para Luis Carlos e sua família. 

A vida e a luta continuam.

domingo, 1 de março de 2015

Três boas notícias deste domingo

Apesar da Direita Ensandecida

1 - A primeira boa notícia: O Estadão, apesar da política golpista e manipuladora adotada pela direção do jornal, publicou duas ótimas matérias:

Uma no Caderno de Economia com o título "O caso HSBC é só a ponta do iceberg", de autoria do ótimo correspondente em Genebra, Jamil Chade, abordando sobre o fato de "A Suiça ser o principal local de lavagem de dinheiro do nosso planeta", com a entrevista de Jean Ziegler. Imperdível;

A segunda matéria é um ótimo artigo no Caderno Aliás, de autoria do professor Renato Janine Ribeiro, com o título "Fim da compaixão?" , onde aborda as vaias e agressões proferidas pela clientela do Hospital Israelita Albert Einstein ao professor e ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Também imperdível a leitura de artigo.

2 - A segunda boa notícia foi que a Folha de S.Paulo, numa recaída democrática, publicou uma página inteira no Caderno Poder, uma entrevista com o professor e economista, Bresser Pereira. Imperdível a leitura da entrevista e a compra do livro que Bresser está lançando aos 80 anos de idade. Bresser fala coisas que pouquíssimos acadêmicos tiveram coragem de falar até agora. E ele não é petista, nem nunca foi. "Bresser avalia que o ódio que os ricos brasileiros têm ao PT decorre do fato de o governo defender os pobres." Palavras de Eleonora de Lucena, jornalista da própria Folha.

3 - A terceira boa notícia, não é sobre política nem as loucuras e mentiras da nossa imprensa, de parte do nosso judiciário, nem de algum delegado da PF, muito menos de políticos corruptos ou não; a nossa terceira boa notícia é que, neste primeiro de Março de 2015, as paineiras de perto de casa começaram a florir. No Parque Villa Lobos e nas avenidas da região.

Como os jornais começaram a publicar matérias que se contrapõe à proposta golpista de impeachment, evidenciando que algo novo está acontecendo, e com as paineiras florindo, vamos trabalhar para que novas esperanças surjam no Brasil e todos contribuam para construir uma nova etapa em nosso país.

Ainda ontem, sábado, eu perguntava onde estavam os atores sociais relevantes.
Hoje apareceram o professor Bresser Pereira, o professor Janine e o  ex parlamentar suiço e autor do livro "A Suiça Lava Mais Branco", Jean Ziegler.

Que milhares de flores apareçam neste mês de março e que as pessoas tomem coragem e comecem a mostrar sua indignação com o que está acontecendo no Brasil. Mais do que "Lavar a Jato", vamos passar este país a limpo e escrever uma nova história. 

A história do Brasil para todos.