domingo, 15 de fevereiro de 2015

O Carnaval e os Estúpidos

Os que ganharam com Lula e não reconhecem

Os anos 80 e 90 foram anos difíceis para o Brasil e muitos países. Desemprego alto, arrocho salarial, inflação alta e falta de perspectiva. Neste período tivemos Sarney, Collor, Itamar/FHC e FHC. Ao mesmo tempo tivemos a redemocratização do Brasil e o inferno astral na economia.

Com a vitória de Lula e sua política econômica de crescimento com distribuição de renda e inclusão social, tanto os pobres como a classe média e também os ricos, ganharam muito dinheiro e melhoraram muito de padrão de vida.

Por exemplo:

Nunca na história deste país os banqueiros e a indústria automobilística ganhou tanto dinheiro.
Muito engenheiro que estava desempregado ou subempregado passou a ganhar dinheiro, seja com emprego fixo ou como prestador de serviços terceirizados. A classe média passou a comprar carros novos, viajar para o exterior e comprar roupas de qualidade. Tudo isto porque a economia estava bombando e Lula garantia o crescimento econômico.

Depois de Lula veio Dilma e, infelizmente o quadro deixou de ser tão otimista. A China diminuiu a compra de commodities, o mundo parou de importar, a Argentina passou a priorizar a China em detrimento do Mercosul e a economia brasileira também deixou de crescer. O pior foi que tudo que o ministro da Fazenda fazia não dava a resposta na intensidade que ele esperava. E aí o ministro mais longevo na Fazenda começou a tornar-se um ministro indesejável. E a presidente Dilma passou a sentir os reflexos da economia.

Dilma tenta manter o pleno emprego de qualquer jeito, mas, com a economia estagnada e com crise de confiança, fica mais difícil de manter os empregos tanto dos pobres como da classe média. Ou perdem o emprego ou perdem poder de compra, particularmente com a inflação informal beirando os 10% ou mais...

Como num filme holywoodiano, o mesmo povo que idolatrou Lula, agora joga pedra em Dilma e na política econômica. Tudo passou a ser culpa de Dilma. Inclusive a falta de água em São Paulo... E tem idiotas que acreditam!

Hoje eu queria divulgar duas boas matérias que saíram no Estadão, mas, quando sentei em frente do computador, vi também no Face alguns comentários de pessoas com nível universitário, mas com conteúdo tão medíocre que resolvi mudar de assunto e falar dos estúpidos. Os que estimulam o ódio de classe em detrimento do diálogo social, os que preferem o desemprego e a mediocridade de FHC, ao pleno emprego e o combate à pobreza de Dilma.

É a Economia, estúpido!

Não sei quem são mais estúpidos, estas pessoas da classe média que repetem tudo que a imprensa diz, os se são os jornalistas e a própria imprensa que, mais uma vez, aceitam fazer o serviço sujo, remunerado por investidores do mercado financeiro especulativo e que vivem da miséria dos outros. Tanto Lula como Dilma erraram na forma como se relacionaram com a imprensa, sustentando-as financeiramente e sem alterar a legislação abusiva que protege os oligopólios de comunicação. Falta capitalismo de mercado na nossa imprensa.

Já a economia, ou Dilma garante a retomada do crescimento econômico, ou vai ficar com a imagem comprometida. Com a Economia crescendo o clima político melhora, apesar dos políticos, de alguns juízes, de alguns delegados da PF e da imprensa. O povo não tem ideologia, o povo tem necessidades...

Em respeito aos meus amigos, se querem saber quais são as duas boas matérias do Estadão, é só ler a matéria no Caderno Aliás, de autoria de Sérgio Augusto, com o título Carteado Ucraniano; e no Caderno de Economia, tem uma ótima entrevista realizada por Vinicius Neder, entrevistando o professor da Unicamp, Pedro Rossi, o qual o mostra as diferenças entre o "industrialismo" e o "financismo". De quebra, leiam também o matéria "Grécia leva Europa a repensar a doutrina alemã".

O Estadão, tirando o primeiro caderno, continua sendo um bom jornal...

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