sábado, 28 de fevereiro de 2015

Brasil: Na alegria e na tristeza...

Alegria com a filha e tristeza com o Brasil

Depois de passar a sexta-feira com a expectativa de receber a filha "de volta prá casa", como diz a música, ir jantar fora para comemorar e não postar nada, ao amanhecer o dia e pegar os jornais Folha e Estadão para ler é só tristeza...

O cinismo da nossa imprensa, a coragem de assumir-se como direita golpista não apenas no Brasil, mas alinhada com a estratégia internacional, me mata de vergonha. Este é o retrato do Brasil provinciano, capacho dos estrangeiros, um país onde a classe dominante é subalterna, muito diferente dos Estados Unidos, Canadá, Austrália. Esta nossa herança católica e hispânica é degeneradora. Ainda precisa ser reconstruída com dignidade e muita luta.

A Argentina teve um passado de glória, mas hoje perde-se na sua decadência econômica com desdobramentos sociais. Os demais países da América Latina patinam, sem um movimento que lhes dê uma identidade libertadora e de vanguarda. A vanguarda na América Latina é de direita, golpista e colonizada. Chama-se Serra, FHC, e um monte de jornalistas medíocres, que ganham para falar mal do governo e do PT.

Se, por um lado, a oposição é de direita e golpista, liderados pelo PSDB e agora também com a manipulação de grande parte do Poder Judiciário, nosso governo literalmente "BATE CABEÇA". 

O ministro da Fazenda, como o velho Ulisses, esquece de tomar seus calmantes e sai falando de forma inconveniente e grosseira sobre as medidas econômicas tomadas pelo ex-ministro Mantega e a própria presidentA! O governo precisa preservar-se. Nenhum ministro pode sair por aí falando qualquer coisa e de qualquer forma. "Se persistirem os sintomas, procure um médico", já dizia o Ministério da Saúde.

Precisamos lançar um movimento cívico que recupere a dignidade nacional, não apenas do ponto de vista da honestidade financeira, mas também da honestidade judiciária, política e de informação. Estamos todos errados e nos locupletando com esta tragédia grega e latino-americana. Perto de nós, até Obama se transforma num grande estadista.

Os estão os libertários? Os empresários modernos? Os jornalistas brilhantes? Os artistas independentes? Os políticos revolucionários? Os intelectuais iluministas? Cadê o Pasquim?

Será que precisaremos passar pela Guerra?
Civil, militar, golpista, jurídica e econômica?
Deixaremos a direita golpista QUEBRAR o Brasil?

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