sábado, 28 de fevereiro de 2015

Brasil: Na alegria e na tristeza...

Alegria com a filha e tristeza com o Brasil

Depois de passar a sexta-feira com a expectativa de receber a filha "de volta prá casa", como diz a música, ir jantar fora para comemorar e não postar nada, ao amanhecer o dia e pegar os jornais Folha e Estadão para ler é só tristeza...

O cinismo da nossa imprensa, a coragem de assumir-se como direita golpista não apenas no Brasil, mas alinhada com a estratégia internacional, me mata de vergonha. Este é o retrato do Brasil provinciano, capacho dos estrangeiros, um país onde a classe dominante é subalterna, muito diferente dos Estados Unidos, Canadá, Austrália. Esta nossa herança católica e hispânica é degeneradora. Ainda precisa ser reconstruída com dignidade e muita luta.

A Argentina teve um passado de glória, mas hoje perde-se na sua decadência econômica com desdobramentos sociais. Os demais países da América Latina patinam, sem um movimento que lhes dê uma identidade libertadora e de vanguarda. A vanguarda na América Latina é de direita, golpista e colonizada. Chama-se Serra, FHC, e um monte de jornalistas medíocres, que ganham para falar mal do governo e do PT.

Se, por um lado, a oposição é de direita e golpista, liderados pelo PSDB e agora também com a manipulação de grande parte do Poder Judiciário, nosso governo literalmente "BATE CABEÇA". 

O ministro da Fazenda, como o velho Ulisses, esquece de tomar seus calmantes e sai falando de forma inconveniente e grosseira sobre as medidas econômicas tomadas pelo ex-ministro Mantega e a própria presidentA! O governo precisa preservar-se. Nenhum ministro pode sair por aí falando qualquer coisa e de qualquer forma. "Se persistirem os sintomas, procure um médico", já dizia o Ministério da Saúde.

Precisamos lançar um movimento cívico que recupere a dignidade nacional, não apenas do ponto de vista da honestidade financeira, mas também da honestidade judiciária, política e de informação. Estamos todos errados e nos locupletando com esta tragédia grega e latino-americana. Perto de nós, até Obama se transforma num grande estadista.

Os estão os libertários? Os empresários modernos? Os jornalistas brilhantes? Os artistas independentes? Os políticos revolucionários? Os intelectuais iluministas? Cadê o Pasquim?

Será que precisaremos passar pela Guerra?
Civil, militar, golpista, jurídica e econômica?
Deixaremos a direita golpista QUEBRAR o Brasil?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Amanhã será um dia especial

Final de um ciclo

Depois de nove anos de muitos estudos, vivendo em outra cidade, morando sozinha num apartamento e tendo que viajar regularmente para visitar os pais, finalmente nossa filha volta a morar em São Paulo. 

Foi um grande sonho que se realizou! Nossa alegria é imensa!

A vida é muito mais do que só trabalhar e ganhar dinheiro. A vida se manifesta nas pequenas coisas mas também se realiza ao ver os filhos realizados. Isto não tem preço. Tem muito estudo, muita solidariedade, muita dedicação, muitas preces e muito carinho.

Esta sexta-feira será tão importante quanto foi o dia da matricula na graduação. Mas por ser o último dia da residência tem um sabor mais especial. É uma grande etapa vencida. Nossa vida já valeu a pena.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Brasil: O caldeirão está fervendo

O Brasil a beira de um ataque de nervos

A direita brasileira, na impossibilidade de ganhar no voto, decidiu intensificar a pressão contra o governo Dilma e o PT. Mas, no Brasil não existe direita, como não existe racismo nem preconceito social. Aqui somos todos cristãos e democratas, aqui tem imprensa livre e soberana, justiça honesta e neutra. Tudo isto desde que os de baixo respeitem os de cima. Fora disto, é tolerância zero.

Vejam o quadro nos jornais de hoje:

1 - O ministro da Fazenda mais longevo da história do Brasil, Guido Mantega, ao acompanhar esposa doente no Hospital Israelita Albert Einstein, é agredido verbalmente, hostilizado e expulso do hospital. Aa rica clientela do hospital gritava histérica: Vá para o SUS!

2 - Os caminhoneiros estão bloqueando as estradas e deixando a população e empresas sem mantimentos e sem condições de trabalho. Quem baixar os preços que os empresários querem aumentar, mas botam a culpa em Dilma. Dilma, por sua vez, está esperando os ministros resolverem com os empresários e com os piqueteiros. Greve de caminhoneiro sempre foi coisa de direita e de preparo de golpes militares ou civis. Uma coisa é cruzar os braços, outra coisa é fechar as estradas. Este filme é velho...

3 - Ao fazer Ato em Defesa da Petrobras, no Rio de Janeiro, manifestantes tucanos e pró impeachment tentaram melar a manifestação indo para porta do prédio para vaiar Lula. A provocação acaba em briga e violência, dando mais motivos para a imprensa dizer que o Brasil está virando uma Venezuela. Só que quem está transformando o Brasil em uma Venezuela é a Direita brasileira, que não aceita o resultado das urnas.

4 - Por falar em Petrobras, a Operação Lava-Jato continua paralisando a economia e abusando dos seus poderes constitucionais. Tudo isto dependendo apenas de um Juiz. Como se os juízes fossem todo-poderosos. Acontece que um outro juiz no Rio de Janeiro, além de tomar os carros de Eike Batista, resolveu passear com os luxuosos carros confiscados pelo rei, digo, pelo juiz do caso. Esta herança monarquista precisa acabar.

5 - Enquanto tudo isto vai acontecendo, os Poderes vão se comendo: Congresso Nacional, Governo Federal, Judiciário, Imprensa, Movimentos Sociais e Igrejas. Estamos vivendo a famosa crise de hegemonia. Quando as leis não conseguem ser executadas e respeitadas, as milícias e organizações paralelas ao Estado se sobrepõem até definir a nova hegemonia, que se legaliza com nova Constituição. Vejam o caso recente do Egito e da Ucrânia. O Iraque não serve como exemplo. Os Estados Unidos desorganizaram o Oriente Médio e sobrou para a Europa e todo o mundo árabe.

6 -  Novas manifestações estão marcadas, espero que as partes se respeitem e não façam confrontação direta. Cada setor escolhe seu dia de manifestação. O que aconteceu no Rio foi provocação irresponsável.
Os que são a favor do impeachment estão chamando manifestações para o dia 15, com apoio da Rede Globo, rádios e dos jornais. Os que são contra o impeachment e a favor da melhoria de vida para o povo, estão chamando manifestações o dia 13 de março.

A violência está aumentando
e o Brasil está chegando perto de um ataque de nervos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dia de solidariedade à Petrobras

Defender a Petrobras é defender o Brasil

Dia de ato na ABI no Rio de Janeiro. Lula presente!

Ao mesmo tempo a operação Lava-Jato continua desestabilizando o Brasil.

O congresso Nacional continua na mão do PMDB para negociar as medidas provisórias com os empresários e os trabalhadores.

Hora de partir...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Será que liberou?

Blog bloqueado

Passei o dia todo tentando abordar a boa entrevista do ministro da Previdencia, Carlis Gabas, no Estadão de hoje.

Agora, quando estou tomando um café na padaria da Dr. Arnaldo parece que vou consegui.

Leiam a entrevista de Gabas.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Em quem acreditar?

O país do perde-perde

Lendo os jornais deste domingo o pessimismo vai aumentando...

1 - O Brasil já está vivendo uma recessão e o PIB terá um crescimento negativo de até 2%.
Verdade ou mentira?

2 - O Governo diz o ajuste fiscal é um mal necessário mas que no segundo semestre a economia vai melhorar.
Será que o próprio governo acredita nisto? Ou está falando apenas para acalmar as pessoas?

3 -A Operação Lava-Jato cada dia fica mais esquisita, usando de artifícios não-jurídicos para conseguir seus resultados. Por que os empresários não estão reagindo? Vão ficar todos expostos 'as conveniências do juiz paranaense e da PF? Que os trabalhadores sempre levem a pior é parte da nossa história, mas, empresários serem humilhados como estão sendo e sem reagir, significa que algo muito estranho está acontecendo. O quê será?

4 - O Congresso Nacional quer fazer despesas. A Imprensa quer derrotar o governo, mesmo que tenha que fazer aliança com Deus e o Diabo. Será que o Brasil merece isto?

5 - Os movimentos sociais continuam sem saber o quê fazer. Se combate a recessão, pode estar combatendo o governo Dilma. Se não combate por não saber o quê o governo está fazendo, pode facilitar as demissões e o arrocho salarial. Como combinar o jogo para sair do perde-perde e entrar no ganha-ganha?

Por enquanto, estamos todos perdendo.

Se não podemos acreditar na imprensa, no governo, no judiciário, no legislativo e na PF. Como acreditar que o Brasil não vai entrar em crise social? O tempo está passando e o clima vai apenas piorando...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mais Carnaval na Vila Madalena?

Antes, durante e depois do Carnaval?

Assim os moradores da Vila Madalena não agüentam! É muito carnaval para uma pequena vila com suas ruas apertadas... É preciso por limite!

Desde às oito horas da manhã algumas ruas já estavam fechadas, impedindo nosso acesso a lugares básicos do bairro. Cada vez que precisamos sair temos que dar voltas enormes.

Eu já propus mudar a data do carnaval em São Paulo para evitar as chuvas. Mas parece que a prefeitura e a moçada entenderam mal e resolveram fazer carnaval o ano todo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Esperando o Metrô da Vila Sônia

Desde 1980…

Já se passaram 35 anos de espera do Metrô na Vila Sônia. Os moradores do bairro esperam pacientemente e, enquanto isto, sofrem com o trânsito entre o Centro da cidade e a Vila, principalmente em dias de jogos importantes no Estádio do Morumbi.

Em 1979 em decidi comprar uma casa para casar. Depois de muita procura, conseguimos achar uma casa simples porém suficiente para nossas necessidades. Era uma casa pequena, na Rua Aurilândia, perto da Delegacia da Vila Sônia.

Um dos argumentos do vendedor quanto as vantagens em comprar a casa era que em breve haveria metrô na região. Como eu conhecia o pessoal do Metrô, fui perguntar tanto aos sindicalistas, quanto ao pessoal da parte administrativa e todos me recomendaram comprar a casa porque em breve o metrô chegaria à Vila Sônia.

Compramos a casa, fui morar na "distante" Vila Sônia e todos os dias sofria no trânsito infernal, do Centro até a Vila Sônia. De ônibus eram quase duas horas e, de carro, era em média uma hora. Dias de chuva ou de jogos importantes, eram mais horas e horas de trânsito parado.

Passaram-se os anos e o Metrô não chegava…

Passou o governo de Erundina, que inaugurou o Sacolão da Vila Sônia…
De três agencias bancárias, passou a ter doze agências…
Os prédios começaram a ser erguidos…
Passou Jânio Quadros, que canalizou o Córrego do Pirajuçara…
Passou Serra, passou Maluf, passaram Marta e Kassab.
Chegou o Haddad e o metrô nada de chegar.

Enquanto os prefeitos mudavam, inclusive os partidos, os governadores sempre eram os mesmos do PSDB. E o metrô nada de chegar. Passei seis anos no Conselho de Administração do BNDES, na época de FHC, tentando convencer os governadores de São Paulo a fazer o metrô chegar à Vila Sônia e nada. Uns diziam que o Rodoanel era prioridade para tirar os caminhões da cidade e outros diziam que tinham outras linhas para fazer…

E o povo da Vila Sônia esperando o metrô.
Nossa filha nasceu, cresceu e saiu de casa e o metrô não chegou à Vila Sônia.

Cansado de tanto esperar, como diz a música de Nelson Gonçalves,
eu resolvi procurar outro lugar para morar e que tivesse metrô.
Depois de muita procura, finalmente, em 2002, vendemos nossa casa na Vila Sônia.
Fomos morar na Vila Madalena. O metrô não é tão perto, mas tem metrô.
A Vila Madalena não tem futebol, mas tem carnaval para tirar o sossego da gente…

Mesmo deixando de morar na Vila Sônia desde 2002, todos os sábado pela manhã eu vou fazer nossa feira no Sacolão da Vila Sônia. É uma forma de matar a saudade da Vila Sônia e dos amigos que lá ficaram…

Hoje cedo, ao abrir os jornais, li entristecido que, mais uma vez, o governo de São Paulo vai atrasar a entrega do… Metrô da Vila Sônia. Parece que a nova data de entrega será 2018.

Será que esta nova data é para coincidir com as eleições presidenciais, quando o governador Alckmin pretende ser candidato a presidente da república?

Será que o calendário eleitoral sempre se sobrepõe às necessidades  do povo?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Brasil: Para onde estamos indo?

Vamos começar a trabalhar?

Depois de um dia sem apresentar texto, retomo o trabalho nesta quarta-feira de cinzas.

A Vila Madalena se reorganiza depois do Carnaval caótico para seus moradores. A Vila não comporta tanta gente e tantos foliões com comportamentos promíscuos. Se é para ter festa, precisa organiza-la melhor.

São Paulo, apesar da grande quantidade de chuva, continua sem água na Cantareira e temos que sobreviver com a chatice de não poder tomar um bom banho e tantas coisas básicas. A imprensa tenta inocentar os governantes e culpar as donas de casa pela falta d'água. É sempre assim. O povo paga a conta...

Já o Brasil, volta ou começa a trabalhar depois do Carnaval.
Agora começa o ano para valer... Agora a pergunta inicial faz mais sentido:
Para onde estamos indo?
Um governo fraco, um Congresso Nacional liderado por um reacionário vingativo, um Judiciário querendo impor-se como principal centro do poder e a Imprensa diariamente incentivando o desgaste do governo e o estrangulamento da economia. Contando os atores, teremos 3 a 1, isto é, Congresso mais Judiciário mais Imprensa contra o Governo Federal. Não precisa nem dos 7 a 1 da Copa do Mundo. E o governo ainda faz gol contra!

E o povo?

Este poderá sofrer com mais demissões, mais arrocho salarial e mais fechamento de empresas. A imprensa responsabilizará o governo, o Congresso fará demagogias gastando mais e exigindo que o governo inclua no Orçamento da União, e o Judiciário irá alegar que as empresas, os governos e os políticos não cumprem as leis existentes e portanto precisam parar de fazer o que estão fazendo e ficar refém da paralisia jurídica. Tudo em nome da lei.

Será que o povo e os empresários precisam ficar reféns do Governo, do Congresso, do Judiciário e da Imprensa? Porque não se juntam, o povo e os empresários, e exigem que este país volte à normalidade, isto é, volte a produzir, trabalhar, exportar, consumir, ter preços decentes e que os juros não sejam tão abusivos? Será que não estamos vivendo uma realidade onde temos mais gente que não produz mas usufrui, em detrimento dos que produzem? Estamos vivendo uma época parecida com a vinda da Família Real para o Brasil. Muitos parasitas para poucos produtivos.

Como inverter o jogo? 
Agora que passou o Carnaval, está na hora de cairmos na realidade e planejar o que queremos neste ano de 2015. Mais ordem ou mais desordem? Mais produção ou mais parasitismo? Mais qualidade ou mais violência? Você decide, nós decidimos e o Brasil muda de patamar. Como está não pode continuar...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carnaval com muita chuva

Por que não se muda a data?

Na Bahia existe o Carnaval na mesma data que a maioria do Brasil e existe o Carnaval fora de época, que é a Micareta. Estas datas diferentes possibilitavam os trios elétricos tocarem em várias cidades durante o ano e, ao mesmo tempo, possibilitavam as migrações dos foliões.

Como Carnaval na Bahia é muito calor e muita alegria, ao ver o Carnaval de São Paulo que é muita Chuva, Suor e Cerveja, como dizia Caetano, sempre fiquei com pena dos paulistas. Passar um ano preparando o desfile, roupas, alegorias e tudo e depois pegar tanta chuva, é de cortar o coração.

Neste domingo, enquanto nos preparava para jantar, a chuva caiu pesada, atrapalhando não apensas o trânsito como cantava Chico Buarque, mas atrapalhando literalmente o desfile das belas mulheres, dos homens com bonitas fantasias e os grandes carros alegóricos.

Neste ano, o que compensa a tristeza do Carnaval com tanta chuva, é que aumenta o nível de água na Cantareira e assim os paulistanos vão ter água para tomar banho, usar os banheiros e escovar os dentes. Mas não precisava chegar a tanto. Da mesma forma que se houver planejamento e trabalho não faltará água num Estado rico como São Paulo, se mudar a data do Carnaval, os paulistanos poderão ir para o Sambódromo sem tomar tanta chuva.

Poderia juntar o Carnaval com o Primeiro de Maio.
Duas datas que tem tudo a ver com a classe trabalhadora e os foliões.
Fica a sugestão.


domingo, 15 de fevereiro de 2015

O Carnaval e os Estúpidos

Os que ganharam com Lula e não reconhecem

Os anos 80 e 90 foram anos difíceis para o Brasil e muitos países. Desemprego alto, arrocho salarial, inflação alta e falta de perspectiva. Neste período tivemos Sarney, Collor, Itamar/FHC e FHC. Ao mesmo tempo tivemos a redemocratização do Brasil e o inferno astral na economia.

Com a vitória de Lula e sua política econômica de crescimento com distribuição de renda e inclusão social, tanto os pobres como a classe média e também os ricos, ganharam muito dinheiro e melhoraram muito de padrão de vida.

Por exemplo:

Nunca na história deste país os banqueiros e a indústria automobilística ganhou tanto dinheiro.
Muito engenheiro que estava desempregado ou subempregado passou a ganhar dinheiro, seja com emprego fixo ou como prestador de serviços terceirizados. A classe média passou a comprar carros novos, viajar para o exterior e comprar roupas de qualidade. Tudo isto porque a economia estava bombando e Lula garantia o crescimento econômico.

Depois de Lula veio Dilma e, infelizmente o quadro deixou de ser tão otimista. A China diminuiu a compra de commodities, o mundo parou de importar, a Argentina passou a priorizar a China em detrimento do Mercosul e a economia brasileira também deixou de crescer. O pior foi que tudo que o ministro da Fazenda fazia não dava a resposta na intensidade que ele esperava. E aí o ministro mais longevo na Fazenda começou a tornar-se um ministro indesejável. E a presidente Dilma passou a sentir os reflexos da economia.

Dilma tenta manter o pleno emprego de qualquer jeito, mas, com a economia estagnada e com crise de confiança, fica mais difícil de manter os empregos tanto dos pobres como da classe média. Ou perdem o emprego ou perdem poder de compra, particularmente com a inflação informal beirando os 10% ou mais...

Como num filme holywoodiano, o mesmo povo que idolatrou Lula, agora joga pedra em Dilma e na política econômica. Tudo passou a ser culpa de Dilma. Inclusive a falta de água em São Paulo... E tem idiotas que acreditam!

Hoje eu queria divulgar duas boas matérias que saíram no Estadão, mas, quando sentei em frente do computador, vi também no Face alguns comentários de pessoas com nível universitário, mas com conteúdo tão medíocre que resolvi mudar de assunto e falar dos estúpidos. Os que estimulam o ódio de classe em detrimento do diálogo social, os que preferem o desemprego e a mediocridade de FHC, ao pleno emprego e o combate à pobreza de Dilma.

É a Economia, estúpido!

Não sei quem são mais estúpidos, estas pessoas da classe média que repetem tudo que a imprensa diz, os se são os jornalistas e a própria imprensa que, mais uma vez, aceitam fazer o serviço sujo, remunerado por investidores do mercado financeiro especulativo e que vivem da miséria dos outros. Tanto Lula como Dilma erraram na forma como se relacionaram com a imprensa, sustentando-as financeiramente e sem alterar a legislação abusiva que protege os oligopólios de comunicação. Falta capitalismo de mercado na nossa imprensa.

Já a economia, ou Dilma garante a retomada do crescimento econômico, ou vai ficar com a imagem comprometida. Com a Economia crescendo o clima político melhora, apesar dos políticos, de alguns juízes, de alguns delegados da PF e da imprensa. O povo não tem ideologia, o povo tem necessidades...

Em respeito aos meus amigos, se querem saber quais são as duas boas matérias do Estadão, é só ler a matéria no Caderno Aliás, de autoria de Sérgio Augusto, com o título Carteado Ucraniano; e no Caderno de Economia, tem uma ótima entrevista realizada por Vinicius Neder, entrevistando o professor da Unicamp, Pedro Rossi, o qual o mostra as diferenças entre o "industrialismo" e o "financismo". De quebra, leiam também o matéria "Grécia leva Europa a repensar a doutrina alemã".

O Estadão, tirando o primeiro caderno, continua sendo um bom jornal...

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Eduardo Cunha vai acabar com o Carnaval?

Festa libidinosa contraria Evangélicos

Como todos sabem, o novo presidente do Congresso Nacional, além de conservador, apoiador de Aécio e de oposição ao governo Dilma e ao PT, ele é assumidamente Evangélico e foi eleito prioritariamente com os votos dos Evangélicos. 

Durante esta semana o jornal O Estado de São Paulo publicou uma página inteira louvando os dotes de Eduardo Cunha, principalmente seu combate aos homossexuais e ao aborto, além das questões políticas. O Estadão, sob nova direção, além de assumir o neoliberalismo econômico, também está assumindo o oportunismo e o cinismo do “vale tudo”. 

Hoje eu tinha acordado pensando na manchete do dia:

- E se Eduardo Cunha usar dos seus poderes congressuais e resolver acabar com o Carnaval brasileiro, por ser libidinoso, estimular a promiscuidade sexual, a nudez e o risco da AIDS?  Seria possível tanta loucura? Claro que seria! Eduardo Cunha se acha ungido por Deus e pelas Igrejas Evangélicas para “restabelecer a moralidade no Brasil e acabar com a ameaça comunista, representada pelo PT.”

Quando fui olhar os jornais, surpreendi-me com várias matérias na Folha de S.Paulo, incluindo o Editorial, chamando atenção quanto aos delírios bonapartistas de Eduardo Cunha. Em vez de escrever o texto sobre o que seria os argumentos de Eduardo Cunha para acabar com esta festa promíscua chamada Carnaval, resolvi reproduzir o Editorial da Folha. Nem tudo está perdido... 
Leiam o bom Editorial da Folha neste sábado de Carnaval.

O galo canta
Embalado pela vitória na disputa pela presidência da Câmara, Eduardo Cunha avança o sinal e impõe pauta ultraconservadora
Obtida graças a uma superior habilidade para a articulação política e à notória incompetência do governo Dilma Rousseff (PT) nesse campo, a vitória na eleição para a presidência da Câmara parece ter subido à cabeça do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A julgar por suas mais recentes declarações, tudo se passa como se os 267 votos que recebeu de seus colegas equivalessem às dezenas de milhões que teria de conseguir junto ao eleitorado brasileiro para se tornar presidente da República.
Em tese, os votos concedidos a Cunha pela maioria dos deputados têm precisamente o sentido de legitimá-lo como representante máximo de um Poder autônomo, cuja capacidade de se contrapor ao Executivo é garantia imprescindível para o equilíbrio republicano.
Todavia, o novo comandante da Câmara avança o sinal. Não se comporta como o orquestrador das tendências vigentes no plenário, mas parte para uma carreira solo.
Já adiantou, a respeito das deliberações da Casa, o que quer e o que não quer, o que aceita e o que recusa, o que será admitido ou não por sua vontade individual, mesmo que a vaca (para recorrer à imagem da moda) tussa ou deixe de tossir.
Ocorre que a famigerada vaca não é tão metafórica assim. Em qualquer votação do Legislativo está em jogo, a rigor, a vontade da maioria do povo brasileiro.
O presidente da Câmara decreta, contudo, que projetos que tratem da legalização do aborto, por exemplo, só entrarão em pauta se passarem por cima de seu cadáver --expressão usada em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo". O tema não merece discussão republicana, em especial se for para realizar uma consulta popular?
Não na sua ótica, que privilegia a ridícula proposta (de sua autoria) de criar o "Dia do Orgulho Heterossexual". Cunha entende que a vasta maioria da população sofre, ou corre risco de sofrer, discriminação por não ser gay.
O deputado, como se sabe, é evangélico. Há cerca de 80 de seus colegas com semelhantes convicções. A força dessa bancada supera sua representação numérica.
Agindo como porta-voz desse grupo, Cunha alcança vários objetivos ao mesmo tempo. Beneficiado pelo voto fisiológico do "baixo clero", o novo presidente da Câmara "ideologiza" seu papel justamente nas questões que dizem respeito ao foro íntimo dos cidadãos.
Assim Cunha amplia seu poder de barganha diante do governo, que mal e mal ainda não se rende ao conservadorismo religioso. Surge, ademais, como líder nacional, em posto de destaque numa conjuntura em que os principais partidos naufragam no descrédito.
Para insistir nas metáforas rurais, Cunha canta de galo. Resta saber se resiste à "tosse da vaca", ou aos riscos de denúncia em alguma operação da Polícia Federal.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Há 50 anos surgia Maria Bethânia

O Brasil mudou muito

"Hoje faz exatos 50 anos que Bethânia iniciou sua carreira profissional no Opinião, ao lado de Zé Keti e João do Vale". Com estas singelas palavras Renato Vieira, reporter do Estadão no Caderno2, começa sua bonita matéria sobre Maria Bethânia.

Era o Brasil buscando se encontrar através do teatro, da música, da integração nacional, do rádio e da TV. Junto com as mudanças culturais, também convivia com as demandas políticas e econômicas. O Brasil fervia e ameaçava a estabilidade dos poderosos da época. Se falavam em Reformas de Base ou Reformas Estruturais.

O medo cresceu tanto que, antes mesmo do aparecimento de Bethânia no Rio de Janeiro, os militares já tinham derrubado o governo democrático de João Goulart e começava uma ditadura militar que iria acabar com as liberdades e os direitos individuais e coletivos.

Mesmo sem as liberdades, a nossa música cresceu e se multiplicou. Maria Bethânia também cresceu e transformou-se numa das maiores cantores e intérpretes da história do Brasil. Mesmo sem falar diretamente de política, quando Bethânia se apresentava os teatros lotavam e os estudantes se emocionavam quando ela falava dos pescadores ou recitava Fernando Pessoa…

A bonita Bethânia de 1965 hoje está nas fotos, hoje temos a Bethânia vivida e com seus longos cabelos grisalhos. Suas músicas também mudaram, mas quem viveu os tempos de Bethânia continua se emocionando que lê ou ouve músicas de Bethânia.

Nestes 50 anos, Bethânia mudou, nós mudamos e o Brasil também mudou muito.

Junto com as músicas e as poesias de Bethânia, o Brasil teve a redemocratização, a urbanização, a TV colorida, a globalização com o fim da guerra fria, os brasileiros passaram a viajar pelo mundo, aprenderam inglês e fazem sucesso no mundo.

Eu ainda sou do tempo de… "minha jangada vai sair pro mar, vai trabalhar, meu bem querer…" cantado no TUCA, em São Paulo.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

República de Eduardo Cunha

Lembra a República das Alagoas...

Ironias a parte, está " nova república" comandada pelo novo presidente da Câmara, mesmo lembrando a repúblicas das Alagoas, ela é contra Collor e Renan, dois senadores alagoanos atuais, mas que davam a carta no governo Collor.

O jornal Valor de hoje fala também na "República da Barra" e, quando se fala na urbanização da Barra, no Rio de Janeiro, associamos com a "República de Miami", paraíso dos novos ricos brasileiros e dos defensores do vale tudo na política.

 Cunha e Picciani, outro peemedista que fez campanha aberta para Aécio, ambos moram na Barra, mesmo com práticas políticas da Baixada Fluminense .

Enfim, além do Congresso Nacional, o Basil vai ficando nas mãos destes políticos. E eles ainda falam em Reforma Política, onde pretendem legalizar as doações das empresas, priorizando assim seus mandatos aos interesses das empresas em detrimento das necessidades do povo.

Onde vamos chegar?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Evangélicos mandam no Congresso Nacional

Estadão enaltece "nova" direção do Congresso

O importante é ser contra o PT, não importa quem é o "matador", se é "evangélico do vale tudo", ex-Partido Comunista Brasileiro - Partidão ou PSDB ex-guerrilheiro convertido ao neoliberalismo, ou ainda algum juiz vaidoso ou um agente da Polícia Federal.

Os nazistas também contaram com o apoio dos Estados Unidos e de grande parte da Europa como "força" para derrotar a Rússia e o comunismo antes da Segunda Guerra Mundial. Depois, todos precisaram dos comunistas russos para derrotar os nazistas e libertarem a Europa.

É evidente que não estou comparando os Evangélicos aos nazistas, minha crítica é aos políticos conservadores, de direita, e que, neste caso, muitos são evangélicos. O jornal Estadão é conservador, antes de ser colocado à venda, não era neoliberal e os Mesquitas sempre foram católicos tradicionais. Talvez, ante a fragilidade da Igreja católica atual, tanto os Mesquitas, como toda a elite conservadora brasileira, tenham resolvido fazer uma aliança explícita com os Evangélicos conservadores.

O governador de São Paulo, que muitos dizem que é da Opus Dei, ala conservadora do catolicismo, fez campanha aberta para os evangélicos e tem como base de sustentação um grupo de parlamentares evangélicos maior do que de católicos.

Vejam o Estadão de hoje, na página A6. 

Leiam estes pequenos trechos e imaginem a página inteira de preciosidades "democráticas"...

"Com Cunha, a Câmara SOB as mãos de um FIEL"

..."Com bom trânsito entre GRANDES EMPRESÁRIOS, Cunha consegue recursos não só para sua campanha, mas para candidatos menos conhecidos, seus fiéis aliados, de diferentes partidos e QUASE TODOS EVANGÉLICOS.

A retribuição veio na campanha pela presidência da Câmara. Parlamentares e líderes evangélicos montaram uma rede de apoio a Cunha.

""O SATANÁS teve que recolher cada uma das ferramentas preparadas contra nós. Nosso irmão em Cristo é o Terceiro Homem mais importante da República", disse o PASTOR Abner Ferreira."

Em discurso no culto, Cunha disse que, SEM OS EVANGÉLICOS, não teria chegado aos 232,7 mil votos obtidos.  Em 2014, Cunha fez campanha centrada na defesa da Família e conta o ABORTO e o CASAMENTO GAY.

Cunha arrecadou R$6,8 milhões para a sua campanha.

Os Bancos Bradesco, Santander e BTG Pactual, a rede de shoppings IGUATEMI e a Lider Taxi Aéreo estão entre os MAIORES DOADORES...

Palavras do Senhor? 
Não, palavras do jornal O Estado de São Paulo, desta quarta-feira, 11/02/2015.
E que Deus nos proteja dos fanáticos de todos os credos
e dos oportunistas de última hora.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A "Abril" foi vendida?

Infelizmente foi somente a Abril Educação

Depois das 22:00h, apesar de cansado, não resisti e fui dar uma olhada no site do jornal Valor. Quase morro de susto: Encontrei várias manchetes destacando que a "Thunnus tinha comprado o controle da Abril EDUCAÇÃO por R$1,3 bilhão", além de outros títulos.

Já pensaram se a Editora Abril tivesse sido comprada por qualquer capitalista que fosse, mas que a revista Veja passasse para "nova direção"? Seria muito bom para ser verdade! Por mais que tenha sido comprada por uma bolada. 1,3 bilhão!

Esta empresa Thunnus Participações é controlada por fundos geridos pela TARPON, que também não sei quem é nem a quem pertence. Pode até ser da turma de Armínio Fraga, não sei. Agora, os novos donos da Abril Educação vão avaliar se mantém o nome ou não, uma vez que a marca "Abril" pertence à família Civita.

Por que não vendem tudo de uma vez?

Quem sabe, depois de ganhar tanto dinheiro nos governos Lula e Dilma, o Banco Itaú, que já tem grande influência no Estadão e na Folha, também compre a Editora Abril, com Veja e tudo?

Afinal, o Itaú gosta tanto de Educação e leitura de histórias...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um sonho de harmonia

Aprendendo com Renoir (1841 - 1919)

Acordamos mais cedo porque tínhamos atividades mais cedo, porém, antes de sair, como não tive tempo de ler os jornais, dei uma olhada no livreto sobre a história do pintor Pierre-Auguste Renoir. 

De cara gostei do subtítulo do livreto: Um Sonho de Harmonia. Passei a folhea-lo vendo as fotos e os pequenos trechos... Depois de muitas reuniões , voltei para casa tarde e depois do jantar já era quase dez horas.p lembrei-me que ainda não tinha escrito nada para o blog. Dai me veio a idéia de falar um pouco de Renoir com suas mensagens.

Por exemplo:

" Quando imagino se tivesse nascido no meio intelectual! Teria necessitado anos para livrar-me dos preconceitos e ver as coisas como elas são. E talvez tivesse ficado com mãos desajeitadas."

" Numa manhã um de nós já não tinha preto, e assim nasceu o Impressionismo."

" Hoje em dia pretende-se explicar tudo. Mas se se pudesse explicar um quadro não seria obra de arte. Quer que eu lhe diga que qualidades constituem a verdadeira arte? Ela tem que ser indescritível e inimitável..."

Neste mundo de correria e de crise de valores individuais e coletivos, talvez a gente esteja precisando voltar à " simplicidade" e ao impressionismo. Estes pintores morreram pobres e hoje suas pinturas valem centenas de milhões de dólares. Precisamos ter um mundo que não seja nem oito nem oitenta. Nem matar seus artistas de fome, nem tampouco só reconhece-los depois de mortos 

A gente não quer só comida...


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Economia e Política na França e no Brasil

8 Leçons d'histoire économique

Croissance, crise financière, réforme fiscalmente, dépenses publiques

À qui profite lá croissance?
Quel est. lê taux optimal de l'impôt?
Comment un État peut-il éviter de faire faillite?
Faut-il se protéger de la concurrence chinoise?

Autant de questions auxquelles Jean-Marc Daniel répond avec ces 8 Leçons d'histoire économique. 

Um livro que relata os fatos e as histórias dos teóricos e dos governantes. Embora ainda não tenha achado em português, é possível comprar a edição francesa. A editora é a Odile Jacob e o endereço eletrônico é www.odilejacob.fr. Na França custou apenas 9,90 euros.

Quanto mais a gente lê o livro, mas acha que existem várias alternativas na economia. Não existe apenas uma única alternativa. Principalmente se o governo foi eleito com uma campanha progressista e depois fica empacado refém da prática conservadora.

Vamos superar o maniqueísmo neoliberal?

sábado, 7 de fevereiro de 2015

35 anos de PT e de Brasil

Poderia estar melhor

Sim, o Brasil melhorou muito.
O povo tem melhor qualidade de vida, mas ainda falta algo tão importante quanto a qualidade de vida, falta uma administração pública, em todos os níveis, que respeite a dinâmica das pessoas.

A forma como se governa atualmente é ruim para todos os partidos, mesmo tendo bons administradores, a população ainda se ressente nas necessidades básicas. Educação, Saúde, Transporte, Moradia, Alimentação, tipo de trabalho, perspectivas futuras, etc. Quase ninguém se sente seguro.

Porque quase ninguém? Porque há os servidores públicos concursados, principalmente do judiciário, que se sentem com mais direitos do que a maioria da população. Isto está errado. Precisamos ter um regime único de trabalho, de aposentadoria e de benefícios. O Brasil não pode ter várias castas sociais, como a Índia.

Com a redemocratização do Brasil, com o fim da ditadura e o surgimento de partidos com PT e PSDB poderíamos estar melhor? Sim, poderíamos. E porque não estamos? Porque os dois partidos resolveram virar inimigos e se juntar aos políticos conservadores e também a se locupletar com a corrupção. O PSDB mais protegido com o Judiciário, e o PT justificando-se pela governabilidade, ao dizer que precisa dos conservadores para governar. E assim o Brasil não muda para melhor, fica no impasse.

Como mudar?

Todos dizem que querem mudança, mas não há consenso sobre o tipo de mudança que cada um quer.
- A Imprensa quer mudança? Quer, mas tem medo da mudança. Quer a sua mudança conservadora.
- O Judiciário quer mudança? Este é o setor da sociedade que menos quer mudança, por ser um grande beneficiário desta confusão jurídica e institucional. Quanto mais caótico fica o Brasil, de mais advogados e juízes vamos precisar.
- Os políticos querem mudança? Como o judiciário, também falam muito em estado de direito, mas querem manter seus privilégios individuais, em detrimento de um sistema político mais coletivo e menos custoso.
- Os empresários querem mudança? Estes anseiam e precisam de mais mudanças, mas sozinhos não conseguem realizá-las. Estão confusos como baratas tontas...
- As Igrejas querem mudança? Elas, na verdade, sempre tiveram medo das mudanças. Por isto que estão cada vez mais conservadoras.
- Os trabalhadores querem mudança? Estes sim, são os que mais necessitam de mudanças. Mas não sabem como consegui-las. Sozinhos nunca conseguiram, mas podem apoiar qualquer aventureiro que sinalizar por segurança e estabilidade.

E esta radicalização que está crescendo no Brasil?

Tem a ver com a distância entre a qualidade de vida material e a falta de mecanismos mais participativos da população. Ou o PT se reaproxima do povo, com Dilma ouvindo mais a sociedade, "o mercado", os trabalhadores, as Igrejas, o Judiciário e a imprensa, ou, mesmo terminando o mandato, terminará como um governo manco, como dizia Machado de Assis.

Lula e os movimentos sociais serão fundamentais para impedir este isolamento do governo Dilma. Cabendo ao PSDB a responsabilidade de não jogar o Brasil em novo golpe - jurídico ou parlamentar - de imprevisíveis consequências. O PT não é o Partidão e o Brasil de hoje não é o Brasil de 1961 ou 1964.

Quem viver verá...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Todo apoio a João Vaccari Neto

PSDB decreta guerra total ao PT
Na guerra, o quê menos importa é a verdade.
O PSDB, como principal articulador da direita brasileira, resolveu intensificar a disputa contra Dilma e o PT.
O quê os juízes da Operação Lava Jato e a Polícia Federal fizeram com Vaccari ontem, além de ser uma aberração juridica, é mais uma demonstração do vale-tudo para não deixar Dilma governar e desgastar a imagem do PT.
Todos os jornais conservadores – Folha, Estadão e Globo – publicaram a mesma manchete como se fosse verdade absoluta, mesmo sabendo que a declaração foi feita por um corrupto confesso, funcionário concursado da Petrobras que se degenerou na profissão e passou a aceitar dinheiro fácil.
Vaccari sempre cumpriu a lei e trabalhou com sucesso por onde passou. Nossa imprensa está faltando com a verdade de forma consciente e irresponsável. A imprensa quer o golpe, seja ele realizado com o pretexto jurídico ou o pretexto militar. Se houver golpe haverá resistência…
O movimento sindical, liderado pela CUT, aprovou moção de apoio a João Vaccari Neto. Vejam abaixo:

Todo apoio ao companheiro Vaccari!

  A Executiva Nacional da CUT, representantes das CUT's estaduais e dos Ramos, reunida nesta quinta-feira (5) em São Paulo, na sede do Sindicato dos Bancários, declara publicamente seu apoio irrestrito ao companheiro João Vaccari Neto, atual diretor financeiro nacional do PT, ex-tesoureiro nacional da CUT e ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Os trabalhadores apoiam a luta contra a corrupção, mas repudiam que, em nome dela, lideranças da classe trabalhadora sejam perseguidas, julgadas politicamente e tenham seus direitos violados.
Repudiamos a intimação forçada de Vaccari para depoimento na Polícia Federal na Operação Lava Jato na Petrobras. Vaccari nunca deixou de esclarecer espontaneamente todas as informações solicitadas até agora.
Repudiamos também a forma manipulada como a imprensa vem noticiando o depoimento de Vaccari. 
João Vaccari Neto sempre foi um dirigente íntegro, comprometido com a classe trabalhadora e conquistou o respeito dos militantes sindicais e partidários.
O tempo vai, mais uma vez, provar a integridade, honestidade e compromisso de classe do companheiro Vaccari.
São Paulo, 05 de fevereiro de 2015

Vagner Freitas                            Sérgio Nobre
Presidente.                                  Secretário Geral


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Quando a crise chega mais perto

Demissões, falta d'água e de "autoridades"

A imprensa noticia a crise, o governo diz que vivemos em "pleno emprego", a imprensa insiste na crise. E talvez por insistência da imprensa e incapacidade do governo em superar as críticas da imprensa, a profecia acaba se realizando.

Mas, uma coisa é ler e ouvir sobre a crise, outra coisa é ver amigos e colegas relatarem demissões de parentes e amigos. Um PDV - Programa de Demissão Voluntária lido nos jornais é um sinal de crise ou de perda de vendas de determinada empresa. Um amigo receber uma carta da empresa "oferecendo estímulos para ele aderir ao PDV" é muito desagradável, principalmente quando ele está perto de aposentar-se. E a família, como fica?

Porque a empresa não pode esperar ele aposentar-se? Porque não reorganiza a equipe de empregados, reconhecendo a dedicação de quem trabalha na mesma empresa há mais de dez anos?

E o governo fala em criar mecanismos de redução da rotatividade no Brasil.
Parece que a rotatividade média é de mais de 40% ao ano. Isto é mais grave do que a maioria das notícias de crise que lemos nos jornais. Mas os jornais são favoráveis a rotatividade e a terceirização. É só perguntar a qualquer jornalista.

Enquanto a falta de água era no Nordeste, era a indústria da seca. Agora que falta água em São Paulo, a imprensa diz que a Natureza está castigando a Cantareira. Não tem nada a ver com os governantes. E a Câmara Municipal de São Paulo aprova multa de mil reais para quem gastar muita água. E a multa e a punição para quem foi incapaz de garantir água para a população de São Paulo, onde estão os deputados e vereadores? Onde está a imprensa? Cadê o judiciário? Quem vai garantir água para tomar banho, cozinhar e dar descarga nos banheiros?

Lava a jato no Paraná e Lava a seco em São Paulo.
Ainda bem que de ontem para hoje choveu sem parar. Não dá para esperar "pelas autoridades". Estamos nas mãos de Deus. Aleluia!

Por falar em Deus, enforcaram dois muçulmanos, em retaliação aos que queimaram vivo um outro muçulmano. Onde vamos parar? Os judeus franceses estão indo morar em Israel. Resolve?



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Brasil e o caos no mundo

O muçulmano, o cínico e a Justiça

É assustador pegar o jornal quando se acorda e ver tanta tragédia no Brasil e no mundo.

No Brasil, apesar de o país ter a maior quantidade de água doce do planeta, no estado mais rico e mais desenvolvido do país, a população usa água da rua para lavar carros e fazer faxina, porque está faltando água na torneira e o governador, com o apoio da imprensa e do judiciário, não fez nada para impedir a falta d'água. Mais preocupado que estava em ganhar as eleições.

A Petrobras se desmancha sob ataque de corruptos, juízes vaidosos, policiais a serviço da política e políticos e funcionários em busca de dinheiro fácil. O governo demorou a estancar a sangria e o Congresso Nacional toma champanhe e come caviar, comemorando a derrota do governo e do PT nas eleições da mesa que dirigirá o parlamento nos próximos dois anos. E vai faltar energia para movimentar a vida...

No meio de tudo isto, os cínicos de diploma mandam fazer parecer jurídico para fundamentar a campanha de impeachment da presidência da república. Quem fez o parecer foi um jurista sério, religioso e respeitado, que também tem posição política, mas que diz que escreveu apenas porque recebeu a encomenda mas não declarou quanto recebeu pela encomenda. Já que não ganharam nas urnas, agora vão tentar derrubar o governo juridicamente, como fizeram em Honduras e outros países de democracia frágil.

Ah! E o jornal que fez campanha para o Golpe Militar de 1964 e não fez autocrítica,, publica o parecer com destaque, ajudando na campanha contra o governo atual, e no outro dia "deda", "entrega os autores", mostrando que a armação tem o dedo do chefe do tucanos do PSDB, as impressões digitais de Fernando Henrique Cardoso estão por toda parte.

Enquanto a imprensa e os empresários estimulam o caos a toma conta do Brasil, no mundo a confusão continua...

Muçulmanos botam fogo em outro muçulmano e distribuem o vídeo pelo mundo como forma de intimidar os adversários. Tudo em nome de Deus. No Egito, o povo foi às ruas contra uma ditadura religiosa, houve pela primeira vez uma eleição democrática onde um outro muçulmano foi eleito e mais tarde foi derrubado pelos militares que tinham sido derrubados. Tudo isto com o apoio dos Estados Unidos e seus aliados. Agora este novo governo condena dezenas de manifestantes Á MORTE. Tudo isto em nome da governabilidade e de Deus/Alá.

A Ucrânia, que passou por longo período de contestação a um presidente eleito, que depois for derrubado por manifestantes e atiradores anônimos, continua sua guerra civil.  A Grécia tenta resolver seus problemas democraticamente, mas também tem um passado de ditadura e assassinatos no pós segunda guerra mundial. A direita está na defensiva mas não está morta.

E a Justiça? Onde anda a Justiça?
A Justiça? Como a Liberdade, não existe apenas uma Justiça e uma Liberdade. Isto depende de cada época, de cada país, de cada religião... As verdades e as justiças mudam com o tempo. As vítimas de hoje podem ser os assassinos de amanhã. E sempre quem mais morre são os simples e indefesos. Depois constroem monumentos aos mortos desconhecidos...

O bom é que, mesmo com tanta violência, mentira e injustiça, o tempo tem mostrado que, mesmo assim, o mundo tem evoluído e a qualidade devida das pessoas tem melhorado. Se as pessoas fossem menos irracionais e mais respeitosas, poderia morrer menos gente e ter menos destruição. Mas, somos todos animais, não somos deuses. É a seleção natural...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Henrique Meirelles na Petrobras?

Choque de credibilidade

Cresce a hipótese de Henrique Meirelles ser nomeado pela presidente Dilma como presidente da Petrobras. Se isto de fato acontecer, todos sairemos ganhando. Meirelles tem credibilidade, competência e capacidade de aglutinar todos os interessados com a Petrobras: diretoria, funcionários, credores, prestadores de serviço, governos, legislativo e judiciário. 

Além de dar um choque de credibilidade na Petrobras, é preciso fazer também um choque de confiabilidade na Operação Lava Jato. Nem os juízes, nem a polícia federal, nem a imprensa, nem os depoentes  - corruptos, corruptores assumidos ou não - estão sendo honestos e/ou neutros.

Aos poucos o Brasil vai definindo uma nova forma de Democacia e gestão da sociedade. Precisamos fazer o mesmo com a água, a energia, a saúde, a educação e a mobilidade urbana.

Prá frente é que se anda!

Henrique Meirelles na Petrobras?

Choque de credibilidade

Cresce a hipótese de Henrique Meirelles ser nomeado pela presidente Dilma como presidente da Petrobras. Se isto de fato acontecer, todos sairemos ganhando. Meirelles tem credibilidade, competência e capacidade de aglutinar todos os interessados com a Petrobras: diretoria, funcionários, credores, prestadores de serviço, governos, legislativo e judiciário. 

Além de dar um choque de credibilidade na Petrobras, é preciso fazer também um choque de confiabilidade na Operação Lava Jato. Nem os juízes, nem a polícia federal, nem a imprensa, nem os depoentes  - corruptos, corruptores assumidos ou não - estão sendo honestos e/ou neutros.

Aos poucos o Brasil vai definindo uma nova forma de Democacia e gestão da sociedade. Precisamos fazer o mesmo com a água, a energia, a saúde, a educação e a mobilidade urbana.

Prá frente émque se anda!

Henrique Meirelles na Petrobras?

Choque de credibilidade

Cresce a hipótese de Henrique Meirelles ser nomeado pela presidente Dilma como presidente da Petrobras. Se isto de fato acontecer, todos sairemos ganhando. Meirelles tem credibilidade, competência e capacidade de aglutinar todos os interessados com a Petrobras: diretoria, funcionários, credores, prestadores de serviço, governos, legislativo e judiciário. 

Além de dar um choque de credibilidade na Petrobras, é preciso fazer também um choque de confiabilidade na Operação Lava Jato. Nem os juízes, nem a polícia federal, nem a imprensa, nem os depoentes  - corruptos, corruptores assumidos ou não - estão sendo honestos e/ou neutros.

Aos poucos o Brasil vai definindo uma nova forma de Democacia e gestão da sociedade. Precisamos fazer o mesmo com a água, a energia, a saúde, a educação e a mobilidade urbana.

Prá frente émque se anda!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Votação no Congresso: A direita em festa

A Imprensa comemora a vitória conservadora

Todos os jornais, noticiários nos rádios e nas TV's estão comemorando a derrota do governo Dilma e do PT na eleição da mesa diretora na Câmara Federal. A direita está comemorando como se estivesse conseguido ganhar a presidência da república.

Pode não ter ganhado a presidência da república, mas conseguiu obrigar o governo a fazer concessões à direita e recuar em propostas que beneficie os trabalhadores. Dias piores virão…

Se por um lado, a direita está em festa, por outro lado, é mais uma oportunidade para o PT e seus aliados fazerem um balanço de o porquê o povo votou num congresso tão conservador e porquê os partidos políticos que sempre foram aliados de Lula e de Dilma estão se aliando com o PSDB para derrotar o próprio governo, onde eles são ministros.

Uma coisa está ficando cada vez mais claro, esta lógica eleitoral e partidária, onde todos os partidos se aliam a outros partidos apenas para eleger bancada e governantes, sem nenhuma identidade ideológica, está levando o Brasil a uma crise política que pode levar a uma tentativa de golpe.

Da mesma forma que a Europa de 1925 não conseguiu prever a dimensão do nazismo, a nova tentativa de golpe capitaneada pelo PSDB pode levar o Brasil a novas crises institucionais com consequências imprevisíveis.

Por outro lado, o governo precisa dialogar melhor com os segmentos da sociedade. Precisamos restabelecer a confiança nas instituições e nas pessoas.

Isto vale também para o PMDB. Não se deixem levar pelo canto da sereia…
O destino já fez o partido assumir a presidência uma vez e a história não se repete facilmente.
Já a imprensa que estimula o golpe, precisa lembrar-se que em 1964 ela também organizou o golpe e depois se arrependeu. É preferível errar na democracia a acertar na ditadura. O preço em vidas é muito alto.

Vamos acompanhar os fatos para ver como vai acabar esta novela.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Espanha, Grécia, USA – A Esperança se renova

A hora dos 99%?
Uma nova estrutura de Estado, Partido e Sociedade

Ontem, nos sites nacionais e internacionais, apareceram as fotos de milhares de manifestantes na Espanha marchando contra a austeridade neoliberal  conservadora. Hoje o Estadão não deu nada no jornal impresso e a Folha deu uma notinha envergonhada. A nossa direita não quer este tipo de manifestação no Brasil, nem no Governo. A nossa imprensa é neoliberal.

Contraditoriamente, mesmo sendo atualmente um jornal horrível de ler a parte sobre política nacional, o Estadão continua dando uma certa liberdade para os demais cadernos. O Caderno 2 é sempre melhor do que o Caderno 1, de política nacional. O Caderno “Aliás” é o melhor do que qualquer jornal que saia impresso nos domingos. O de hoje está ótimo, tanto nos artigos, como nas fotografias.

Vejam a matéria que saiu no site do Estadão de ontem e não saiu no jornal impresso de hoje, e vejam a introdução da ótima entrevista de DAVID GRAEBER, um dos idealizadores do Occupy Wall Street, nos Estados Unidos. A entrevista saiu no caderno "Aliás", deste domingo. Uma boa notícia para este Fevereiro esquisito, que começa hoje.

Dezenas de milhares marcham na Espanha contra a austeridade

JULIEN TOYER - REUTERS
31 Janeiro 2015 | 10h 46 – Estadão

Pessoas gritavam 'tic tac tic tac' durante manifestação em Madri, sugerindo que o tempo está acabando para a elite política do país

Dezenas de milhares marcharam em Madri neste sábado, 31, na maior demonstração de apoio ainda para o partido anti-austeridade Podemos, cuja popularidade e políticas têm levantado comparações com o partido Syriza, que acaba de vencer eleições na Grécia.
Pessoas gritavam "sim, nós podemos" e "tic tac tic tac", sugerindo o tempo está acabando para a elite política. Muitos agitavam bandeiras e banners gregos e republicanos lêem "a mudança é agora".

O Podemos foi formado há apenas um ano, mas produziu um grande choque ao ganhar cinco assentos nas eleições para o Parlamento Europeu, em maio. Atualmente está liderando as pesquisas de opinião na corrida para as eleições locais, regionais e nacionais neste ano.

A Espanha está saindo de uma crise econômica de sete anos como um dos países de mais rápido crescimento da zona do euro, mas a saída da recessão ainda tem de aliviar dificuldades para milhares de famílias, num país onde quase um em cada quatro trabalhadores está sem emprego.

O líder esquerdista grego Alexis Tsipras disse que cinco anos de austeridade "humilhação e sofrimento" impostos pelos credores internacionais acabaram, após seu partido Syriza vencer eleições antecipadas em 25 de janeiro.

A hora dos 99%?

Entrevista. David Graeber

Para um dos idealizadores do Occupy Wall Street, a vitória do Syriza pode marcar o início da reconstrução econômica europeia

A hora dos 99%?

Juliana Sayuri

31 Janeiro 2015 | 16h 00 - Estadão

Na mira. O premiê Alexis Tsipras é o novo alvo de críticas – negativas e construtivas

Era setembro de 2011 quando o antropólogo americano David Graeber se tornou a primeira voz a bradar “we are the 99%”. De lá pra cá, o grito de guerra repercutiu mundo afora, de Nova York a Madrid, de Reykjavik a Atenas. Autor de The Utopia of Rules (2015) e The Democracy Project (2013), entre outros, Graeber, de 53 anos, foi uma das principais inspirações teóricas para o Occupy Wall Street, movimento que conquistou páginas e mais páginas de uma história do tempo presente marcada, desde 2008, por uma crise financeira internacional.

Atualmente professor da prestigiada London School of Economics, o intelectual provocador se considera um anarquista: “Não há esperança no sistema político. Não é nada mais que um sistema de suborno institucionalizado”, critica. 

Era janeiro de 2015 quando o líder opositor grego Alexis Tsipras, de 40 anos, se tornou o primeiro governante europeu eleito com a promessa de peitar as políticas de austeridade predominantes. Se uns tremeram com a vitória da extrema esquerda na Grécia, outros vibraram com a conquista olímpica.

“Em última instância, o plano do Syriza não é simplesmente amortizar a dívida, mas iniciar um processo de reconstrução da arquitetura econômica da própria UE”, analisa o antropólogo. 

Para Graeber, porém, não é possível promover mudanças por “dentro” do sistema. Pergunto se é possível mudar o mundo sem tomar o poder, uma questão “surrealista”, na expressão do ativista, que responde com outra interrogação: “Você realmente quer dizer que, se não tivéssemos ignorado o rumo da política tradicional, se não tivessem existido Occupy e Syntagma, esses novos movimentos eleitorais viriam a existir?”