sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quem desestabilizou a Petrobras?

Competência para administrar é fundamental

Tenho mais de 60 anos e sempre ouvi histórias maravilhosas, mas também ouvi histórias tenebrosas sobre a Petrobras. Deus e o Diabo sempre estiveram perto da Petrobras.

Começou com a campanha vitoriosa "O Petróleo é nosso", passou pela derrubada de Getúlio Vargas, depois pelo novo governo Vargas e seu suicídio histórico, passou por JK e chegou ao período da ditadura militar, onde a imprensa não opinava. Todo este período a Petrobras, como outras estatais, sempre foram extensão do Estado. Para o bem e para o mal.

Com a redemocratização a Petrobras continuou a ser parte das barganhas dos políticos e empresários. Sarney manteve a Petrobras como herdara dos militares, Collor interferiu mas não teve condições para privatizá-la e Fernando Henrique fez de tudo para deixar a Petrobras a menor e menos competitiva  possível, sem ameaçar a hegemonia americana, a qual FHC sempre esteve a serviço.

Veio Lula, que investiu e deu dignidade aos trabalhadores da Petrobras, transformando-a numa grande competidora internacional. Mas não conseguiu evitar que a Petrobras continuasse influenciada pelos políticos e empresários. Como o Brasil não é parlamentarista, os presidentes são obrigados a oferecer "reciprocidades" aos políticos. E o povo paga a conta.

Veio Dilma e a Petrobras continuou crescendo em importância,  mas, ao escolher a nova diretoria, aqueles que se esperavam ser capazes de diminuir ou neutralizar a influência negativa dos políticos e dos empresários, começaram a dar tanta cabeçada interna e externamente à empresa, que a Petrobras acabou nas páginas policiais. Perdendo seu brilho histórico.

Agora a imprensa, como porta-voz da oposição ao governo Dilma e do PT, articulada com parte expressiva do judiciário e de investidores internacionais, mostra "a maior história de corrupção do Brasil e tenta associar esta história unicamente ao governo Lula".

Por que tanta gana para "queimar" Lula?

Porque, inocentemente ou não, o PT e suas lideranças insistem que Lula é o candidato para 2018. E quem no Brasil tem condições de derrotar Lula nas urnas?
Em condições normais, ninguém.

A saída passa a ser a inviabilização de Lula juridicamente. Para isto existem advogados e juízes comprometidos com a direita (não com o Direito) para fazer o serviço sujo e a imprensa divulgar e repetir a notícia quantas vezes for necessária até conseguir seu intento (impedir mais uma vitória de Lula).

Enquanto a oposição não consegue forçar Lula a desistir da candidatura ou inviabilizá-la, a solução fica sendo fazer um bloco conservador no Congresso Nacional, mesmo que tenha que fazer alianças espúrias;  queimar todos os cartuchos contra a Petrobras, mesmo que tenha que destruir a imagem de honesta de Graça Foster.

E aí, no caso de Graça Foster, só honestidade não basta, é preciso ter capacidade administrativa para aglutinar a diretoria, os funcionários, os acionistas, os fornecedores e os clientes - o povo brasileiro. Os fatos estão mostrando que, quanto à gestão, a presidente não está correspondendo. E, inconscientemente, tem mais contribuído para incendiar os fatos do que para salvar a empresa.

É hora de salvar a Petrobras e restabelecer a credibilidade na gestão pública e privada no Brasil. 

Quanto a Lula, bem que a oposição poderia deixá-lo em paz.
Afinal, Lula foi o melhor presidente da história do Brasil.
Melhor inclusive do que Getúlio e Juscelino.
Talvez seja esta verdade que provoca tanta inveja aos tucanos.
E a inveja é um dos piores instrumentos destrutivos da humanidade.

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