quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O PMDB é aliado ou inimigo?

O aliado do meu inimigo não pode ser meu amigo

Se o candidato do PMDB a presidente da Câmara diz que depende do PSDB para ganhar no primeiro turno e que conta com a "aliança" com os tucanos para derrotar o candidato do PT, e a bancada do PMDB declara que 100% votarão no candidato do partido - o PMDB, isto significa que o PMDB é mais aliado do PSDB do que do PT e que, portanto, está fazendo parte do ministério apenas para conseguir "mais boquinhas"como diz o ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho.

Podemos até acreditar na versão de parcela significativa do PMDB de que o candidato do partido a presidência da Câmara, embora seja um aliado dos fisiológicos e do PSDB, quando necessário, seguirá a posição do partido em relação ao governo Dilma. Isto é, de principal partido aliado do PT no governo.

O problema é que, queiramos ou não, tanto o governo Dilma, quanto o PT, como também todo o Brasil está refém do PMDB. Por que este partido tem maioria na Câmara e no Senado, tem a aliança com a imprensa golpista e, portanto, tem um poder de manobra que somente pode ser contido pelo povo mobilizado e organizado.

É claro que o PT vai dizer que "não podemos empurrar o PMDB para os braços dos golpistas". Mas, quanto custará manter esta aliança esquizofrênica com o PMDB? A resposta volta a ser que "aceitamos as regras do jogo eleitoral e que se não tivermos uma ampla aliança com os partidos religiosos, fisiológicos e conservadores, não teremos governabilidade". O PMDB não é um caso perdido. Pode ser uma solução.

Governabilidade para governar para a direita ou para governar para o povo brasileiro e executar o projeto econômico e social vitorioso nas urnas?

O segundo mandato está apenas começando e, neste momento, quem está defendendo o governo Dilma são apenas os banqueiros nacionais e internacionais. A imprensa nacional ora reconhece a "boa vontade"de Dilma em delegar para Joaquim Levy fazer o ajuste econômico, ora estimula o PSDB a retomar o discurso golpista.

Os movimentos sociais, aturdidos, ora acreditam que tanto Dilma quanto o PT mantêm o compromisso com o projeto econômico e social vitorioso, ora acreditam que Dilma está fazer concessões além do necessário.

Só o tempo mostrará qual governo teremos…

Só palavras não bastam. Vamos torcer para que nosso governo, eleito com o árduo trabalho da militância, não seja igual a nossa Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo do ano passado. Na dúvida, temos nosso reserva máximo da militância, ainda temos Luiz Inácio Lula da Silva, para liderar a Classe Trabalhadora na defesa de nossas bandeiras.

Se Dilma quer efetivamente cumprir as promessas eleitorais, ela precisará, mais do que nunca, do apoio efetivo da militância nacional.  É preciso dialogar com todos os setores sociais, banqueiros, empresários, latifundiários, judiciário, parlamentares negocistas, mas, não esquecer o compromisso histórico.

Queremos o PMDB e os partidos religiosos como aliados do projeto que ganhou as eleições nas urnas; não queremos uma aliança subordinada às negociatas nem aos golpistas.

Nunca na história deste país o povo foi tão respeitado como foi nos governos Lula e Dilma. Não recuaremos passivamente. Se for necessário lutar para defender nossos direitos, além de votar, lutaremos!

Este sistema eleitoral precisa ser reformado imediatamente. Os partidos precisam respeitar os programas eleitorais e governar executando o que prometeu aos eleitores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário