terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Economia e Desorganização

Ajustes Fiscais com ou sem recessão e desemprego?

Nos últimos anos, estamos convivendo com mortes em nome da necessidade de se organizar a economia. Quando são guerras como a do petróleo, morrem milhares de forma direta e bem visíveis. Mas, no dia a dia, vemos milhares de pessoas serem desempregadas, abandonadas quando doentes e também despejadas de suas moradias. Tudo isto em nome da necessidade de AJUSTES ECONÔMICOS.

 O Brasil viveu uma das maiores disputas eleitorais da sua história. Dois projetos econômicos estavam abertamente em disputa. O neoliberal e recessivo representado pelos tucanos e pela grande imprensa, e o desenvolvimentista e distribuidor de renda representado pelo PT e os movimentos sociais.

Passada a eleição, o governo Dilma, antes mesmo de tomar posse para o segundo mandato, começa a implementar medidas recessivas em nome do AJUSTE FISCAL, para equilibrar o orçamento nacional. Esta mudança de discurso e de prática deu oportunidade à oposição neoliberal denunciar que a presidente estava praticando estelionato eleitoral, porque está aplicando a política defendida pelos tucanos.

Independente do nome que se dê aos ajustes econômicos implementados pela nova equipe econômica, a realidade é que são medidas que devem diminuir o poder de consumo, desestimular o investimento e aumentar o desemprego. Podemos discutir a profundidade das medidas, mas não podemos admitir a negação dos fatos. São medidas recessivas que visam diminuir a inflação, equilibrar o orçamento do Estado e acalmar o mercado conservador.

Baixar a inflação e aumentar o crescimento econômico só se faz com recessão e desemprego? Para que servem tantos economistas se existir apenas um único modelo de combate a inflação? Tanto nas universidades como na história sabemos que há vários modelos de desenvolvimento econômicos. E temos certeza de que o modelo econômico implementado por Lula e Dilma não está superado nem acabou. A imprensa está tentando impor esta visão de derrotados e que o neoliberalismo é a solução.

Precisamos amplificar o debate, precisamos garantir a defesa do emprego e do crescimento econômico, incluindo a defesa da Indústria e da Agricultura para exportação. O Brasil precisa voltar a ser competitivo internacionalmente. A tarefa de defender o Brasil não cabe apenas ao governo. É tarefa dos trabalhadores, dos empresários e dos governos. É o país que está em jogo.

As Centrais Sindicais e os movimentos populares precisam chamar o governo ao grande debate nacional: Como garantir as conquistas sociais e manter a economia brasileira competitiva internacionalmente.

A Economia não pode ser pretexto para desorganizar à sociedade e provocar desemprego e recessão.
Devemos retomar às grandes negociações entre Governo, Empresários e Trabalhadores.
Se houver recessão, a população irá para as ruas exigir emprego, salário e políticas públicas.

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