quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

É hora de negociar

O Brasil precisa de Reformas

Há um consenso nacional de que o Brasil como está não está bom.
Além da economia cheia de incertezas, os atores sociais vivem um momento intenso de desconfiança recíproca. As eleições, que numa situação normal, serviria para acalmar a situação ao definir o tamanho de cada força social, serviu para aumentar a desconfiança.

Ou alguém leva este novo Congresso Nacional a sério? Ou alguém acha que o que está acontecendo com a Petrobras é apenas uma questão de corrupção e de justiça? Ou alguém acha que pode confiar cegamente na Polícia Federal ou nos juízes? Ou alguém ainda acha que nossa imprensa é neutra? Ou até mesmo que nossos religiosos são apenas religiosos?

Neste quadro geral de incertezas e desconfianças, precisamos tocar nossa vida, nosso emprego, nosso trabalho e nosso negócio, além da vida familiar e da nossa saúde.

Acontece que o sistema eleitoral está falido e degenerado, onde os partidos se coligam de forma promíscua, apoiando um ou outro aliado ou adversário conforme a conveniência. Sem ética e ideologia nenhuma...

Como falar em dinheiro ou fazer negócio com tanta promiscuidade?

Precisamos construir uma nova hegemonia.
Precisamos construir uma maioria que coloque o Brasil em primeiro lugar.
Parece que tem muita gente querendo isto mas tem medo de ser o primeiro a abrir a boca e fazer a proposta.

Precisamos de Reformas Econômicas, Políticas e Sociais.
Precisamos de uma Nova Constituinte!

Mais uma vez, a iniciativa deveria vir por parte dos trabalhadores e dos empresários. Não devemos esperar que a iniciativa seja do governo ou dos políticos. Estes estão contaminados pela regra eleitoral. Lembrem-se que no Brasil temos eleições um ano sim outro não. É pior do que a distribuidora de gás de cozinha.

Antigamente tínhamos a Fiesp e o PNBE como bons interlocutores dos empresários. Hoje a Fiesp virou cabide eleitoral partidário e o PNBE deixou de existir. Os empresários estão sem representação legítima. Já os trabalhadores, têm várias centrais sindicais, antes eram apenas duas, mas todas elas estão mais surpreendidas com a nova equipe econômica do que em condições de acreditar em diálogo para valer.

Para que haja Reformas para valer, é preciso que haja legitimidade dos interlocutores. Caso contrário todas as reformas feitas serão superadas em curto prazo.

Vamos formar mesas de negociação? Vamos negociar?
Vamos indicar comitês de arbitragem? Não precisa ser obrigatoriamente nenhum advogado, juiz ou promotor. Basta ser alguém com credibilidade social.

É hora de negociar e mudar o Brasil,
para transformar nosso país num grande competidor internacional.

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