terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Clovis Rossi e a Bandiera Rossa na Grécia

Este é o nosso velho Clovis Rossi

Todo mundo sabe que eu gosto muito de Clovis Rossi mas que andava sentido com suas matérias. Não sei se é porque estamos ficando velhos, mas eu vinha achando que ele estava ficando conservador. Mas, ler seu artigo publicado na Folha de hoje foi uma doçura.

Ele lembrar que os velhos militantes de esquerda voltaram a cantar a Bandiera Rossa e relembrar os velhos tempos quando sonhávamos com um mundo socialista, democrático, com economia de mercado e sem o stalinismo, foi maravilhoso.

Como somos filhos da Guerra Fria, temos valores enraigados que não nos libertamos. Alguns, como os velhos militantes do Partidão, até viram direita golpista, como Roberto Freire. Mas os velhos militantes, sejam eles stalinistas, trotkistas ou igrejeiros, quando ouvem falar das velhas canções, dos velhos hinos, sempre voltam a se emocionar.

Concordo com tudo que está escrito no artigo de Clovis Rossi, inclusive quando ela fala do surgimento da direita organizada na Europa e mesmo no Brasil.

Visitando Atenas há alguns anos, a guia turística nos contou que a palavra "cínica", na Grécia antiga, queria dizer "a pessoa que não gostava de política". Fiquei impressionado porque sempre achei que estamos vivendo uma era dos cínicos, mesmo sem saber esta história antiga dos gregos.

Agora, com esta nova eleição, quem sabe a Grécia ajude o mundo a retomar a política como algo que dignifique a humanidade. Eu, mesmo ficando velho, continuo gostando de religião, de política e de história. E de pessoas como Clovis Rossi...

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