sábado, 31 de janeiro de 2015

Final de Janeiro

Flores e frutos 

Na espera de Fevereiro que, além do Carnaval, tem a tragédia da falta de água e a eleição para a mesa da Câmara, o melhor é mostrar flores...

Vejam esta foto.



Agora este fruto.



Uma romã perto das mariazinhas...



A Vila Madalena está toda florida. Parece mais Primavera do que Verão. Coisas de São Paulo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quem desestabilizou a Petrobras?

Competência para administrar é fundamental

Tenho mais de 60 anos e sempre ouvi histórias maravilhosas, mas também ouvi histórias tenebrosas sobre a Petrobras. Deus e o Diabo sempre estiveram perto da Petrobras.

Começou com a campanha vitoriosa "O Petróleo é nosso", passou pela derrubada de Getúlio Vargas, depois pelo novo governo Vargas e seu suicídio histórico, passou por JK e chegou ao período da ditadura militar, onde a imprensa não opinava. Todo este período a Petrobras, como outras estatais, sempre foram extensão do Estado. Para o bem e para o mal.

Com a redemocratização a Petrobras continuou a ser parte das barganhas dos políticos e empresários. Sarney manteve a Petrobras como herdara dos militares, Collor interferiu mas não teve condições para privatizá-la e Fernando Henrique fez de tudo para deixar a Petrobras a menor e menos competitiva  possível, sem ameaçar a hegemonia americana, a qual FHC sempre esteve a serviço.

Veio Lula, que investiu e deu dignidade aos trabalhadores da Petrobras, transformando-a numa grande competidora internacional. Mas não conseguiu evitar que a Petrobras continuasse influenciada pelos políticos e empresários. Como o Brasil não é parlamentarista, os presidentes são obrigados a oferecer "reciprocidades" aos políticos. E o povo paga a conta.

Veio Dilma e a Petrobras continuou crescendo em importância,  mas, ao escolher a nova diretoria, aqueles que se esperavam ser capazes de diminuir ou neutralizar a influência negativa dos políticos e dos empresários, começaram a dar tanta cabeçada interna e externamente à empresa, que a Petrobras acabou nas páginas policiais. Perdendo seu brilho histórico.

Agora a imprensa, como porta-voz da oposição ao governo Dilma e do PT, articulada com parte expressiva do judiciário e de investidores internacionais, mostra "a maior história de corrupção do Brasil e tenta associar esta história unicamente ao governo Lula".

Por que tanta gana para "queimar" Lula?

Porque, inocentemente ou não, o PT e suas lideranças insistem que Lula é o candidato para 2018. E quem no Brasil tem condições de derrotar Lula nas urnas?
Em condições normais, ninguém.

A saída passa a ser a inviabilização de Lula juridicamente. Para isto existem advogados e juízes comprometidos com a direita (não com o Direito) para fazer o serviço sujo e a imprensa divulgar e repetir a notícia quantas vezes for necessária até conseguir seu intento (impedir mais uma vitória de Lula).

Enquanto a oposição não consegue forçar Lula a desistir da candidatura ou inviabilizá-la, a solução fica sendo fazer um bloco conservador no Congresso Nacional, mesmo que tenha que fazer alianças espúrias;  queimar todos os cartuchos contra a Petrobras, mesmo que tenha que destruir a imagem de honesta de Graça Foster.

E aí, no caso de Graça Foster, só honestidade não basta, é preciso ter capacidade administrativa para aglutinar a diretoria, os funcionários, os acionistas, os fornecedores e os clientes - o povo brasileiro. Os fatos estão mostrando que, quanto à gestão, a presidente não está correspondendo. E, inconscientemente, tem mais contribuído para incendiar os fatos do que para salvar a empresa.

É hora de salvar a Petrobras e restabelecer a credibilidade na gestão pública e privada no Brasil. 

Quanto a Lula, bem que a oposição poderia deixá-lo em paz.
Afinal, Lula foi o melhor presidente da história do Brasil.
Melhor inclusive do que Getúlio e Juscelino.
Talvez seja esta verdade que provoca tanta inveja aos tucanos.
E a inveja é um dos piores instrumentos destrutivos da humanidade.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Aviso aos militantes pró-Dilma

Manter o "Grau de Investimento"é muito importante

E "abandonar o ajuste fiscal seria suicídio econômico e político para Dilma", quem afirma isto é o grande economista Nouriel Roubini. Ele ainda complementa: "O cenário global pode até se enfraquecer, mas o rating do Brasil depende das políticas domésticas". E continua: Acho um rebaixamento improvável. Não acho que o Brasil pode virar uma Argentina ou Venezuela". Roubini prevê também que o Brasil vai voltar a se aproximar economicamente dos Estados Unidos, em função do fim do ciclo das exportações de commodities e da inflação ainda alta no Brasil.

As afirmações acima estão publicadas no jornal Estadão de hoje, página B5, do Caderno de Economia.

A dúvida econômica, portanto, é se necessariamente tenha que ser executada por um teórico do neoliberalismo ou por um desenvolvimentista. Ou ainda por uma dupla como Levy e Barbosa, sob a batuta da presidente Dilma.

Já a dúvida política é porque o governo não dialogou com a militância que o elegeu, explicando o que pretendia fazer e como pretendia fazer. O governo errou já na forma e no conteúdo das medidas provisórias 664 e 665, quando pesou na mão contra os trabalhadores, os jovens e os dependentes de perícias médicas. A pressa é a inimiga da perfeição, mas não justifica punir mais os trabalhadores do que os empresários especuladores.

A partir de fevereiro, passadas as eleições para presidências da Câmara e do Senado, o Brasil entrará na rotina de 2015, mesmo com o Carnaval pela frente. Tudo indica que teremos Cunha e Renan, ambos do PMDB, porém um adversário e outro aliado do governo, mesmo sendo os dois do PMDB.

O Congresso Nacional é um grande fazedor de despesas e de morosidade. Portanto, caberá aos representantes produtivos da sociedade, empresários e trabalhadores, constituírem Foruns para somar esforços na retomada do crescimento econômico e contenção da inflação. Por falar em conter a inflação, o Banco Central brasileiro já voltou a falar em aumentar ainda mais a taxa selic.

É hora de voltar a governar "com todos, para todos e sem medo de ser feliz".
É preferível errar com o povo, do que acertar somente com o Sistema Financeiro Especulativo.
Vamos reanimar o Brasil, estimulando todos ao trabalho, com transparência, inclusão social, qualificação profissional e participação nas decisões.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O PMDB é aliado ou inimigo?

O aliado do meu inimigo não pode ser meu amigo

Se o candidato do PMDB a presidente da Câmara diz que depende do PSDB para ganhar no primeiro turno e que conta com a "aliança" com os tucanos para derrotar o candidato do PT, e a bancada do PMDB declara que 100% votarão no candidato do partido - o PMDB, isto significa que o PMDB é mais aliado do PSDB do que do PT e que, portanto, está fazendo parte do ministério apenas para conseguir "mais boquinhas"como diz o ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho.

Podemos até acreditar na versão de parcela significativa do PMDB de que o candidato do partido a presidência da Câmara, embora seja um aliado dos fisiológicos e do PSDB, quando necessário, seguirá a posição do partido em relação ao governo Dilma. Isto é, de principal partido aliado do PT no governo.

O problema é que, queiramos ou não, tanto o governo Dilma, quanto o PT, como também todo o Brasil está refém do PMDB. Por que este partido tem maioria na Câmara e no Senado, tem a aliança com a imprensa golpista e, portanto, tem um poder de manobra que somente pode ser contido pelo povo mobilizado e organizado.

É claro que o PT vai dizer que "não podemos empurrar o PMDB para os braços dos golpistas". Mas, quanto custará manter esta aliança esquizofrênica com o PMDB? A resposta volta a ser que "aceitamos as regras do jogo eleitoral e que se não tivermos uma ampla aliança com os partidos religiosos, fisiológicos e conservadores, não teremos governabilidade". O PMDB não é um caso perdido. Pode ser uma solução.

Governabilidade para governar para a direita ou para governar para o povo brasileiro e executar o projeto econômico e social vitorioso nas urnas?

O segundo mandato está apenas começando e, neste momento, quem está defendendo o governo Dilma são apenas os banqueiros nacionais e internacionais. A imprensa nacional ora reconhece a "boa vontade"de Dilma em delegar para Joaquim Levy fazer o ajuste econômico, ora estimula o PSDB a retomar o discurso golpista.

Os movimentos sociais, aturdidos, ora acreditam que tanto Dilma quanto o PT mantêm o compromisso com o projeto econômico e social vitorioso, ora acreditam que Dilma está fazer concessões além do necessário.

Só o tempo mostrará qual governo teremos…

Só palavras não bastam. Vamos torcer para que nosso governo, eleito com o árduo trabalho da militância, não seja igual a nossa Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo do ano passado. Na dúvida, temos nosso reserva máximo da militância, ainda temos Luiz Inácio Lula da Silva, para liderar a Classe Trabalhadora na defesa de nossas bandeiras.

Se Dilma quer efetivamente cumprir as promessas eleitorais, ela precisará, mais do que nunca, do apoio efetivo da militância nacional.  É preciso dialogar com todos os setores sociais, banqueiros, empresários, latifundiários, judiciário, parlamentares negocistas, mas, não esquecer o compromisso histórico.

Queremos o PMDB e os partidos religiosos como aliados do projeto que ganhou as eleições nas urnas; não queremos uma aliança subordinada às negociatas nem aos golpistas.

Nunca na história deste país o povo foi tão respeitado como foi nos governos Lula e Dilma. Não recuaremos passivamente. Se for necessário lutar para defender nossos direitos, além de votar, lutaremos!

Este sistema eleitoral precisa ser reformado imediatamente. Os partidos precisam respeitar os programas eleitorais e governar executando o que prometeu aos eleitores.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Clovis Rossi e a Bandiera Rossa na Grécia

Este é o nosso velho Clovis Rossi

Todo mundo sabe que eu gosto muito de Clovis Rossi mas que andava sentido com suas matérias. Não sei se é porque estamos ficando velhos, mas eu vinha achando que ele estava ficando conservador. Mas, ler seu artigo publicado na Folha de hoje foi uma doçura.

Ele lembrar que os velhos militantes de esquerda voltaram a cantar a Bandiera Rossa e relembrar os velhos tempos quando sonhávamos com um mundo socialista, democrático, com economia de mercado e sem o stalinismo, foi maravilhoso.

Como somos filhos da Guerra Fria, temos valores enraigados que não nos libertamos. Alguns, como os velhos militantes do Partidão, até viram direita golpista, como Roberto Freire. Mas os velhos militantes, sejam eles stalinistas, trotkistas ou igrejeiros, quando ouvem falar das velhas canções, dos velhos hinos, sempre voltam a se emocionar.

Concordo com tudo que está escrito no artigo de Clovis Rossi, inclusive quando ela fala do surgimento da direita organizada na Europa e mesmo no Brasil.

Visitando Atenas há alguns anos, a guia turística nos contou que a palavra "cínica", na Grécia antiga, queria dizer "a pessoa que não gostava de política". Fiquei impressionado porque sempre achei que estamos vivendo uma era dos cínicos, mesmo sem saber esta história antiga dos gregos.

Agora, com esta nova eleição, quem sabe a Grécia ajude o mundo a retomar a política como algo que dignifique a humanidade. Eu, mesmo ficando velho, continuo gostando de religião, de política e de história. E de pessoas como Clovis Rossi...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Grécia sinaliza novas esperanças

É preciso repensar os Estados e os Partidos Políticos

É comum ouvirmos falar em "envelhecimento de uma marca ou de um produto", mas não é comum ouvirmos falar em "envelhecimento de um sistema". O sistema político republicano, capitalista, oriundo da Revolução Francesa e do capitalismo industrial inglês está velho e não tem mais legitimidade para governar com eficácia e agilidade.

O Capitalismo Financeiro requer uma sociedade protegida por um sistema de representação melhor e mais ágil contra os abusos dos especuladores financeiros. Os governos, e por tabela, os partidos políticos, estão subordinados aos interesses internacionais do capitalismo financeiro e perderam sua capacidade de colocar os interesses do povo em primeiro lugar.

Em 2008 os Estados Unidos e a Europa foram abalados pela maior crise depois de 1929, levando o mundo ao desemprego e ao arrocho salarial, além de muitas falências e crises econômicas na agricultura e no comércio.

Os Estados Unidos estão se recuperando primeiro lugar, antes outros países porque, além de ser o maior mercado consumidor do mundo, tem o poder de imprimir dolar e definir taxa de juros conforme seu interesse e assim transferir inflação para os outros países, facilitando a sua retomada do crescimento. Enquanto isto, a Europa patina e o povo europeu sofre.

A Grécia está vivendo com uma crise econômica imensa e 25% de desempregados, sendo que na juventude, o desemprego chega a mais de 50%. É uma calamidade pública! Mas os bancos e a Comunidade Europeia estão mais interessados nos ajustes econômicos do que na qualidade de vida do povo grego.

Só que na Grécia, regularmente, tem eleições. E o povo foi testando os partidos e seus candidatos. Votou nos socialistas, não melhorou; votou na direita, piorou e agora votou na esquerda mais ousada do que os socialistas. Quem sabe agora o povo seja mais respeitado!

Na Espanha houve o mesmo processo. Derrotaram os socialistas e elegeram a direita. A situação que era caótica melhorou, mas o desemprego continua grande. Tudo indica que o povo espanhol vai votar na esquerda, mais a esquerda do que os socialistas do PSOE. Quem sabe assim a Espanha ponha limites na ganância do sistema financeiro internacional.

A Europa tem a vantagem de ter o Parlamentarismo, em vez do Presidencialismo. Assim, fica mais fácil de trocar governos que não dão certo. Mas não tem sido suficiente. Quem sabe não esteja na hora de se repensar o sistema de governo e a lógica partidária. Em vez da forma atual de se governar, delegando muito poder aos governos e aos partidos, por que não avançar para uma forma de representação e de governo formada através de Conselhos Participativos?

Se analisarmos o Brasil, a conclusão é muito pior do que a Europa.
Aqui, nem parlamentarismo temos. Quanto mais democracia participativa.
Aqui, cada poder quer mandar mais do que o outro. Seja ele Executivo, Legislativo ou Judiciário. E o povo que se dane!

A Grécia, além de discutir sua crise econômica,
bem que poderia discutir também uma nova forma de Democracia.
Se isto acontecer, poderemos afirmar que renovam-se as esperanças…

domingo, 25 de janeiro de 2015

Nem maldade, nem bondade. Mais diálogo

Economia, política e sociedade

Nem o ministro da fazenda é mais importante do que a política, nem a política é mais importante do que a economia. Não há dois governos, ou vários governos. Há apenas um governo federal, 27 governos estaduais e mais de cinco mil governos municipais. Além do Congresso Nacional, o Judiciário, a Imprensa, os empresários nacionais e internacionais e o povo brasileiro, pulverizado e fragilizado.

Considerando também que falta água, falta luz, falta saúde pública, falta escola pública de qualidade e também falta transporte coletivo para os mais pobres. Em vez de ficar um acusando o outro, em vez de se buscar "bodes expiatórios", o melhor é se constituir instâncias coletivas de construção de consensos ou de maiorias com mais legitimidade.

Podemos tentar o Consenso Coletivo com transparência e participação dos representantes dos vários segmentos da sociedade brasileira. Quem tiver representante ruim que procure melhorar sua representação. Por exemplo: o CFM - Conselho Federal de Medicina. Este transformou-se num aparelho hostil de oposição do governo Dilma e ao PT. Podemos ignorá-lo? Não. Mas não podemos ficar reféns dele. Precisamos incluir outras representações médicas para garantir a diversidade da profissão. O mesmo vale para o Congresso Nacional, os trabalhadores, os empresários, o judiciário e a imprensa.

Com transparência e a participação mais ampla da sociedade, fica mais difícil de haver manipulações e mentiras. Por exemplo: a crise de água no estado de São Paulo. Toda a imprensa escondeu a crise de água em função de estar apoiando e à serviço do PSDB e de Alckmin. Terminada a eleição, como a crise chegou ao limite máximo, agora a imprensa diz que é culpa de Dilma e de Alckmin. Pode?

O mesmo raciocínio vale para a Petrobras e a Operação Lava Jato. Está faltando transparência, muita transparência. Poderíamos fazer um acordo para a Petrobras poder trabalhar sem fraude daqui para frente e tocar a operação lava jato sem inviabilizar a Petrobras. Que se ponha os culpados na cadeia. Mas, que se garanta o acesso ao processo. A PF e o Juiz Moro estão com poder demais. E o STF, para que serve?

A maior autoridade para propor a constituição de foruns participativos de análise e apresentação de propostas para superar os problemas econômicos, de água, luz, saúde, transporte, educação e corrupção é a presidente Dilma.

É hora de mudar, principalmente de comportamento. Errar juntos é melhor do que acertar sozinho. Chega de bonapartismo e despotismo nos governos. Democracia é plural. E o Brasil é de todos os brasileiros e brasileiras.

Vamos praticar o Consenso Progressivo?

Trabalhar coletivamente é melhor e mais democrático do que trabalhar sozinho. Ser governante não é ser dono ou ter poder absoluto. Como dizia Vinícius de Moraes: É melhor sofrer junto à viver sozinho. Na dúvida, os foruns plurais dão seu parecer e as instâncias legais decidem a partir das discussões com amplos setores da sociedade. É como criar filhos. Dá trabalho mas é participativo e mais legítimo. Com amor é melhor do que com autoritarismo...

sábado, 24 de janeiro de 2015

China já é o maior mercado consumidor do mundo

Maior do que USA e Europa

Dados da China deixam o mundo com inveja.
Vejam alguns exemplos:
A renda pessoal do chinês cresceu, em 2014, 8% quando medida em relação ao ano anterior. A participação do consumo das famílias, pela primeira vez, ultrapassou os 51% do PIB. A China é, cada vez mais, uma sociedade de consumo, deixando o discurso comunista como passado. Chineses já compram mais automóveis que os americanos e europeus.

Todas estas informações estão contidas no bom artigo do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, publicado na Folha de ontem, sexta-feira.

E o Brasil, para onde vai?

Brasil vende tudo para estrangeiros!
Vende universidades, serviços telefônicos, água, luz, transporte terrestre, aviação, minérios, automóveis, agricultura, editoras, tudo, tudo, tudo. 

Na verdade falta abrir plenamente para os estrangeiros a área de imprensa. A mídia em geral. Esta é uma grande contradição dos empresários. Ficam defendendo a internacionalização de tudo, mas querem reserva de mercado para rádios, jornais e TVs. 

Está na hora de abrir o mercado de comunicação. Chega de protecionismo!

Por falar em internacionalização da Educação, da Saúde, dos Convênios Médicos e tudo mais, vejam a matéria da Folha de ontem:

"Entrada de capital de fora do país no setor hospitalar, até então proibida, foi liberada por medida provisória". 

A Amil já foi comprada pela United Health, e a Intermédica, vendida para o grupo de investimentos americanos Bain Capital.  

Queremos que a presidente Dilma faça uma MEDIDA PROVISÓRIA abrindo o mercado de comunicação nacional para as multinacionais. Se é para privatizar e internacionalizar tudo, que façam também com a mídia.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Dias piores virão?

Um ano de ressaca

Tudo bem que as eleições de 2014 foram difíceis, mas o ano de 2015 não precisava ser tão complicado como está sendo desenhado. Logo logo teremos as eleições das mesas do Confresso Nacional e os parlamentares vão ficar mais assanhados. 

Agora podem quebrar o sigilo bancario de qualquer um alegando a operação lava jato. O engraçado é que este qualquer um é sempre o pessoal ligado ao governo federal e ao PT. Nem a Justiça está sendo neutra e muito menos a PF, polícia federal. E a imprensa vibra...

Além da baixaria política, teremos também um ano sem crescimento econômico e a equipe economica fazendo ajustes fiscais e financeiros. O negócio deixou de ser consumir para poupar, guardar dinheiro para os dias difíceis. Nem fazer investimento serve mais.

Vamos ver como vai ser o Natal de 2015.

Quem viver, verá.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A Economia vai parar!

Mesmo que seja só em 2015

Quem planejou crescimento econômico pode replanejar e adaptar-se a nova política econômica de recessão. Tudo isto para garantir que as agências de rating não rebaixem a avaliação do Brasil.

Pode ser que o motivo justifique a recessão monitorada, mas o governo poderia ter combinado com os amigos, em vez de só combinar com os inimigos.

O governo está ficando muito bem com os banqueiros, mas a militância que fez campanha, que foi xingada pela imprensa tucana e neoliberal, está bastante preocupada e achando que não valeu a pena.

É fundamental que a presidente Dilma faça um gesto, um cafuné na militância .

A gente não quer só comida, a gente quer também carinho, lazer e segurança.

A gente quer ser feliz, sem medo da economia e dos economistas.

Nós acreditamos em Dilma e em Lula. A gente não desiste!

O PT também precisa ouvir o clamor da militância.

Queremos um PIB para o povo se sentir seguro e feliz.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

É hora de negociar

O Brasil precisa de Reformas

Há um consenso nacional de que o Brasil como está não está bom.
Além da economia cheia de incertezas, os atores sociais vivem um momento intenso de desconfiança recíproca. As eleições, que numa situação normal, serviria para acalmar a situação ao definir o tamanho de cada força social, serviu para aumentar a desconfiança.

Ou alguém leva este novo Congresso Nacional a sério? Ou alguém acha que o que está acontecendo com a Petrobras é apenas uma questão de corrupção e de justiça? Ou alguém acha que pode confiar cegamente na Polícia Federal ou nos juízes? Ou alguém ainda acha que nossa imprensa é neutra? Ou até mesmo que nossos religiosos são apenas religiosos?

Neste quadro geral de incertezas e desconfianças, precisamos tocar nossa vida, nosso emprego, nosso trabalho e nosso negócio, além da vida familiar e da nossa saúde.

Acontece que o sistema eleitoral está falido e degenerado, onde os partidos se coligam de forma promíscua, apoiando um ou outro aliado ou adversário conforme a conveniência. Sem ética e ideologia nenhuma...

Como falar em dinheiro ou fazer negócio com tanta promiscuidade?

Precisamos construir uma nova hegemonia.
Precisamos construir uma maioria que coloque o Brasil em primeiro lugar.
Parece que tem muita gente querendo isto mas tem medo de ser o primeiro a abrir a boca e fazer a proposta.

Precisamos de Reformas Econômicas, Políticas e Sociais.
Precisamos de uma Nova Constituinte!

Mais uma vez, a iniciativa deveria vir por parte dos trabalhadores e dos empresários. Não devemos esperar que a iniciativa seja do governo ou dos políticos. Estes estão contaminados pela regra eleitoral. Lembrem-se que no Brasil temos eleições um ano sim outro não. É pior do que a distribuidora de gás de cozinha.

Antigamente tínhamos a Fiesp e o PNBE como bons interlocutores dos empresários. Hoje a Fiesp virou cabide eleitoral partidário e o PNBE deixou de existir. Os empresários estão sem representação legítima. Já os trabalhadores, têm várias centrais sindicais, antes eram apenas duas, mas todas elas estão mais surpreendidas com a nova equipe econômica do que em condições de acreditar em diálogo para valer.

Para que haja Reformas para valer, é preciso que haja legitimidade dos interlocutores. Caso contrário todas as reformas feitas serão superadas em curto prazo.

Vamos formar mesas de negociação? Vamos negociar?
Vamos indicar comitês de arbitragem? Não precisa ser obrigatoriamente nenhum advogado, juiz ou promotor. Basta ser alguém com credibilidade social.

É hora de negociar e mudar o Brasil,
para transformar nosso país num grande competidor internacional.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Economia e Desorganização

Ajustes Fiscais com ou sem recessão e desemprego?

Nos últimos anos, estamos convivendo com mortes em nome da necessidade de se organizar a economia. Quando são guerras como a do petróleo, morrem milhares de forma direta e bem visíveis. Mas, no dia a dia, vemos milhares de pessoas serem desempregadas, abandonadas quando doentes e também despejadas de suas moradias. Tudo isto em nome da necessidade de AJUSTES ECONÔMICOS.

 O Brasil viveu uma das maiores disputas eleitorais da sua história. Dois projetos econômicos estavam abertamente em disputa. O neoliberal e recessivo representado pelos tucanos e pela grande imprensa, e o desenvolvimentista e distribuidor de renda representado pelo PT e os movimentos sociais.

Passada a eleição, o governo Dilma, antes mesmo de tomar posse para o segundo mandato, começa a implementar medidas recessivas em nome do AJUSTE FISCAL, para equilibrar o orçamento nacional. Esta mudança de discurso e de prática deu oportunidade à oposição neoliberal denunciar que a presidente estava praticando estelionato eleitoral, porque está aplicando a política defendida pelos tucanos.

Independente do nome que se dê aos ajustes econômicos implementados pela nova equipe econômica, a realidade é que são medidas que devem diminuir o poder de consumo, desestimular o investimento e aumentar o desemprego. Podemos discutir a profundidade das medidas, mas não podemos admitir a negação dos fatos. São medidas recessivas que visam diminuir a inflação, equilibrar o orçamento do Estado e acalmar o mercado conservador.

Baixar a inflação e aumentar o crescimento econômico só se faz com recessão e desemprego? Para que servem tantos economistas se existir apenas um único modelo de combate a inflação? Tanto nas universidades como na história sabemos que há vários modelos de desenvolvimento econômicos. E temos certeza de que o modelo econômico implementado por Lula e Dilma não está superado nem acabou. A imprensa está tentando impor esta visão de derrotados e que o neoliberalismo é a solução.

Precisamos amplificar o debate, precisamos garantir a defesa do emprego e do crescimento econômico, incluindo a defesa da Indústria e da Agricultura para exportação. O Brasil precisa voltar a ser competitivo internacionalmente. A tarefa de defender o Brasil não cabe apenas ao governo. É tarefa dos trabalhadores, dos empresários e dos governos. É o país que está em jogo.

As Centrais Sindicais e os movimentos populares precisam chamar o governo ao grande debate nacional: Como garantir as conquistas sociais e manter a economia brasileira competitiva internacionalmente.

A Economia não pode ser pretexto para desorganizar à sociedade e provocar desemprego e recessão.
Devemos retomar às grandes negociações entre Governo, Empresários e Trabalhadores.
Se houver recessão, a população irá para as ruas exigir emprego, salário e políticas públicas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O velho Estadão faz 140 anos

E continua melhor do que o "novo Estadão"

Com quatro cadernos e 72 páginas, o Estadão deste domingo comemorou seus 140 anos de existência. Realmente um passado glorioso e histórico! Pena que o jornal tenha perdido sua principal qualidade: o de ser representante do empresariado paulista sem ser neoliberal e cínico.

Talvez por falta de dinheiro, o velho Estadão tem mantido as aparências do velho e bom jornal, mas tem assumido um lado cínico e provocador típico dos tucanos intelectuais que escrevem tanto na parte de política. Sou assinante e todos os dias fico olhando o jornal e pensando em cancelar a assinatura. No entanto, sempre que folheio os cadernos de Economia, o setor internacional e o Caderno 2, chego a conclusão que boa parte do jornal ainda não está contaminada.

Quanto aos quatro cadernos comemorativos, o melhor artigo ficou no terceiro caderno, lá no meio de outras matérias. Quase que não a vejo.

Na página H60, depois de várias fotos e pequenos textos, aparece um título:

"O duplo olhar de um correspondente"- um ótimo artigo do lendário GILLES LAPOUGE. Um texto histórico e que bem representa a vida do jornal e do Brasil.

No entanto, no geral, os quatro cadernos são muito interessantes. Inclusive quando fala que o jornal apoiou o gole militar de 1964 mas se refez rapidamente. Fatos como estes só valorizam o passado do jornal.

Quanto ao presente, parece que o jornal está à venda. Tomara que apareça um grupo internacional de qualidade para comprar, fortalecendo a diversidade da imprensa brasileira. Este monopólio neoliberal e cínico está matando a nossa tênue democracia.

Parece que o Banco Itaú é o maior credor do jornal.
Talvez a família Bracher pudesse ajudar a encontrar um bom comprador.

E por falar no bom e velho Estadão, e da qualidade do Caderno 2, leiam longa reportagem sobre o filme LEVIATÃ. Vale tanto como crítica ao Estado moderno, como crítica à imprensa manipuladora. No filme, o único setor que não foi representado criticamente foi a imprensa, justamente por que naqueles rincões não existe jornal, embora já exista celulares e internet.

Por enquanto, vou mantendo minha assinatura e mantendo meus elogios ao passado do família Mesquita e seu glorioso Estadão. O Brasil agradece e reconhece a grande contribuição.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Belluzzo pela Esquerda e Marta pela Direita

O Governo Dilma sob fogo cruzado

Não bastasse a guerra suja da imprensa contra o governo Dilma e contra o PT, agora a militância e todos os brasileiros e brasileiras estão vendo o governo sob fogo cruzado de aliados históricos.

Ver a senadora petista por São Paulo e ex-prefeita, Marta Suplicy, dar pérolas aos porcos ao alimentar jornalistas que são inimigos históricos do PT como forma de ganhar espaço na imprensa conservadora e tucana para tentar garantir vaga na disputa para a prefeitura de São Paulo no ano que vem, pode significar que  Marta esteja liberando seu lado mais independentista, talvez de forma premeditada. Ela sempre se colocou acima do partido.

Gostemos ou não, Marta foi a melhor prefeita e prefeito que São Paulo teve nos últimos quarenta anos. Isto mesmo, desde Covas, ninguém foi melhor do que Marta, apesar de seu comportamento desagradável, muitas vezes. Isto lhe dá direito de aliar-se com a oposição golpista e desonesta para tentar garantir vaga na disputa? Creio que não. Não podemos reforçar o vale tudo na política. Precisamos manter a coerência e ser educativos com a militância e a sociedade.

Além do inferno astral petista com as declarações de Marta Suplicy, agora vemos em outro front tão importante quanto, o importante economista e conselheiro dos governos Dilma e Lula, dar entrevistas tanto para o importante jornal econômico VALOR, como para o Estadão deste domingo.

Belluzzo fala como grande especialista em economia, profissional que participa de governos desde a época de Ulisses Guimarães e companheiro dos petistas de primeira hora. Como dizemos: Belluzzo vem pela esquerda. Não abriu mão da boa prática política.

E o quê está dizendo Belluzzo?

Que a política de ajuste fiscal que o novo ministro da Fazenda, Levy, vem aplicando com a devida autorização de Dilma e o silêncio do PT está "na contramão da história".

Como Belluzzo é uma pessoa muito educada e respeitosa, ele dá nomes aos bois, diz as datas de quando apresentou propostas diferentes e diz o que cada posição está representando. Talvez o tempo lhe dê razão.

E não me venham dizer que as críticas de Belluzzo são críticas de ressentido que queria ser ministro e não foi convidado. Não acredito nesta hipótese.

Na democracia, a voz final é sempre do povo que elege os governos e os parlamentares.
Como ainda estamos na democracia, recomendo que analisemos com muita atenção tanto as entrevistas de Marta Suplicy como as entrevistas cuidadosas do professor Belluzzo. Afinal, se a economia melhorar com Levy, Dilma e o PT podem melhorar já no ano que vem e isto inviabilizar as críticas de Marta Suplicy. Mas se a economia continua neste fogo-morto, Marta vai crescer e disputar a prefeitura juntamente com Russomano e Haddad. E aí podemos viver em São Paulo o que já vivemos há tempos em Porto Alegre...

Enquanto o Campeonato Brasileiro de Futebol não começa, vamos ficar de olho nos ataques pela direita e pela esquerda, para ver como serão os resultados do Governo Dilma. Eu prefiro que dê certo aliando-se ao povo e à militância, mesmo que a vaca tussa...

P.S.:
Já que tanto Marta Suplicy quanto Belluzzo falam francês, recomendo a leitura do ótimo livro de Jean-Marc Daniel: 8 Leçcons d'histoire économique. Croissance, crise financière, réforme fiscale, dépenses publiques.  Uma preciosidade de estudo econômico e histórico!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Calor de matar em São Paulo

E ainda falta água...

Não dá para suportar. Andar na rua durante o dia está de derreter. Fazer feira no sábado de manhã está uma tortura e até as plantas ficam derrubadas...

Vejam estas gloriosas mariazinhas...



Em pleno sol de uma da tarde no horário de verão, ou meio dia no horário normal, as flores ficam caídas e voltam a ter vida à noite.

Agora vejam estas lágrimas de Cristo...


Vão secando e secando. Já duraram muito. Agora só quando a temperatura baixar obtiver o muita água para regar as plantas.

E o governador ainda continua negando o racionamento de água. Este é o Brasil que temos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Vitória dos Metalúrgicos da Volks no ABC

Vitória da Classe Trabalhadora
Aleluia! Aleluia!
Quando vemos a cada dia os neoliberais e conservadores ganharem força, temos que comemorar com todas as energias esta grande vitória dos Operários da Volks no ABC paulista. Além da capacidade de luta dos operarios, tiveram o apoio dos operarios de outras montadoras e da classe trabalhadora brasileira. Um sinal dos tempos nesta época de vacas magras.
Enquanto o governo federal fica acuado pela pressão dos empresários e do Congresso Nacional conservador, os movimentos sociais precisam se organizer, se mobilizar e ir à luta direta contra a pressão recessiva e a perda de direitos trabalhistas e sociais.
Se é para vivermos num “parlamentarismo informal”, somente a Ação Direta da Classe Trabalhadora vai manter as conquistas do governo Lula e Dilma.
Dia 19 as Centrais Sindicais terão reunião com vários ministros de Dilma, mas os jornais estão informando que Levy, Ministro da Fazenda, estará reunido com os empresários. A correlação de força é desigual, mas podemos mobilizar o povo contra a pressão neoliberal dos empresários.
Mais uma vez, Parabéns aos Metalúrgicos do ABC.
Vejam a materia que saiu no site da CUT.
Vitória no ABC:
Trabalhadores são readmitidos pela Volks
Pressão do sindicato garante que 800 metalúrgicos voltem ao trabalho; luta garante também R$ 16 mil em PLR e abono salarial
Site da CUT – 16/01/2015
A luta dos metalúrgicos e metalúrgicas do ABC e da CUT garantiu nesta sexta-feira (16) a reintegração dos 800 trabalhadores demitidos arbitrariamente no final de 2014, além de abono salarial e Participação dos Trabalhadores nos Lucros e Resultados (PLR).
É incomparável a força dos trabalhadores quando são solidários, quando lutam, quando se organizam. A greve, a mobilização, atuação do sindicato, a solidariedade dos trabalhadores foram decisivas para essa readmissão.
Carmen Foro, presidenta da CUT em exercício

“Nós garantimos que R$16.576 sejam pagos aos trabalhadores a título de PLR e abono ainda no mês de janeiro, que os 800 trabalhadores fossem reintegrados e também a abertura de um Programa de Demissão Voluntária, que não é para todos os trabalhadores da fábrica”, afirma Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O Programa de Demissão Voluntária (PDV) será aberto a um grupo de cerca de 2500 trabalhadores.
“Essa luta foi feita com base nos direitos e para garantir os direitos. Exercemos o direito de greve, à luta e ao direito de manifestação. Tivemos todas as premissas do que é fazer a boa luta.
A assembleia de trabalhadores vibrou em dois momentos: no anúncio da readmissão dos companheiros e no anúncio do pagamento dos abonos em 20 de janeiro”, complementa.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a remuneração salarial terá reajuste pela inflação mais aumento real a partir de 2017 com garantia de emprego até 2019, como havia na proposta anterior. Em 2016, o valor terá reajuste pelo INPC integral.
Para Carmen Foro, presidenta da CUT em exercício, a reintegração dos metalúrgicos e metalúrgicas dispensados é simbólica. “O sucesso da luta dos trabalhadores do ABC representa também a vitória contra outras possíveis demissões que se desenhavam em outras partes do Brasil”.
Carmen ressalta, ainda, a necessidade de união e trabalho conjunto para os trabalhadores terem suas pautas atendidas. “É incomparável a força dos trabalhadores quando são solidários, quando lutam, quando se organizam. A greve, a mobilização, atuação do sindicato, a solidariedade dos trabalhadores foram decisivas para essa readmissão”.  

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quando o milagre acontece

Idoso perde a memória e é salvo por estranhos…

Vivemos num mundo estranho, onde a imprensa mostra diariamente um mar de notícias ruins, reforçando a imagem de que devemos desconfiar das pessoas e das instituições. Mas, nesta segunda-feira aconteceu algo raro em São Paulo.

Um senhor de idade veio do interior de Pernambuco visitar os parentes em São Paulo. Quando chegou na rodoviária não tinha ninguém a sua espera. Com as chuvas ele não conseguia telefonar para os parentes que moram aqui. Sem saber o que fazer começou a procurar informações sobre como chegar no bairro onde os parentes moram. Recebeu informações confusas e mesmo assim tentou ir…

Com tantas preocupações e ansiedades, o tempo foi passando a noite chegou e ele continua nas ruas tentando chegar à casa dos parentes, mas sem saber como… Já no outro dia, bem cedo, um casal que estava no ponto de ônibus percebeu que um senhor dormia no chão perto de uma parede, estava bem vestido e tinha uma mala ao seu lado. Não parecia mendigo nem morador de rua.

O casal que estava no ponto de ônibus dirigiu-se ao senhor que dormia no chão e perguntou-lhe se ele queria ajuda. Receberam a resposta de que ele não se lembrava de nada. Tinha perdido a consciência… O casal então perguntou se ele tinha algum telefone de alguém, o senhor respondeu que não sabia. O casal começou a procurar entre os papeis que o senhor guardava algum nome, algum telefone. Finalmente achou o nome de uma mulher. Tentaram ligar mas não atendiam. Talvez ainda fosse problema da falta de energia por causa das chuvas. Resolveram levar o senhor para a casa de um deles.

Deram café, ofereceram banho e disseram que ele poderia ficar lá até conseguirem falar com a pessoa. Depois de algumas horas, finalmente conseguiram falar com a mulher, que era a sobrinha do senhor que dormia na rua.

Quando a sobrinha chegou para buscar o tio, ele emocionado foi recuperando a memória e contou que à noite tinha sido levado para um albergue por moradores de rua e que, como precisa sair cedo, dirigiu-se até o ponto de ônibus onde pretendia continuar a procura dos parentes e acabou adormecendo no local.

A sobrinha, em nome da família, agradeceu muito ao casal que tinha protegido e acolhido seu tio. Os colegas de trabalho também comemoraram a alegria da colega em ter seu parente de volta.

E todos ficamos encantados em ver que em São Paulo, apesar de tudo de ruim que se fala desta cidade, ainda existe gente que faz o bem e que tem coragem de acolher um desconhecido. Eu, que sempre fui uma pessoa de religiosa, cheguei mais uma vez a conclusão de que:

Milagres acontecem!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Está difícil viver em São Paulo

Falta água, chove muito e temos medo

Muito calor, muita barata, muita chuva no final da tarde,
falta luz, faltam semáforos, falta segurança, sobra o medo...

São Paulo da garoa não existe mais...
São Paulo das oportunidades de trabalho anda sumida...
São Paulo da segurança, há anos desapareceu...

O quê está acontecendo com São Paulo?

Os políticos se declaram em partidos políticos diferentes,
mas se locupletam nas administrações municipais, estadual e federal.
São amigos pela manhã, inimigos à tarde e cúmplices à noite...

A imprensa tem apenas um olho.
Isto é, todas as notícias estão subordinadas à posições políticas dos donos.
Por exemplo: A falta de água em São Paulo seria motivo de impeachment se fosse num governo petista. Como é num governo tucano, até o judiciário fica servil.

E o povo, como fica?
Fica refém disto tudo e sem perspectivas a curto prazo.
Como recuperar a qualidade de vida de São Paulo?
Como recuperar a esperança e a confiança em nossa Cidade e nosso Estado?

Enquanto não temos estas respostas, temos que esperar o horário do rodízio para sair de casa e continuar mais um dia com calor pela manhã, chuva à tarde e muito medo na hora de voltar para casa. Medo das árvores caídas, das enchentes e da insegurança.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A Carta Capital amarelou?

CFM na Carta Capital?

Voltei de duas semanas de férias e quando cheguei ao local de trabalho, a primeira coisa que fiz foi pegar a revista Carta Capital para dar uma olhada. Principalmente porque a capa era sobre "A Tormenta na Petrobras".

Para minha tristeza, nas páginas 2 e 3, páginas nobre da revista, de cara vi uma grande propaganda de duas páginas com as chamadas: "De um lado, falta quase tudo"e "Do outro, sobra dedicação e luta pela saúde". Fui ler os textos correspondentes a cada lado e logo percebi que era contra o governo federal.

Aí fui ver quem eram os patrocinadores da propaganda. Para minha surpresa eram o CFM - Conselho Federal de Medicina e os CRMs - Conselhos Regionais de Medicina. Inimigos atrozes do governo federal. Oposicionistas que usam recursos de impostos para fazer campanha contra o governo federal, principalmente o Mais Médico.

O CFM diz que:

De um lado… faltam leitos e medicamentos. Falta infraestrutura nps postos de saude e hospitais. Faltam condições de trabalho e de atendimento. Falta estímulo para médicos e profissionais de saude que baixos salarios. Faltam recursos para a saude e competencia para gerir a verba publica. Falta respeito por parte dos planos de saude que cometem abusos contra médicos e pacientes.

Do outro… sobra dedicação e luta pela sua saude.

A Carta Capital pode e deve ter publicidade. Mas deve zelar pelo conteúdo das propagandas. Não é apenas pagar. O conteúdo desta propaganda do CFM na Carta Capital é mais manipulação de informações do que as atribuições dos Conselhos Federais exigem.

O CFM combina mais com a revista Veja do que a Carta Capital.

Vamos fazer uma campanha para manter a Carta Capital como a melhor revista do Brasil?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O mundo está mudando

Nós também estamos mudando

Na França, milhões de pessoas vão às ruas contra a violência e a rigidez religiosa.
O terrorismo individual ou coletivo gera muita insegurança.
Vivemos a sensação de insegurança generalizada.
Isto vale tanto para a França como para o Brasil e qualquer outro país do mundo.

Para que estão servindo os governos?

Os governos não protegem as vidas. Os assassinatos acontecem todos os dias.
Os governos não protegem os empregos. Há demissões nos mais diversos níveis.
Os governos não protegem a economia. Há instabilidade em todos os setores.
Os governos não protegem a saúde para todos. A precarização atinge o setor público e o privado.
Os governos não protegem a educação. Há um vazio entre o que se aprende e o que se encontra na vida.

As pessoas precisam de mais segurança.

Na insegurança, as pessoas apoiam o "olho por olho e dente por dente" e autorizam o Estado a matar, censurar e invadir a privacidade individual.  A liberdade que é uma grande conquista da humanidade começa a ser diminuída em nome da preservação da vida e da segurança.

No Brasil, além dos reflexos da insegurança mundial, temos as incertezas multiplicadas por mil quando vemos ou lemos os jornais e TVs. Enquanto o mundo ainda vê o Brasil como uma das grandes esperanças, nossa imprensa insiste em plantar a imagem do fim do mundo.

As redes sociais estão sendo a grande alternativa à manipulação da imprensa, porém, não é suficiente para tranquilizar o país. O governo precisa apresentar mais resultados, os movimentos sociais precisam estar mais perto do povo, tanto para ajudá-lo a entender o que está acontecendo, como para dar segurança.

Precisamos restabelecer o clima positivo no Brasil.
Precisamos reconstruir a unidade de ação entre os atores sociais progressistas.
Precisamos continuar mudando.
Mudando para melhor e com inclusão social.

O sonho ainda não acabou.

Acabou o ano de 2014. Como acabaram as eleições.
Agora estamos todos em 2015.
Para o que der e vier!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Dúvida para 2015: Saúde

O maior desafio do Brasil: Saúde em primeiro lugar?

Todo mundo apresenta números, mas ninguém está satisfeito.
A saúde privada é demorada, cara e nem sempre cura. Não é boa.
A saúde pública é demorada, bem demorada, difícil de ter acesso e nem sempre cura. Angustiante!

Como resolver o problema da Saúde no Brasil?

Os trabalhadores querem mais convênios.
Os que não têm convênios querem saúde pública da mesma qualidade dos convênios. Lembram do "padrão Fifa"? Por mais oportunista que fosse, reflete uma expectativa da população: Todos querem ser Classe Média Alta! Isto é muito bom, mas precisamos combinar como viabilizar esta riqueza.

Com a consolidação da democracia, precisamos discutir uma forma de diminuir ou mesmo acabar com as diferenças entre o Público e o Privado. Para praticar efetivamente a Cidadania, precisamos rediscutir a Democracia, diminuindo a democracia representativa e aumentando a democracia participativa. Assim, os profissionais da saúde - pública e privada - podem ganhar mais, a infraestrutura pode ser melhor e o povo ser bem atendido, desde que com a participação do próprio povo.

Não adianta ter médicos, se não tiver infraestrutura.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Dúvidas para 2015: Educação de Qualidade

Quantidade é importante, mais qualidade é fundamental

Da mesma forma que o combate à pobreza é imprescindível, o investimento na qualidade da nossa educação, tanto nas escolas, como nas comunidades e nos locais de trabalho, é imprescindível.

O Brasil de hoje garante vagas escolares para todos os segmentos sociais e em todo território nacional. Porém, quando comparamos nossa qualidade como os demais países do mundo e mesmo da América Latina, ainda estamos atrás de muitos.

Embora seja dado como fato consumado e que não se reverterá tão facilmente, a convivência entre o ensino privado, caro e de certa forma, de melhor qualidade do que as escolas públicas, excluindo aí as Universidades, cada vez mais será difícil se investir nas escolas públicas para estas ficarem melhor e mais acessíveis do que as privadas.

Já com as Universidades, o que constatamos é o contrário, os alunos das escolas privadas passam nos vestibulares das Universidades públicas e os alunos das escolas públicas são obrigados a cursarem faculdades privadas. Ainda mais quando conta com o financiamento do curso, sem risco para as escolas privadas, por terem garantias do governo.

Nesta equação acima, não tem orçamento que dê jeito. A conta não fecha e a população fica desprotegida. A não ser os que têm dinheiro.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dúvidas sobre 2015: Quanto vai crescer o PIB?

Um é pouco, dois é bom, três é demais?

Para os neoliberais, o PIB de 2015, como o de 2014, não chegará a 1%.
Para os lunáticos, o PIB de 2015, pode surpreender a todos e chegar a 3%.

Já os mais realistas, usam o ditado e dizem que:

1% é pouco em função do crescimento da população e do crescimento dos outros países;
3% é exagerado em função de que o Brasil não preenche requisitos competitivos para isto;

2% estaria de bom tamanho, considerando todos os desafios que enfrentaremos em 2015.

O que precisamos discutir melhor é que, nem o governo vai resolver estes desafios sozinho, nem os empresários terão competência para disputar o mercado internacional sem a ajuda do governo, nem os trabalhadores vão admitir que apenas o governo e os empresários decidam sozinhos o que fazer com a economia, o emprego e os salários.

Ou fazemos um grande acordo nacional, com câmaras setoriais e negociações tripartite, ou teremos um ano mais difícil do que o necessário.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dúvidas para 2015 - Emprego e Salário

Vacas Magras ou Vacas Gordas?

Os neoliberais defendem que o Brasil tenha um período de Vacas Magras, com mais desemprego e mais arrocho salarial como forma de equilibrar a economia. Os mesmos neoliberais não falam em conter os lucros das empresas, as remessas de lucro para o exterior, combater a sonegação e as manobras tributárias...

Já os desenvolvimentistas prometem que é possível conter um pouco os empregos e os salários, sem sacrificar muito os trabalhadores, principalmente os que já estão empregados, desde que, ao mesmo tempo se faça uma reforma tributária, se melhore a tabela de Imposto de Renda e se aumente as exportações.

Enquanto o governo vai tocando a economia agradando ora aos empresários e ora aos trabalhadores, ficamos sem saber se estamos passando por um período de Vacas Magras ou de Vacas Gordas. Na verdade, Vacas Gordas mesmo nós só tivemos no período do presidente Lula. Com Dilma tivemos muitas políticas públicas e a manutenção da política salarial da época de Lula. Já com FHC, além das privatizações, tivemos muito arrocho salarial e desemprego.

Em 2015, precisamos conter a inflação, manter os salários e os empregos, retomar as exportações, mesmo que seja necessário um critério tributário especial para as empresas exportadoras e um maior controle sobre o câmbio. Além da importância de se manter as políticas públicas.

A dúvida, portanto, é se teremos uma recessão de esquerda, ou uma recessão de direita.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Ética protestante e a Ética evangélica

O "Espírito" do Capitalismo e as Igrejas conservadoras atuais

Recuperar Max Weber para tentar entender o porquê do crescimento das igrejas pentecostais, ou evangélicas atuais, é muito importante, embora entender o protestantismo do início do capitalismo não seja condição suficiente para se entender as igrejas conservadores atuais.

"A ética protestante e o espírito do capitalismo procura compreender um fenômeno observado na passagem do século XIX para o XX: o maior desenvolvimento capitalista dos países de confissão protestante e a maior proporção de protestantes entre os proprietários do capital, empresários e integrantes das camadas superiores de mão-de-obra qualificada.

Max Weber procurou responder a essa questão articulando conceitos da então nascente sociologia alemã com a velha teologia protestante, para que o capitalismo fosse compreendido não em termos estritamente econômicos e materiais, como um modo de produção, mas como um espírito, isto é, uma cultura, uma conduta de vida cujos fundamentos morais e simbólicos estão enraizados na tradição religiosa dos povos de tradição protestante puritana."

Curiosamente, a América Latina, que era católica, está ficando evangélica. O Sul dos Estados Unidos está sendo invadido por igrejas latinas e hispânicas, todas evangélicas com rituais latinos. A África também está sendo invadida pelos evangélicos e mesmo a Europa, talvez com o aumento do desemprego e a crise de 2008, também está servindo de celeiro para os evangélicos.

Mais importante ainda é procurar entender por que o mundo está se polarizando entre o muçulmano e o mundo evangélico conservadores. A novidade é o fato de que a Igreja Católica, que vinha de forte atuação conservadora, com o novo papa Francisco começa a dar passos significativos para o centro social, isto é, contendo os conservadores e recuperando parte da ação social progressista como forma de conter o crescimento dos evangélicos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Aprendendo na Escola e na Vida

FGV também ensinava Movimento Sindical

Ainda durante a ditadura militar no Brasil, em pleno anos 70, quando ainda se prendia e matava no Brasil, durante o curso de Administração de Empresas na FGV-SP, tínhamos aulas de matérias optativas com professores mais progressistas como Edgard Carone e Maurício Tragtenberg, além de, no final do curso, com Olgária Matos entre outros.

Um dos livros recomendados pelo professor Edgar Carone foi "Movimento Operário no Brasil" (1877 - 1944) de sua autoria. Como vocês veem pelo título, incluía desde o final do século XIX até o ano de 1944, depois do Estado Novo varguista. Evidentemente que há muitos outros livros sobre o Movimento Operário e Sindical brasileiro, mas, o fato de uma escola de ricos como a FGV-SP também ensinar sobre o operariado mostra que os empresários, mesmo sendo beneficiados com a ditadura militar, também se preocupavam em conhecer a história dos trabalhadores.

Da mesma forma que com o fim do Estado Novo, a ditadura varguista, e o fim da segunda guerra mundial, o movimento sindical voltou a crescer no Brasil, com a fragilização da ditadura militar nos anos 70, também os trabalhadores voltaram a reconquistar seus sindicatos e a fazer greves.

Talvez as escolas brasileiras já não ensinem sobre o movimento operário e sindical, mas este movimento já é parte relevante do período recente. Foi de seu meio que surgiu o presidente da república melhor avaliado da nossa história e também surgiu a primeira central sindical da história nacional.

Está na hora de aprender mais com a vida e voltar a ensinar a versão dos trabalhadores e dos movimentos sociais nas escolas brasileira. Esta predominância neoliberal no ensino nacional é muito empobrecedor. O mundo é plural, e o ensino também precisa ser.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O Fascismo Brasileiro está de volta

Lembrando Hélgio Trindade

Quando ainda fazia cursinho preparatório para o vestibular da FGV-SP, já tomei conhecimento da importância de ler o livro de Hélgio Trindade - Integralismo - O fascismo brasileiro na década de 30. Era tido como o mais importante livro sobre o fascismo brasileiro.

Agora, em pleno 2014, quando o fascismo está voltando, transvestido de tucano, PSDB, anti Dilma e anti PT, é bom recuperar um pouco sobre o livro. Talvez esteja na hora de algum outro historiador ou sociólogo atualizar o estudo da ideologia fascista no Brasil.

Vejam umas poucas palavras do professor Cruz Costa - da USP na época:

"Hélgio Trindade pede-me que prefacie este trabalho, anteriormente publicado em francês e apresentado como tese de outoramento, em 1971, à Universidade de Paria sob o título de "L'Action integraliste brésiliene: un mouvement de type fasciste des annés 30.

Eu já lera a tese do jovem professor de política da Universidade de Porto Alegre e considero-a como o melhor e mais completo trabalho que se escreveu sobre o integralismo.... ...É verdade que fui testemunha, que vivi a época em que se desenrolou o curoto - e para nós - curioso e estranho episódio integralista, com as suas marchas, bandeiras, rufar de tambores, anaês e camisas verdes, ridícula imitação de outras marchas e camisas, destinadas estas a um mais trágico fracasso."

Vejam o que disse Celso Furtado: "A mais importante tese defendida na Sorbonne sobre o processo político brasileiro, nos seis anos que sou professor desta Universidade."

O Integralismo agora usa roupa nacionalista verde e amarela, usa a Bandeira Nacional para confundir os incautos, passando a ideia que querem o bem do Brasil e não defender os interesses de classe, da classe conservadora brasileira.

É um bom livro para se ler neste ano de 2015.
a história é importante para evitar certas tragédias.

domingo, 4 de janeiro de 2015

O que temos a ver com a Índia?

Alemão, chinês ou indiano:
Qual é o melhor modelo?

Conhecemos a capacidade militar dos alemães.
Conhecemos a capacidade produtiva dos chineses.
Mas, o que sabemos sobre a Índia?
Nem livros em português sobre a História da Índia nós temos.
E a história da humanidade passou pela Índia e tende a voltar a passar.

Com a criação dos BRICS - o bloco econômico composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África dos Sul, os brasileiros passaram a ter mais notícias sobre a Índia, deixando de saber apenas notícias sobre Buda, a cultura musical da Índia ou ainda sobre sua pobreza. Como o segundo país do mundo a ter mais de um bilhão de habitantes, além do fato de ter forte influência da cultura inglesa, a Índia tende a voltar a ser muito importante no cenário internacional.

Como não descobri um bom livro^sobre a Índia traduzido para o português, acabei importando o livro "Índia - a History" de autoria da John Keay. O autor, que como o nome mostra, não é indiano, mas um historiador, escritor conhecido mundialmente como expert em Sul da Ásia. Ele é também autor de mais de dez livros.

Este livro, apesar de estar em inglês e eu ainda não ter pleno domínio da língua, tem sido de grande utilidade para eu descobrir informações que eu nunca tinha imaginado antes. Uma outra alternativa à ausência de livros sobre a Índia em português, é pesquisar na internet.

Por terem o inglês como segunda língua, os indianos gozam de certa vantagem sobre os brasileiros. Mas, como temos apenas um pouco de duzentos milhões de habitantes, ante mais de um bilhão na Índia, creio que podemos compensar esta desvantagem.

sábado, 3 de janeiro de 2015

China passa USA, Japão e Alemanha

Para onde vai a China?

Outro dia, almoçando com um empresário, ele laconicamente disse:
"A China passou a Alemanha, nas exportações."
Junto com a afirmação havia uma mistura de inveja, admiração e medo.
Para onde vai a China?

A Rússia ruge mas não ameaça tanto a Europa e o mundo.
Os Estados Unidos ainda incomodam muito, mas já não impõem unilateralmente suas vontades.
O Japão brilhou, cresceu e acabou aceitando sua missão de complementar os Estados Unidos.
E a China? Quem conhece a China?

Em 2003, depois de me perguntar muitas vezes sobre o futuro da China, acabei comprando um bom livro: "Em busca da China Moderna - Quatro séculos de História". De autoria de Jonathan D. Spence e publicado em português pela Companhia das Letras. Um livro imprescindível para conhecer o passado e o presente da China.

Mais tarde apareceu um outro livro muito importante e escrito por Henry Kissinger: "Sobre a China". Kissinger relata em detalhes as negociações que tornaram possivel a retomada das relações diplomáticas e econômicas entre os Estados Unidos e a China.

Jornalistas brasileiros e estrangeiros têm ido morar na China como forma de aprender e entender este imenso e milenar país. Mas, enquanto os jornalistas aprendem, a China continua crescendo sem parar e superando seus concorrentes.

O que é mais interessante é que, enquanto os países imperialistas conquistas novos mercados e novos povos promovendo guerras e destruições, a China está conquistando todos os territórios sem disparar um tiro sequer. Apenas produzindo o que o mundo quer consumir, com preços imbatíveis e com a capacidade de entregar as mercadorias onde forem necessárias.

O século XXI sinaliza que a China e a Alemanha mudarão as configurações do mundo.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Uma nova História da Arte

A mesma Arte vista de forma distinta

"O que é arte e onde ela começou? Por que nós a fazemos e por que ela muda? Essas são algumas das muitas questões discutidas por Julian Bell na nova história da arte para o século XXI.

Desde que o ser humano começou a dar forma a materiais brutos até a instalação das mais modernas galerias, as pessoas sempre se sentiram atraídas pela criação de imagens, em todos os lugares do mundo.

Estilos e períodos vieram e se foram, e todavia elos intrigantes entre tradições aparentemente distantes ainda estão por ser explicados. Bell, ele próprio pintor, vale-se de uma vasta gama de objetos - alguns conhecidos, outros nem tanto - para mostrar que a arte é um produto de nossa experiência comum; que, à maneira de um espelho, ela pode refletir a condição humana e nossas preocupações culturais mais básicas.

Evitando o caminho seguido por histórias anteriores, Bell optou cuidadosamente por uma perspectiva global, criando justaposições que instigam e esclarecem o leitor: figuras dançantes de bronze do sul da Índia, esculturas românicas, tetos barrocos e manuscritos persas que parecem jóias são discutidos lado a lado, como testemunhos extraordinários de nosso instinto criativo universal."

Mais uma contribuição para se entender o mundo e a vida.
Mais uma contribuição para que possamos estimular a Arte e a Solidariedade.
Mesmo estando vivendo momentos tão difíceis...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Os sonhadores, os sonhos e a Arte

Novo ano e novos desejos

Podemos traduzir um sonho como um desejo experimentado e fantasiado na nossa imaginação quando dormimos. Há os que sonham acordados... A gente que gosta de História, também gosta de estudar o passado com suas guerras de conquistas, suas poesias e suas lendas.

Que tal aproveitar o início de um novo ano para ler um livro sobre a História da Arte?

É engraçado que quando vamos aos museus descobrimos que, junto com a História da Arte, aprendemos a história da ascensão e queda das nações, impérios e povos. Um bom livro para ter uma ampla visão sobre a história da arte é o de E. H. Gombrich que tem o sugestivo nome de... "The Story of Art". Creio que deva existir também em português.

"The Story of Art is the most famous and popular book on art eyer published.  For over 50 years it has remained unrivalled as an introduction to the whole subjetct, from the earliest cave paintings to the experimental art of today. Reades of all ages and backgrounds throughout the world have found in Professor Gombrich a true master, who combines knowledge and wisdom with a uinque gift for communicating directly his own deep love of the works of art he describes."

"A História da Arte é um dos mais famosos e populares livros sobre arte já publicados. Durante 45 anos, permaneceu incomparável como uma introdução a todo o assunto das mais antigas pinturas em cavernas à arte experimental de hoje. Leitores de todos os tempos e das mais diversas origens encontram no Professor Gombrich um verdadeiro mestre, que combina o conhecimento e a sabedoria a um talento excepcional para comunicar seu profundo amor pelas obras de arte que descreve."

Estudar Arte e estudar outras línguas aproximam os povos e possibilitam ter mais oportunidade de Paz e Integração Solidária. Vamos começar o 2015 tendo a Terra como nossa Pátria.