sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Ressaca do Natal

Lazer paulistano: Shopping

Como boa parte da população de São Paulo, que não vai para praia ou para o interior visitar os parentes, ficamos em São Paulo convivendo com o calor tropical e suas chuvas no final da tarde.

Além de repetir a comida da ceia de Natal por mais vários dias, fomos ao Shopping trocar presentes ou comprar coisas necessárias.  O maior lazer dos paulistanos é ir aos shoppings fazer compras, tomar cafezinho e ir aos cinemas, com estacionamento e mais segurança do que as ruas da cidade.

Entre as bugigangas compradas, nos deparamos com uma cena cada vez mais comum nas lojas. Pedimos para ver os modelos de porta-documentos e dinheiro para levar para viagem. A vendedora mostrou dois modelos. Um custava 35,00 reais e outro 89,90. Isto é, quase o triplo do preço. Embora os modelos fossem quase iguais e o tecido, idem.

O que justificava a diferença nos preços?

Um tinha uma marca "francesa" e o outro tinha uma marca "brasileira" ou algo parecido. Cismado eu ponderei com minha esposa: Aposto que os dois são feitos na CHINA. Bingo! Não deu outra. Os dois produtos eram fabricados na China, só que um tinha "grife" francesa. A lógica capitalista de consumo feminino estimula este tipo de coisa. Dois produtos iguais, sendo que um custa o triplo do outro só pela marca.

Vaidade! O capitalismo vive da vaidade, da inveja e do preconceito.  E os chineses, como bons comunistas, vivem de explorar o capitalismo do mundo... Que ironia! Os comunistas não conseguem viver sem os capitalistas.

Enquanto 2015 não chega, temos que conviver com nosso lazer de consumo, fazendo compras, dívidas que se juntarão ao IPVA, IPTU, material escolar dos filhos e tantas outras despesas do início do ano.

Ainda bem que a economia está em recessão. Assim o povo vai consumir menos, dever menos, ficar menos inadimplente e poderá ter um segundo semestre menos ansioso.

Um comentário:

  1. Que recessão é essa, Gilmar, que ao entrar nas lojas hoje aqui em Uberlândia parecia que havia passado um tsunami. As vendedoras falaram que venderam tudo, muito mais do que os patrões delas tinham previsto. Lojas Americanas, Livraria Saraiva, Rener, Magazine Luiza etc.

    Os caras que estão fabricando recessão são tão burros que estão perdendo dinheiro e lucro para fazer dupla com os desgraçados da mídia monopolizada.

    O mundo criado pelas famílias midiáticas é um e o mundo real das ruas e dos proletários consumindo é outro.

    Abraços e bom 2015,

    William Mendes

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