sábado, 20 de dezembro de 2014

O Bamerindus e a Herança de FHC

Apagando a História dos Bancos no Brasil

FHC completou a concentração de capital e poder, começada pela ditadura militar.  

O neoliberalismo implantado por Collor e FHC privatizou tudo que foi possível e fez uma Reforma Bancária, complementando a de Roberto Campos. Com a reforma bancária de Mallan e FHC, o sistema financeira nacional passou a existir somente com sedes em São Paulo. Acabou a concorrência e a União Federativa ficou enfraquecida.

A gana concentradora do sistema financeira pegou tanto os bancos públicos estaduais como os bancos privados de menor porte. O Bamerindus era um grande banco, mas era menor do que o Itaú e o Bradesco, os grandes beneficiários.

O Bamerindus era um grande banco do Paraná, de propriedade de Zé Eduardo Vieira, o banqueiro e empresário que mais ajudou na eleição de FHC. Como recompensa, teve seu banco intervido pelo Banco Central e vendido a preço de banana para o HSBC e o resto para o BTG.

Ver o Bamerindus ser despedaçado e vendido em pedaços dá uma tristeza muito grande. Mas o  Paraná e muitos empresários locais ainda não perceberam o quanto a política econômica concentradora foi ruim para a Democracia Nacional.

Bamerindus tem liquidação encerrada após ser vendido ao BTG Pactual

Por Eduardo Campos | Valor - 20/12/2014 às 10h52

BRASÍLIA  -  O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, declarou encerrada a liquidação extrajudicial do Banco Bamerindus do Brasil e empresas correlatas. O regime especial foi decretado em 1997. 
De acordo com o Ato do Presidente número 1.286, o fim da liquidação leva em conta “a aquisição do controle acionário da sociedade, que propicia a retomada de suas atividades econômicas sob nova administração, com alteração da denominação social para BSPE Participações e Empreendimentos”.
Em janeiro do ano passado, o BTG Pactual fechou a compra do Bamerindus por R$ 418 milhões. O dinheiro será pago ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), maior credor do banco, em cinco parcelas anuais.
O maior atrativo do Bamerindus eram seus créditos tributários. Com eles, o grupo BTG, que opera com lucro, poderá reduzir os impostos a pagar.
Em julho desde ano, a operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A marca Bamerindus, que pertence ao HSBC, ficou fora do acerto de compra. (Colaborou Carolina Mandl)


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