terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Armínio Fraga volta ao Mercado

A Privatização do Brasil

Dizem os especialistas em eleições que cada vez que Arminio Fraga dava uma entrevista Dilma crescia e Aécio caio. A vontade de Arminio privatizar o resto que sobrou do governo FHC é tão grande que ele esquecia que primeiro precisava ganhar as eleições.

Resultado, Aécio perdeu e Armínio voltou ao seu Fundo de Investimento que capta dinheiro no mercado internacional para comprar empresas brasileiras. O Gávea e o BTG são os dois maiores compradores no mercado nacional. Compram de tudo: farmácias, faculdades, hospitais, mineradoras e tudo que pode gerar dinheiro a longo prazo. É o capitalismo financerio internacional apropriando-se do capitalismo produtivo nacional. Com os brasileiros como intermediarios, evidentemente.

Com tanto bilhão de dólares disponível no mercado internacional, fica mais fácil comprar ações da Petrobras na bacia das almas. Ou o Brasil toma uma decisão política de proteger seu patrimônio ou em pouco tempo não sobrará nada…

Vejam mais esta materia do jornal Valor:

Gávea capta US$ 1,1 bilhão em novo private equity

Valor - 16/12/2014 às 05h00
Por Vinícius Pinheiro | De São Paulo

A Gávea Investimentos concluiu a captação de pouco mais de US$ 1,1 bilhão (R$ 2,95 bilhões, ao câmbio de ontem) para um novo fundo de private equity, que investe na compra de participações em empresas.
O fundo é o quinto da gestora criada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e que em 2010 teve o controle vendido para o J.P. Morgan. O volume captado é menor que o do fundo anterior, de 2011, que havia sido o maior já levantado para investimentos em empresas brasileiras, no valor de US$ 1,9 bilhão.
Com o dinheiro novo, a gestora amplia o poder de fogo para novos negócios. A escassez de fontes de capital alternativas em um momento de alta na taxa de juros deve favorecer a atuação dos fundos, segundo Meyn. "Mesmo alguns concorrentes, que nos últimos anos vinham se concentrando em outros países, como México e Colômbia, voltaram a buscar ativos no Brasil", diz.
Apesar das oportunidades, a Gávea será mais seletiva nos investimentos do novo fundo, segundo Meyn. "Levaremos mais tempo para aplicar os recursos do que no fundo anterior", diz. A expectativa do executivo é que a economia brasileira leve pelo menos dois anos para voltar a apresentar um crescimento robusto.
Em um cenário econômico mais difícil, a gestora deve buscar negócios em setores como saúde e logística, que para o sócio da Gávea apresentam oportunidades de crescimento via consolidação e melhora de margens. A gestora pode investir tanto em empresas de capital fechado como deter participações em companhias abertas.
As gestoras de private equity compram participações em empresas com o objetivo de vendê-las com lucro no futuro. Para Meyn, o valor de entrada nas empresas será fundamental para o resultado dessa nova safra de fundos. "Agora ninguém mais deve pagar pelo sonho, e sim pela realidade das empresas", diz.
As empresas que compõem atualmente o portfólio da Gávea têm apresentado bons resultados mesmo com a atividade econômica fraca, segundo o executivo. Ele aponta que, mesmo na área de consumo, uma das grandes apostas dos fundos nos últimos anos, a gestora procurou investir em empresas mais protegidas das flutuações da economia, como a produtora de alimentos Camil.
Meyn também destaca o aporte na produtora de papel e celulose Fibria, que na condição de exportadora se beneficia da alta do dólar. A desvalorização cambial é um problema para os fundos de private equity, que precisam entregar retorno aos investidores na moeda americana.

O novo fundo da Gávea levou pouco mais de um ano para ser captado. O processo se estendeu durante o período eleitoral, quando Arminio Fraga se dedicou à campanha do senador Aécio Neves à presidência da República. Com a derrota do candidato tucano, ele está "100% de volta" aos negócios da Gávea, afirma Meyn.

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