terça-feira, 18 de novembro de 2014

Golpe Civil ou Golpe da PF?

A direita está assanhada

De um lado há os defensores de que o juiz Moro, do Paraná, juntamente com os delegados da PF e cabos eleitorais de Aécio, levem a Petrobras ao extremo até atingir a presidente Dilma. De outro lado há os defensores de algo mais rápido, como a ação de Gilmar Mendes - grande articulador da direita - apoiado na fragilidade jurídica e de personalidade de Tofoli, agilize os pareceres contra as contas da campanha eleitoral de Dilma e impeça a sua posse. Abrindo brecha para uma solução de terceira via, isto é, ou Temer ou outro representante do Legislativo ou do Judiciário tome posse até ser convocada nova eleição.

Sintetizando, o que está em discussão não é se Dilma vai governar ou não. O centro da discussão dos golpistas, apoiados e liderados pelos intelectuais tucanos de São Paulo é a inviabilização da governabilidade e a necessidade de um novo governo, sem o PT.

O curioso é que, até o jornalista econômico Luiz Nassif, que sempre foi moderado e próximo aos tucanos, de repente está sendo o maior denunciador do golpismo. Ainda bem que ainda temos gente de bem e que coloca a democracia acima do oportunismo do poder.

Além das pessoas de bem, é importante lembrar que 2014 não é igual a 1964. A conjuntura é outra, a correlação de forças é outra e a tentativa de Golpe Civil ou Militar pode levar o Brasil a ter um levante popular a nível nacional, inviabilizando a economia e a governabilidade, provocando uma nova ditadura ou mesmo um guerra civil como no Iraque. Onde os Estados Unidos ganharam a guerra de invasão mas não conseguem governar o país e ainda levou à criação de uma nova força militar e política chamada Estado Islâmico, com suas barbaridades.

Guerras, a gente sempre sabe como elas começam, jamais sabemos como elas acabam.
Estão brincado com fogo e pondo em risco a nossa curta Democracia.
Historicamente, os paulistas só gostam de democracia enquanto estão governando e dando as cartas...
Quem viver, verá!

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