sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A esquerda pós Muro de Berlim

Há 25 anos o mundo procura um novo caminho

Pós queda do Muro de Berlim, em 1989, para onde caminha a humanidade?

Num primeiro momento os neoliberais fizeram a festa, sentindo-se vitoriosos, como se fossem eles os causadores da derrocada stanilista. Ledo engano, os neoliberais apenas contribuíram para mostrar que os países comunistas estavam falidos economica, politica e socialmente. Tinham perdido o trem da história.

Com a implosão da União Soviética, em 1991, a esquerda mundial entrou em desconstrução formal e a direita também comemorou dizendo que "a História tinha acabado". Mais um ledo engano. A história está em processo contínuo e devorando seus teóricos do fim do mundo…

Curiosamente, quando se comemora os 25 anos da queda do muro de Berlim, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama leva um banho eleitoral dos conservadores republicanos. Deixando os democratas com um final de mandato presidencial sem grande perspectiva.

Ainda durante as comemorações da queda do muro de Berlim, lá mesmo na Alemanha temos uma grande greve dos ferroviários exigindo redução da jornada de trabalho e aumento de salário de apenas 5%. Pararam a Alemanha e parte da Europa por apenas 5% de aumento salarial? Porque a empresa ferroviária não aceita a reivindicação dos trabalhadores? Afinal, 5% é muito pouco para os padrões brasileiros…

Vinte e cinco anos depois da unificação alemã, a Europa vive a maior crise econômica do pós segunda guerra mundial, a própria Alemanha está em recessão e o mundo caminha novamente para a direita.

Qual é a reação da Esquerda? 
Da Classe Trabalhadora? Dos Acadêmicos e Teóricos?
Ainda não acharam uma resposta.
Enquanto isto o navio vai se afundando…

Qual será o limite? Nova guerra mundial? 
Substituição dos Estados Unidos pela China e Alemanha como potências econômicas mundiais? Será que os Estados Unidos aceitarão isto sem provocar novas guerras, como vez no Iraque, na Bósnia e no Norte da África?

Se a Esquerda ainda não tem resposta, muito menos a ONU tem resposta para a nova crise mundial. A ONU é uma instituição desacreditada e de alto custo de manutenção. Parece os legislativos atuais...

O Brasil tem sido um bom exemplo de crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda.

No entanto, o modelo está chegando a um impasse:
Ou avança nas reformas estruturantes, ou não conseguirá ganhar novas eleições.
E avançar renovando a Estrutura do Estado herdado da ditadura militar não é tarefa fácil. Precisa de uma maioria consolidada tanto nos eleitores, como na governança.

Lula é a maior liderança social viva no mundo de hoje. 
Porém, nem Lula nem o o PT teorizam sobre sua forma de governar e incluir milhões de pobres na classe média. O pragmatismo dificulta a reprodução dos modelos econômicos e sociais…

E para que servem as Universidades? 
Para melhorar as estatísticas quantitativas?
Deveriam servir também para ajudarem a elaborar sobre o novo momento histórico. Mas, parece que os professores estão mais preocupados em melhorar seus salários e suas rendas do que em pensarem em modelos econômicos que respondam as demandas atuais.

E para que serve a Imprensa?
Atualmente, para tentar manter o projeto econômico neoliberal e a estrutura herdada da ditadura.

Enquanto o novo não surge,
vamos servindo como bucha de canhão...

Nenhum comentário:

Postar um comentário