domingo, 30 de novembro de 2014

Economia, política e flores

Eu preferia falar só das flores

Hoje eu gostaria de mostrar as belas flores da nossa casa e do parque Villa Lobos, mas, ao olhar os jornais Folha, Estadão e Valor, além das capas das revistas semanais, fica impossível não falar de economia e política.

Primeiro vejam estas flores!
Elas variaram do primeiro turno até agora. Estão no auge da beleza...



Já a Folha, apesar de melhorar em relação a ontem e outros dias, traz um artigo do velho Clovis Rossi chamando as medidas da presidente Dilma de medíocres. Medíocres? Pode vir tanta grosseria da parte de Clovis Rossi? Antes era a Folha que era grosseira. Agora são seus articulistas. Terceirizaram a grosseria?

Para compensar, vejam mais flores.


Como estamos chegando nas festas de fim de ano, vejam a flor e o fruto da arrumã.
Tão lindas e tão antigas quanto a História da Humanidade. Mas o Estadão continua grosseiro e a serviço de FHC e seus cupinchas...

Já que a Folha e o Estadão esto iguais as TVs abertas, vamos falar de um jornal que parece TV por assinatura. Alto nível. Estou falando do jornal Valor. A edição de sexta-feira eu a trouxe para ler no final de semana. Além da qualidade superior do jornal, há também o caderno especial EU& Fim de Semana  
Que veio de altíssima qualidade. Nem parece que o jornal pertence à Folha e ao Globo. 

A entrevista de Marcelo Rubens Paiva é maravilhosa, além das demais reportagens culturais. De quebra ainda tem uma matéria longa sobre a Comissão da Verdade e uma breve entrevista com Pedro Dallari. Bom rapaz e jurista.

E para fechar esta edição de hoje, vejam esta planta do Parque Villa Lobos, dá flores de duas cores. O que, mais uma vez, mostra que o mundo é plural. Não é singular...


Como o tempo passa, esperamos que o rancor e as baixarias das revistas semanais também passem.  O Brasil precisa conviver melhor com as diferenças. 
Se somarmos o vermelho do PT com o azul do PSDB, talvez tenhamos a cor da Democacia Participativa, Respeitosa e com Equidade. Além de muita educação de qualidade. 
Vamos construir um 2015 melhor e para todos?
Mesmo que tenhamos que compartilhar uma recessãozinha? 

sábado, 29 de novembro de 2014

Folha, Estadão e as Construtoras

Jornais ou Corretores de Imóveis?

Hoje cedo, quando fui ler os jornais do dia, levei um susto.

O primeiro caderno da Folha, o mais importante do jornal, por abranger Poder e Política nacional e internacional tinha 17 páginas de propaganda de apartamentos à venda, páginas inteiras! E o total de páginas do caderno era de 24 páginas, sendo que nas outras sete páginas também tinha outras propagandas...

Somente 29% das páginas do primeiro caderno tinha matérias e notícias!

Nos demais cadernos há mais equilíbrio, mesmo assim as matérias ficam visualmente em segundo plano em relação às propagandas.

Levei um susto imenso! Fiquei pensando: Eu assino um jornal para receber notícias, matérias, pesquisas e informações. A propaganda é admissível mas não é o principal do jornal. Eu não assino jornais de Corretores de Imóveis!

Para não achar que era birra com a Folha, fui investigar no Estadão. 
Para minha surpresa, também no Estadão tinha mais páginas de propaganda de Corretores de Imóveis do que páginas de notícias. No primeiro caderno a relação era de 13 páginas de propaganda para 24 páginas no total do caderno. Isto é, A relação era de 54% para propaganda exclusiva e 46% para notícias mescladas com propaganda.

Ou o Estadão tem menos anúncios por dificuldades, ou o Estadão ainda se preocupa em preservar a qualidade do primeiro caderno. O mais importante. No entanto, nos outros cadernos do Estadão, as notícias também estão em segundo plano em relação à propaganda. Até o artigo de famoso articulista francês e correspondente histórico do Estadão quase que não aparece, espremido numa página onde 75% é propaganda.

O curioso é que, outro dia, quando ia para o aeroporto, o taxista recebeu de graça um jornal chamado Metro News. Eu pedi para dar uma olhada e tudo que tinha no Estadão e na Folha tinha neste jornal. Além de ser um jornal menor, mais fácil de ler e de graça! Não tinha artigos de articulistas conceituados. Mas era um bom jornal.

Então, para que assinar jornais?
Ainda mais um jornal de direita e rancoroso como anda o Estadão?
Mesmo gostando dos cadernos de Economia e o de Cultura?

Como temos acesso tanto a Folha como ao Estadão pela internet, cada vez mais eu penso em cancelar minhas assinaturas. Economia de dinheiro e de tempo. Além de não ficar com raiva dos articulistas doutores da USP, mas todos de direita raivosa, no Estadão.

Vamos fazer uma CPI ou vamos chamar o juiz Moro para fazer uma Operação Transparência?

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

OSESP: Fim de um ciclo

No último dia da assinatura, não fomos

Uma pena!

Depois de muitos anos como assinante da OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, decidimos não renovar a assinatura para 2015 por vários motivos. Hoje seria o último dia como assinante. Depois de muito trânsito, cheguei em casa para preparar-me para ir assistir ao concerto e à aula preliminar, além de um bom jantar. Entre ficar com a filha e ir ao concerto, preferimos ficar com a filha. Foi um adeus melancólico.

Passamos a ser assinante da OSESP para ter certeza de que quando Nelson Freire fosse apresentar-se nós teríamos ingressos. Depois Nelson passou a rarear, mas tinha Menezes com seu violoncelo. Durante anos as coisas foram mudando e fomos ficando desmotivados. Somos mais de formação européia clássica do que americana.

Resolvemos parar de assinar e nos tornar avulsos. Mesmo perdendo alguns dias importantes. Talvez uma dia eu volte a ser assinante, mas ando pensando em alternativas. O mundo está demandando mudanças. E o Brasil também.

Talvez a ida a shows como o de Paul McCartiney também seja uma das alternativas. Os velhos também precisam de novos sonhos e novas esperanças.

Feliz Ano Novo, OSESP!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sinais dos Tempos no Brasil

O velho ficou novo

De ontem para hoje tivemos várias novidades.
O Atlético não deixou o Cruzeiro virar o jogo e sagrou-se Campeão da Copa Brasil.
O São Paulo escorregou no próprio gramado e perdeu para os colombianos.
O governo Dilma resolveu mesclar a economia com uma proposta de austeridade fiscal com responsabilidade social e ela como árbitra dos ajustes.
A Esquerda reclama com razão, a Direita comemora envergonhada e o povo fica na esperança de que tudo dê certo.
A Petrobrás continua na mesma, a insegurança aumentou, e os políticos continuam brigando por mais dinheiro e mais poder.

E ontem, além de visitar pela primeira vez o novo estádio do Palmeiras, privatizado ou terceirizado para uma seguradora, tivemos a alegria de assistir ao show de Paul McCartiney.

Cinquenta anos de músicas e simbolismos. 

Gente de todas as idades. Avós, pais e filhos dançando e cantando no estádio/arena lotado.
Apesar de o show começar com 42 minutos de atraso, foi sem intervalo até 12:22 h. Foram mais de duas horas de músicas que deixavam os jovens cantando e os velhos emocionados.
Tudo isto apesar de muita chuva e na madrugada o trânsito ficar muito carregado e sem taxis.

Nossa filha e seus colegas, depois de chegarem em casa às um e meia da madrugada, ainda dirigiu até Botucatu para trabalhar hoje cedo.

A música valeu a pena. Falta ver se na economia também vai valer a pena.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Chuva, Transito e Caos

Em Brasilia e São Paulo

O Céu caiu sobre Brasilia no final da tarde de ontem.
Parecia praga contra os políticos...
No início da noite fomos para o aeroporto
e todos os caminhos estavam bloqueados pelo água e pelo trânsito.

Chegamos ao aeroporto e todos os voos estavam atrasados ou cancelados
Parecia rodoviárias às vésperas de Ano Novo. Um caos só.
Tivemos que mudar de avião
e para nossa tristeza, também de aeroporto.
Em vez de pousarmos em Congonhas, onde estava o carro,
tivemos que ir para Cumbica.

Detalhe, o voo que era para sair às 10:10h da noite,
partiu meia noite, depois de ameaçar não partir.
Chegamos em Cumbica quase duas horas da madrugada.
Tivemos direito a taxi para ir para casa,
só que o vouche para pegar o taxi demorou meia hora
e para pegar o taxi a fila demorou uma hora e meia.
Isto é, saí de Cumbica às 3:30h da madrugada.

Cheguei em Congonhas para pegar o carro às 4:00h
e finalmente em casa às 4:30hs.
Quase ao amanhecer do dia.

Tudo isto parece aquela música de Luiz Gonzaga:
"Eu pedi para chover, mas chover de mansinho..."
Depois de tanta chuva, eu pensei que as represas teriam mais água
mas a imprensa fala que serviu apenas para molhar e umidecer o chão.

Hoje, depois de mais chuva em são Paulo, mais trânsito
e mais caos... estamos nos preparando para fazer algo
impensável: Ir ao show de Paul McCartiney com a filha.
Só filhos para fazer a gente fazer tantas loucuras.

E ninguém reclama da chuva e do caos.
A falta de água é como a falta de segurança
faz a gente suportar coisas incríveis…

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Confusão na área

Final de ano diferente

Natal magro, economia incerta, novos ministros e nova política. Tudo indicando recessão e conservadorismo. A vida é assim. Temos fases boas e fases ruins.

Saber planejar e programar prioridades é muito importante. Será uma luta duradoura e requer capacidade de resistência e sobrevivência. 

Se a própria imprensa está confusa, imagine o cidadão comum?

Já que o Natal será magro, vamos aproveitar para ser solidário e priorizar a amizade e o respeito. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Filhotes de assanhaços partiram

Sem despedidas, saiu um, depois o outro

A vida é assim.
Na árvore em frente de casa, no galho em frente à nossa janela, o casal de assanhaços fez seu ninho. Só percebemos quando a festa diária para alimentar os filhotes começou. Um vai e vem sem parar.

O tempo foi passando e os filhotes crescendo. Um foi ficando maior do que o outro, o que, comparando com os pais, dava a impressão que o maior era o macho e o menor era a fêmea. O maior foi crescendo e aparecendo as penas, o menor demorou mais para aparecer a penugem.

Neste final de semana, já grandes, passeavam em volta do ninho e batiam as asas, treinando. A alimentação continuava.

No sábado, o maior desapareceu. Deve ter acompanhado o pai ou a mãe. Porque, de repente, em vez de os dois virem alimentar os filhotes, vinha apenas um de cada vez e alimentava o filhote meio distante, como querendo estimular a filhota a sair do ninho.

No domingo, quando voltei da caminhada no Parque Villa Lobos, o ninho estava vazio. Na árvore não tinha mais assanhaços. Durante o dia, várias vezes fui olhar o ninho. Sempre estava vazio...

No nosso quintal e no telhado, tinha maritacas, pardais, sabiás e o pássaro amarelo pequenininho. Mas os assanhaços não apareceram. Ficou só a lembrança.

Filhos. 
A gente trabalha tanto, para mais tarde vê-los ir embora.
No mesmo final de semana fomos ver um apartamento para alugar para nossa filha que voltará de Botucatu para trabalhar em São Paulo. Nove anos estudando fora de São Paulo. E quando voltar, já irá para sua moradia livre, leve e solta. Faz parte da vida.

Enquanto a filha se prepara para morar em São Paulo, em seu apartamento, e trabalhar num hospital, vemos nossa colega de sindicato ser operada no mesmo hospital em que nossa filha vai trabalhar.

Com o tempo, nossa vida começa a girar em torno de consultas e hospitais.
Com o tempo, a gente também vai descobrindo que em apenas uma geração, o Brasil melhorou muito. Filhos de pobres com pouca escolaridade têm filhos médicos, engenheiros, jornalistas, economistas e tantas outras profissões que mudarão mais ainda o nosso Brasil.



domingo, 23 de novembro de 2014

Falta seriedade no Brasil

Clovis Rossi escreveu bobagens

O que deu em Clovis Rossi?
Dizem que ele é um dos homens forte na Folha atual, depois das demissões. 
Eu sempre gostei de Clovis Rossi e tenho certeza que o artigo deste domingo foi mais para fazer média com a direita do que o pensamento efetivo dele.

Dilma não enganou o eleitorado.

 Dilma está querendo agradar o mercado para poder enfrentar os políticos (mais predadores que os bancos). Mesmo errando na forma, não podemos comparar Bradesco com Itau, nem Levt com Arminio Fraga. A diferença é muito grande. Eu, por exemplo, sou defensor de Barbosa na Fazenda. Mas quem define é Dilma.

Vocês têm idéia da diferença entre Recessão de Esquerda para Recessão de Direita?
A diferença é enorme. 

Enquanto os liberais demitem aos milhões, arrocham os salários e facilitam a vida dos empresários e especuladores; os desenvolvimentostas fazem contenções mantendo as políticas sociais e as políticas públicas. Valorizam o diálogo e as soluções compartilhadas. Afinal, não há almoço de graça. Todos temos que trabalhar para equilibrar as contas, retomar o crescimento e tornar o Brasil mais competitivo.

Voltando a Clovis Rossi, a direita cínica provocar Dilma, já faz parte do nosso o quotidiano, mas Clovis Rossi dar uma de neoliberal é o mesmo que misturar chiclete com banana, como cantava Gilberto Gil.

Que a Folha de São Paulo anda melhorando de uns dias para cá, isto ninguém tem dúvida. Mas o nosso amigo Clovis Rossi não precisa ter recaída de estilo provocador da Folha. Se há consenso que vivemos na recessão, que o remédio para superar este clima negativo seja desenvolvimentostas e não neoliberal. Viu Levy?

sábado, 22 de novembro de 2014

Dilma: Acalmando a Direita?

Governando para o Brasil

O segundo mandato de Dilma não pode ser igual ao primeiro de Lula. 
Isto é, Lula começou seu governo mantendo a política neoliberal na economia comandada por Palocci. Graças aos acidentes políticos, Palocci acabou saindo e Lula passou a fazer um governo desenvolvimentista. Palocci ajudou a diminuir a inflação, mas o arrocho salarial e o desemprego não foram combatidos como deveria.

Passada a eleição presidencial, por pressão dos bancos e dos especuladores, além do fato de a economia ter patinado nos últimos anos de Mantega na Fazenda, tudo indica que Dilma vai fazer concessões à ortodoxia econômica para recuperar o diálogo com o "mercado". Forma esdrúxula de se chamar os conservadores e patronato.

Só que, ao apresentar um pacote de ministros conservadores, Dilma pode estar sinalizando que governará como árbitra e moderadora. Isto é, todos os setores econômicos e sociais devem fazer suas reivindicações, pressões e tudo, mas a palavra final será sempre da presidente. Lula era e é bom nisso.

Os trabalhadores e os movimentos sociais também precisam ser acalmados. 
Afinal, trabalhamos muita por esta vitória de Dilma e do PT. Mas ainda não fomos recebidos nem recebemos uma visita de gratidão.

Começar agradando a direita pode representar que, mesmo o governo tendo lado, como foi dito na campanha eleitoral, o governo seja mais de Centro do que Democrático-Popular, ou de Centro-Esquerda. Se a arbitragem da presidência der moleza, o governo tenderá a ser de Centro-Direita, como os tucanos neoliberais e a imprensa querem. Mas não foi para isto que fizemos tanta campanha eleitoral, sofremos juntos e ganhamos as eleições com lágrimas nos olhos.

A ideia de governar para todos, numa democracia é correta,
mas não devemos nem podemos perder a identidade. 

O Brasil precisa continuar sendo um país capitalista, com um governo de crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social. Este é o nosso lado, o nosso governo. Este é nosso compromisso. Só falta formalizar nosso projeto numa nova Constituição, através de uma Constituinte Livre e Soberana.

Concordo que é preciso acalmar a Direita, mas lembro que quem elegeu Dilma foi predominantemente a Esquerda. Foram os pobres, os nordestinos. as empregadas domésticas, os frentistas, os jovens, os aposentados e a classe média progressista de todo Brasil.

Quem sabe, a perspectiva de um governo Salomônico ou Bonapartista, faça parte da nova realidade mundial. As democracias estão fragilizadas, os parlamentos estão desacreditados, os partidos políticos viraram fardos, o judiciário está confuso e a segurança da população está nas mãos dos traficantes.

Vamos tentar fazer um governo com todos, de todos e para todos?


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Onde estão os honestos?

Os bons estão morrendo...

A promiscuidade tomou conta do Brasil.
Políticos estão com fama de ladrões.
Juízes usam e abusam de seus poderes.
A Polícia Federal faz campanha eleitoral.
Os empresários reclamam de todos.

A classe média está em pânico.
Os pobres têm empregos e bolsas.
Os ricos viajam para o exterior.
Os intelectuais não vêem saída.
A imprensa quer sangue.

Quando teremos paz, trabalho e honestidade?

Hoje, apareceu na Folha um artigo assinado por Ricardo Semler.
Faz tempo que a Folha não faz isto.
Faz tempo que não via nada de Semler.
E pensar que ele esteve na minha posse
De presidente do Sindicato dos Bancarios de São Paulo.

Pelo jeito, Semler continua honesto e coerente.
Onde estão os outros honestos e coerentes?
Os juízes, os policiais federais, os políticos,
Os empresários, os professores, os sindicalistas,
Os jornalistas e os pastores e padres?

Se se rouba no Brasil há muito tempo, 
Se os entulhos da ditadura ainda persistem,
Se nossa imprensa ainda não tem livre concorrência,
Se nossos empresários ainda precisam da proteção do governo,
Por que não se juntar todo este pessoal
E fazer uma nova Constituinte?

Quem sabe a gente fique livre de tantos ladrões
E desta estrutura de sociedade corruptora.

O poder não corrompe. 
O poder revela....

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A vida num ninho

Assanhaços e filhotes

Na semana passada falei do ninho de assanhaços e seus pequenos filhotes. Durante a semana, ao sair de casa, olhava para cima, vendo o ninho mas não vendo os filhotes, ficava preocupado. Estão vivos?

Nesta quinta-feira, dia da Consciência Negra e feriado em São Paulo, herança da prefeita Marta Suplicy, tive mais tempo para, do nosso quarto, olhar pela janela e ver o vai e vém dos pais alimentando os filhos. Para minha surpresa, os filhotes já estão com penas e treinando bater as asas. 

Tentei tirar fotos mas não aparecem. Não sei fazer um closer para mostrá-los. Consegui um closer pêro non muito...



Se prestar muita atenção, poderá ver a mãe ao lado do ninho.

A arvore está podada, por isto ficou mais fácil de ver o ninho com os filhotes. Quando dá sete horas no horário de verão, os pais param de alimentar e cobrem os filhotes com o corpo.



Morrem os bons?

Morre Marcio Thomas Bastos
Morreu Adib Jatene

E os ruins ficam vivos?

Sempre que morre alguém importante Zé Simão pergunta: E Sarney? E Maluf?

Fica parecendo praga de urubu. 

Com certeza, mesmo perdendo gente tão importante, o Brasil está passando por profundas transformações. Nunca na história deste país vivemos tantas mudanças. 

Da mesma forma que as flores renascem sempre, nossas esperanças também renascem mesmo quando perdemos grandes personalidades como Jatene e Marcio.

Que os céus os recebam em festa!


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Em vez do Golpe, Flores

Em homenagem ao Rio de Janeiro

Já que estou no Rio para algumas reuniões no BNDES, aproveito para homenagear a beleza do mar e da cidade para mostrar as flores do nosso jardim.

Já que as Forças Armadas estão dizendo que não darão o Golpe Militar, deixando o ônus para os Juízes e a PF, as flores ganham mais importância.

Vejam que belas.


Outro ângulo.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Golpe Civil ou Golpe da PF?

A direita está assanhada

De um lado há os defensores de que o juiz Moro, do Paraná, juntamente com os delegados da PF e cabos eleitorais de Aécio, levem a Petrobras ao extremo até atingir a presidente Dilma. De outro lado há os defensores de algo mais rápido, como a ação de Gilmar Mendes - grande articulador da direita - apoiado na fragilidade jurídica e de personalidade de Tofoli, agilize os pareceres contra as contas da campanha eleitoral de Dilma e impeça a sua posse. Abrindo brecha para uma solução de terceira via, isto é, ou Temer ou outro representante do Legislativo ou do Judiciário tome posse até ser convocada nova eleição.

Sintetizando, o que está em discussão não é se Dilma vai governar ou não. O centro da discussão dos golpistas, apoiados e liderados pelos intelectuais tucanos de São Paulo é a inviabilização da governabilidade e a necessidade de um novo governo, sem o PT.

O curioso é que, até o jornalista econômico Luiz Nassif, que sempre foi moderado e próximo aos tucanos, de repente está sendo o maior denunciador do golpismo. Ainda bem que ainda temos gente de bem e que coloca a democracia acima do oportunismo do poder.

Além das pessoas de bem, é importante lembrar que 2014 não é igual a 1964. A conjuntura é outra, a correlação de forças é outra e a tentativa de Golpe Civil ou Militar pode levar o Brasil a ter um levante popular a nível nacional, inviabilizando a economia e a governabilidade, provocando uma nova ditadura ou mesmo um guerra civil como no Iraque. Onde os Estados Unidos ganharam a guerra de invasão mas não conseguem governar o país e ainda levou à criação de uma nova força militar e política chamada Estado Islâmico, com suas barbaridades.

Guerras, a gente sempre sabe como elas começam, jamais sabemos como elas acabam.
Estão brincado com fogo e pondo em risco a nossa curta Democracia.
Historicamente, os paulistas só gostam de democracia enquanto estão governando e dando as cartas...
Quem viver, verá!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Ressaca conjuntural

Muito trabalho e sensação de cansaço

A impressão que temos é que a vida está no "ponto morto", isto é, caminhamos sem saber para onde estamos indo. E, embora trabalhemos muito, a sensação é de pouco resultado.

Depois de horas no trânsito, um dia cheio de atividades, voltamos para casa e, quando vemos o noticiário, parece que pouca coisa mudou. Notícias de violências, agressões, corrupções, futebol mais ou menos e contas para pagar. Nem parece que estamos chegando no Natal. Até as decorações deste ano são mais tímidas.

Como recuperar a alegria e a motivação?
Como torcer para o Bahia se o time, além de não ganhar, joga de uma forma que não convence? O Corinthians ganha por que a tabela exige, mas em seguida perde ou empata.

Como se animar com os jornais, se o noticiário está cheio de notícias ruins?
Como descobrir uma nova forma de se fazer política?
Como fazer a economia voltar a ter vida, mais empregos e melhores salários?

Como voltar a se animar com nossa cidade?
Como suportar tanto trânsito?
Como comer fora durante a semana sem gastar tanto?

Na segunda-feira, o dia é mais para perguntas do que para respostas...

domingo, 16 de novembro de 2014

Domingo com sol e jornais

Antigamente os jornais traziam cultura

Hoje, os jornais trazem ódio e desconfiança.

Aos domingos costumávamos levar nossa filha para a Usp ou o Instituto Butantã. Lá, forrávamos o chão com um pano para nossa filha brincar e arranjávamos tempo para, aos poucos ir lendo o jornal. Ler jornal fazia parte da complementação das informações e da cultura, afinal, eram tempos de redemocratizacao do Brasil. 

Nos domingos atuais, depois da caminhada no Parque Villa Lobos, sentamos para ler os jornais e ficamos entediados com o que vemos. Os jornais se transformaram em panfletos contra o governo federal e contra o PT... Os jornais perderam sua missão de complementar a formação educativa e social dos leitores. 

Hoje, depois de olhar todo o Estadão e a Folha, fiquei com vontade de cancelar as assinaturas dos dois. Sinto-me agredido por ambos, sinto que estou pagando para ser ofendido. Sinto que, como assinante, estou passando a impressão que concordo com as imbecilidades conservadoras que eles escrevem e reproduzem.

Mas, como parar de ler jornais? E os cadernos culturais e de esportes? Ficar dependendo somente da internet? Fazer leituras tipo Fast food? Este é o mundo moderno?

Por ironia, sobre à mesa de leitura está a Folha Ilustrada de ontem, sábado, com a capa falando do novo livro de Chico Buarque. Ao lado do vaso com flores, está o novo livro de Chico, "O irmão alemão". Comprado ontem à noite no Espaço Cultural Itau da Augusta, quando fomos assistir ao filme argentino, "Relatos Selvagens". 

Não consegui ler os dois jornais de hoje, domingo, mas consegui ler o caderno da Folha de ontem sobre o livro de Chico. Se eu parar de assinar os jornais, como vou saber das histórias da família de Chico? Mas, por que diabo os progressistas não lançam um jornal que preste no Brasil? Será que vamos ter que importar uma editora decente para fazer jornais decentes no Brasil? 

Antigamente os jornais traziam cultura, principalmente dos domingos...
Atualmente, os jornais trazem ódio, propostas de golpes civis e militares, trazem medo, desconfiança, falsas verdades e verdadeiras mentiras.

Será que vamos ter que deixar de ler jornais?

sábado, 15 de novembro de 2014

Entre o caos da Imprensa e os pássaros

Direita quer transformar Brasil em Venezuela

A imprensa brasileira, além de virar por-voz da direita golpista, continua incompetente administrativamente. A Folha demite dezenas de jornalistas, inclusive figurões, e não presta conta aos leitores e assinantes. O Estadão, além de ser o novo porta-voz dos golpistas com títulos de doutores da USP, volta e meia  não é entregue aos assinantes. Mas, apesar das crises, a imprensa não desiste de derrubar o governo do PT e entregar o poder aos novos representantes da direita brasileira: o PSDB.

Hoje está acontecendo manifestação pró golpe na Avenida Paulista, deixando o trânsito um caos. No último dia 13 foi a vez de vinte mil pessoas que apoiam a Constituinte e que são contra o golpe dos tucanos ocuparem a Paulista  e Consolação parando todo o trânsito. A direita reclamava do caos. A esquerda comemorava a multidão dançando forró contra o preconceito da direita paulista. Hoje o povo reclama do caos e a direita comemorava o fato de ter parado a Paulista. É mole?

Se formos viver de manifestação em manifestação, aí que a economia vai parar e o clima de golpe vai ficar mais fácil. É isso que a direita quer. E a esquerda precisa tomar cuidado. Além das manifestações de ruas, temos o caos na política, no judiciário, na segurança e, principalmente, na Petrobras. Triste Getúlio! Deve estar se mexendo na cova...

Apesar do caos venezuelano que estamos vivendo em São Paulo, 
sem contar a falta de água e o caos no trânsito,
ainda temos alegrias na Vila Madalena. 

Hoje cedo percebi que havia um grande movimento de pássaros em frente à nossa janela. Olhei bem para a nossa árvore e vi que um casal de pássaros - assanhaços - se agitava prá lá e prá cá o tempo todo. Olhei e vi que eles estavam perto de um ninho, Olhei bem para ver se tinha algo mais, mas não vi nada.

Quando voltamos do almoço, ao chegar perto da janela, vi que os assanhaços estavam alimentando dois filhotes. Pequenos e com bicos abertos esperando comida. Os pais saiam e voltavam, saiam e voltavam, sem descanso...

Agora nosso jardim está completo: 
Vários tipos de flores, um pé de jabuticaba, um pé de arrumã, uma grande árvore em frente de casa e agora um casal de assanhaços criando seus dois filhotes...

Ainda bem que não vivemos só de política!
Viva a Natureza!
Viva a Vila Madalena!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Um ano com Genoino

O silencio que incomoda

No dia 14 de novembro de 2013, há exatamente um ano, publiquei neste blog o texto abaixo com o título: Prendam Genoino e soltem os ladrões.  Curiosamente, a partir desta publicação, TODOS OS DIAS, mais de quarenta pessoas acessam este texto no blog, transformando-se no segundo texto mais visitado, com mais de 9.500 acessos do Brasil e do Exterior.

Hoje, além de completar um ano de existência da homenagem a Genoino, vemos a Polícia Federal, após ver seus delegados denunciados por terem feito campanha pública contra o governo Dilma e a favor do candidato da oposição – Aécio Neves, a PF volta a prender vários empresários e funcionários da Petrobras. A campanha eleitoral continua ou é um ritual da Justiça garantindo-se a lisura da lei?

Talvez a oposição queira fazer em 2014, o que teve vontade mais não fez em 2005: Derrubar o presidente eleitor e entregar o Brasil ao neoliberalismo e às multinacionais estrangeiras.

Mais uma vez, é hora de muito cuidado, muita seriedade e defesa das instituições democráticas. Que prendam todos os corruptos e todos os ladrões, desde que seja no rigor da Lei e não da conveniência de alguns juízes, alguns delegados da PF, alguns jornais e TVs, além de alguns políticos.

 Enquanto a crise se amplia, recuperemos nossas homenagens a Genoino. Um herói que foi preso por ser presidente do Partido dos Trabalhadores e ter confiado em seus companheiros de direção.

Prendam Genoino e soltem os ladrões

Esta é a Justiça brasileira.
Faz parte do processo de aprendizagem democrática.

Saímos da ditadura militar e começamos uma democracia capenga, fizemos uma constituinte chamada de Cidadã mas que representou o processo de acomodação das forças que sustentavam a ditadura ao processo de governo civil e democrático. Mais uma vez a forma de andar para a frente sem reparar os erros do passado predominou na história do Brasil. As regras do jogo da classe dominante se impuseram sobre os trabalhadores e os movimentos sociais. O brasileiro é "cordial" e subserviente.

Todos os jornais de hoje estão destacando que a "justiça" determinou a prisão dos mensaleiros. Mas esta mesma justiça determina a soltura dos fiscais corruptos, dos banqueiros ladrões e dos bandidos que podem pagar advogados caros.

Uso o nome de Genoíno como símbolo desta condenação vergonhosa. Genoíno, como todo mundo sabe, não pegou um real sequer. Seu crime foi ser presidente nacional do PT. E está sendo condenado por isto?

Destruíram a vida política e pessoal de Genoíno, mas não conseguirão destruir o reconhecimento que os militantes de esquerda, os sindicalistas e os movimentos sociais têm da luta histórica de Genoíno.

Nós somos todos Genoíno!
A História nos dará razão!

Da mesma forma que a escravidão faz parte da vergonha da nossa história, o tempo mostrará o quanto nossa Imprensa e nossa Justiça foram levianas, preconceituosas, manipuladoras e reacionárias.

Apesar da nossa Justiça e da nossa Imprensa, nós ganharemos as eleições presidenciais de 2014. Dilma continuará nossa presidente! O povo não é bobo!

Da mesma forma que na Argentina se aprovou uma lei pondo limite nos abusos da imprensa, o Chile de Bachelet também discute a necessidade de uma Nova Constituinte.

O Brasil não pode permanecer com esta Constituição, esta Justiça, este Legislativo e esta Imprensa. A grande transformação da Educação nacional precisa estar combinada com esta grande reforma. O povo precisa ser chamado a escolher o melhor caminho para o seu futuro. E o futuro é agora!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Mineiros e Baianos no Brasileirão

Enquanto mineiros comemoram, baianos lamentam

Faz tempo que os times de futebol mineiros são melhores que os da Bahia. Mas o quadro deste ano é lamentável! Enquanto o Cruzeiro e o Atlético estão entre os primeiros na classificação, o Vitória e o Bahia ficam disputando quem cai mais. Mesmo o Vitória sendo o time dos ricos e o Bahia o time do povão.

Por que o futebol da Bahia não melhora?

Tenho certeza que os baianos ligaram suas TVs para assistir à bela partida de ontem pela Copa do Brasil. Nem parecia futebol brasileiro. Passes curtos, rápidos e jogo disputado o tempo todo. O Atlético agora só deixa de ser campeão se amolecer como o Corinthians e o Flamengo amoleceram perante a grande torcida do Atlético. Já vi muitas vezes o Cruzeiro humilhar o Atlético. Não parece ser o caso deste ano...

Minas tem muita coisa em comum com a Bahia. Mas no futebol os mineiros estão ganhando de lavada. Por falar em lavada o que a Bahia ganha de Minas são as praias. Infelizmente Minas não tem praias. Para compensar, os mineiros vivem no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Trazendo alegria, dinheiro e muita cultura a estes dois estados.

Alguém precisa fazer alguma coisa para garantir pelo menos um time baiano na primeira divisão. Só não vale roubar, como fizeram com a Portuguesa no ano passado. Mas, no Brasil, tudo pode acontecer...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Mau humor na classe média

Inflação e custo de vida

Quando começou o noticiário de que o Brasil agora tinha uma nova classe média e que os pobres estavam diminuindo, foi só alegria. Com o passar do tempo a nova classe média também começou a reclamar que o custo de vida estava ficando muito caro e os salários não estavam dando para os gastos.

O curioso é que a imprensa não consegue traduzir esta angústia em noticiário. Fica noticiando o que "o mercado" manda. Isto é, notícias que interessa aos bancos, aos especuladores na Bolsa de Valores e aos analistas econômicos.

Para o povo, inflação, preço do dólar, câmbio, índices do Banco Central e do governo, são todos genéricos. Para o povo, o que interessa é se consegue manter o emprego, se o salário está dando para pagar as contas e para fazer novas compras, se a ida ao supermercado significa comprar mais e se os filhos conseguem o que pedem aos pais.

E para boa parte da nova classe média, além do emprego e do salário, a renda familiar deve incluir a despesa com o pagamento do DÍZIMO da Igreja Evangélica (10% da renda) e outras despesas com a religião. A religião serve como aglutinador na comunidade, como fonte para conseguir melhores empregos e melhores salários, além de rezar, é claro. A religião recuperou a autoestima da população desprotegida pela infraestrutura dos governos municipais, estaduais e federal.

Para o conjunto da classe média, nova e velha, o custo de vida está provocando um terrível mal estar. A inflação nominal de 6% é palatável, o que não é palatável são os produtos e serviços aumentarem em 15 ou 20%, como acontece com muitas coisas. Esta inflação real, não aparece nos indicadores oficiais. E esta forma enganosa de medir a inflação não foi criada por Dilma, foi criada junto com o Plano Real. Portanto, pelos tucanos de FHC. O PT só manteve a metodologia.

Como existe um mal estar econômico, este se transforma em um mal estar social e político. Como diminuir este mal estar? A solução passa por: ou reduzir o custo de vista o aumentar os salários. Os economistas vão preferir reduzir o custo de vida, em vez de aumentar os salários, alegando que, se tudo for aumentado estimulará a retomada da espiral inflacionária... O importante é que a qualidade de vida da população melhore de forma efetiva. Como dizem os chineses do velho tempo, o importante não é a cor do gato, o fundamental é que o gato pegue ratos.

Está muito difícil ler jornais em função da agenda política e das baixarias eleitoreiras, mas, a economia precisa ser resolvida.  Não existe um único caminho para melhorar a qualidade de vida da classe média e do povo. Precisamos construir o nosso caminho, que evidentemente é diferente do caminho dos banqueiros e dos especuladores da Bolsa de Valores.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Lula na CUT, fala sobre eleições

A maior liderança nacional e internacional

É preciso dar a Cesar o que é de Cesar. A imprensa brasileira devia tomar juízo e reconhecer a importância de Lula, tanto para o Brasil como para o mundo. 

Lula foi fundamental para a criação do PT e da CUT. 
Lula foi também o melhor presidente do Brasil de todos os tempos.
Lula foi bom para os trabalhadores, para os pobres 
E também foi importantíssimo para os empresários.

Vejam esta foto de Lula falando para os dirigentes sindicais da CUT de todos os estados brasileiros.



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Muito trabalho e jaboticabas

Como enfrentar os desafios?

Trabalhando muito, pesquisando, fazendo reuniões e tentando aglutinar pessoas. Além de cuidar da família e pagar as contas, é claro.

Participar de reuniões exige preparo para que a mesma seja produtiva e as pessoas saiam estimuladas. Só no final do dia consigo ligar o computador para ver as mensagens atrasadas. Vou ter que trabalhar à noite para tentar juntar vários textos em apenas um ou dois.

Num dos textos a autora compara a economia a uma jaboticaba. Lembrei-me que tenho uma boa foto da jabuticabeira do nosso quintal. Como o tempo está seco e sem água, a produção foi pequena. Mas vejam que beleza!


Para não ficar apenas olhando para a jaboticaba, 
Vejam as flores da Nandina ao lado do portão da garagem...


Flores brancas com folhas coloridas.

domingo, 9 de novembro de 2014

O Muro de Berlim e as Ironias da História

Faltam Historiadores e sobram Economistas

Ler jornais no Brasil se transformou em uma tortura. São economistas de mais e historiadores de menos. E mesmo os jornalistas estão sendo contaminados por este desvio conjuntural. A hegemonia do capitalismo financeiro sobre o capitalismo industrial e produtivo. No financeiro sobram economistas, no produtivo faltam engenheiros...

Como hoje comemora-se os 25 anos da queda do Muro de Berlim, olhando todos os jornais, o único artigo que me motivou a reproduzir foi este do professor de História da USP, publicado na caderno EU&Fim de Semana do jornal Valor.

Apesar das ironias, tem muitas verdades, principalmente, as não reconhecidas pelos economistas e jornalistas políticos.

Vale a pena ler...

Ironias da história sem o Muro
Por Angelo Segrillo | Para o Valor - 07/11/2014 às 05h00

Quando tentamos fazer um balanço dos 25 anos que se passaram desde a queda do Muro de Berlim, uma primeira constatação é que os principais desenvolvimentos nas relações internacionais desde então se fizeram de uma forma irônica, desafiando a lógica que seria de se esperar dos acontecimentos envolvendo aquele 9 de novembro de 1989. Vejamos algumas dessas ironias.
Primeira ironia: EUA e mundo unipolar. A queda do Muro de Berlim foi seguida, logo depois, pela derrocada da única outra superpotência além dos EUA: a União Soviética. Como os EUA ficaram sem rival à altura, imaginou-se que o mundo se tornaria unipolar, com os EUA reinando como a única superpotência hegemônica e dominando economicamente o mundo através da globalização centrada em si. Entretanto, não foi isso que se verificou. Economicamente, nunca os EUA estiveram tão fracos como agora.
O momento máximo do poder econômico do país foi no imediato pós-Segunda Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial, os países europeus, a URSS e outros tiveram grande destruição enquanto os EUA não só passaram incólumes como sua produção aumentara para suprir os aliados. Assim, logo após o conflito, os EUA respondiam sozinhos por pouco mais de 50% da produção industrial mundial.
De lá para cá, a participação dos EUA no PIB mundial vem decrescendo de maneira mais ou menos constante: hoje, está abaixo de 20%. Não, o mundo atual não é um mundo em que o gigante americano reina mais supremo do que nunca. Pelo contrário, está mais fraco que no século XX. E, com esse enfraquecimento econômico dos EUA tendo consequências políticas e militares, os especialistas têm dificuldade em definir a "polaridade" do mundo atual.
Como classificá-lo de unipolar se os EUA estão enfraquecidos e outros países subindo?
Bipolar certamente não é, pois a China ainda não chegou ao mesmo patamar dos EUA. Multipolar seria uma boa tentativa, se olharmos apenas a parte econômica, mas, militarmente, os EUA ainda estão bem acima dos outros. Não é à toa que abundam as classificações "mistas", como a de Joseph Nye Jr. (mundo multipolar no tabuleiro econômico e unipolar no militar) ou a de Samuel Huntington com seu estranho conceito de unimultipolaridade...
Segunda ironia: o fim do comunismo. A queda do Muro de Berlim e o declínio da URSS chamaram a atenção dos regimes socialistas como ineficientes, principalmente no campo econômico. Simplesmente, não teriam conseguido sobreviver à competição com o Ocidente em termos econômicos e tecnológicos. A derrubada do Muro de Berlim decretara o fim do comunismo como alternativa econômica válida. Que o dissessem os alemães orientais em 1989, literalmente correndo por cima do Muro para o paraíso de consumo da Alemanha ocidental. Entretanto, passados anos da queda, vemos que o centro mais dinâmico da economia mundial é... um país comunista!
A China ultrapassou como um bólido vários países avançados, para chegar ao posto atual de segunda maior economia do mundo (com possibilidades concretas de chegar ao primeiro lugar em menos de duas décadas). Por essa ninguém esperava: um país comunista começando a ditar as regras do jogo econômico mundial. É claro que se pode discutir se a China é realmente um regime socialista ou se já passou totalmente para o lado da economia privada capitalista, mas esse é um tema controverso.
O que se pode dizer, com certeza, é que é uma economia em transformação, em transição. Mas para onde irá é uma incógnita. A experiência da URSS mostra que as reformas do tipo "recuo à economia de mercado" nos países socialistas podem ter diferentes resultados. A perestroika resultou no abandono total do socialismo e abraço do capitalismo. Mas a NEP (Nova Política Econômica) nos anos 1920 na URSS (que também foi um "recuo a mecanismos de economia privada e de mercado") não desembocou no capitalismo e sim na industrialização dos planos quinquenais a partir da década de 1930.
Quando a China se tornar a primeira economia do mundo, deixar de ser subordinada e passar a ditar o ritmo da economia mundial (como os EUA fizeram por muito tempo), como se comportará? Isso não é tão claro. "Quand la Chine s'éveillera, le monde tremblera", já dizia um francês arguto do século XIX...
Terceira ironia: o fim da Guerra Fria. A queda do Muro de Berlim em 1989 e a desintegração da URSS em 1991 marcaram o fim da Guerra Fria. Este é um axioma autoevidente para a maioria dos analistas. Os EUA venceram e a URSS perdeu. Um contendor aniquilou o outro, terminando com a contenda. Entretanto, se olharmos hoje, parece que a Guerra Fria está de volta.
Nos últimos anos, os EUA têm entrado em rota de colisão direta com a Rússia, o que levou muitos observadores a propor que uma espécie de Guerra Fria está acontecendo no tabuleiro internacional. Isso é ainda mais surpreendente porque, logo depois da derrocada da URSS, nos anos 1990, com Yeltsin, parecia que a Rússia (inclusive por conta de seu enfraquecimento econômico) estava se aproximando do Ocidente.
Era realmente o fim da Guerra Fria, até por causa da exaustão econômica de um dos ex-rivais. Entretanto, nos anos 2000, sob Putin, uma Rússia algo já recuperada economicamente passa a seguir uma trilha mais assertiva, por vezes até agressiva, em relação à superpotência americana. Este é um desenvolvimento surpreendente, não só pela lógica puramente advinda da queda do Muro, mas também pelo que aconteceu nos anos 1990. Não é à toa que o símbolo da Rússia é uma águia de duas cabeças olhando em direções opostas...
Esses são alguns dos desenvolvimentos surpreendentes no mundo nos últimos tempos que foram contra a lógica do que se poderia esperar 25 anos atrás, quando testemunhamos em transmissões ao vivo a queda do Muro de Berlim.
As ironias da história...

Angelo Segrillo é professor da USP e autor do livro "De Gorbachev a Putin" (ed. Prismas)

sábado, 8 de novembro de 2014

Notícias e Flores

Demissões de jornalistas da Folha

Dizem que foram 25 demissões de importantes jornalistas da Folha. O interessante foi que até os fanáticos opositores do PT e de Dilma foram demitidos. E não houve nenhuma influência nem de Dilma e muito menos do PT. Então, por que as demissões? 

Esperei vários dias para ver se o jornal Folha de S. Paulo informaria alguma coisa, e nada. E o compromisso com os assinates e com os leitores do jornal? E a transparência? E a modernidade?

Já que a Folha não informou nada, dou os créditos ao site Brasil 247. É algo meio alternativo, mas já está pautando a imprensa brasileira. Ainda bem!

Como hoje é sábado, aproveito para mostrar flores do nosso jardim.

Vejam que beleza!


Combinação de flores no quintal.
E um dos pés de Nandina, só que está é na frente de casa.


Beleza pura!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Crescimento Econômico e Ditaduras

O perigo da não contextualização

É comum a imprensa e os analistas econômicos enaltecerem os grandes crescimentos econômicos de países em períodos de Ditadura Militar. Isto vale para o “milagre brasileiro” nos anos 70, a ditadura chilena de Pinochet com sua Reforma da Previdência e privatização de tudo, a Coreia do Sul nos pós Guerra e mais recentemente a China “Comunista”.

O jornal Valor fez uma materia sobre a paletra do economista Delfim Netto sobre a importância do comercio exterior no crescimento do Brasil.

Lendo com calma a matéria, vemos que o grande crescimento do comercio exterior brasileiro foi durante a ditadura militar.

Curiosamente, quando começa a redemocratização do Brasil e a presidencia de um civil, a participação brasileira no mercado global diminui. Quando Delfim compara o Brasil com a China, as contradições são ainda maiores.

Em 1985, o Brasil tinha o mesmo tamanho (0,9%) que a China (1%) no mercado internacional. Lembrem que 1985 foi o marco da redemocratização brasileira. Já em 2013, enquanto a participação brasileira na media global caiu para 0,7%, enquanto que a China chegou a 16,6%.

Será que Delfim e os empresários brasileiros defendem o modelo econômico e político da China atual? Aqui a política é uma zona total, enquanto na China, lá tem quem manda e quem obedece. Sem eleições e imprensa livres e sem liberdade de manifestação.

Fica o registro para os especialistas e empresários pensarem. Afinal, já temos gente indo para as ruas pedindo a volta dos militares…

Leiam a matéria do Valor:

Problema do Brasil foi ter jogado fora o comércio exterior, diz Delfim Netto

Por Juliana Elias | Valor - 06/11/2014 às 15h24

O economista Antonio Delfim Netto estima que a indústria brasileira tenha perdido R$ 370 bilhões, entre 2002 e 2014, soma do que deixou de exportar para o resto do mundo e também de produzir em troca de importar. Para ele, está na indústria, e no comércio exterior, a principal explicação para o país ter parado de crescer.
“O Brasil não cresce porque a indústria não cresce. E a indústria não cresce porque o país jogou fora o comércio exterior, que é um de seus motores mais importantes”, disse o economista, ex-ministro da Fazenda, durante seminário com empresários na Acrefi, em São Paulo.
Um exemplo disso é o uso que o governo tradicionalmente fez do câmbio como política de controle de preços, em vez de política industrial ou comercial. “As exportações não cresceram porque faltou uma política cambial previsível. Há 30 anos o país vem usando o câmbio para controlar inflação e abandonou a prioridade de uma tarifa de câmbio competitiva para a indústria.”
O resultado foi uma perda crescente na participação do país no comércio exterior.
Delfim estima que, de 1962 até 1986, o país multiplicou por dez sua fatia no total de bens e serviços que circulam pelo mundo (saiu de 0,05% pata 0,95%), mas dali para frente a trajetória foi decrescente. Hoje, essa participação caiu para praticamente à metade do pico alcançado nos anos 1980.
O encolhimento coincidiu também com o avanço exponencial da China sobre a economia mundial, fenômeno contra o qual o país acabou não se equipando: entre 1983 e 1985, exemplificou, a participação do Brasil no comércio mundial foi de 0,9% do total, ao lado de uma fatia de 1% para os produtos chineses.
Entre 2011 e 2013, a média brasileira caiu para 0,7%enquanto a China conquistou 16,6% do bolo global(Juliana Elias | Valor) 

A esquerda pós Muro de Berlim

Há 25 anos o mundo procura um novo caminho

Pós queda do Muro de Berlim, em 1989, para onde caminha a humanidade?

Num primeiro momento os neoliberais fizeram a festa, sentindo-se vitoriosos, como se fossem eles os causadores da derrocada stanilista. Ledo engano, os neoliberais apenas contribuíram para mostrar que os países comunistas estavam falidos economica, politica e socialmente. Tinham perdido o trem da história.

Com a implosão da União Soviética, em 1991, a esquerda mundial entrou em desconstrução formal e a direita também comemorou dizendo que "a História tinha acabado". Mais um ledo engano. A história está em processo contínuo e devorando seus teóricos do fim do mundo…

Curiosamente, quando se comemora os 25 anos da queda do muro de Berlim, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama leva um banho eleitoral dos conservadores republicanos. Deixando os democratas com um final de mandato presidencial sem grande perspectiva.

Ainda durante as comemorações da queda do muro de Berlim, lá mesmo na Alemanha temos uma grande greve dos ferroviários exigindo redução da jornada de trabalho e aumento de salário de apenas 5%. Pararam a Alemanha e parte da Europa por apenas 5% de aumento salarial? Porque a empresa ferroviária não aceita a reivindicação dos trabalhadores? Afinal, 5% é muito pouco para os padrões brasileiros…

Vinte e cinco anos depois da unificação alemã, a Europa vive a maior crise econômica do pós segunda guerra mundial, a própria Alemanha está em recessão e o mundo caminha novamente para a direita.

Qual é a reação da Esquerda? 
Da Classe Trabalhadora? Dos Acadêmicos e Teóricos?
Ainda não acharam uma resposta.
Enquanto isto o navio vai se afundando…

Qual será o limite? Nova guerra mundial? 
Substituição dos Estados Unidos pela China e Alemanha como potências econômicas mundiais? Será que os Estados Unidos aceitarão isto sem provocar novas guerras, como vez no Iraque, na Bósnia e no Norte da África?

Se a Esquerda ainda não tem resposta, muito menos a ONU tem resposta para a nova crise mundial. A ONU é uma instituição desacreditada e de alto custo de manutenção. Parece os legislativos atuais...

O Brasil tem sido um bom exemplo de crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda.

No entanto, o modelo está chegando a um impasse:
Ou avança nas reformas estruturantes, ou não conseguirá ganhar novas eleições.
E avançar renovando a Estrutura do Estado herdado da ditadura militar não é tarefa fácil. Precisa de uma maioria consolidada tanto nos eleitores, como na governança.

Lula é a maior liderança social viva no mundo de hoje. 
Porém, nem Lula nem o o PT teorizam sobre sua forma de governar e incluir milhões de pobres na classe média. O pragmatismo dificulta a reprodução dos modelos econômicos e sociais…

E para que servem as Universidades? 
Para melhorar as estatísticas quantitativas?
Deveriam servir também para ajudarem a elaborar sobre o novo momento histórico. Mas, parece que os professores estão mais preocupados em melhorar seus salários e suas rendas do que em pensarem em modelos econômicos que respondam as demandas atuais.

E para que serve a Imprensa?
Atualmente, para tentar manter o projeto econômico neoliberal e a estrutura herdada da ditadura.

Enquanto o novo não surge,
vamos servindo como bucha de canhão...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Belas flores e muito trabalho

Nem ler jornal está fácil 

A imprensa continua em campanha eleitoral contra o governo Dilma.
O que torna mais difícil a leitura.
Ao mesmos tempo, 
Estamos trabalhando mais para compensar os dias 
De campanha eleitoral para a mulher do coração valente.

Já que não tenho tempo para escrever,
Mostro flores.
Vejam que belezas!


Você abre a porta para ir trabalhar e é recebido por flores.
Até parece um mapa.


Pequenas flores amarelas entre as folhas verdes.
As cores do Brasil!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Direita cresce nos EUA

Obama bobeou, dançou!

Em toda parte do mundo atual, quando há eleições o povo está sendo muito claro. Governo é para governor, tomar providencias e resolver problemas. Tanto faz se o governo é de direita ou de esquerda. Quem não tem competencia não se estabelece.

Não foi só o Congresso Nacional brasileiro que foi para a direita na nossa eleição. Agora foi a vez do Congresso Nacional Americano também ir para a direita. Breve será a vez da França.

Precisamos desenvolver mecanismos mais eficazes de administração pública no Brasil e no mundo. Ou avanços para as democracias participativas, ou o fascismo vai crescer no mundo. O tempo está correndo e a cada eleição é uma ameaça…

Vejam os resultados das eleições desta terça-feira (5) nos Estados Unidos.

Republicanos conquistam maioria no Senado
dos EUA

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON - O ESTADO DE S. PAULO
05 Novembro 2014 | 05h 16

Vitória do partido de oposição a Obama foi mais expressiva do que havia sido projetado


O Partido Republicano conquistou nessa terça-feira, 5, a maioria do Senado americano, em uma derrota devastadora para o Partido Democrata e o presidente Barack Obama, que enfrentará um Congresso hostil nos seus dois últimos anos de mandato.

A vitória foi mais expressiva do que o projetado antes das eleições e incluiu a ampliação da vantagem republicana na Câmara dos Representantes e a conquista de Estados tradicionalmente democratas, entre os quais Illinois, onde Obama fez sua carreira política.

No início da madrugada desta quarta-feira, a oposição já tinha garantido 52 das 100 vagas do Senado e poderia ganhar mais 1 ou 2. Projeções indicavam que os republicanos também poderiam ampliar em até 15 cadeiras sua maioria na Câmara dos Representantes - atualmente, a legenda detém 233 das 435.

A vitória levará os republicanos de volta ao controle do Senado pela primeira vez em oito anos, em uma eleição que dá a largada para a corrida presidencial de 2016. Energizados pelos resultados da disputa de ontem, os oposicionistas começarão a se articular para tentar voltar à Casa Branca dentro de dois anos. 

Os republicanos também venceram a disputa pelo governo de Massachusetts, Estado onde os democratas ganharam as sete últimas eleições presidenciais. Em 2012, Obama obteve 61% dos votos em Massachusetts, 23 pontos percentuais a mais que os 38% conquistados por Romney.  

Segundo ele, a tarefa mais importante da oposição será a ofensiva para reverter o Obamacare, a reforma do sistema de saúde que é o principal legado da gestão do presidente democrata.

A grande dúvida é se os republicanos usarão seu poder para continuar obstruindo a agenda legislativa de Obama ou se poderão colaborar com o presidente em áreas nas quais existem interesses coincidentes, como reforma tributária e autorização para negociação de acordos comerciais com outros países. 

O presidente convocou reunião na sexta-feira com representantes dos dois partidos para discutir os passos que serão dados a partir de agora no relacionamento entre a Casa Branca e o Congresso. 

Apesar de a economia americana ter registrado crescimento anualizado de 3,5% no terceiro trimestre e o desemprego ter caído para 5,9%, os eleitores continuam insatisfeitos com a situação do país. 

Levantamento divulgado pela CNN depois da votação indicou que a economia era a principal questão para 45% dos que foram aos locais de votação ontem. Em segundo lugar aparecia a assistência médica, mencionada por 24% dos entrevistados. Para 69% dos eleitores, a situação econômica é ruim e 65% declararam que o país caminha na direção errada.