sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Pesquisas: A verdade é o que menos importa

No noticiário, no judiciário, nas pesquisas...

Nestas eleições, o importante é o vale tudo eleitoral.
Como as pesquisas erraram de forma gritante no primeiro turno, como acreditar nelas agora? Será que a disputa está realmente meio a meio? Ou será que os números fazem parte de uma estratégia combinada com o judiciário, a polícia federal, a imprensa e os partidos da oposição? Cada um pode fazer a leitura que achar mais conveniente.

Uma certeza nós já temos: 
Nesta disputa eleitoral, a verdade é o que menos tem importado.

Vejam os jornais de ontem e de hoje. O preso-delator pode falar o que quiser sem prova, que só será apurado bem depois da eleição. Mas o uso eleitoral do depoimento do preso-delator fará profundas feridas na opinião pública. Como impedir tanta manipulação?

Outra certeza também podemos ter:
Se as pessoas votaram e depois não viram seus votos, no primeiro turno, no segundo a "magia" também pode se repetir. Isto é, o povo votar num candidato e a apuração sinalizar os votos para outro candidato. O que sinalizava pouco nas eleições passadas, nesta eleição foi um escândalo. Urna eletrônica não é garantia de lisura e honestidade. É apenas uma forma de agilizar os resultados. Quanto à honestidade, é tão honesto quanto guardar os dinheiros nos bancos, mesmo sujeito a ataque de hackers.

Talvez o Brasil precise passar por esta experiência, como passou pelas privatizações a preço de banana, o desemprego e o arrocho salarial. Assim, com o tempo, o Brasil  vai aprendendo a discernir entre o joio e o trigo, entre o verdadeiro e o falso, entre preconceito e racismo. E tantas outras coisas.

Os privatizados, os demitidos e desempregados da época de FHC jamais esquecerão o que passaram e estão passando. Como no Holocausto da Segunda Guerra. Mesmo ganhando prêmio Nobel de Literatura.

Se acontecer de a farsa vencer, quando venderem a preço de banana o pré-sal e os direitos da Petrobras, quando voltarem a arrochar salários e a gerar desemprego, as pessoas não podem dizer que não sabiam. Sabiam e foram coniventes.

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