quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Eleições: A insegurança da segurança

Quanto mais gente eu ouço, mais reflito

Tem algo estranho neste clima eleitoral. Quando eu pergunto como foi a votação para cada militante, ouço que as pessoas não estão entendendo o porque aparece resultados de urnas que não batem com o que a pessoa esperava.

Comunidades de movimento de moradia, onde as pessoas sabiam todos os números dos candidatos de memória e ao ser perguntada respondia com os números certos, quando foram verificar os resultados, os números ficaram abaixo dos moradores da comunidade.

Ou muita gente disse que ia votar e não votou, ou alguém fez os votos mudarem de nomes. Ouvi vários casos de a fotografia que apareceu na máquina ser diferente da foto do candidato. Houve o caso da mulher que foi votar e já tinham votado por ela ou no nome dela, isto em Recife.

No caso dos bancários de São Paulo, muita gente avisa que a agência toda votou em Luiz Claudio Marcolino, ou que no prédio vários andares votaram em peso em Marcolino. Ou os bancários estão dizendo apenas para agradar ou então os votos também foram transferidos para outros candidatos. Será que os deputados históricos, como Vicentinho, Zaratini e Arlindo perderam tanto voto? Quase a metade ou mais?

O mesmo vale para governador. Ganhar em 99,9% das cidades do Estado de São Paulo é possível mas é muitíssimo improvável. Parece até que erraram "na mão". Quando converso com as pessoas, muitas ficam sem saber argumentar o porque do vexame oficial. Mesmo sabendo que a maioria iria votar em Alckmin, é muito complicado Skaf e Padilha só vencerem em apenas uma cidade.

Com estas dúvidas todas, eu acabo pensando que:

1 - Se não é o caso de voltar à tradicional cédula de papel, que podia ser conferida. Mesmo mantendo o voto eletrônico. Afinal, nenhum país aceitou fazer o mesmo sistema eleitoral do Brasil. Se ninguém quer aplicar o voto eletrônico exclusivo é porque alguma coisa não é segura. Os bancos que o digam...

2 - Caso tenha havido "magia" no primeiro turno, quem garante que também não haverá "magia" no segundo? A imprensa pode responder que sem provas não vale. Mas a Terra sempre girou em torno do Sol e as religiões sempre negaram isto. Precisou passar muito tempo para que se comprovasse quem rotava em torno de quem.

Enquanto o segundo turno não chega, continuo com minhas reflexões e achando, cada vez mais, que devemos "Orar e Vigiar" sempre e muito. Se a informática fosse perfeita, os hackers não pegariam dinheiro nos bancos, os Estados Unidos não espionariam a Petrobras e os celulares de Angela Merkel da Alemanha.

Enfim, até provar que a Terra girava, 
muita gente morreu e foi roubada...

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