sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Urna Eletrônica: Entre a Fé e a Fraude

Roubaram mas não levaram?

O PSDB resolveu pedir auditoria da votação presidencial neste segundo turno. É realmente preocupante. Como é que, com tanta baixaria, tanta malandragem e magia eleitoral, mesmo assim os tucanos perderam a eleição?

Mesmo as empresas que fazem e cuidam do programa eletrônico e das urnas sendo de pessoas ligadas ao PSDB e de imagem contraditória, mesmo assim perderam a eleição. Como explicar isto?

Como explicar a derrota, mesmo tendo juízes exigindo depoimentos de delatores que comprometam Dilma e o PT? Como explicar a derrota, mesmo tendo toda a imprensa manipulando informações contra Dilma e o PT? Como explicar a derrota com tantos delegados da polícia federal fazendo apurações seletivas?

Por motivos opostos, também concordamos que precisamos melhorar este sistema eleitoral.

A Urna Eletrônica nos deixa entre a FÉ e a FRAUDE.

A FÉ porque não há meios de conferir se o voto do eleitor foi realmente computado para o seu candidato. Ou você acredita, ou não acredita. É exclusivamente uma questão de fé. Todos os profissionais de informática garantem que o sistema atual não tem segurança nenhuma.

A FRAUDE porque sabemos que sempre houve Fraude de Varejo. Isto é, mesários que votavam pelos eleitores, urnas que não aceitavam o 13, urna que você votava num candidato e aparecia a foto de outra pessoa entre tantas histórias mil…

Mas o que merece cuidado e atenção é a Fraude de Atacado. Isto é, a fraude no programa e na transferência de votos dentro do sistema. Há muita gente que acha que no Estado de São Paulo houve fraude pesada. Tanto no primeiro como no segundo turnos. Pelos cálculos paulista, Aécio estaria eleito se não tivesse errado na informação de Minas Gerais. O pessoal de Aécio jurava que ganharia bem no segundo turno de Minas. E perdeu novamente, salvando Dilma.

O Nordeste, depois da provocação de Fernando Henrique que falou mal dos nordestinos e dos pobres, votou em peso em Dilma, aumentando bem a vantagem dela no Norte e Nordeste, e Minas Gerais e Rio de Janeiro contrabalançaram São Paulo.

Não pensem os tucanos que deixaremos de investigar as fraudes,
sejam elas de varejo ou de atacado. Vamos continuar levantando as denúncias...

Temos certeza absoluta que este sistema, sem conferência, não serve mais.

Precisamos manter o sistema eletrônico, combinado com a garantia de impressão do voto, onde o eleitor possa conferir se o que ele digitou corresponde ao que está impresso na cédula e, só depois de conferido, o eleitor coloca a cédula na urna. Caso haja desconfiança de fraude numa urna, numa seção ou mesmo num Estado ou no Brasil, aí sim, recorre-se à contagem das cédulas.

Caso contrário, isto é, caso não haja contestação, fica valendo o sistema eletrônico. E o resultado rapidíssimo, que o sistema possibilita, ficará valendo.

Mas do que acreditar e confiar,
precisamos ter mecanismos que garantam a honestidade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Imprensa conservadora e Hokusai

Caderno 2 - O lado bom do Estadão

Constrangido com o conservadorismo do Estadão nesta campanha eleitoral de 2014, passei a ler apenas os cadernos de Cultura, de Economia e de Esportes. O caderno de política envergonha até os antigos Mesquistas. Beirava ao fascismo, o que a família nunca foi. Mas são outros tempos…

Folheando o Caderno2, o melhor caderno de cultura jornalística do Brasil, fui surpreendido com uma página dedicada a Hokusai, o maior pintor japonês.

Uma material primorosa de Andrei Netto. Vejam que beleza…

Mestre do japonismo
Katsushika Hokusai é objeto de retrospectiva no Grand Palais de Paris

ANDREI NETTO - PARIS - O ESTADO DE S. PAULO
30 Outubro 2014 | 03h 00

Artista é um dos maiores pintores da história

Em 1637, ao publicar Discurso sobre o Método, o filósofo francês René Descartes pavimentou o caminho do racionalismo e da modernidade, pregando uma ideia que marcaria a história do Ocidente: a visão de um homem “mestre e senhor da natureza”.

No Oriente, porém, a noção de que a grande força é ela, a natureza, e não o homem, ainda imperaria por pelo menos mais dois séculos. Uma das provas dessa cultura é a obra magistral de Hokusai (1760-1849), gênio japonês do desenho, da gravura e da pintura, cuja carreira é objeto de uma retrospectiva em cartaz no Grand Palais, em Paris. 


Nascido em Edo, atual Tóquio, em 1760, Katsushika Hokusai, “o louco pela pintura”, foi um desenhista, pintor e artista popular. Filho de pais desconhecidos, depois adotado aos quatro anos de idade, começou a estudar xilogravura na adolescência, entre 1773 e 1774, e no ano seguinte publicou suas primeiras ilustrações, um total de seis páginas em um romance cômico.

Em 1778, passou a membro do ateliê do mestre das estampas e Katsukawa Shunsho, quando desenvolveu a arte dos retratos e evoluiu como artesão desenhista, mas sem que seu valor artístico fosse reconhecido.

A partir de 1794, após adotar o nome de Sori - um dos inúmeros que usaria ao longo da carreira -, a obra de Hokusai ganhou em complexidade e em riqueza. Seu trabalho passou a integrar publicações mais refinadas, o que o fez mais conhecido.

Seu destaque então cresceu entre 1805 e 1810, quando sua obra tornou-se referência em livros de leitura, os yomihon, pelo talento expresso no traço firme, mas delicado, e pela técnica precisa no manuseio do nankin. Então ficou mais clara a beleza de suas ilustrações, que consolidavam um estilo marcante: arte refinada sobre temas ordinários, como a vida cotidiana, a mulher e as tradições do Japão, não raro com humor.

O período seguinte, iniciado em 1814, quando adotou o nome de Hokusai manga, marcou sua consolidação como artista admirado e seguido por discípulos, que o elevaram ao status de mestre. É dessa época uma de suas obras mais impressionantes, os Hokusai manga, um conjunto de 15 livros e 3,9 mil desenhos que são em si uma antologia de sua produção artística no período. 

Seu talento e sua capacidade de se reciclar como artista e explorar novas fronteiras técnicas ainda o levariam a produzir a sequência mais célebre de seu trabalho. Aprofundando-se nas ukiyo-e, as “estampas do mundo flutuante”, Hokusai desenvolveu suas Trinta e seis vistas do monte Fuji, obras inconfundíveis pelo tema e pela complexidade técnica, que contrasta com sua beleza simples, ressaltada pela força das cores, do vermelho profundo ao azul marinho. 

A julgar pela aglomeração de visitantes no Grand Palais, observar sua obra-prima, A Grande Onda de Kanagawa, desperta fascínio, talvez pela oportunidade de admirar o que Valter Benjamin chamou de “aura” de uma peça original, inexistente em suas reproduções. Ali está toda a potência de uma obra que mostra o apogeu de um gênio, com a mesma firmeza e delicadeza do traço de seus primeiros trabalhos, somadas a uma sensibilidade primorosa na escolha das cores, nos dégradés de azul do mar violento ou no céu neutro que completa a paisagem.

É nessa sala, dedicada ao período Litsu, entre 1820 e 1834, que talvez esteja a chave para compreender a riqueza da obra de Hokusai. Muito além da beleza de seus traços e de suas formas e cores, há uma mensagem poderosa: a de que a natureza é a força irresistível, a potência avassaladora e incomparável ao poder do homem - um coadjuvante, e não seu “mestre e senhor”.

Hokusai é, ao lado de Hiroshige e Utamaro, o expoente do “Japonismo”, como o colecionador Philippe Burty denominou em 1872 a onda de influência exercida pela arte japonesa sobre pintores, escultores e escritores da França e, a seguir, de todo o Ocidente. Inaugurada por Félix Bracquemond, primeiro artista europeu a reivindicar a influência, em 1856, quando reproduziu sobre porcelana figuras animais presentes nos Hokusai manga, a tendência se alastrou pelo meio artístico europeu.

Nomes como Van Gogh, Gauguin, Monet, Manet, Degas, Renoir, Pissarro, na pintura, Rodin, na escultura e no desenho, ou ainda Baudelaire, Mallarmé, Victor Hugo, Proust, Goncourt e Zola foram influenciados, seja por técnicas e estilos, seja pela sensibilidade e pela estética nova, pela busca da perfeição e do sublime na arte. 

A mostra do Grand Palais desliza no bairrismo ao abrir a exposição falando das influências de Hokusai sobre os mestres europeus, e não mergulhar em primeiro lugar na genialidade de seu trabalho em si. Mas esse erro é logo corrigido, e dá lugar a um percurso cronológico inédito e exaustivo de 400 obras do japonês que, morto aos 78 anos, queria viver até os 110 para cumprir sua missão obsedante: transformar em arte “o menor ponto, os menores traços vivos”. 

Eleições 2014: GDP x PIG = DPP

Frente Ampla Progressista x Frente Ampla Conservadora

A imprensa brasileira nestas eleições forçou todos os limites, legais e ilegais, no combate a candidatura de Dilma, do PT e de seus aliados, que representam o projeto de crescimento econômico com inclusão social. Por pouco os conservadores não deram um golpe para impedir a nossa vitória.

Ainda hoje, lendo os principais jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, convenci-me de que estes conservadores não querem diálogo nem paz construtiva. Eles querem manter o governo na defensiva, querem nomear os ministros, querem impor seus candidatos e seus programas. Eles querem a paz armada em vez de dar prioridade ao Brasil solidário.

Ou os setores progressista se unificam na defesa de nosso projeto democrático popular ou ficaremos imobilizados e inertes ante tanta pressão da direita conservadora e odienta.

Para se ter um GDP - Governo Democrático Popular é preciso enfrentar o PIG - Partido da Imprensa Golpista. E esta disputa que começou em 2002 e agora chegou ao limite da agressividade e das manipulações tanto da Imprensa como de outros atores institucionais, está transformando nossa frágil democracia numa DPP - Disputa Popular Prolongada.

Ou os setores progressistas se unificam numa Frente Ampla Progressista para defender a política de crescimento econômico com inclusão social começada com Lula e continuada com Dilma, ou os conservadores, capitaneados pela imprensa neoliberal, organizados numa Frente Ampla Conservadora, conseguirá bloquear os progressos sociais e retomar a economia neoliberal e conservadora, além de impedir as mudanças estruturantes que o Brasil precisa para ser um país moderno, democrático, competitivo e participativo.

Temos que governar com todos os setores da sociedade, principalmente com as pessoas que respeitam as instituições e as regras democráticas. A palavra final deve ser sempre do povo e ele precisa ser ouvido e dar o parecer final sobre sua vontade. O Congresso Nacional é importante, mas não substitui a soberania do povo. Neste sentido, além de manter o povo mobilizado e fazer um bom governo, precisamos construir as condições para se fazer uma CONSTITUINTE LIVRE E SOBERANA. 

A sorte está lançada!

Ou nos organizamos,
ou sucumbiremos aos golpistas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pausa para trabalhar

Cuidando de tarefas 

Depois das eleições difíceis, temos que resolver as pendências atrasadas e com isto falta tempo para pensar e escrever um bom artigo do dia.

Segue então uma mostra das flores que nasceram durante as eleições. 


Apesar da falta de água, as flores renascem.
Nossas alegrias e esperanças também renasceram neste domingo.
Obrigado aos que garantiram a vitória
Da mulher do coração valente.
Agora é paz, amor e muito trabalho.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Eleições e as mudanças relevantes

É preciso definir e precisar as atribuições institucionais

Numa comunidade e numa sociedade, as pessoas precisam saber a quem se reportam e quais são seus direitos e deveres. A vida comunitária pressupõe regras coletivas e individuais. Não existindo portanto, nem liberdade ilimitada individual, nem poder absoluto do Estado ou das instituições.  Nas ditaduras, nas monarquias absolutas e durante as guerras bélicas é comum não existir a garantia dos direitos individuais e das liberdades plenas. Mas, nas democracias pós revolução francesa, houve a separação entre o Estado, as Religiões e os Direitos Individuais.

No Brasil temos uma Constituição genérica e faltando regulamentação de uma série de temas altamente relevantes. Um dos temas mais frágeis na atualidade e que precisa ser redefinido são as atribuições da União, dos Estados e Municípios. Outro tema é a relação entre os três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário. Outro tema relevante são os orçamentos. Todo mundo quer gastar, mas, quase ninguém se compromete com o equilíbrio entre despesas e receitas.

Qual o papel dos impostos? Quais são as prioridades nas despesas e nas receitas? O Brasil tem uma herança tributária abusiva. Impostos para manter Conselhos Federais, Sistema "S", Sindicatos patronais e de trabalhadores, CIEE(!), manter o legislativo, o executivo e o judiciário. Quanto sobra para as políticas públicas e a infra-estrutura?

Com a redemocratização do Brasil, precisamos avançar nos estímulos a participação social, na democracia participativa e na garantia da transparência tanto nas instituições públicas como privadas.

O conteúdo do material escolar, em todos os níveis, quem pode e deve atualisá-lo? O conteúdo do material escolar brasileiro continua conservador e omitindo os grandes avanços dos últimos anos. Como fortalecer a Cidadania? Como combinar a economia de mercado com a economia solidária?

Ao falar em conteúdo educacional, qual é o papel das Igrejas na divulgação de suas crenças e valores. As estações de Rádio e canais de TVs são tão imprescindíveis assim? Por que as Igrejas podem ter rádios e TVs e os movimentos sociais não podem? Quem define este critério, o Congresso Nacional? Que é parte beneficiária na distribuição de autorização para rádios e TVs?

Finalmente, temos o grande desafio em atualizar o papel da imprensa.
A ditadura militar acabou mas a legislação que define o papel da imprensa ainda é predominantemente herança da ditadura. Como regulamentar a mídia? Qual é o critério para o uso de publicidade pública e privada? Por que um governo tem que ser obrigado a fazer propaganda em quem tenta lhe destruir?

Nestas eleições de 2014, por exemplo, a imprensa serviu de porta-voz dos candidatos conservadores, tendo em seus articulistas verdadeiros cabos eleitorais diários, garantindo 24 horas de "horário eleitoral gratuito"para os candidatos conservadores. Tentaram até golpes midiáticos especiais para tentar viabilizar a vitória de seus candidatos conservadores. Mesmo assim perderam a eleição principal. Não conseguiram fazer o povo eleger o seu candidato conservador.

Esta mesma imprensa, perdida a eleição, agora tenta controlar a pauta da presidente reeleita. Os mesmos cabos eleitorais conservadores, agora voltam a se dizer "especialistas", autoridades conservadoras e neoliberais, se acham com poderes para determinar o que o governo deve fazer. Como impedir que a mentira diária se transforme numa verdade?

Democracia é processo de aprendizagem coletivo.
Errar é humano, mas repetir o erro é burrice!
Os governos vitoriosos nas urnas,
os partidos progressistas,
os movimentos sociais e sindical
precisam manter o exercício da democracia participativa
precisam avançar na consolidação dos direitos e das conquistas
precisam fazer com que tenhamos um Brasil
de todos, com todos e para todos.

Um Brasil para todos os brasileiros.
Sem medo de ser feliz!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Eleições:De coadjuvantes a decisivos

A importância dos movimentos sindical e sociais na vitória de Dilma
Vejam um bom depoimento do presidente da CUT, Vagner Freitas, sobre o papel dos movimentos na vitória de Dilma nesta eleição.
Nada será como antes…

A eleição acabou, mas a luta da militância e da juventude continua
A vitória da presidenta Dilma é a vitória dos movimentos social e sindical, da militância e da juventude organizada e mobilizada
Escrito por: Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT • Publicado em: 27/10/2014 - 14:51 • Última modificação: 27/10/2014 - 15:09
Arte
A CUT cumpriu seu papel.
Como agente político importante, participou ativamente do processo eleitoral que define a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, defendeu o projeto de desenvolvimento com inclusão e justiça social que garante os direitos da classe trabalhadora e amplia conquistas, representado pela presidenta Dilma Rousseff. 
O povo brasileiro escolheu Dilma Rousseff presidenta!
Venceu Dilma, venceu o Brasil, venceram os brasileiros e as brasileiras. Venceu a democracia que, apesar da disputa tensa, acirrada e agressiva - com boatos, denúncias de fraude nas urnas e tentativa de golpe -, saiu fortalecida e não sofreu qualquer abalo em seus alicerces. A vitória de Dilma é a vitória dos progressistas, é um sonoro “não” ao retrocesso.
O diferencial desta campanha, que garantiu a permanência do projeto democrático e popular, foi o povo nas ruas, capitaneado pela CUT, no Distrito Federal e nos 26 Estados do Brasil. Aécio tinha parte importante dos jornais do seu lado, Dilma tinha o povo com suas bandeiras e camisetas vermelhas defendendo a continuidade do processo de transformação social do País.
A vitória de Dilma é a vitória dos movimentos social e sindical, da militância e da juventude organizada e mobilizada que, apesar da campanha feita pela mídia para desestimular a participação deles na política, foi às ruas defender suas posições, dizer que tem lado. E o lado dessa juventude é o nosso lado, é o lado do povo, da classe trabalhadora, de toda a sociedade.
A eleição acabou, mas a luta da militância e da juventude continua. É verdade que Dilma venceu, mas o governo continua em disputa. A coalização que venceu as eleições, capitaneada por Dilma, tem também representantes de setores conservadores e teremos, em 2015, uma das bancadas mais resistentes a mudanças da história no Congresso Nacional. E como sempre ressaltamos a maior parte da pauta dos/as trabalhadores/as não está diretamente subordinada à presidência da República e, sim, ao Congresso.
O papel da CUT é construir um movimento organizado, de massa, que ocupe as ruas, mobilize sindicatos, movimentos sindical e social, que pressione o Congresso a fazer as mudanças que reivindicamos, a aprovar a pauta da classe trabalhadora. A presidente é progressista e quer mudanças. Em seu primeiro discurso falou que vai dialogar muito mais neste segundo mandato. Cabe a nós dar a sustentação, a base popular para que Dilma possa garantir os avanços que os/as trabalhadores/as reivindicam.
Para isso, é essencial avançar na democracia participativa e, neste sentido, ouvir os trabalhadores e a sociedade civil organizada tem de ser prioridade. Queremos participar mais ativamente da construção das políticas públicas. Queremos avanços nos mecanismos de controle social e formação de propostas e políticas. Queremos a reforma política. E a presidenta se comprometeu com esta reivindicação quando fomos a Brasília entregar o resultado do plebiscito popular que colheu mais de 8 milhões de assinaturas.
Na ocasião, Dilma disse: “Meu compromisso é deflagrar essa reforma que é responsabilidade institucional do Congresso e que deve mobilizar a sociedade em um plebiscito por meio de uma consulta popular”. A presidenta disse que a consulta popular dará a força e a legitimidade exigida pelo processo de transformação para levará à frente a reforma política.
Nosso papel é dar condições para que a presidenta faça um governo progressista e de esquerda. Isso significa que a mesma dedicação que  tivemos no apoio irrestrito à campanha de reeleição de Dilma, teremos de ter na cobrança, na mobilização e na pressão para que a pauta dos trabalhadores e da sociedade e as mudanças no Estado avancem cada vez mais.
O Estado tem de cumprir o seu papel e garantir mais segurança, educação e saúde de qualidade, moradia, mobilidade urbana. Essas políticas públicas que continuamos necessitando e que devem ser muito mais consolidadas no segundo mandato de Dilma.  




Eleições: O Brasil escolheu Dilma presidente

Um símbolo de mulher brasileira

Já tínhamos o melhor presidente da História do Brasil: Lula.
Agora temos o mais novo símbolo da mulher brasileira: Dilma

Assim mesmo, simplesmente Dilma. Mineira sim senhor.
Cresceu num mundo solidário e coletivo em Minas Gerais.
Quando a maioria passou a dizer sim para a Ditadura Militar
Dilma foi um dos jovens que decidiu dizer Não!

Por não concordar com a ditadura militar,
foi para o movimento de oposição direta.
foi presa e torturada. Resistindo bravamente.
Quando libertada já era outra Dilma.

Namorou, casou e foi morar no Rio Grande do Sul
Terra de machos valentes e farroupilhas
Teve uma filha, estudou e trabalhou
Ajudou os governos progressistas locais.
Virou mineira e gaúcha.

Com o crescimento das lutas sociais,
com o surgimento das centrais sindicais
e a legalização dos partidos de esquerda
Dilma entrou para a História do Brasil.

Virou ministra, depois primeira-ministra
e foi escolhida por Lula para se candidatar
a presidenta do Brasil.

Fez um mandato enfrentando homens
que não estavam acostumados
a receber ordens de mulher.

Enfrentou desafios nacionais e internacionais,
deu dignidade as empregadas domésticas e aos seus filhos.
Valorizou os salários, o emprego e as políticas públicas.

Enfrentou as corporações patronais e dos trabalhadores
enfrentou a recessão econômica e a especulação financeira
Deu força à Comissão da Verdade

Com seu Coração Valente
enfrentou a maior oposição que este Brasil já teve.
Contou com o apoio do povo,
dos movimentos sociais e das mulheres.

Contou com os partidos progressistas
contou com os artistas e intelectuais
e vai governar o Brasil mais uma vez.

Já tínhamos um grande líder como símbolo.
Agora temos uma grande liderança feminina.
Uma mulher do Coração Valente.

Parabéns pela vitória, presidenta Dilma! 

sábado, 25 de outubro de 2014

Pesquisas: O povo quer Dilma

Ibope e Datafolha mostram vantagem de Dilma

Ibope:       Dilma 49% x 43 Aécio
Datafolha: Dilma 47% x 43% Aécio

Mesmo considerando que os trackings sinalizam vantagem ainda maior para Dilma, todos devem tomar cuidado contra a fraude. O pessoal de São Paulo continua atuando e tudo indica que a Folha entrou no jogo perigoso.

Ao dizer e mostrar no jornal que Dilma e Aécio estão em empate técnico, significa que a Folha aceitou diminuir os números de Dilma para justificar o empate técnico e assim facilitar a fraude. Basta fraudar 3% dos votos que os fraudadores estariam justificados pela pesquisa do Datafolha e dirão que o Ibolpe chegou perto mas não acertou.

Tenho mostrado todas estas possibilidades, incluindo as denúncias contra a insegurança no sistema de Urna Eletrônica para mostrar que, se acontecer, estava previsto e combinado, como estava previsto e combinado no primeiro turno. Fizeram magia no Estado de São Paulo no primeiro turno e tentarão fazer a maior fraude da História do Brasil neste segundo turno.

Em vez de ganhar no voto do povo brasileiro, a oposição vai tentar ganhar fazendo o milagre da transformação dos votos.

Com certeza, Dilma só perderá se houver fraude.

O povo brasileiro está com Dilma.
O povo vai votar na mulher do Coração Valente.
O povo vai votar no 13.

Eleições: O Brasil com Dilma 13

Sem medo de ser feliz

Vejam que foto significativa.



Todos na campanha de Dilma. 

Se vocês olharem no lado direito da foto verão que Lula também estava na Praça Patriarca. Coração de São Paulo. Eram milhares de pessoas e de bandeiras. A imprensa não mostra, mas as redes sociais estão mostrando o grande crescimento de Dilma em São Paulo e em todo Brasil.

Agora é continuar pedindo voto, conclamar o povo a continuar gerando mais empregos, mais educação, mais moradias, mais saúde e menos violência. Mais cultura, mais lazer e mais transporte coletivo de qualidade.

Precisamos também tomar cuidado com as fraudes. No segundo turno, não pode acontecer o que aconteceu em São Paulo, quando os votos mudaram de lado misteriosamente. O povo precisa ser respeitado! Democracia é para todos. Ricos e pobres. O Brasil precisa garantir o respeito ao voto da maioria. 

O Brasil está com Dilma.
O Brasil está com a mulher do coração valente.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Nassif continua denunciando fraudes

E se roubarem domingo?

Porque a Bolsa subiu nesta sexta-feira?
Por causa da provocação da Veja?
Ou porque está prevendo a fraude?
Ou as duas coisas juntas? 

Se as pesquisas continuarem ampliando a vitória de Dilma, 
passando de dez pontos de vantagem. 
Se a população resolver votar em peso em Dilma. 
Se a própria imprensa reconhecer a vantagem de Dilma.

Se, mesmo acontecendo tudo isto, os fraudadores resolverem roubar a eleição neste domingo, como reagirá o Brasil? Como fica a governabilidade? Depois de roubado, ou se anula a eleição e se faz outra, ou se mantém o resultado fraudado ou podemos ir para uma guerra civil, sem precedente na nossa história.

Como garantir o respeito à vontade do Povo?
Se depender de parte de nossa imprensa,
"Os fins justificam os meios".
Isto também vale para parte do Judiciário
E dos empresários e da classe média racista.

Na dúvida, leia mais esta reportagem do economista Luiz Nassif.


sex, 24/10/2014 - 12:48 Atualizado em 24/10/2014 - 13:10
Patricia Faermann - Blog de Nassif

Jornal GGN - Há menos de três meses, um jovem hacker recém formado pela Universidade de Brasília acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o “Inserator CPT”. A ação foi planejada pela CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), formado por especialistas em tecnologia.

A advogada Maria Aparecida Cortiz, que participa do grupo, articulou a estratégia dentro do Tribunal Superior Eleitoral, representando o PDT, depois que o presidente da Corte Dias Toffolli anunciou que não abriria edital para testes nas urnas das eleições 2014. “Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado”, disse em entrevista ao GGN.

Cortiz descobriu outra brecha no sistema: além do Inserator, o programa comandado pela empresa Módulo Security S/A – conforme relato do GGN a única proprietária do serviço por 13 anos com contratos irregulares – é transmitido de Brasília para os estados por meio da insegura rede da Internet.


As denúncias de irregularidades foram enviadas ao TSE em uma petição. Entretanto, a petição não virou processo e foi arquivada por um juiz da Secretaria de Informática. Além da omissão do próprio ministro Dias Toffoli, a advogada ainda denuncia o desaparecimento de quatro páginas do documento. “É o crime perfeito. O réu julga suas próprias ações”, conclui.

Eleições, Pesquisas e Fraudes (2)

Mesmo com clima de festa,
é preciso tomar cuidado

Os milhões de apoiadores da candidatura Dilma estão comemorando a boa vantagem que aparece nas duas mais importantes pesquisas nacionais, Datafolha e Ibope. Tudo indica que Dilma terá mais votos e terá uma vantagem maior do que os 8% ou os 6% que estão aparecendo hoje.

Mas, como no  futebol não são apenas os jogadores que decidem o jogo, nas eleições também não são somente os eleitores que contam. Tem a imprensa, tem o judiciário, tem a PF, tem os meios de transportes (que podem fazer os ônibus desaparecerem), tem os profissionais de informática (que podem fazer os votos mudarem de lado) e tem também os mesários (que podem psicografar assinaturas de eleitores, além de criar outros problemas).

Enfim, como tudo na vida, não são apenas duas variáveis...
São muitas, até aparecer o resultado final.

Vejam este três comentários que estão circulando pelo Brasil.

1 - Apesar de todas as pesquisas sinalizarem boa vitória de Dilma,
veja o que Aécio diz no jornal Folha de S.Paulo de hoje.

Manchete: "Dilma perde seja qual for o resultado".
Final da matéria: "Nos aguardem. Domingo falarei com vocês como presidente eleito".

2 - Jornal Estadão, Caderno 2, Direto da Fonte - Sonia Racy.

Matemática
Os trackings eleitorais encomendados pelos bancos 
não acompanharam os resultados das pesquisas
do Ibope e do Datafolha, ontem.
Continuavam no empate técnico entre Dilma e Aécio,
com a presidente dois pontos 'a frente do tucano.

3 - Mensagem recebida de profissionais de informática
sobre as empresas que cuidam das eleições.

A empresa Módulo, responsável pela segurança dos dados do TSE, tem como diretor executivo Sergio Thompson Flores, ligado ao PSDB e ao candidato Aécio Neves.
Em 2007, através da empresa Infinity Bio-Energy, o Sr. Thompson Flores, assinou protocolo de intenções com o Estado de Minas Gerais, no governo Aécio Neves, no valor de 85 milhões de reais, para produzir álcool no município de Nanuque, no Vale do Mucuri. Consta do Diário Oficial de MG, de 16/02/2007, a proclamação do ato.

Nota do Blog;

Depois das denúncias do economista Luiz Nassif, do professor Sergio Amadeo e da forma mágica como Aécio cresceu em São Paulo no primeiro turno, as declarações do candidato Aécio, contrariando toda lógica das pesquisas e do bom senso, além do apoio dos banqueiros e especuladores, que contratam empresas paralelas para "fabricar trackings especulativos", pode acontecer com Dilma o quê aconteceu com Netinho e muitos candidatos paulistas. Dormiram eleitos e acordaram derrotados, ante a magia do voto eletrônico e sem fiscalização.

Como impedir a fraude? 
Como respeitar a soberania do povo?

PS.:
Antigamente a Folha era ótima em descobrir falcatruas.
Talvez agora a Folha não queira falar dos riscos de fraudes
mas, ao insistir em novas pesquisas que sinalizam vitória de Dilma,
o jornal esteja sinalizando que não apoia fraudes.
Eu, como pessoa de muita fé, sempre mantenho a esperança
de que o bem sempre vence...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Só a fraude impedirá a vitória de Dilma

Oposição não esperava tanto crescimento de Dilma
e achava que seria fácil repetir a magia do primeiro turno.

Temos que atuar mobilizados em duas frentes:
1 – Continuar pedindo o voto do povo brasileiro;
2 – Aumentar a fiscalização e controle sobre as Urnas Eletrônicas.

Depois da denúncia do jornalista econômico Luiz Nassif, vejam esta grande entrevista do esplecialista em informática e sociólogo, Sergio Amadeu. Mesmo sendo longa, vale a pena tomar conhecimento de tudo.

Insegurança Eleitoral
‘LISURA DA VOTAÇÃO
ESTÁ NAS MÃOS DE EMPRESAS PRIVADAS’

Site Brasil 247 – 23/10/2014
Sociólogo Sergio Amadeu da Silveira, da Universidade Federal do ABC, coloca em discussão o desconhecimento na fiscalização do processo eletrônico brasileiro, problema que traz "incerteza", segundo ele;
"Quem poderia fraudar a vontade popular e alterar os resultados coletados nas urnas eletrônicas?
Respondo com clareza: aqueles que têm acesso a elas.
 Quem tem acesso às urnas? As empresas terceirizadas pelo TSE e pelos TREs para cuidar do processo eleitoral", pontua Amadeu; ele defende que "essa situação de incerteza e opacidade precisa definitivamente mudar"
23 DE OUTUBRO DE 2014 ÀS 12:53 
247 – "O fato de as pessoas não saberem como fiscalizar o processo eletrônico não é sinônimo de segurança, ao contrário, é uma situação de incerteza". A discussão é colocada pelo sociólogo Sergio Amadeu da Silveira, da Universidade Federal do ABC (UFABC). Ele defende que essa situação "precisa definitivamente mudar".
Segundo Amadeu, a lisura do resultado das eleições está nas mãos de empresas privadas terceirizadas, que são contratadas pelo TSE e pelos TREs para cuidar do processo eleitoral e, portanto têm acesso às urnas eletrônicas.
Leia abaixo seu artigo sobre o assunto:
LISURA DAS ELEIÇÕES 
ESTÁ NAS MÃOS DE EMPRESAS PRIVADAS
E se as pesquisas do dia anterior ao primeiro turno e a própria pesquisa de boca de urna não estivessem erradas?
Chamou atenção as disparidades entre as pesquisas e os resultados eleitorais. Essa dúvida não poderia existir.
Muitos pesquisadores têm questionado as inúmeras incertezas do processo eleitoral brasileiro chamado simplificadamente de "urna eletrônica".
O fato das pessoas não saberem como fiscalizar o processo eletrônico não é sinônimo de segurança, ao contrário, é uma situação de incerteza.
Como a democracia depende de legitimidade, resolvi escrever esta breve consideração sobre a votação brasileira.
Vou direto ao ponto. Quem poderia fraudar a vontade popular e alterar os resultados coletados nas urnas eletrônicas?
Respondo com clareza: aqueles que têm acesso a elas. Quem tem acesso às urnas? As empresas terceirizadas pelo TSE e pelos TREs para cuidar do processo eleitoral.
Como poderia ocorrer uma fraude? Por exemplo, na urna eletrônica? Vamos ver como a Justiça eleitoral define a urna utilizada: 
"A urna eletrônica é um microcomputador de uso específico para eleições, com as seguintes características: resistente, de pequenas dimensões, leve, com autonomia de energia e com recursos de segurança".
Como qualquer computador, para ele funcionar depende de um programa, ou seja, de um software. Se os softwares não foram auditados, eles podem conter rotinas que, quando acionadas, alteram o resultado da votação.
O eleitor confirma o seu voto e depois ele poderia ser modificado no resultado geral da urna. 
Como não há a impressão simultânea do voto em papel, em caso de suspeita ou dúvida, não é possível fazer uma recontagem para saber se o que o eleitor votou é o que foi computado na urna.
Como não temos a impressão simultânea, é possível saber se alguém inseriu alguma rotina maliciosa nas urnas de uma zona eleitoral?
Antes de inserir os softwares nas urnas eles deveriam ser auditados. Eles foram?
As informações que tenho é que apenas o PDT participou de auditoria do processo de lacração das urnas, mas não analisou todos os softwares que foram nelas embarcados.
A fraude só pode ocorrer alterando o programa das urnas?Não.
Pode acontecer também na transmissão de dados para a central de totalização de votos. Pode ocorrer na manipulação dos pen drives que contêm alguns resultados e em outras fases do processo.
Enfim, existem diversos pontos importantes de checagem e de controle. Repare que o governo federal não têm acesso as urnas.
Quem tem acesso é o Poder Judiciário.
Na verdade, os juízes e funcionários públicos da Justiça Eleitoral não são técnicos em informática e em segurança da informação.
Por isso, quem cuida das urnas, do software, da transmissão de dados são empresas terceirizadas que foram contratadas pelo TSE e pelos TREs.
Desse modo, hoje, a democracia brasileira e a lisura do pleito estão nas mãos de empresas como a Modulo Security, Engetec e outras.
Esperamos que todos os cuidados sejam tomados por elas. Mas temos que ficar vigilantes e desconfiados.
Acho que todos os técnicos que trabalham neste processo deveriam ter seus nomes publicados e, assim como os funcionários públicos de determinados cargos, ter suas declarações de renda enviadas, antes e um ano depois do pleito. Os donos dessas empresas deveriam ser conhecidos, pois deles dependem a garantia da vontade popular.
Podemos fiscalizar essas empresas até domingo? Não. Mas estamos atentos.
Vamos deixar bem claro que sabemos que eles são os responsáveis pelo processo. Vamos também ficar de olho no "inserator", rotina encontrada na urna e que permite inserir scripts que poderiam ser validados pela criptografia do sistema, conforme alertado pela Petição TSE Nº 23.891. 
Essa situação de incerteza e opacidade precisa definitivamente mudar. Por isso, quando acabar essas eleições precisamos realizar um amplo processo de debate público sobre o processo eleitoral.
Não podemos depender da "bondade e ética" de empresas. Precisamos de controles e transparência do processo para toda a sociedade. - Sérgio Amadeu da Silveira é sociólogo e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC).